Psicoterapeuta. - CRT 42.156

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Fernando Cesar Ferroni de Freitas

sexta-feira, 14 de junho de 2013


Hepatite C

Características

A hepatite C é uma doença do fígado causada pelo vírus da hepatite C, e pode ser transmitida pelo sangue. É muito comum e também pode ser uma doença silenciosa, sem apresentar sintomas. Pode levar a problemas graves como cirrose, câncer de fígado e insuficiência hepática.
A forma aguda tem curta duração e ocorre nos primeiros 6 meses após a exposição ao vírus. Algumas pessoas são capazes de eliminar o vírus da hepatite C e não há problemas a longo prazo. Entretanto, em cerca de 8 entre 10 pessoas que contraem hepatite C, o vírus permanece no organismo por muitos anos: esta é a forma crônica da doença, que debilita e elimina as células do fígado, levando à cirrose e atrapalhando seu funcionamento normal.4
O vírus pode ser transmitido por lâminas de barbear, escova de dentes, manicure, “piercings” e tatuagens (instrumentos compartilhados) transfusão de sangue e relações sexuais. A mãe infectada também pode transmitir para o bebê.

Sintomas.
Os sintomas podem não se manifestar durante anos. Inicialmente, as pessoas infectadas podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, como cansaço, náuseas e dores abdominais. Na forma crônica, a morte das células do fígado leva à cirrose e a pessoa infectada pode apresentar sintomas como: icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), dor nos músculos e articulações, perda de apetite e urina escura.
A hepatite C pode levar a outros problemas graves, como câncer de fígado e insuficiência hepática.

Prevenção.
O primeiro passo é buscar informação sobre a hepatite C, pois é mais fácil prevenir quando você sabe como a doença é transmitida, os principais sintomas etc. Quanto mais informado você estiver, mais entenderá as suas opções.

A hepatite C crônica pode levar a problemas graves de saúde, por isso, o melhor caminho é a prevenção. Muitas pessoas não sabem que são portadoras do vírus e acabam transmitindo a doença involuntariamente.
O contato com o sangue de outras pessoas deve ser evitado, pois este é o principal meio de contágio. Portanto:
• Evite compartilhar instrumentos cortantes como barbeadores e escovas de dente;
• Se for colocar “piercing” ou fazer tatuagem, observe se os materiais são esterilizados e a higiene do local;
• Leve seu próprio alicate à manicure/pedicure;
• Não compartilhe agulhas e seringas;
• Use preservativo nas relações sexuais.

A hepatite C é mais comum do que você imagina. Qualquer pessoa pode contrair hepatite C – desde que tenha entrado em contato com sangue infectado pelo vírus. Reserve alguns minutos para responder às perguntas a seguir (seja o mais honesto(a) possível).

Pense em uma consulta ao médico em que tenha ido recentemente ou no passado. Durante alguma dessas consultas, você:apresentava cansaço que seu médico não conseguiu explicar?foi informado sobre resultados de exames de enzimas hepáticas (ALT) elevadas?
foi diagnosticado com HIV?
foi diagnosticado com hepatite B?

Atualmente existem procedimentos mais rigorosos para a triagem do sangue e higienização de utensílios médicos. Mas você:já fez transfusão de sangue antes de 1992?já fez transplante de órgão antes de 1992?já recebeu derivados do sangue para hemofilia antes de 1987?já foi submetido a diálise renal?

Você pode ter entrado em contato com o sangue de uma pessoa infectada se alguma vez compartilhou:instrumentos para colocação de “piercing” ou realização de tatuagem (tinta/agulhas contaminadas)instrumentos de manicure/pedicure

Existem outras coisas que você pode ter feito – ainda que anos atrás – e que poderiam colocá-lo(a) em risco. 

No passado, ou recentemente, você:teve relações sexuais sem proteção c/ alguém infectado?sim (  ) não (  )

Compartilhou agulhas com uma pessoa infectada (mesmo se foi apenas uma vez)?  sim   (  )  -  não  (  )

Você trabalha com sangue, derivados do sangue ou agulhas?    sim   (  )  -  não  (  )

Você já prestou serviço militar?  sim   (  )  -  não  (  )

Algum membro de sua família já foi diagnosticado com hepatite C ou já vivenciou algum dos eventos acima?
sim   (  )  -  não  (  )

Se você respondeu “sim” a qualquer uma dessas perguntas, converse com seu médico
Lembre-se: tomar atitude é um primeiro passo importante.

Diagnóstico.

O diagnóstico é feito com base nos exames físico e de sangue para determinar o valor das transaminases (aminotransferases, segundo a nova nomenclatura médica), e a presença de antígenos do vírus na detecção do DNA viral. Em alguns casos, pode ser necessário realizar biópsia de fígado.

Até ter um diagnóstico definitivo, é importante tomar algumas precauções:
• Não doe seu sangue, órgãos do corpo, outro tecido, ou esperma;
• Não compartilhe escovas de dente, navalhas, ou outros artigos de cuidado pessoais que podem ter seu sangue;
• Cubra seus cortes e feridas abertas;
• Se você tiver um parceiro sexual fixo a longo prazo, há poucas chances de transmitir HCV ao mesmo, e você não precisa mudar seus hábitos sexuais. Se você quiser minimizar a chance, ainda que pequena, use preservativos de látex (a eficácia é desconhecida, mas o uso pode reduzir a transmissão);
• Não engravide.

Lembre-se que hepatite C não é transmitida com:
• Amamentação
• Espirros
• Tosse
• Abraço
• Compartilhamento de pratos, copos ou talheres
• Comida ou água
• Contato casuaDeu positivo, e agora?

Tratamento.

A hepatite C é muito mais comum do que se imagina: 1% a 1,5%,5 dos brasileiros são portadores crônicos do vírus causador da doença, o HCV.

O tratamento está indicado principalmente para os pacientes com alterações das enzimas hepáticas, nas análises de sangue e biópsia hepática demonstrando inflamação e sinais de fibrose, sugerindo risco de progressão para cirrose.

Atualmente o tratamento mais comum é uma associação de dois tipos de Medicamentos: a alfapeginterferona 2a e a alfapeginterferona 2b e a ribavirina. Inicialmente dura por um período de 12 ou 24 semanas, podendo ser prolongado por até 48 semanas. Depende da medicação utilizada e do perfil de cada paciente.

A alfapeginterferona 2a e a alfapeginterferona 2b são proteínas mensageiras produzidas pelo organismo em reação à infecção causada por um vírus. Acredita-se que inibam a reprodução dos vírus e melhorem as atividades protetoras do sistema imunológico. A ribavirina age de forma direta no vírus e tem uma ação imunomoduladora (atua no sistema imune).

Recentemente, dois novos tratamentos para hepatite C foram aprovados: o boceprevir e o telaprevir. Diferentemente da alfapeginterferona 2a, da alfapeginterferona 2b e da ribavirina, que modulam o sistema imune6, o boceprevir e o telaprevir atuam diretamente no vírus. Em associação à alfapeginterferona 2a, à alfapeginterferona 2b e à ribavirina, o chamado "tratamento triplo", há aumento da chance de cura do paciente. Porém, há também aumento do número de eventos adversos7.

O objetivo do tratamento duplo ou triplo é eliminar o vírus da circulação. É considerada cura da hepatite C quando o vírus continua indetectável no sangue por mais de 6 meses após suspensão dos medicamentos. Quando o dano hepático é grande, pode ser necessário um transplante de fígado. Porém, fígados transplantados são infectados novamente pelos vírus que ainda persistem na circulação sanguínea. Um transplante não cura a hepatite C.

O único tratamento cientificamente comprovado para hepatite é o descrito acima. Tenham cuidado com os chamados tratamentos naturais, pois podem piorar o quadro, já que muitas dessas ervas são hepatotóxicas (tóxicas para o fígado).

É importante saber que muitos fatores, próprios de cada indivíduo, podem influenciar na resposta que será obtida com o tratamento, devendo ser levados em consideração. Entre os mais significativos, temos os seguintes:
• Pessoas de raça branca obtêm melhores resultados ao tratamento do que pessoas de raça negra;
• Descendentes de raças latinas respondem melhor do que os anglo-saxões;
• A idade é um fator primordial – quanto mais jovem o paciente, melhor a resposta ao tratamento;
• O tempo de contaminação influi na resposta ao tratamento;
• Pessoas recentemente contaminadas têm melhor resposta ao tratamento;
• A quantidade de vírus é um indicador do prognóstico do tratamento;
• O dano hepático é fundamental – com menor dano no fígado, a resposta é muito melhor. Pessoas cirróticas conseguem uma resposta muito menor que aqueles com uma fibrose leve;
• A contaminação com mais de um genótipo ou a coinfecção com hepatite B ou HIV/AIDS diminuem as chances de resposta ao tratamento.

Procure seu médico para mais informações.

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