Política nacional sobre drogas e saúde mental: percepções dos gestores e os desafios intersetoriais no arranjo politico.
Resumo
O debate em torno da Intersetorialidade vem se processando no âmbito das políticas públicas, visando à construção de ações e serviços mais integrados, que superem a ineficiência da fragmentação do setor público. No campo específico da Saúde Mental, esse debate surge com o Movimento da Reforma Psiquiátrica que se estende também à Política Integral de cuidados as pessoas que fazem uso prejudicial de álcool, crack, e outras drogas, por considerar os múltiplos determinantes do uso prejudicial dessas substancias, e a necessidade de inclusão social das pessoas que as usam abusivamente. O objetivo do trabalho foi analisar a construção da estratégia da Intersetorialidade na atenção às pessoas que fazem uso problemático de álcool, crack e outras drogas, a partir da percepção dos gestores da Rede de Atenção Psicossocial do município de Cabedelo-PB/Brasil. O percurso metodológico privilegiou a abordagem qualitativa, recorreu-se a entrevista semiestruturada e a observação participante. Teve como cenário a gestão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS I e CAPS AD); Gerencia da Atenção Básica e a Secretaria de Saúde. A amostra foi composta por 06 gestores dos referidos serviços. Para analise das falas foi utilizada a técnica de analise de conteúdo. Constata-se que o debate sobre Intersetorialidade está presente nas discussões politicas dos gestores dos serviços de saúde mental, porém é atribuída a responsabilidade aos profissionais do serviço, evidenciado como estratégia profissional. Todavia os arranjos intersetoriais são ressaltados no trato aos usuários de crack, álcool e outras drogas como de extrema relevância para atenção integral.
Elisangela Braga de Azevedo, Patricia Barreto Cavalcanti.
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