Psicoterapeuta. - CRT 42.156

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Fernando Cesar Ferroni de Freitas

quarta-feira, 8 de maio de 2013


'Bolsa crack' de R$ 1.350 vai pagar internação de viciados do Estado de SP
Governador Geraldo Alckmin vai apresentar nesta quinta-feira, 9, plano de ajuda financeira para famílias de dependentes. Dinheiro poderá ser sacado apenas para tratamento em clínica particular



Famílias com parente dependente de crack vão receber uma bolsa do governo do Estado de São Paulo para custear a internação do usuário em clínicas particulares especializadas. Chamado "Cartão Recomeço", o programa deve ser lançado na quinta-feira, com previsão de repasses de R$ 1.350 por mês para cada família de usuário da droga.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, a proposta é manter em tratamento pessoas que já passaram por internação em instituições públicas. "São casos de internações em clinicas terapêuticas, pelo período médio de seis meses", afirma.

Os dez municípios que receberão o programa piloto devem ser definidos nesta quarta-feira. Ainda não há data para o benefício valer em todo o Estado. As clínicas aptas a receber os pacientes ainda vão ser credenciadas, mas ficará a cargo das prefeituras identificar as famílias que receberão a bolsa. "Saúde pública é sempre para baixa renda. Os Caps (Centros de Atendimento Psicossocial das prefeituras) já têm conhecimento das famílias e fará a seleção", diz Garcia, sem detalhar quais serão esses critérios.

Como antecipou o site da revista Época, o pagamento da bolsa será feito com cartão bancário. A ideia do Cartão Recomeço é ampliar a rede de tratamento para dependentes e, principalmente, a oferta de vagas para internar usuários. O trabalho desenvolvido pelo governo sofre críticas por causa da falta de vagas, especialmente após a instalação de um plantão judiciário no Centro de Referência de Tabaco, Álcool e Outras Drogas (Cratod), no Bom Retiro, centro da capital, ao lado da cracolândia - entre janeiro e abril, segundo o governo, cerca de 650 pessoas foram internadas após o atendimento no Cratod.

Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Unifesp, que participou da criação do Cartão Recomeço, a vantagem do modelo é descentralizar o financiamento do tratamento. "Muitas famílias, mesmo de classe média, estouram o orçamento tentando pagar tratamento para o familiar dependente."

Com o cartão, diz Laranjeira, as famílias terão uma "proteção" para o caso de o parente ficar viciado. "A família poderá ter dinheiro para oferecer ajuda caso o dependente aceite uma internação."

Inspiração

O programa que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai lançar é semelhante ao desenvolvido em Minas. Apelidado de "bolsa crack", o cartão de lá é chamado Aliança Pela Vida e dá ajuda de R$ 900.

A assessoria do Palácio dos Bandeirantes rejeitou o termo "bolsa crack" - segundo o secretário Garcia, o apelido é "maldoso". O governo também ressalta que o recurso é carimbado e só pode ser sacado para pagamento em clínicas credenciadas. O plano envolve técnicos das Secretarias de Desenvolvimento Social, da Saúde e da Justiça. O pagamento sairá do orçamento da Secretaria de Desenvolvimento.

terça-feira, 7 de maio de 2013


Tratamento para Dependentes Químicos.
Perguntas mais frequentes:



Dentre as pessoas que usam drogas, quem deve ser tratado?

O tratamento deve ser dirigido basicamente às pessoas que se tornaram dependentes de drogas. Da mesma forma que não há qualquer sentido em propor tratamento a alguém que usa álcool apenas ocasionalmente, também não devemos falar em tratamento para usuários experimentais ou ocasionais de outras drogas.

O que é diminuição de prejuízos relacionados ao uso de drogas?

"Prejuízos" pode ser entendido como danos, riscos, perigos. Dessa forma, diminuição de prejuízos é um conjunto de medidas dirigidas a pessoas que não conseguem ou não querem parar de consumir drogas. Essas estratégias têm por objetivo reduzir as conseqüências negativas que o uso de drogas pode ocasionar. Um exemplo seriam as campanhas orientando as pessoas a não dirigirem após consumir bebidas alcoólicas. Outro exemplo seriam os programas de troca de seringas dirigidos a usuários de drogas injetáveis. Sabemos que a forma de transmissão mais perigosa do vírus da AIDS é a passagem de sangue contaminado de uma pessoa para outra.
Nos programas de troca de seringas, são recolhidas as usadas e colocadas novas à disposição. Por meio desses procedimentos ocorre redução importante da infecção pelo vírus da AIDS, assim como de outras doenças contagiosas. Ao contrário do que se temia inicialmente, os programas de troca de seringas não induzem as pessoas a utilizar drogas injetáveis. Além disso, eles constituem uma medida de saúde pública da maior importância para o controle da epidemia mundial da AIDS.


Que tipos de ajuda terapêutica existem para os dependentes

Existem diversos modelos de ajuda a dependentes de drogas: tratamento médico; terapias cognitivas e comportamentos; psicoterapias; grupos de auto-ajuda (do tipo Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos); comunidades terapêuticas; etc. Em princípio pode-se dizer que nenhum desses modeles de ajuda consegue dar conta de todos os tipos de dependências e dependentes. Se alguns podem se beneficiar mais de um determinado modelo outros necessitam de diferentes alternativas. É muito difundido o modelo que utiliza ex-dependentes de drogas como agentes "terapêuticos" já que uma pessoa que passou pelo mesmo problema pode ajudar o dependente a se identificar com ela e compreender melhor seus problemas. É importante, porém observarmos que os efeitos positivos de uma abordagem dependem essencialmente da capacitação técnica dos profissionais envolvidos.


Os especialistas em dependência vêm realizando pesquisas nos últimos anos para determinar que tipos de dependentes se beneficiam mais de um ou de outro tipo de ajuda. Entretanto deve-se destacar que as abordagens medicopsicológicas (que associam ao mesmo tempo os recursos da medicina e da psicologia) têm se mostrado mais eficazes na maior parte dos casos.

O que vai ser tratado?
Existem diversos modelos de ajuda a dependentes de drogas: tratamento médico; terapias cognitivas e comportamentos; psicoterapias; grupos de auto-ajuda (do tipo Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos); comunidades terapêuticas; etc. Em princípio pode-se dizer que nenhum desses modeles de ajuda consegue dar conta de todos os tipos de dependências e dependentes. Se alguns podem se beneficiar mais de um determinado modelo outros necessitam de diferentes alternativas. É muito difundido o modelo que utiliza ex-dependentes de drogas como agentes "terapêuticos" já que uma pessoa que passou pelo mesmo problema pode ajudar o dependente a se identificar com ela e compreender melhor seus problemas. É importante, porém observarmos que os efeitos positivos de uma abordagem dependem essencialmente da capacitação técnica dos profissionais envolvidos
Os especialistas em dependência vêm realizando pesquisas nos últimos anos para determinar que tipos de dependentes se beneficiam mais de um ou de outro tipo de ajuda. Entretanto deve-se destacar que as abordagens medicopsicológicas (que associam ao mesmo tempo os recursos da medicina e da psicologia) têm se mostrado mais eficazes na maior parte dos casos.

Quais os transtornos psiquiátricos mais associados às dependências?

A depressão é o transtorno que mais se associa ao abuso e à dependência de drogas. Outros transtornos freqüentemente encontrados entre os dependentes são o transtorno de ansiedade, o obsessivo-compulsivo, os de personalidade e, mais raramente, alguns tipos de psicoses. Mais recentemente descobriu-se que indivíduos com transtornos neurocognitivos (de aprendizagem) estão mais propensos a se tornarem dependentes de drogas. Esses podem se manifestar através de problemas de atenção, memória, concentração ou linguagem, entre outros. A grande dificuldade decorre de, com muita freqüência, esses sinais não serem identificados nem pelos familiares nem pela escola, podendo estar presentes desde a mais tenra idade. Exemplificando, muitos jovens considerados rebeldes, preguiçosos, desinteressados, vagabundos ou indisciplinados, na verdade podem apresentar um transtorno específico de aprendizagem ou de atenção. É importante ressaltar que esses transtorno prejudicam profundamente a auto-estima e o desenvolvimento das crianças e dos jovens, atrasando ou até mesmo impossibilitando o uso de suas potencialidades.
Se fossem diagnosticados de modo correto, esses distúrbios poderiam ser facilmente tratados, evitando assim as conseqüências drásticas que ocorrem quando não são identificados. Como exemplo disso, muitos dependentes de drogas que apresentavam transtorno de atenção, quando o problema foi adequadamente tratado, pararam de consumir drogas.

Os dependentes de drogas devem ser internados para tratamento?

Na maior parte dos casos, o tratamento do dependente de drogas não requer internação. Nos raros casos em que é necessária, ela deve ser decidida com base em critérios claros e definidos, estabelecidos por um especialista. A internação de um dependente de drogas sem necessidade pode levar até mesmo a um aumento do consumo. O aumento do consumo após uma internação indevida pode se dar por diversas razões, como sentimentos de revolta de um dependente ainda não suficientemente convencido da necessidade de ajuda.


Fonte: Unifesp / Cebrid

Departamento de Psicobiologia - Unifesp/EPM-Contato: cebrid@psicobio.epm.br

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Bon Jovi relembra overdose da filha: 'foi o pior telefonema que já recebi'
Cantor disse que a filha está bem após a hospitalização - e agradeceu apoio dos fãs durante sua recuperação



O cantor Jon Bon Jovi (Getty Images)

O cantor Jon Bon Jovi relembrou, em entrevista ao programa Katie, nos Estados Unidos, a experiência vivida com a overdose de sua filha, Stephanie, por consumo de heroína. Há quatro meses, a garota de 19 anos foi encontrada desacordada em um dormitório do Hamilton College, em Nova York, onde estuda, em posse de maconha e heroína. Stephanie foi presa junto com o amigo, Ian Grant. "Foi o pior telefonema da minha vida", disse Bon Jovi, ao recordar a forma como foi avisado da overdose de sua filha.

O músico contou à entrevistadora Katie Couric, do canal CBS, que desconhecia o fato de sua filha usar drogas até aquela noite - e que o incidente o despertou para a questão do abuso de drogas na juventude. "O problema é muito mais recorrente do que eu imaginava. Não consigo superar o fato de tantas pessoas que encontrei terem me dito que 'meu filho' ou 'minha filha'... Há muita pressão nessas crianças hoje em dia", disse o cantor, ao se referir aos relatos que recebeu de pais que sofrem os mesmos problemas.

Segundo Bon Jovi, Stephanie está bem e se recupera do incidente. "Ela está ótima e agradeço os pensamentos e orações de todos", disse. O músico também lembrou o apoio que recebeu dos fãs diante do difícil momento. “Os pensamentos positivos das pessoas para mim e para minha família são muito reconfortantes. Estamos bem”, disse.

sábado, 4 de maio de 2013

 

Animações 

Ação dos Benzodiazepínicos no Sistema Nervoso Central
Ação da Cocaína e Crack no Sistema Nervoso Central





















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Departamento de Informática em Saúde - UNIFESP.










Internação de dependentes só com autorização médica, defendem especialistas
POST 03 MAIO 2013 BY UNIAD

Acordo costurado com o governo busca viabilizar votação da proposta.
Veja a reportagem e o debate na TV Câmara sobre internação de dependentes químicos.

Especialistas em tratamento de dependência química são unânimes em defender que a internação de dependentes somente ocorra na rede pública e com autorização de um psiquiatra.

Em debate no jornal Câmara Hoje da TV Câmara, nesta quinta-feira (02), os participantes debateram o Projeto de Lei 7663/10, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que altera as regras para tratamento de usuários e combate às drogas.

Um dos pontos polêmicos do texto autoriza a internação involuntária de usuários com a autorização de qualquer profissional de saúde, a pedido da família, ou mesmo de um servidor público.

“Resistência ideológica”
Na opinião de Osmar Terra, a proposta “enfrenta resistência ideológica”, mas pode ajudar a resolver o problema da dependência porque é baseado em evidências científicas. O caminho para a recuperação é ficar em abstinência, mas correntes dos ministérios da Saúde e da Justiça acham que ela não é necessária”, sustenta. Na versão atual, o projeto prevê a internação por até 12 meses.

O projeto tramita em regime de urgência, aprovada em março. O projeto conta com um substitutivo aprovado pela comissão especial que analisou a matéria.

De acordo com o deputado Osmar Terra, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, se comprometeu a colocar o texto na pauta. A expectativa do deputado é que a votação ocorra na próxima quarta-feira (8).

Da Reportagem - RCA
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'




Afastamentos: pagamento de mais de R$ 211 milhões de benefícios previdenciários

POST 04 MAIO 2013 BY UNIAD
Agência USP de Notícias - Por Júlio Bernardes


No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisa do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento. O trabalho recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de orgãos públicos.


O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior, lembrando que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”. Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”.
Silva-Junior entrevistou 385 pessoas que foram solicitar benefícios na unidade de perícia do INSS no Glicério (Centro de São Paulo), entre as quais 160 apresentaram transtornos mentais. “Os questionários incluíram perguntas sobre dados sociodemográficos, hábitos e estilos de vida, como fumar, beber e realizar atividades físicas”, conta. “Também foi perguntado o tipo de trabalho desempenhado e há quanto tempo, além da percepção da presença de fatores psicossociais que indicassem a existência de um ambiente de trabalho estressor que pudesse levar ao problema mental. Por fim, os trabalhadores foram questionados sobre sua condição de saúde atual, como excesso de peso ou outros adoecimentos associados”.
De acordo com o médico, os maiores riscos de afastamento de trabalho por doenças mentais foram verificados entre mulheres, pessoas que se referiram como de cor branca, com alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo), que fumavam muito e apresentavam consumo elevado de bebidas alcóolicas. “Com relação ao ambiente, as pessoas que vivenciavam situações de violência no trabalho tinham mais chances de vir a se afastarem devido a distúrbios mentais”, afirma. “Também houve influência de fatores psicossociais negativos, como a realização de trabalho de alta exigência, no qual estavam envolvidas muitas tarefas, sem controle da parte do trabalhador. A presença de dois ou mais problemas de saúde também aumentava a chance”.
Apoio social
Silva-Junior ressalta que as chances dos trabalhadores pedirem afastamento são maiores em ambientes onde não há apoio social dos colegas de trabalho. “Além das relações interpessoais serem muito ruins, essas pessoas vivenciam situações onde se esforçam muito e não têm uma recompensa adequada”, observa. “Além disso, um comprometimento excessivo com o trabalho aumenta as chances de acontecerem transtornos mentais incapacitantes”.
A pesquisa sugere aos profissionais de saúde e segurança do trabalho um olhar mais atento sobre fatores psicossociais presentes nos locais de trabalho, de modo que possam realizar ações de prevenção das faltas ao trabalho por doença. “O Brasil não possui uma legislação trabalhista específica sobre o tema, considerado um risco ocupacional invisível”, alerta o médico. “A área médica das empresas precisa trabalhar em conjunto com os setores produtivos e de recursos humanos, para identificar situações de risco a fim de propocionar uma condição de trabalho adequada à apacidade do trabalhador”.
O médico afirma que os resultados do estudo podem auxiliar na elaboração de políticas públicas da relação entre saúde mental e trabalho. “A pesquisa também recomenda que os dados do Ministério da Previdência Social auxiliem os Ministérios da Saúde e do Trabalho na intensificação da fiscalizção para combater situações agressivas aos trabalhadores”, conclui. O estudo de Silva-Junior é descrito em dissertação de mestrado apresentada na FSP em agosto de 2012, com orientação da professora Frida Marina Fischer.
O trabalho foi aceito para apresentação no formato tema livre no 15º Congresso Nacional da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (http://www.anamt.org.br/15congresso/), que acontece no mês de maio, em São Paulo. Também deverá participar, no formato pôster, da 23rd Conference on Epidemiology in Occupational Health (EPICOH) (http://www.epicoh2013.org/), que ocorrerá no mês de junho na Holanda.

quinta-feira, 2 de maio de 2013


Tratamento da dependência da nicotina
Ronaldo Laranjeira e Analice Gigliotti


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, três milhões de fumantes morrem por ano de doenças relacionadas com o tabaco.

O tabagismo é a maior causa preveniente de morbidade e de mortalidade em muitos países. Mas a dependência da nicotina é um comportamento tão virulento que embora 70% dos fumantes desejem parar de fumar, apenas 5 % destes conseguem fazê-lo por si mesmos. Isso ocorre porque o comportamento do fumar não apenas causa doenças mas é, ele mesmo, uma doença: a dependência da nicotina.

A visão do comportamento do fumar como dependência de droga causou uma verdadeira revolução nas formas de entendimento e tratamento dos fumantes. Isso foi precipitado pela publicação, em 1988, do Relatório do Cirurgião Geral Koop. Nesse, concluiu-se que o cigarro e outras formas de tabaco geram dependência; que a droga que causa dependência no tabaco é a nicotina; e que os processos farmacológicos e comportamentais que determinam a dependência ao tabaco são similares àqueles que determinam a dependência de outras drogas como a heroína e a cocaína. Dessa forma, a dependência do cigarro passou a não ser mais vista apenas como um “vício psicológico” mas como uma dependência física que deveria ser tratada como uma doença médica, nos mesmos moldes do tratamento de outras substâncias que causam dependência.1 Desde então, todo um arsenal terapêutico foi desenvolvido com o objetivo de aliviar os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina ou a diminuir a fissura pela mesma.

O presente artigo tem como objetivo fazer uma revisão dos principais métodos de tratamento da dependência da nicotina, passando pelo uso dos adesivos, chicletes, inaladores e sprays nasais de nicotina, até a utilização de antidepressivos como a bupropiona e a nortriptilina. Descreveremos a possibilidade do uso conjunto ou isolado de cada um desses medicamentos, ressaltando que a terapia cognitivo-comportamental de suporte costuma aumentar as taxas de abstinência.

Ronaldo Laranjeira
Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), Hospital São Paulo , Unifesp-EPM.

laranjeira@psiquiatria.epm.br

O uso de drogas psicotrópicas no Brasil.


O Brasil, maior país da América Latina, tem uma população de aproximadamente 158 milhões de habitantes e é a oitava economia mundial. Entretanto, a maioria da população não tem acesso às riquezas geradas no país. Cerca de 15% da população é composta por adultos analfabetos e grande parte das crianças não tem acesso às necessidades básicas. As diferenças regionais do país são marcantes, refletindo-se em peculiaridades culturais que envolvem desde o nível de educação às práticas religiosas (IBGE, 1997).
Essa variabilidade também se reflete no cenário do consumo de drogas psicotrópicas, chegando a ser marcante para algumas drogas específicas. O consumo de cocaína é um exemplo típico, concentrando-se em algumas regiões do país, em especial no Sudeste e no Sul do Brasil, sendo mais comum em algumas populações específicas e praticamente inexistente em outras (Nappo et al., 1996; Nappo, 1996a, Noto et al., 1998). Por outro lado, vale considerar que existem drogas cujo consumo se distribui de forma mais uniforme no território nacional, como é o caso do álcool e do tabaco (Almeida-Filho et al., 1992; Noto & Carlini, 1995; Galduróz et al., 1997).


Também merecem destaque as diferenças de padrão de consumo entre homens e mulheres, sendo as drogas ilícitas (maconha e cocaína) mais consumidas por homens, e os medicamentos psicotrópicos (ansiolíticos, anfetaminas, entre outros) preferidos pelas mulheres (Nappo & Carlini, 1993; Nappo, 1996b; Galduróz et al., 1997; Nappo et al., 1998).


O conhecimento dessas peculiaridades é essencial para subsidiar as políticas públicas. No entanto, ainda é pouco conhecida a real dimensão do uso de drogas no Brasil, bem como os problemas decorrentes desse uso, especialmente devido à carência de estudos nessa área, o que se acentua diante das dificuldades relacionadas à clandestinidade que envolve o uso de drogas ilícitas.


Entre os poucos estudos epidemiológicos até hoje realizados no Brasil, destacam-se os levantamentos realizados pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre drogas Psicotrópicas) entre estudantes de dez capitais brasileiras, nos anos de 1987, 1989, 1993 e 1997, os quais indicam o álcool e o tabaco, como os psicotrópicos mais consumidos. Entretanto, excetuando estes, 24,7% dos estudantes entrevistados em 1997 relataram já ter ao menos experimentado drogas. Os inalantes (solventes) foram os psicotrópicos mais citados (13,8%), seguidos pela maconha (7,6%), pelos medicamentos ansiolíticos (5,8%), anfetamínicos (4,4%) e pela cocaína (2%) (Galduróz et al., 1997).


Paralelamente, estudos realizados nos anos de 1987, 1989, 1993 e 1997 entre crianças e adolescentes em situação de rua de seis capitais brasileiras têm indicado um consumo de psicotrópicos muito superior aos valores observados entre estudantes. No ano de 1997, 88,1% dos entrevistados relataram já ter usado drogas pelo menos uma vez na vida, sendo os inalantes e a maconha as drogas mais citadas (excetuando o álcool e o tabaco). No que diz respeito às demais drogas, foram observadas diferenças regionais, aparecendo em destaque a cocaína nas capitais do Sul e do Sudeste, e os medicamentos psicotrópicos nas capitais do Nordeste. Esses estudos também têm apontado uma estreita relação entre o consumo de psicotrópicos e outras atividades ilícitas como a prática de furtos (Forster et al., 1992, 1996; Noto et al., 1997, 1998).


No que diz respeito aos atendimentos hospitalares provocados pelo abuso de psicotrópicos, levantamentos realizados junto a hospitais e clínicas psiquiátricas apontam o álcool como responsável por cerca de 90% das internações por dependência. Esses estudos também mostram que as internações por cocaína vêm aumentando gradativamente desde 1987, bem como as por maconha vêm diminuindo. Essas mudanças alteraram o perfil das internação e, atualmente, a cocaína ocupa o primeiro lugar entre as drogas ilícitas, posto este ocupado pela maconha até 1991 (Noto & Carlini, 1995).


As drogas psicotrópicas também assumem um papel de destaque no cenário dos acidentes de trânsito. Um estudo da Associação Brasileira dos Departamentos de Trânsito (Abdetran), envolvendo quatro capitais brasileiras: Salvador, Recife, Brasília e Curitiba, detectou que em 27,2% dos casos analisados de vítimas de acidentes de trânsito, a dosagem de álcool no sangue excedia o valor de 0,6g/l, limite permitido pelo novo Código Nacional de Trânsito. Entre os demais psicotrópicos, destacaram-se a maconha (detectada em 7,7% dos casos), os benzodiazepínicos (3,4%) e a cocaína (2,3%) (Abdetran, 1997).


Em relação ao tráfico de drogas, ao serem analisadas as apreensões realizadas pela Polícia Federal ao longo dos últimos anos, verifica-se que, enquanto as apreensões de maconha diminuíram a partir do final da década de 80, as de cocaína aumentaram de maneira considerável. Embora as quantidades de drogas apreendidas tenham sido grandes, o número de inquéritos e indiciamentos foi pequeno quando comparado com outros países (Galduróz et al., 1994; Noto et al., 1995).


Segundo o Drug Enforcement Administration, o Brasil é atualmente a principal rota de tráfico de cocaína na América Latina, situação que acarreta problemas sociais consideráveis para o nosso país, como a disseminação da Aids e a violência.


Nesse contexto, torna-se evidente a crescente participação da cocaína no cenário brasileiro, situação que merece atenção especial das políticas públicas na área (Carlini et al., 1995; Dunn et al., 1996; Fonseca & Issy, 1996; Nappo et al., 1996).


É importante assinalar que o álcool, o tabaco e alguns medicamentos psicotrópicos (especialmente ansiolíticos e anfetaminas), embora não tão alardeados, continuam sendo as drogas mais consumidas e as que trazem os maiores prejuízos à população brasileira. No entanto, ainda são muito pouco consistentes as intervenções preventivas voltadas para essas drogas, deixando aberto espaço para campanhas publicitárias cada vez mais sofisticadas para a promoção do consumo que mascaram os inúmeros problemas sociais que envolvem o abuso do álcool e do tabaco.


Num país como o Brasil, onde a maioria da população tem a mídia como principal fonte de informações, o que é divulgado pelos meios de comunicação de massa passa a ser padrão de verdade. Assim, em contrapartida à negligência política no que diz respeito às drogas lícitas, para estas imperam os alardes da mídia, que vêm criando um "pânico", inclusive dificultando algumas intervenções específicas (Carlini-Cotrim et al., 1995).


Ainda vale ressaltar que a violência relacionada ao uso abusivo de drogas não fica restrita aos acidentes de trânsito, às cenas de brigas em bares ou entre traficantes, mas também envolve o ambiente familiar de forma considerável. Ainda são raros os estudos sobre essa questão no Brasil.






A estrutura governamental e a política nacional na área


As incoerências citadas anteriormente são reflexos das inúmeras divergências que envolvem a questão dos psicotrópicos e, especialmente, da falta de uma política pública integrada. Os órgãos governamentais, na maioria das vezes, atuam isoladamente e dificilmente conseguem traduzir suas propostas em ações práticas. Dessa maneira, embora sejam relativamente freqüentes os discursos políticos, as palestras, os simpósios e, até mesmo os encontros científicos sobre o tema, são poucas as intervenções preventivas implementadas de fato. Nesse contexto, as poucas propostas governamentais que conseguiram atingir um estágio mais avançado de implementação ficaram fragilizadas no processo de mudança de governo, ou até mesmo acabaram sendo totalmente substituídas sem qualquer fundamento científico, como, por exemplo, o Projeto Valorização da Vida(Rio Grande do Sul) e o Projeto Escola é Vida (São Paulo). No entanto, parece estar em curso um processo de mudança nesse contexto, uma vez que o número e a qualidade das intervenções vêm aumentando, ainda que discretamente, ao longo dos últimos anos.


Considerando a estrutura política no nível nacional, o Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), ligado ao Ministério da Justiça, foi o órgão responsável pela coordenação das políticas públicas na área de drogas psicotrópicas no período de 1980 a 1998. Recentemente, foi criada a Secretaria Anti-drogas (Senad), subordinada diretamente à Presidência da República, que está dando os primeiros passos para estabelecer uma nova política pública no campo das drogas, tendo como desafio integrar as diferentes ações nessa área.


No que diz respeito especificamente à área da educação, o Ministério da Educação tem a responsabilidade de estabelecer campanhas e atividades de prevenção ao uso de drogas psicotrópicas dentro de um sistema formal de educação. No entanto, embora seja crescente o interesse nessa área, na prática ainda pouco se tem avançado.


Na área de saúde, o Ministério conta com a Coordenação Nacional de Saúde Mental (Cosam) e ainda com a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids. Ambas coordenam projetos voltados para prevenção, tratamento e, mais recentemente, redução de danos relacionados ao uso de drogas psicotrópicas.


Confrontando a política nacional e o cenário epidemiológico no Brasil ao longo dos últimos anos, é possível concluir que embora mudanças políticas tenham ocorrido, o quadro epidemiológico não sofreu grandes alterações. As poucas que aconteceram, em geral, foram para pior, especialmente no que se refere ao aumento do consumo e problemas relacionados às drogas ilícitas. Esse contexto sugere que as medidas adotadas nestes últimos anos não parecem ter tido a eficácia esperada e, portanto, torna-se essencial estudar formas alternativas de lidar com a questão.

Veja mais:
Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Departamento de Psicobiologia, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, Rua Botucatu 862, 1oandar, 04023-062 São Paulo, SP, Brasil.cebrid@psicobio.epm.br


http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81231999000100012&script=sci_arttext

domingo, 28 de abril de 2013


Internação compulsória e discriminação na saúde podem ser formas de tortura, diz especialista da ONU
março 11, 2013 em Destaques por Gabriele Carvalho
disponível em Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos  da ONU Brasil





Relator especial apresentou relatório em Genebra alertando para práticas abusivas em todo mundo como detenção compulsória em condições médicas, violações dos direitos reprodutivos, negação de tratamento contra a dor e discriminação contra pessoas com deficiência psicossocial e outros grupos marginalizados.
Os chamados centros de tratamento de drogas ou centros de ‘reeducação através do trabalho’ podem se tornar locais para a prática da tortura e de maus-tratos, além de serem em muitos casos instituições controladas por forças militares ou paramilitares, forças policiais ou de segurança, ou ainda empresas privadas.
O alerta foi feito nesta terça-feira (5) pelo Relator Especial da ONU sobre a tortura, Juan. E. Méndez, que propôs um debate internacional sobre os abusos em cuidados de saúde, que podem atravessar um limiar de maus-tratos equivalentes à tortura ou a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
“É comum a internação compulsória de usuários de drogas em supostos centros de reabilitação. Em alguns países, há relatos de que uma vasta gama de outros grupos marginalizados, incluindo crianças de rua, pessoas com deficiência psicossocial, profissionais do sexo, pessoas desabrigadas e pacientes com tuberculose, sejam detidos nesses centros”, afirmou Méndez.




“Cuidados médicos que causam grande sofrimento sem nenhuma razão justificável podem ser considerados um tratamento cruel, desumano ou degradante, e se há envolvimento do Estado e intenção específica, é tortura”, alertou Méndez durante a apresentação do seu mais recente relatório para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, que ilustra algumas dessas práticas abusivas de cuidados de saúde e lança luz sobre práticas abusivas muitas vezes não detectadas apoiadas por políticas de saúde.


O relatório inovador analisa todas as formas de abuso rotulados como “tratamento de saúde”, que tentam ter como premissa ou justificativa políticas de saúde. Ele também identifica o âmbito das obrigações do Estado de regular, controlar e fiscalizar as práticas de cuidados de saúde, com objetivo de prevenir maus-tratos sob qualquer pretexto, as políticas que promovem essas práticas e as lacunas de proteção existentes.


“Existem desafios únicos em parar os maus-tratos nos tratamentos de saúde devido, entre outras coisas, a uma percepção de que, apesar de nunca justificadas, certas práticas de cuidados de saúde podem ser defendidas pelas autoridades por motivos de eficiência administrativa, modificação de comportamento ou necessidade médica”, ressaltou o especialista.


Em seu relatório, Méndez explora um entendimento novo de diferentes formas de abusos contra os pacientes e indivíduos sob supervisão médica. Saiba abaixo:



Detenção compulsória em condições médicas

“É comum a internação compulsória de usuários de drogas em supostos centros de reabilitação. Às vezes chamados de centros de tratamento de drogas ou de centros ou campos de ‘reeducação através do trabalho’, estas são instituições geralmente controladas por forças militares ou paramilitares, forças policiais ou de segurança, ou empresas privadas.”

“Em alguns países, há relatos de que uma vasta gama de outros grupos marginalizados, incluindo crianças de rua, pessoas com deficiência psicossocial, profissionais do sexo, pessoas desabrigadas e pacientes com tuberculose, sejam detidos nesses centros.”
Violações dos direitos reprodutivos

“Os exemplos de tais violações incluem o tratamento abusivo e humilhação em contextos institucionais de esterilização involuntária; negação de serviços de saúde legalmente disponíveis, como aborto e pós-aborto; esterilizações e abortos forçados; mutilação genital feminina; violações de sigilo e confidencialidade médica em contextos de saúde, como denúncias de mulheres feitas por pessoal médico quando uma evidência de aborto ilegal é encontrada; e a prática de tentar obter confissões como condição de potencialmente fornecer tratamento médico para salvar vidas após um aborto.”
Negação de tratamento contra a dor


“Os governos devem garantir medicamentos essenciais – que incluem, entre outros, analgésicos opioides – como parte de suas obrigações mínimas essenciais sob o direito à saúde, bem como tomar medidas para proteger as pessoas sob sua jurisdição de tratamento desumano e degradante.”
Pessoas com deficiência psicossocial


“Abusos graves, como negligência, abuso físico e mental e violência sexual, continuam a ser cometidos contra pessoas com deficiência psicossocial e pessoas com deficiência intelectual em situações de cuidados de saúde.”


“Não pode haver nenhuma justificativa terapêutica para o uso de confinamento solitário e restrição prolongada para pessoas com deficiência em instituições psiquiátricas; tanto a reclusão prolongada quanto a contenção podem constituir tortura e maus-tratos.”


“A institucionalização não consensual, imprópria ou desnecessária de indivíduos pode constituir tortura ou maus-tratos, bem como o uso da força para além do que é estritamente necessário.”
Grupos marginalizados


“Há relatos de pessoas que vivem com HIV/aids sendo recusadas por hospitais, sumariamente exoneradas, tendo acesso negado a serviços médicos a menos que aceitem a esterilização, e tendo recebido atendimento médico tanto de má qualidade quanto degradante e prejudicial para o seu já frágil estado de saúde.”


“Uma forma particular de maus-tratos e possivelmente tortura a usuários de drogas é a negação de tratamento de substituição por opiáceos, inclusive como uma forma de extrair confissões criminosas através da indução de sintomas dolorosos de abstinência.”


“Há uma abundância de relatos e depoimentos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e transsexuais tendo tratamento médico negado, sendo submetidas a abuso verbal e humilhação pública, avaliação psiquiátrica, uma variedade de procedimentos tais como a esterilização forçada, exames anais forçados patrocinados pelo Estado para confirmar suspeitas de atividades homossexuais, e exames de virgindade invasivos realizados por profissionais de saúde, terapias hormonais e cirurgias genitais normalizadoras sob o pretexto de chamadas ‘terapias reparativas’.”


“As pessoas com deficiência são particularmente afetadas por intervenções médicas forçadas e continuam a ser expostas a práticas médicas não consensuais. As mulheres que vivem com deficiência, com rótulos psiquiátricos em particular, estão sob risco de múltiplas formas de discriminação e abuso em cuidados de saúde.”


Para o relator especial, o significado de categorizar os abusos em tratamentos de saúde como a tortura e maus-tratos, assim como examinar estes abusos a partir de uma ótica de proteção à tortura, “oferece a oportunidade para solidificar o entendimento dessas violações e destacar as obrigações positivas que os Estados têm de prevenir, reprimir e corrigir tais violações”.


O relatório será discutido em um evento paralelo sobre “Prevenção a tortura e maus-tratos em cuidados de saúde”.Acesse o relatório na íntegra, em inglês, em http://bit.ly/ZcZXRm

Parceria prevê que Samu faça resgate de usuário de crack em SP

Convênio entre Prefeitura e Estado pretende ampliar combate à droga.
Número de unidades de acolhimento para usuários também deve crescer.
Márcio Pinho Do G1 São Paulo

Uma parceria que será anunciada nesta sexta-feira (26) pelo governo do estado e a Prefeitura de São Paulo irá ampliar o programa do combate ao crack na capital paulista. O Programa Recomeço, que auxilia usuários da drogas e seus familiares, vai contar agora com equipes do Serviço Móvel de Urgência (Samu) preparadas para o atendimento psiquiátrico de urgência.
Também está prevista a ampliação do número de Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps Ad). Dez novas unidades do serviço ambulatorial 24 horas para usuários de drogas devem começar a funcionar ainda este ano. Outras 20 unidades que atualmente funcionam apenas durante o dia terão o horário ampliado.
Os Caps Ad ficarão responsáveis por receber os pacientes, identificar o quadro clínico do usuário e apontar a necessidade de tratamento para os dependentes químicos. Esses centros também poderão receber os familiares dos usuários, mesmo dos que não estiverem presentes e em tratamento. Agentes comunitários e de proteção social irão abordar os usuários de crack moradores de rua, na tentativa de encaminhá-los para um serviço de saúde adequado.
Há cerca de um ano, a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual intensificarem as ações contra o crack no Centro da capital paulista, na chamada Cracolândia. O Programa de Enfrentamento ao Crack na cidade foi lançado em janeiro pelo governador Geraldo Alckmin.
Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo mostrou que o Brasil é o maior mercado mundial do crack, onde 2% da população faz uso da droga, número equivalente a quase 3 milhões de pessoas. De acordo com o estudo, o Sudeste concentra 46% dos usuários.

Redução de danos para usuários de crack gera polêmica na capital
Jornal O Estado de Minas


Programa da PBH que incentiva consumo de drogas como álcool e tabaco em substituição à pedra surpreende o próprio prefeito, que no entanto diz que política tem base científica

Sandra Kiefer

A política de enfrentamento ao uso do crack executada pela Prefeitura de Belo Horizonte, com o incentivo à substituição da pedra por drogas lícitas, causou surpresa ao próprio prefeito Marcio Lacerda (PSB). Como revelou o Estado de Minas em sua edição de quinta-feira, a capital mineira põe em prática o modelo de redução de danos preconizado pelo Ministério da Saúde, que incentiva a substituição do crack por drogas mais leves, como opiáceos, álcool, tabaco e remédios controlados, até que o usuário consiga atingir a abstinência.
Perguntado em entrevista à Rádio Itatiaia sobre a iniciativa, e se havia ficado sabendo de detalhes da política de redução de danos por meio do jornal, Lacerda respondeu: “Realmente, não conheço”. Mesmo assim, o prefeito defendeu o programa, ao afirmar que “existem teses de medicina e trabalhos científicos que demonstram que as pessoas com dependência química podem ser tratadas usando drogas menos nocivas, enquanto não se livram totalmente (do vício do crack)”.
O tema da redução de danos é citado duas vezes no Projeto Recomeço, parte do programa de governo para a reeleição de Marcio Lacerda, no ano passado. Em resposta ao EM, por e-mail, o prefeito informou que a redução de danos é apenas um dos pontos do projeto, que tem como objetivo “envolver os vários setores do poder público e da sociedade no enfrentamento ao uso de drogas, buscando ações de tratamento, de prevenção, de reinserção social e de redução de danos, tendo como base a atual política sobre drogas.”
Segundo o prefeito, o combate ao crack é tratado como assunto prioritário em sua gestão. Prova disso, afirma, é a inauguração do Centro de Referência de Saúde Mental – Álcool e Drogas (Cersam–AD) do Barreiro, prevista para hoje. “Isso mostra que estamos trabalhando para ampliar a prevenção e ofertar um atendimento mais próximo e humanizado.” A unidade é uma das três do tipo prometidas para a capital mineira dentro do Projeto Recomeço. A abertura do Cersam Noroeste, nas proximidades da cracolândia do Bairro Lagoinha, está prevista para junho.
A Secretaria Municipal de Saúde informou em nota que dentro das ações de assistência aos usuários de álcool e outras drogas não são fornecidas na rede de Belo Horizonte drogas ilícitas, como maconha, nem bebidas alcoólicas e cigarros, apenas substâncias com orientação médica.
Audiência pública
Na próxima semana, Lacerda e o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, devem comparecer a audiência pública perante a Comissão Permanente de Enfrentamento do Crack da Assembleia Legislativa de Minas, para esclarecer o funcionamento do programa de redução de danos. O encontro foi convocado a pedido de representantes do terceiro setor que, entre outras informações, querem mais explicações sobre a política de distribuição de drogas lícitas para usuários de crack da capital, o montante já aplicado da verba do governo federal no setor e o número de usuários da pedra que perambulam pelas ruas da capital.

Entraves nas comunidades terapêuticas
Uma das respostas mais objetivas para o impasse poderia vir das comunidades terapêuticas, entidades ligadas às igrejas que sempre acolheram “viciados em drogas” em fazendas, sítios e centros de recuperação. A proposta da inclusão das entidades na política de combate ao crack é discutida à exaustão desde 2011. Até hoje, porém, não foi aberta uma única vaga nas comunidades terapêuticas no país dentro do programa Crack: é possível vencer.
Em novembro de 2012, quase um ano e meio depois da reunião com a presidente Dilma Rousseff, que defendeu a causa, saiu o edital de convocação das entidades pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça. Dava dois meses de prazo, até janeiro deste ano, para que as entidades se inscrevessem. O tratamento, custeado com recursos federais, iria durar de 45 dias a nove meses, dependendo do caso. Cada usuário de crack fora das ruas custaria R$ 1 mil por mês.
Em janeiro esgotaram-se os prazos para inscrição, pré-habilitação, habilitação e aprovação do contrato das comunidades terapêuticas. Mais de 400 entidades se inscreveram. Dois meses já se passaram e a Senad não conseguiu avançar da segunda etapa (pré-habilitação). “Se continuar nesta toada, com a divulgação de 10 nomes por mês, vai levar mais um ano e meio até acabarem as habilitações e o governo começar a repassar os recursos. Enquanto isso, as pessoas vão continuar nas ruas?”, questiona o pastor Wellington Vieira, presidente da Federação de Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb).
Processos
Vieira calcula que existam hoje cerca de 300 entidades nestes moldes em Minas, cuidando de 9 mil usuários de drogas (30 pessoas por entidade, em média). Ao todo, respondem por 80% das pessoas em tratamento. O pastor esteve em Brasília para acompanhar o andamento dos processos na companhia de Ana Godoy, presidente da Federação das Comunidades Terapêuticas Católicas e coordenadora da Pastoral da Sobriedade. “Realmente o processo está muito lento, mas tenho esperança de que, ainda este ano, saia alguma verba.”
O Ministério da Justiça garante que até junho a maior parte das análises terão sido concluídas. O órgão alega que quase 100% das documentações encaminhadas estavam incompletas, o que dificultou o trabalho. Das 253 inscrições de entidades, 55 tiveram a documentação analisada, 42 foram habilitadas e oito aprovadas. De Minas, três estão habilitadas e apenas uma aprovada: a Associação de Apoio e Recuperação de Dependentes Químicos de Itaúna, na Região Central.

Nova droga sintética: metanfetamina

Nova droga sintética chega às baladas do Vale
Delegado alerta: antes restrita à capital, metanfetamina já é achada em casas noturnas da região

Agência O Vale

Globos espelhados, luzes coloridas e pista de dança lotada. A euforia toma conta das casas noturnas frequentadas pela nata da sociedade. Mas a festa das classes A e B foi invadida por uma nova droga, com um altíssimo poder de destruição: a metanfetamina.
A substância, tão ou mais devastadora do que o crack, já circula em boates do Vale do Paraíba. O delegado do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), Reinaldo Correa, explica que a novidade chegou este ano à região. Antes, ficava restrita às baladas da capital paulista.
O alto custo da droga -- que varia entre R$ 70 e R$ 200, deixa o produto restrito aos jovens de alto poder aquisitivo. Vendida em formato de comprimido, pó ou até mesmo pedra, ela apresenta um grande potencial de dependência química.
Euforia/ O efeito provocado pela metanfetamina chega a durar 20 horas no usuário.
"A droga causa a mesma sensação do ecstasy, que é uma droga sintética. Quem experimenta a metanfetamina fica eufórico, sem cansaço, com a autoestima lá em cima e com muito apetite sexual. Depois que o efeito passa, vem um grande sentimento de depressão", disse o delegado.
Segundo ele, o uso crônico nova droga torna o usuário mais violento, principalmente quando têm delírios, semelhantes às paranóias apresentadas pelos usuários de crack.
A metanfetamina era usada para tratar problemas de déficit de atenção até julho do ano passado, quando se tornou proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Fruto do seu mau uso na noite paulistana.
O médico Marcelo Ribeiro, especialista em dependência química, explica que o consumo pode levar ao suicídio em casos extremos. Ele desenvolveu um estudo sobre esse tipo de anfetamina.
Social/ "Pessoas que querem melhorar o desempenho social usam anfetaminas", disse. "A tentativa de abandonar ou diminuir o uso resulta em depressão. O uso crônico torna a pessoa distante da realidade. Pode haver suicídio decorrente do uso ou da depressão."

Traficante é rico, jovem e popular
Jovem, rico e popular entre os frequentadores de balada. Este é o perfil do traficante de metanfetamina, segundo o delegado do Denarc, Reinado Correa. De acordo com ele, o vendedor da droga costuma ser 'playboy' --gíria usada para o rapaz que tem dinheiro e anda com roupas da moda.
O delegado ainda destaca que prendê-lo nem sempre é uma tarefa fácil para a polícia.
"Essas drogas são vendidas no interior da balada, que é um lugar muito escuro e de difícil acesso. Para conseguir encontrar metanfetamina, os policiais precisariam entrar na casa noturna, pedir para acender as luzes e ir procurando. Quem vai permitir que isso aconteça?", perguntou o delegado.

Por conta dessas dificuldades, a polícia não registrou apreensões da droga na região nos últimos meses.
Polícia/ Houve apenas apreensão de ecstasy, uma droga parecida. Em outubro do ano passado, por exemplo, a Polícia Militar fechou um laboratório do tráfico no Residencial Righi, zona leste de São José dos Campos. No local havia 310 comprimidos de ecstasy.

EFEITOS DA DROGA
Depressão
A droga, que no início causa euforia, provoca depressão no usuário logo após o efeito da substância química passar.
Violência
O uso crônico torna o usuário mais violento, principalmente quando têm delírios, semelhantes às paranoias apresentadas pelos usuários de crack.
Aparência
O uso crônico torna a pessoa distante da realidade, irritada e impulsiva, descuidada da aparência es compromissos.
Corpo
Feridas e cicatrizes começam a aparecer. A droga tira o apetite, o que leva o viciado à desnutrição. O dente perde o esmalte e a gengiva fica destruída

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Entenda como as drogas agem no cérebro: Vídeo animado e interativo. Utilize o mouse, escolha o seu ratinho e o coloque na poltrona, o resto é feito sozinho.

Rato Festa
http://learn.genetics.utah.edu/content/addiction/drugs/mouse.html


Os mecanismos simplificados de ação da droga aqui apresentados são apenas uma pequena parte da história. Quando as drogas entram no corpo que provocam efeitos muito complexos em muitas regiões diferentes do cérebro. Muitas vezes eles interagem com muitos tipos diferentes de neurotransmissores e podem ligar-se com uma variedade de tipos de receptores numa variedade de locais diferentes.Por exemplo, o THC na marijuana pode ligar aos receptores de canabinóides localizados na célula pré-sináptica e / ou pós-sináptica de uma sinapse. Se for caso disso, esta apresentação descreve, principalmente como fármacos interagem com os neurotransmissores dopamina porque este sítio incide sobre a via de recompensa do cérebro. Rato do partido é projetado para fornecer um pequeno vislumbre das interações químicas no nível sináptico que fazer com que o usuário de drogas a se sentir 'alta'.


Fonte Blog:
http://queroparardeusardroga.blogspot.com.br/


terça-feira, 23 de abril de 2013



20/04/2013 19h32 - Atualizado em 22/04/2013 21h00

Exposamba 2013 leva shows a CEU na Zona Leste de São Paulo
Itaim Paulista teve tarde de samba no CEU Parque Veredas.
Palestras e shows serão apresentados em mais de 40 centros educacionais.

veja mais no link:


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0/04/2013 19h32 - Atualizado em 22/04/2013 21h00

Exposamba 2013 leva shows a CEU na Zona Leste de São Paulo
Itaim Paulista teve tarde de samba no CEU Parque Veredas.
Palestras e shows serão apresentados em mais de 40 centros educacionais.







http://g1.globo.com/mostra-sao-paulo-exposamba/2013/noticia/2013/04/exposamba-2013-leva-shows-ceu-na-zona-leste-de-sao-paulo.html

OMS vai combater abuso e consumo excessivo de álcool.

Por Stephanie Nebehay


GENEBRA (Reuters) - Os ministros da Saúde concordaram na quinta-feira em tentar reduzir o consumo excessivo de álcool e outras formas cada vez mais comuns de abuso de álcool por meio de taxas mais altas sobre bebidas alcoólicas e uma regulamentação mais rigorosa sobre a propaganda.
A estratégia global para reduzir o uso perigoso de álcool foi adotada por consenso na assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Suas 10 principais recomendações, formuladas após dois anos de negociação, não são obrigatórias, mas servem como diretrizes aos 193 países membros da OMS.


"O álcool contribui para acidentes, problemas de saúde mental, problemas sociais e prejudica terceiros," disse Bernt Bull, alto assessor do Ministério da Saúde da Noruega. Os países nórdicos, muitos dos quais já possuem restrições severas à venda de bebidas, lideraram a iniciativa na agência da Organização das Nações Unidas (ONU).


Um imposto relativamente alto sobre as bebidas alcoólicas e regulações limitando a disponibilidade delas têm ajudado a reduzir as doenças relacionadas ao álcool, disse ele.
A OMS estima que os riscos associados ao álcool causem 2,5 milhões de mortes por ano decorrentes de doenças cardíacas e hepáticas, acidentes automobilísticos, suicídios e cânceres diversos - 3,8 por cento de todas as mortes. É o terceiro principal fator de risco para mortes prematuras e invalidez em todo o mundo.


"O álcool normalmente não é percebido como um assassino, embora seja," disse Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS, em entrevista coletiva.
Apesar do abuso crescente e dos jovens começando a beber mais cedo em muitos países, metade dos membros da OMS não tem uma política nacional para o álcool, de acordo com o especialista da OMS Vladimir Poznyak.


"As maiores mudanças devem acontecer nos países que não têm instituições de controle do álcool ou uma estrutura regulatória para o consumo de álcool," disse ele a jornalistas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/oms-vai-combater-abuso-e-consumo-excessivo-de-alcool.html

sábado, 6 de abril de 2013



Atenção à saúde mental de crianças precisa ser melhorada

Estigma dos transtornos mentais e falta de informação sobre a existência de tratamento dificultam o acesso dos jovens à assistência psicológica, avalia Cristiane Seixas Duarte, professora na Columbia University (foto:Y Mind)
Agência FAPESP - Por Elton Alisson
Agência FAPESP – O atendimento em saúde mental em todo o mundo está aquém do desejável. E, mesmo em países com muitos recursos, como os Estados Unidos, ainda há várias barreiras – como o estigma social dos transtornos mentais e a falta de informação sobre a existência de tratamento – para possibilitar o acesso, principalmente de crianças, aos serviços de apoio psicológico.
veja mais:
http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/blogs/dependencia-quimica
Evento


4° Congresso Internacional sobre Drogas



O Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (CREPEIA) faz saber que será realizado o IV Congresso Internacional sobre Drogas, que irá acontecer nos dias 27 e 28 de maio, na Universidade de Juiz de Fora. O curso será organizado especialmente por meio de exposições de temas principais no campo de álcool e outras drogas, por convidados de renome internacional e nacional e com interações previstas entre os participantes do evento.
Todo o evento será organizado no sentido de maior interação possível e trocas de experiências com o intuito de qualificar as ações em saúde no campo de álcool, tabaco e outras drogas.



Objetivo: Disseminar o conhecimento científico e inovações em relação a prevenção, o tratamento e a implementação de políticas públicas na área de álcool, tabaco e outras drogas;


A programação do Congresso Internacional terá conferências, mesa redonda e apresentação de trabalhos nos dois dias. No dia 27, o horário será das 8hs às 18h30 e no dia 28, das 8h30 às 17h30, com direito a coquetel de encerramento.


As inscrições poderão ser feitas de acordo com as instruções abaixo:


A inscrição deverá ser efetuada através do formulário através disponibilizado no final da página.
Preencha corretamente os campos do formulário de inscrição e efetue o depósito bancário*.
O valor a ser pago deverá obedecer a data e categoria vigente na tabela de inscrições abaixo**.
Envie o comprovante de depósito para o e-mail congressosobredrogas@gmail.com


Após o recebimento do comprovante de pagamento e processamento da inscrição, a equipe organizadora fará a confirmação da inscrição por e-mail em até 15 dias. Somente após a confirmação, sua vaga será assegurada.


Após o recebimento da confirmação da inscrição, o candidato poderá efetuar a inscrição de trabalhos. As normas para a submissão de trabalhos estão disponíveis abaixo


Inscrições de trabalho
Para fazer sua inscrição de trabalho, é necessário ter recebido a confirmação da inscrição por e-mail. Para submeter um trabalho, acesse este link.

*Dados bancários


Banco: Banco do Brasil
Titular da conta: FADEPE – Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão.
Conta Corrente: 111.210-4
Agência: 0024-8

**Tabela de inscrições


Estudante de graduação, pós graduação, alunos e ex-alunos do CRR***.
28/02/13 – R$ 35,00
30/04/13 – R$ 40,00
até 27/05/13- R$ 50,00
Profissionais
28/02/13 – R$ 70,00
30/04/13 – R$ 80,00
até 27/05/13 – R$ 100,00

***As inscrições nas categorias, estudantes, alunos e ex-alunos do CRR deverão encaminhar uma cópia do documento comprobatório para o e-mail congressosobredrogas@gmail.com. em até 5 dias após o cadastro da inscrição. O não recebimento do documento implicará no cancelamento do desconto. A diferença poderá ser paga no dia do evento.
Atenção


Os dados enviados serão utilizados nos crachás e certificados.
Cerifique-se de que o e-mail informado no cadastrado seja correto, pois todas as informações referentes ao evento serão enviadas para ele.


O pagamento da inscrição não garantirá a aprovação de apresentação de trabalhos.
É obrigatório que pelo menos um autor esteja devidamente inscrito no evento para que a inscrição de trabalho possa ser efetuada.


Não serão aceitos pedidos de cancelamento de inscrição, apenas substituição de nomes até dia (20/05/2013).

Mais informações sobre as inscrições aqui

Veja a programação do IV Congresso Internacional sobre Drogas

Início 15/02/2013 - Término 28/05/2013

Fonte: CREPEIA/UFJF