Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprova projeto da 'cura gay'.
A proposta permite que psicólogos tratem a homossexualidade como doença, contrariando resoluções do Conselho Federal de Psicologia.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou uma proposta polêmica que já provocou muitas reações. É o tratamento para combater a homossexualidade, como se fosse uma doença.
O projeto que ficou conhecido como "Cura gay". A proposta permite que psicólogos tratem a homossexualidade como doença, contrariando resoluções do Conselho Federal de Psicologia.O governo promete trabalhar para derrubar o projeto antes da votação final.
A reação da ministra da Secretaria de Direitos Humanos foi imediata. “Representa um retrocesso na medida em que não reconhece a diversidade sexual como direito humano”, declara Maria do Rosário, secretária nacional de Direitos Humanos.
O projeto aprovado, na prática, permite que psicólogos proponham tratamento da homossexualidade, derrubando assim, normas do Conselho Federal de Psicologia, que proíbem que profissionais tratem a homossexualidade como doença. O autor do projeto diz que não é bem assim.
“Por que o hétero, querendo procurar um profissional de psicologia para uma orientação na área sexual pode, e por que o homo não pode?”, diz o deputado João Campos, autor do projeto.
A Organização Mundial da Saúde, em 1990, retirou a homossexualidade do rol de doenças ou transtornos. Esse é um dos argumentos usados por parlamentares que são contra o projeto, que foi apresentado há dois anos e que chegou a ter a votação adiada cinco vezes na Comissão de Direitos Humanos.
Enquanto dois manifestantes solitários mostravam cartazes contrários à proposta, poucos deputados defendiam o projeto. “Escutamos a sociedade, escutamos os homossexuais, escutamos os psicólogos e o que o Conselho de Psicologia fez foi tolher o direito de o profissional exercer sua profissão e isso não pode, é inconstitucional”, declara o deputado Anderson Ferreira, relator do projeto.
“Temos muita expectativa de que na outras comissões haja uma razoabilidade e uma compreensão da inconstitucionalidade que é legislar sobre uma profissão e, mais ainda, reforçar preconceito e estereótipos com uma população que tem sido assassinada simplesmente por ser homossexual”, diz Cynthia Ciarallo, do Conselho Federal de Psicologia.
O projeto ainda terá que ser aprovado em duas comissões, depois seguirá para votação em plenário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário