18/10/2012
Migração de usuários de drogas: secretaria acolhe 67 pessoas na região do Parque União
Muitos deixaram comunidades do Jacarezinho e Manguinhos após ocupação.
A Secretaria Municipal de Assistência Social realizou na manhã desta quarta-feira (17) uma ação para retirada de população em situação de rua e de combate ao crack na região do Parque União, na entrada da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Na cracolândia e áreas adjacentes foram acolhidas 67 pessoas, sendo cinco adolescentes.
A operação, que contou com apoio de agentes da Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), do Batalhão da Maré (22º BPM) e da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), foi promovida a partir do movimento de migração dos usuários de crack, após a ocupação por forças de segurança das comunidades do Jacarezinho e do Complexo de Manguinhos, também na zona norte.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Fátima Nascimento, o município tem mapeados outros possíveis destinos dessa população.
— A questão da migração dos usuários de crack já estava dentro do planejamento. A nossa perspectiva é de continuar ofertando a possibilidade de abrigamento e tratamento contra dependência química a todos. A Prefeitura do Rio, por meio de sua rede de proteção social, tem condições de proporcionar uma porta de saída para os homens, mulheres e crianças que encontram-se nessa situação degradante.
O serviço de abordagem social teve início às 7h. O acolhimento foi realizado por 19 profissionais, incluindo educadores sociais e psicólogo. Após o processo de identificação, todos os acolhidos serão encaminhados para abrigos da Rede de Proteção Social do município.
Ocupação Manguinhos e Jacarezinho
A ocupação do Complexo de Manguinhos e do Jacarezinho começou no domingo (14) com entrada das forças de segurança nas comunidades. Em apenas 20 minutos a região já estava tomada pela polícia.
O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que a operação colocou fim a “Faixa de Gaza”. As principais vias que dividem as duas comunidades, como Leopoldo Bulhões e Dom Hélder Câmara, foram chamadas de “Faixa de Gaza” por causa da violência na região, uma referência aos conflitos na região do Oriente Médio.
Na terça-feira (16), policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) ocuparam o Jacarezinho e assumiram o comanda das operações na favela. Os PMs hastearam as bandeiras do Brasil e do Estado na localidade conhecida como Azul, no alto da comunidade. A localidade, um dos pontos mais altos e considerada estratégica para o tráfico, foi escolhida para ser a base da Polícia Militar no Jacarezinho.
Um contêiner será montado para servir de apoio a PM, que fará operações também nas comunidades vizinhas. De acordo com o Regimento de Polícia Montada, 18 cavalos ajudarão a patrulhar a região.
Desde a ocupação no domingo, a polícia já apreendeu grande quantidade de drogas no Jacarezinho e Manguinhos e também nas comunidades vizinhas.
Migração de usuários de drogas: secretaria acolhe 67 pessoas na região do Parque União
Muitos deixaram comunidades do Jacarezinho e Manguinhos após ocupação.
A Secretaria Municipal de Assistência Social realizou na manhã desta quarta-feira (17) uma ação para retirada de população em situação de rua e de combate ao crack na região do Parque União, na entrada da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Na cracolândia e áreas adjacentes foram acolhidas 67 pessoas, sendo cinco adolescentes.
A operação, que contou com apoio de agentes da Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), do Batalhão da Maré (22º BPM) e da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), foi promovida a partir do movimento de migração dos usuários de crack, após a ocupação por forças de segurança das comunidades do Jacarezinho e do Complexo de Manguinhos, também na zona norte.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Fátima Nascimento, o município tem mapeados outros possíveis destinos dessa população.
— A questão da migração dos usuários de crack já estava dentro do planejamento. A nossa perspectiva é de continuar ofertando a possibilidade de abrigamento e tratamento contra dependência química a todos. A Prefeitura do Rio, por meio de sua rede de proteção social, tem condições de proporcionar uma porta de saída para os homens, mulheres e crianças que encontram-se nessa situação degradante.
O serviço de abordagem social teve início às 7h. O acolhimento foi realizado por 19 profissionais, incluindo educadores sociais e psicólogo. Após o processo de identificação, todos os acolhidos serão encaminhados para abrigos da Rede de Proteção Social do município.
Ocupação Manguinhos e Jacarezinho
A ocupação do Complexo de Manguinhos e do Jacarezinho começou no domingo (14) com entrada das forças de segurança nas comunidades. Em apenas 20 minutos a região já estava tomada pela polícia.
O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que a operação colocou fim a “Faixa de Gaza”. As principais vias que dividem as duas comunidades, como Leopoldo Bulhões e Dom Hélder Câmara, foram chamadas de “Faixa de Gaza” por causa da violência na região, uma referência aos conflitos na região do Oriente Médio.
Na terça-feira (16), policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) ocuparam o Jacarezinho e assumiram o comanda das operações na favela. Os PMs hastearam as bandeiras do Brasil e do Estado na localidade conhecida como Azul, no alto da comunidade. A localidade, um dos pontos mais altos e considerada estratégica para o tráfico, foi escolhida para ser a base da Polícia Militar no Jacarezinho.
Um contêiner será montado para servir de apoio a PM, que fará operações também nas comunidades vizinhas. De acordo com o Regimento de Polícia Montada, 18 cavalos ajudarão a patrulhar a região.
Desde a ocupação no domingo, a polícia já apreendeu grande quantidade de drogas no Jacarezinho e Manguinhos e também nas comunidades vizinhas.
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