Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

segunda-feira, 24 de junho de 2013


Vacina contra HPV reduz índice de infecção entre adolescentes nos EUA
Infecção com as cepas virais que causam câncer caiu de 7,2% em 2006 para 3,6% em 2010 entre os jovens de 14 a 19 anos
Apenas um terço dos adolescentes americanos foram vacinados com o curso completo de três doses
No Brasil a vacina poderá ser incorporada ao calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde em 2014





Vacinação na Universidade de Miami: vacina ajuda a prevenir contra o câncer Joe Raedle/ NYT


NOVA YORK - A prevalência de cepas perigosas do papilomavirus humano (HPV) — a mais comum infecção sexualmente transmissível nos Estados Unidos e uma das principais causas do câncer de colo do útero — caiu pela metade entre os adolescentes nos últimos anos. Apenas um terço dos adolescentes nos Estados Unidos foram vacinados com o curso completo de três doses, ainda assim a infecção com as cepas virais que causam câncer caiu de 7,2% em 2006 para 3,6% em 2010, entre os jovens de 14 a 19 anos.

O declínio acentuado da taxa de infecção ocorre em um momento de aprofundamento da preocupação entre os médicos e funcionários de saúde pública sobre o uso limitado da vacina contra o HPV nos Estados Unidos. Secretarias de saúde em todo o país estão lutando para formas de aumentar as taxas de vacinação, enquanto grupos sem fins lucrativos estão usando lembretes postais e campanhas de mídia social, e pediatras estão sendo incentivados a convencer as famílias dos benefícios da vacina.

Existem indícios de que a resistência à vacina pode ser crescente. Um estudo publicado na revista “Pediatrics”, em março, descobriu que em 2010, 44% dos pais disseram não ter intenção de vacinar suas filhas. Como evita uma infecção transmitida sexualmente, a vacina carrega o estigma de promover a promiscuidade.

— Os resultados são surpreendentes — disse ao jornal “The New York Times” Thomas Frieden, diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças americano. — Precisamos aumentar os índices de vacinação, porque é possível proteger a próxima geração e precisamos fazer isso.

A descoberta, publicada na versão on-line da “The Journal of Infectious Diseases”, acompanhou os anos de 2003 a 2010 e foram baseadas na pesquisa feita a cada dois anos, considerada padrão ouro nos indicadores de saúde. Os funcionários de saúde do governo entrevistaram mais de oito mil meninas e mulheres entre 14 e 59 anos e coletaram amostras vaginais para análise.

O índice de infecção das meninas caíram mesmo quando foram incluídas as duas estirpes do vírus que causam verrugas genitais, com uma queda de 56% durante o período do estudo. A taxa ficou estável nos anos antes da introdução da vacina. Autoridades de saúde começaram a monitorar a prevalência de HPV em meninos só este ano, os primeiros dados estarão disponíveis em 2015.

Existem cerca de 12 mil casos de câncer do colo do útero e quatro mil mortes por ano nos Estados Unidos. Com as taxas atuais de vacinação, a vacina evitaria 45 mil casos de câncer de colo do útero e 14 mil mortes entre as meninas hoje com 13 anos de idade e mais jovens ao longo de suas vidas. O aumento da taxa de vacinação para 80% poderia evitar um adicional de 53 mil tipos de câncer e cerca de 17 mil mortes.

No Brasil há 137 mil casos da doença por ano

O HPV se destaca como uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo, com uma em cada cinco mulheres como portadora do vírus. No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos no país. Este ano o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a vacina contra HPV, lançada no país em 2007, poderá ser incorporada ao calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014. Atualmente só o Distrito Federal oferece a vacina de graça. Na rede privada as três doses custam entre R$ 540 e R$ 1.050 e deve ser tomada antes do início da vida sexual.


Nenhum comentário: