Psicoterapeuta. - CRT 42.156

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Fernando Cesar Ferroni de Freitas

domingo, 22 de março de 2020

Coronavírus: Trump divulga estudo que mostra sucesso de tratamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em seu Twitter neste sábado (21) um gráfico de um estudo que mostraria o sucesso do tratamento que combina hidroxicloroquina e azitromicina contra o novo coronavírus.
Segundo o texto compartilhado por Trump, "um estudo francês demonstrou evidências de que a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina é altamente eficaz no tratamento de Covid-19."
Essa não é a primeira vez que Donald Trump aborda o assunto. Na última quinta-feira (19), durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, o presidente americano anunciou a aprovação do uso de medicamento antimalárico no tratamento contra o novo coronavírus.
Na ocasião, Trump disse que a hidroxicloroquina “mostrou resultados preliminares muito encorajadores” e, ainda, que a disponibilização do medicamento poderia ser realizada “quase imediatamente”. Segundo ele, a descoberta seria “um divisor de águas” diante da pandemia.

China tem segundo dia sem transmissão local de coronavírus

As autoridades chinesas anunciaram que esta sexta-feira (20) e é o segundo dia consecutivo sem transmissão local do coronavírus. No entanto, o país registrou um aumento de casos importados da doença Covid-19.
O número de mortes na China também tem caído. A Comissão Nacional de Saúde registrou três mortos nesta sexta-feira (20), até o momento o menor balanço desde o início da pandemia. Segundo os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) a China contabiliza 81.250 casos, sendo que mais de 7 mil pessoas ainda estão infectadas.

Como Previnir o COVID-19!

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:
Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.

*Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

*Evitar contato próximo com pessoas doentes.

*Ficar em casa quando estiver doente.

*Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.

*Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

O que é coronavírus? (COVID-19)

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1...

O que você precisa saber e fazer.
Como prevenir o contágio:


Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
Evite aglomerações se estiver doente.
Mantenha os ambientes bem ventilados.
Não compartilhe objetos pessoais.


Como o coronavírus é transmitido?

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.
Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.
É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.
Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.
Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

gotículas de saliva;
espirro;
tosse;
catarro;
contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.



IMPORTANTE!!!! Começa nesta segunda-feira (23/03) a Vacinação Contra Gripe


Nesta primeira etapa, os públicos prioritários são pessoas acima de 60 anos e trabalhadores da saúde. Serão três etapas em datas e para públicos diferentes. Ao todo, cerca de 67 milhões de pessoas devem ser vacinadas

O Ministério da Saúde inicia na segunda-feira (23/3) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Nesta primeira etapa, os públicos prioritários são idosos e trabalhadores da saúde. Serão realizadas mais duas etapas em datas e para públicos diferentes, alcançando cerca de 67,6 milhões de pessoas em todo o país. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos, até o dia 22 de maio. Para isso, foram adquiridas 75 milhões de doses da vacina, que já estão sendo enviadas aos estados. O dia “D” de mobilização nacional para a vacinação acontece no dia 9 de maio (sábado). Nesta data, os 41 mil postos de saúde ficarão abertos para atender todos os grupos prioritários.

Neste ano, o Ministério da Saúde mudou o início da campanha, de abril para março, para proteger de forma antecipada os públicos prioritários contra os vírus mais comuns da gripe. A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para coronavírus, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde. Estudos e dados apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos, grupo que corresponde a 20,8 milhões de pessoas no Brasil. Por isso, a primeira etapa da campanha contempla esse público.

A etapa seguinte da campanha terá início no dia 16 de abril com objetivo de vacinar doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança e salvamento. A última fase, que começa no dia 9 de maio, priorizará crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiência, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Para viabilizar a campanha, o Ministério da Saúde investiu R$ 1 bilhão na aquisição de 75 milhões de doses da vacina. Até o momento, a pasta enviou aos estados 15 milhões de doses e mais 4 milhões serão distribuídas até o final de março. A vacina, composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2).

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe envolve as três esferas gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS), contando com recursos da União, das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A Prefeitura do Rio confirma o primeiro caso de coronavírus em uma favela da cidade. 

A COVID 19 chegou a Cidade de Deus na zona Oeste.
A informação foi divulgada neste sábado e está disponível no Painel Rio Covid-19.
Ao todo são 103 casos confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde, segundo o mais recente boletim. O bairro que mais concentra casos confirmados de coronavírus é a Barra da Tijuca, com 18 ao todo. Em seguida aparecem quatro localidades da Zona Sul: Leblon, com 16 casos, Ipanema com 10, São Conrado com 8, Jd Botânico com 5 confirmações.
Entre os casos investigados 2 estão no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. .

Número de mortes por coronavírus no estado de SP sobe para 15; são 459 casos confirmados


Governador João Doria (PSDB) também afirmou neste sábado (21) que irá determinar quarentena, pelo período de 15 dias, a partir da próxima terça-feira (24).
O governo do estado de São Paulo confirmou na tarde deste sábado (21) que há mais seis mortes causadas pelo novo coronavírus no estado de São Paulo. O total subiu para 15 mortes.
As vítimas eram quase todas idosas, apenas uma tinha menos de 60 anos, mas apresentava comorbidades.

“Dos 15 óbitos, nós tivemos todos na capital, sendo que seis confirmados de ontem para hoje. Do total, 14 em hospitais privados e um em público. Esses novos óbitos são 4 mulheres, de 89 anos, 76, 89 e 73. E dois homens: um de 90 anos e outro de 49 anos. Sendo que esse de 49 anos era portador de tuberculose, que é uma doença, uma comorbidade muito importante nessa situação”, disse José Henrique Germann, secretário da Saúde.

ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, havia informado que a médica generalista tinha morrido por coronavírus após contrair a doença no Hospital Santa Maggiore. No entanto, após coletiva de imprensa, ele declarou que o caso não foi contabilizado e aguarda o resultado do exame. O texto foi atualizado às 15h50.

Uma médica generalista, de 52 anos, que trabalhava na Prefeitura de São Paulo e teria adquirido o vírus no hospital em que estava internada para tratar outra doença é uma morte suspeita que está sendo investigada.

A médica tinha problemas no coração e era hipertensa. “Ela não estava trabalhando no momento. Foi internada no Hospital Sancta Maggiore, onde ela teria seu convênio médico, e teria adquirido insuficiência pulmonar, insuficiência respiratória no hospital. Então foi feito o teste, mas ainda não se tem o resultado do teste, por isso, a notificação do óbito é como suspeita de covid-19. Nós estamos investigando, indo atrás pra saber com exatidão, mas de qualquer maneira queremos tranquilizar nossa rede pública, era uma médica que já estava afastada do trabalho para tratamento, ela tinha comorbidades, mas infelizmente ela teve o estado agravado e faleceu na madrugada desta noite.”


De acordo com o secretário da Saúde, o caso não foi contabilizado, já que o balanço anunciado foi fechado na sexta-feira (20). “Como foi de madrugada, a contabilização feita pela Secretaria Municipal, estadual e ministério é feita até as 18h. Então, não está nas mortes anunciadas ontem.”

Fapesp destina R$ 30 milhões a pesquisas para o combate ao novo coronavírus

A Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lança duas chamadas de propostas no valor de R$ 30 milhões para direcionar iniciativas de pesquisa ao combate à Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e estimular micro e pequenas empresas a desenvolver projetos que resultem em inovações tecnológicas voltadas ao diagnóstico e tratamento dos doentes.

“O combate a epidemias e doenças em geral é sempre um processo complexo, que exige ações técnicas, pessoal treinado e decisões políticas, fundamentadas na ciência. Os dois editais emergenciais da Fapesp se destinam a financiar o desenvolvimento de boas ideias para o combate à epidemia, tanto no que diz respeito ao conhecimento científico relativo ao agente, seus efeitos no organismo e tratamentos, como em seus aspectos tecnológicos, em especial, à criação de produtos e serviços que melhorem a nossa capacidade de reação”, disse Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp.

Na primeira chamada, a Fapesp disponibilizará R$ 10 milhões suplementares para redirecionar projetos de pesquisa já em andamento, nas modalidades Temático e Jovens Pesquisadores e em Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) e Centros de Pesquisa em Engenharia (CPEs), para a compreensão, redução de risco, gestão e prevenção da Covid-19 e do coronavírus.

A expectativa é mobilizar pesquisadores do Estado de São Paulo em torno dos estudos das características epidemiológicas da enfermidade, no desenvolvimento de testes diagnósticos, terapias e procedimentos terapêuticos, nos estudos sobre aspectos críticos da infecção viral, na pesquisa em procedimentos clínicos, na identificação e avaliação das respostas imunes, nas investigações epidemiológicas e na pesquisa sobre a contenção e minimização de comportamentos contraproducentes para a epidemia, entre outros desafios que cercam a Covid-19.

Os projetos de pesquisa devem ter duração de 24 meses e o valor máximo de cada proposta será de R$ 200 mil. O prazo para submissão de projetos vai até 22 de junho de 2020.

Linha especial

Na segunda chamada, a Fapesp oferece uma linha especial de financiamento, no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE – Fase III), em parceria com Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no valor de R$ 20 milhões, para apoiar micro e pequenas empresas e startups dispostas a aplicar ou escalonar processos ou produtos inovadores relacionados à doença, a exemplo de kits diagnósticos, ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção aos profissionais da saúde, soluções de tecnologias digitais e inteligência artificial para os serviços de saúde ou atendimento aos pacientes.

No PIPE-Fase III, resultado de um acordo entre a Fapesp e a Finep, as empresas devem realizar, em até 24 meses, o desenvolvimento comercial e industrial de produtos ou processos. Nesta chamada, cada projeto aprovado contará com até R$ 1,5 milhão.

O prazo para submissão de propostas é 6 de abril de 2020, podendo ser republicado por mais 15 dias, caso a demanda das propostas submetidas seja inferior aos recursos disponíveis.

“Serão selecionados projetos apresentados por startups e empresas com até 250 empregados, de desenvolvimento processos e serviços inovadores, de forma que os produtos resultantes possam ser colocados no mercado em uma situação emergencial como esta. Refiro-me ao desenvolvimento de testes diagnósticos, ventiladores pulmonares portáteis, soluções digitais para controle da disseminação do vírus, entre outros”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp.

Soluções

A expectativa é de que a comunidade de pesquisa e as empresas de base tecnológica de São Paulo ofereçam soluções que contribuam para o combate à Covid-19, com a mesma disposição e competência com que enfrentaram outras infecções emergentes, como a dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

Governo de SP determina quarentena em todo o Estado

Medida entra em vigor nesta terça-feira (24); exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança

O Governo de São Paulo determinou quarentena em todos os 645 municípios do Estado a partir de terça-feira (24). Durante 15 dias, a medida impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.

A quarentena foi anunciada no início da tarde deste sábado (21), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O decreto com o detalhamento das proibições e exceções será publicado em edição extraordinária no Diário Oficial do Estado.

“Isso implica na determinação, ou seja, na obrigação do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população. Essa medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse o Governador João Doria. A medida visa proteger a saúde pública e reduzir a disseminação do novo coronavírus.

O fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega.Só ficarão abertos estabelecimentos com atendimento presencial que prestam serviços considerados essenciais – a quarentena não afeta o funcionamento de indústrias. O decreto assinado por Doria listas as exceções em seis categorias distintas.

Nos serviços de saúde, está liberado o funcionamento de hospitais, clínicas – inclusive as odontológicas – e farmácias. No setor de alimentação, podem funcionar supermercados, hipermercados, açougues e padarias – que não poderão permitir o consumo no estabelecimento durante a quarentena.

No setor de abastecimento, poderão atuar normalmente transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.

Os demais setores que poderão oferecer serviços durante a quarentena são: empresas de segurança privada; empresas de limpeza, manutenção e zeladoria; bancos, lotéricas e correspondentes bancários.

O aumento nas restrições de circulação foi decidido tem respaldo do Centro de Contingência contra o coronavírus. “São medidas importantíssimas, no tempo adequado e respaldadas por todos os critérios científicos”, disse o médico infectologista David Uip, que coordena o grupo de especialistas.

O cumprimento da quarentena será fiscalizado pelo Estado e também pelas prefeituras. O Governador também disse que aglomerações e festas ao ar livre, como os chamados “pancadões”, são considerados ilegais e deverão ser coibidos pela Polícia Militar não apenas na Grande São Paulo, mas também no interior e no litoral do estado.

Neste sábado, São Paulo completa o oitavo dia como espaço de circulação comunitária do coronavírus. O Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, informou que o estado contabilizava 396 casos confirmados de Covid-19 e 15 mortes – todas na capital – em decorrência da doença até o início da tarde deste sábado.

Enfermeiras mostram em vídeo divertido como higienizar mãos em prevenção contra o coronavírus

Em meio à pandemia do coronavírus, um vídeo animado de enfermeiras de um hospital de Itapetininga (SP) tem circulado nas redes sociais. Na gravação, elas dançam e mostram a maneira correta de higienizar as mãos para evitar a contaminação por Covid-19.

Objetivo foi conscientizar sobre a higiene das mãos para evitar contaminação por Covid-19. Região de Itapetininga (SP) tem um caso confirmado da doença, mas aguarda contraprova.


https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/ultimas-noticias/



morte com suspeita de coronavírus em Bragança Paulista.



Um homem de 60 morreu com suspeita de coronavírus morreu neste sábado (21) em Bragança Paulista (SP). A prefeitura aguarda exames para atestar se ele estava com a doença.


Segundo a Prefeitura de Bragança Paulista, o paciente era morador da cidade e estava internado por pneumonia até a sexta-feira (20), quando recebeu alta.


Neste sábado, ele retornou ao serviço de saúde com sintomas como febre e dificuldade para respirar. Ele foi atendido, mas não resistiu e faleceu. O Complexo Hospitalar Santa Casa notificou o caso como suspeito e aguarda exames para a testar a causa da morte.


A prefeitura investiga ainda uma outra morte, de um idoso de 75 anos. Ele apresentou sintomas da doença no dia 12 e na quinta (19) foi internado no Hospital Universitário São Francisco (HUSF). O idoso faleceu na sexta-feira (20).


A secretaria de saúde municipal aguarda o resultado dos exames feitos pelo instituto Afdolfo Lutz que vai comprovar se eles estavam infectado pelo vírus.

sábado, 21 de março de 2020

Covid-19, gripe, resfriado e alergias têm sintomas parecidos, mas duração e evolução são diferentes

Tosse, dor no corpo e coriza são sintomas mais comuns das infecções e alergias respiratórias, mas febre alta e calafrios indicam que paciente precisa de cuidados médicos.
Pessoas infectadas com a Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), gripe, resfriado ou que tenham alergias podem apresentar sintomas iniciais muito parecidos – mas é preciso ficar atento à evolução de cada um deles.
Como a maioria dos sintomas é comum a essas quatro condições, a duração e a intensidade será determinante para ajudar na diferenciação de cada enfermidade:
a Covid-19 começa com sintomas suaves – a evolução é gradual –, que podem durar de 3 a 25 dias em média, a depender da complicação
A gripe tem duração média de 1 a 4 dias e já começa muito intensa, com febre que dura 3 dias
o resfriado tem um início gradual, dura de 3 a 5 dias em média e não tem complicações graves
as alergias, por serem crônicas, não têm duração estimada – os sintomas são moderados.
De acordo com o Grinbaum e com o alergista Marcello Bossois, os sinais de alerta para os casos mais graves, que precisam de cuidados médicos, são:
febre alta
falta de ar com respiração curta
pressão baixa como consequência da infecção
calafrio
batimento de asa do nariz (esforço para respirar que leva a uma movimentação das narinas)

Ainda não existem dados consolidados sobre a duração dos sintomas. A médica Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), aponta as seguintes variações:
nos casos mais leves, os sintomas podem durar de 3 a 7 dias
nos casos moderados, de 7 a 10 dias
nos casos severos, acima de 15 dias

O médico especialista do Serviço de Alergia/Imunologia da Santa Casa do Rio de Janeiro Thiago Luiz Bandeira diz que os sintomas podem durar até 25 dias para os casos que apresentam complicação.
Gripe e resfriado

É muito comum que se confundam a gripe e o resfriado, porque ambos apresentam sintomas semelhantes e têm picos durante o outono e o inverno, a exemplo de outras doenças respiratórias.

"Enquanto a maioria das pessoas é infectada algumas vezes durante o ano com o vírus do resfriado, a gripe ocorre com menos freqüência, manifestando-se, por exemplo, uma vez em alguns anos”, diz o Ministério da Saúde.

Os principais sintomas da gripe são:

febre
dor no corpo
dor de cabeça
tosse seca
E os sintomas mais comuns do resfriado são:
tosse
congestão nasal
coriza
dor no corpo
leve dor de garganta

Além dos sintomas
Os sintomas são importantes para identificar a doença e sua intensidade, mas não são sinônimos de diagnóstico, alerta o imunologista Renato Grinbaum.
"O coronavírus pode causar tanto o resfriado e também a síndrome gripal. É muito difícil diferenciar se uma doença aguda, seja ela o resfriado ou a síndrome gripal, é causada por coronavírus ou outros vírus. Somente testes laboratoriais apontam essa diferença", explica o médico.

Lotus Tratamento.: Novo Coronavírus

Lotus Tratamento.: Novo coronavírus: O que é coronavírus? Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi d...

Novo Noronavírus

O que é coronavírus?

Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Período de incubação do coronavírus

Período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias.
Período de transmissibilidade do coronavírus
De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o coronavírus. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

Fonte de infecção do coronavírus

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV, podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o coronavírus (COVID-19) ainda é desconhecido. 

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença. 

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:
Febre., Tosse.
Dificuldade para respirar.

Como o coronavírus é transmitido?
As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.
Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.
É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.
Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.
Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

gotículas de saliva;
espirro;
tosse;
catarro;
contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe.
O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.
A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.
Até o momento, não há informaçõesção suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.


Como prevenir o coronavírus?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:
Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
Evitar contato próximo com pessoas doentes.
Ficar em casa quando estiver doente.

Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.

Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Como é feito o tratamento do coronavírus?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:
Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.
Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).

Se você viajou para a China nos últimos 14 dias e ficou doente com febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.

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Lotus Tratamento.: Últimas notícias sobre o coronavírus no Brasil e n...

Lotus Tratamento.: Últimas notícias sobre o coronavírus no Brasil e n...: Brasil passa de 1.000 casos confirmados da doença e ministério da Saúde se prepara para realizar testes em 10 milhões de pessoas O Bra...

Últimas notícias sobre o coronavírus no Brasil e no mundo

Brasil passa de 1.000 casos confirmados da doença e ministério da Saúde se prepara para realizar testes em 10 milhões de pessoas

O Brasil ultrapassou neste sábado 1.000 casos confirmados do coronavírus. Todas as regiões já contabilizam confirmações da doença e ao menos 18 pessoas morreram. O ministério da Saúde anunciou que se prepara para realizar até 10 milhões de testes rápidos na população, além de outros 27.000 testes que já foram distribuídos aos Estados. Em São Paulo, epicentro da pandemia, com quase 400 casos confirmados e ao menos 15 óbitos, vai entrar em quarentena, com fechamento de todo comércio não essencial, a partir da terça-feira, dia 24. A medida foi anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), neste sábado e vai durar, em princípio, até o dia 7 de abril. A obrigação de encerrar as atividades ao público vale para restaurantes, bares e cafés, que podem funcionar em regime de delivery, se quiserem. A população segue com a recomendação de ficar em casa. Doria prometeu usar a polícia para reprimir quem não obedecer o veto a aglomerações, e citou festas e bailes funks como exemplo do que não pode ocorrer. Em meio ao caos na saúde, o Governo de Jair Bolsonaro reduziu a estimativa de crescimento do país: a previsão do PIB caiu de 2,1% para 0,02%, quase zero. A ONU fez uma projeção de aumento de 35% das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza na América Latina em função da crise. Em Portugal o número de mortos dobrou de sexta-feira para sábado, de seis vítimas para 12. O surto global fez com que países da América Latina e regiões dos EUA seguissem a Europa e determinassem quarentena obrigatória de seus moradores.

sábado, 30 de novembro de 2019

252 alunos de escolas municipais em Picos receberam certificado do Proerd


O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd)entregou, na noite desta segunda (25), a certificação a 252 alunos de escolas municipais de Picos. O evento aconteceu na quadra da Escola Estadual Coelho Rodrigues. O projeto é da Polícia Militar em parceria com a Prefeitura Municipal de Picos.

Em Picos 4 escolas receberam certificados como participante do Proerd: Escola Municipal Antônio Marques, Maria Gil, Padre Madeira e a Escola Municipal Morada do Sol.

“O programa vem justamente para trabalhar essa temática das drogas. Hoje estão se formando alunos de 4 escolas, escolas essas que estão em área de vulnerabilidade social. Então o programa pode sim contribuir para mudar a realidade dessas crianças e desses jovens e é isso que queremos que eles cresçam conscientes desse mal”. Frisou a Secretária de Educação de Picos, Edvânia Barros.

O programa consiste num esforço cooperativo estabelecido entre a Polícia Militar, a Escola e a Família, e tem como objetivo desenvolver nos jovens estudantes habilidades que lhes permitam evitar influências negativas que dão acesso ao uso de drogas e a violência.

“Infelizmente a droga e aviolência têm muita força. E nós só temos que agradecer a parceria com a Polícia Militar, desde 2013 que conscientizamos esses jovens através do Proerd e de outras ações desenvolvidas nas escolas.Mais uma vez esse trabalho é feito e a prefeitura dá todo suporte necessário para esse programa acontecer, por isso que insistimos nesse trabalho”. Ressaltou o prefeito de Picos, Padre Walmir de Lima.

A pequena Ellen Gabrieleda Escola Municipal Morada do Sol aprendeu direitinho a lição. “Eu aprendi muita coisa, que violência não faz bem e a dizer não às drogas, à violência e às bebidas alcoólicas”. Falou Ellen Gabriele.

O Proerd e? aplicado com o auxílio de uma cartilha que conte?m as 12 liço?es que sa?o ministradas a?s crianças, uma vez por semana e com duraça?o de 50 minutos de instruça?o. 
Durante o evento de formatura um aluno de cada escola foi escolhido para ler a redação. Os alunos receberam kits escolares como premiação e os professores e gestores receberam certificados de amigos do Proerd.

Mães de autistas de Itaquaquecetuba reclamam de atendimento precário na cidade

Elas relatam dificuldade em conseguir consultas com neurologistas e psicólogos.

As mães de autistas precisam fazer uma peregrinação nos serviços públicos municipais de saúde de Itaquaquecetuba para conseguir tratamento para os filhos. Elas relatam que faltam médicos, como neurologistas, e terapias, como psicológica e terapeuta ocupacional para ajudar no tratamento.
Outra queixa é que, quando conseguem consulta fora do município, a cidade concede transporte aénas em alguns casos e a demora no retorno causa transtornos às mães.
Talita Queiroz da Silva é mãe de Enzo Gabriel Queiroz Gomes, de 2 anos. Em dezembro, o menino tem duas consultas em hospitais de São Paulo. Talita afirma que não consegue uma consulta com um neurologista na rede municipal de saúde.
Por isso, agendou uma consulta no dia 13, com um neurologista no Hospital Darcy Vargas no bairro do Morumbi em São Paulo. Devido às condições do menino, a mãe foi pedir à Prefeitura transporte até a unidade.

“A consulta é às 7h, mas preciso chegar lá com 30 minutos de antecedência, mas a Prefeitura respondeu que não tem carro ou ambulância para transporte e mandaram eu levar por meios próprios. Mas para o meu bolso só encaixa condução de trem ou ônibus, onde ele não entra. Ele entra em crise em transporte público”, afirma mãe de Enzo.

No dia 17 de dezembro, ela volta com o filho mais uma vez à capital. Dessa vez o destino é o Hospital das Clínicas, onde o menino faz tratamento por causa de uma bactéria no pulmão que pegou aos 11 meses.
A cada dois meses, ela leva o menino ao hospital. Pelo menos para essa consulta, Talita diz que terá o transporte da Prefeitura.
Porém, a demora para voltar para Itaquaquecetuba causa diversos transtornos para a mãe e a criança. Ela explica que da última vez que foi ao hospital a consulta estava marcada para as 8h.

“Para ir, a ambulância pegou a gente às 3h. Quando era 10h15, eu já estava liberada e avisei o setor de ambulância, mas o veículo foi nos buscar somente às 20h.” Como a consulta era em uma unidade distante do Hospital das Clínicas que fecha às 17h, ela teve que andar com o menino embaixo de garoa até a o HC.

“Em São Paulo eu estou fora da minha realidade. Porque tudo lá é mais caro. Se eu tiver que comprar uma refeição para o Enzo é mais caro que em Itaquaquecetuba. O tempo todo que fico lá eu tenho que gastar com leite, com fórmula não tem como levar de casa porque pode estragar e não temos atenção do setor de ambulância.”

Em busca do diagnóstico

Maria Ivanilda da Silva Fortunato mora no Jardim Paineira em Itaquaquecetuba. Ela tem cinco filhos e o mais novo tem autismo. Isac Gabriel da Silva Fortunato vai completar 6 anos em dezembro e recebeu o diagnóstico no final do ano passado, mas para isso o caminho foi longo.
A mãe afirma que sempre notou algo de diferente no menino. “Ele nunca dormiu à noite. Gritava e chorava a noite inteira. Eu pedia para a pediatra para encaminhar para outro médico e ela dizia que não. Na rua, ele queria passar a mão nas rodas dos carros. Eu achava estranho.”
Em 2018, o menino entrou na escola e em junho a professora chamou a mãe e relatou que o menino gritava e agredia as crianças na sala de aula. Ela afirma que não conseguia um neurologista em Itaquaquecetuba e foi só em Poá que o menino passou por um especialista.
O médico orientou a família a fazer uma avaliação com uma neuropsicóloga, mas como não conseguiu uma especialista na rede municipal, a mãe conta que fez um empréstimo de mais de R$ 1 mil, para pagar a avaliação. “Meu esposo é pedreiro e fez um empréstimo para pagar.”
Maria Ivanilda conta que a psicóloga apontou que Isac tem autismo e hiperatividade e orientou a família a procurar um neurologista. Depois, a escola encaminhou o menino para a Apae onde ele passa duas vezes por semana. “Mas lá não tem um especialista em autismo. Ele precisaria de um lugar com terapia especializada, como fonoaudióloga, terapia ocupacional e psicólogo.”
A mãe completa que o menino está tomando remédio e mesmo assim continua agressivo. “O remédio só adianta para ele dormir. Mas mesmo assim ele costuma acordar às 4h e já pede comida. A agressividade e a agitação dele não melhorou em nada.”
A mãe continuou tentando um neurologista em Itaquaquecetuba. Como não conseguiu na rede pública, pagou um médico de uma rede de clínicas populares. “O neuro pediu um eletroencefalograma e tomografia da cabeça. Como ele será sedado, o exame precisa ser feito em um hospital. Eu tento os exames no posto de saúde do Jardim Paineira, mas até agora nada.”

Outro lado

A Prefeitura de Itaquaquecetuba respondeu que a cidade faz agendamento de neurologia para atendimento no Centro de Especialidades (CEI). Segundo a administração o CEI tem dois médicos, sendo que um atende somente a adultos e outro atende a adultos e crianças.
A Prefeitura esclareceu que na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS), da Secretaria Estadual da Saúde, também agenda para a especialidade de acordo com as vagas cedidas e protocolo de diagnóstico ofertado no sistema.
Quanto à demora dos agendamentos, a Prefeitura informou que eles são feitos de acordo com a demanda reprimida de fila de espera que a Secretaria Municipal de Saúde recebe de todos os postos de saúde e de acordo com a prioridade de urgência de diagnósticos dos pacientes.
Sobre aos terapeutas ocupacionais, a Prefeitura informou que não tem esses profissionais na rede municipal nem na CROSS, mas que o município mantém convênio com a APAE com uma grande demanda de atendimento.
Já sobre os psicólogos, a Prefeitura afirmou que tem nove profissionais, sendo que quatro atendem no ambulatório de Saúde Mental a adultos com transtornos mentais e dependentes de álcool e drogas. Outros três estão nas UBS do Jardim do Carmo, Jardim Odete, Caiuby e Maragogipe com atendimento de adolescentes e adultos e dois no Centro de Especialidades de Itaquaquecetuba (CEI) para adolescentes, mulheres, idosos e orientação familiar.
A Secretaria da Saúde destacou que tem convênio com a APAE para o atendimento de autistas e deficientes intelectuais. "Compete ao profissional estabelecer o tipo de atendimento (individual ou grupal) bem como a periodicidade conforme o plano terapêutico estabelecido com o usuário."
Sobre as reclamações da mãe Talita Queiroz da Silva sobre o atraso do retorno de São Paulo, a Secretaria de Saúde informou que foram vários atendimentos no mesmo dia e, provavelmente, houve uma espera maior do que de costume. Segundo a secretaria, neste dia o retorno do motorista com a ambulância no setor foi às 22h15.
Quanto à falta de atendimento de neurologista, a secretaria informou que a central de regulação entrou em contato com Talita e informou que houve uma desistência na APAE de Itaquaquecetuba com uma vaga para 2 de dezembro para triagem de tratamento multiprofissional e terapias. A mãe comparecerá na central para orientações pertinentes.
Já sobre o transporte de Enzo, filho de Talita, a secretaria afirmou que "o paciente está sendo atendido pelo Setor de Ambulância com a próxima consulta agendada para o dia 17/12 no Hospital das Clinicas."
Sobre a consulta do dia 13/12, a secretaria afirmou que a mãe foi informada que deveria comparecer com o agendamento com a data do local para ser atendida, como ela já faz com os outros atendimentos, mas até esta data não retornou com o agendamento deste dia.

"Informamos que para o atendimento no dia 13/12, o setor já está com a agenda comprometida com outros pacientes. Somente no mês de outubro, o Município realizou 554 atendimentos internos e 3.236 atendimentos externos."


Quanto às reclamações de Maria Ivanilda da Silva Fortunato, mãe de Isac Gabriel da Silva Fortunato, a Prefeitura respondeu que "o agendamento dos exames citados é com sedação e, por ser criança, se torna mais difícil. Não dispomos no município, dependemos das referências estaduais. O exame de eletroencefalograma com sedação, no momento, não está sendo disponibilizado no Sistema da Secretaria do Estado – Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde – CROSS. Aguardamos providências do órgão estadual."
Já sobre o exame de tomografia, a Prefeitura afirmou que a Central de Regulação informou que há vagas rotineiramente e que tem uma vaga de desistência no sistema CROSS de tomografia com sedação, possível ceder ao paciente.

"Mas há a necessidade das guias do pedido para prosseguir com agendamento. A Central de Regulação informa que não obteve êxito via contato telefônico para informar à genitora da vaga para o dia 29/11/2019. A genitora deverá comparecer na Central de Regulação, Rua MMDC, 58 – Centro de Itaquaquecetuba – 4º andar, das 8h até 16h, apresentar RG, CPF e guia de encaminhamento/pedido."

Governo avança na construção do novo Plano Estadual de Política sobre Drogas


Foto: Secom/PB



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), reuniu, nesta sexta-feira (29), representantes de instituições que lidam com a questão das drogas no estado para ampliar o diálogo na construção do novo Plano Estadual da Política sobre Drogas. A reunião teve o objetivo de dar continuidade à elaboração do Plano, numa perspectiva de uma política intersetorial. Participaram representantes das Secretarias de Estado do Desenvolvimento Humano, Saúde e Cultura; a Fundação do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac); Residência de Sáude Mental, da UFPB; Programa Educacional de Resistência às Drogas da Polícia Militar (Proerd) e o Núcleo de Políticas Públicas do Ministério Público do Estado da Paraíba.
“Precisamos desses representantes no processo. Inicialmente a Sedh e a Secretaria de Saúde, por meio da coordenação de Saúde Mental, estabeleceram os primeiros diálogos, mas de fato é impossível pensar essa política sem essa discussão intersetorial”, enfatizou Rafaella Sitcovsky, representante da Sedh.
O Coordenador do Programa Estadual de Política sobre Drogas, alocado na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, Túlio Pollari, fala da dinâmica da construção do plano.“Nós estamos revisitando o plano estadual que outrora tinha sido elaborado para contemplar uma pactuação que todos os estados tinham com o governo federal e alinhando o que atualmente é pertinente a política. 
Eu creio que a Paraíba está próxima de viver o melhor momento dentro dessa política e nós vamos sair do lugar de coadjuvante para ser um estado protagonista de ações”, completou.A coordenadora estadual de Saúde Mental, Iaciara Mendes, destaca que um dos pontos que está sendo discutido e inserido no plano estadual é a fiscalização e o monitoramento das entidades que receberão recursos públicos.“O recurso público precisa ser fiscalizado em sua execução. As Comunidades Terapêuticas que receberão esses recursos devem ser monitoradas para garantirmos que os recursos sejam utilizados de forma correta, e, sobretudo, que o usuário receba o atendimento adequado que lhes dê condições de reinserção na sociedade”, enfatizou.
Da Redação com Secom/PB. Publicado em 30 de novembro de 2019

domingo, 17 de novembro de 2019

Infecções sexualmente transmissíveis estão em alta no Brasil; saiba quais são e como se proteger.

Todos os dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são contabilizados no mundo mais de 1 milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis entre pessoas de 15 a 49 anos. E essas doenças estão em alta no Brasil, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde. A sífilis é o caso mais gritante: foram 158 mil notificações da doença em 2018, levando a uma taxa de 75,8 casos para cada 100 mil habitantes em 2017, eram 59,1 casos/100 mil habitantes. Mas há indicativos também de que estejam aumentando as hepatites virais, enfermidades altamente perigosas, pois podem evoluir para cirrose e câncer de fígado e até levar à morte.
Se de 2008 até 2018 o Brasil registrou quase 633 mil casos dessas infecções, só no ano passado foram cerca de 43 mil, somadas as hepatites A, B C e D.
Dados do Unaids, programa das Nações Unidas especializado na epidemia, indicam que o Brasil apresentou aumento de 21% no número de novos casos de infecções por HIV de 2010 a 2018, o que vai na contramão mundial, já que, no mesmo período, a queda foi de 16% no planeta.
E não são apenas essas ISTs que estão em alta. As que que não são de notificação obrigatória, como gonorreia e HPV, também estão crescendo no país. Para Mauro Romero Leal Passos, coordenador do setor de DST da Universidade Federal Fluminense (UFF) e fundador da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), a principal razão é que muitas dessas doenças são silenciosas, podendo ficar meses ou anos sem apresentarem sinais e sintomas. "Por não sentirem nada, as pessoas não procuram o médico e não descobrem que estão infectadas. Sem saberem, a chance de transmissão do vírus ou da bactéria para os parceiros, com sexo sem proteção, é muito maior", comenta o médico.
Outro ponto importante, segundo ele, é a diminuição no uso dos preservativos, sobretudo entre os jovens. Para se ter uma ideia, pesquisa realizada em 2017, com 1,5 mil pessoas em todo o Brasil, pela organização sem fins lucrativos DKT International, identificou que 47% dos entrevistados com idade entre 14 e 24 anos não usam camisinha nas relações sexuais. Essa negligência acontece porque os tratamentos contra as doenças sexualmente transmissíveis estão mais eficazes e porque muita gente não acredita estar em perigo e nem se considera parte de grupos de risco.
Ainda persistem as desculpas de que camisinha reduz o prazer, prejudica a ereção e é difícil de colocar. "E não adianta usar o preservativo uma vez ou até se sentir seguro com o parceiro. É preciso se proteger em todas as relações", acrescenta Passos. Outros fatores apontados por especialistas para a alta incidência de ISTs são os baixos índices de educação sexual e de cobertura vacinal (no caso de doenças que podem ser prevenidas por vacinas).