Psicoterapeuta. - CRT 42.156

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Fernando Cesar Ferroni de Freitas

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Protesto pede melhorias em serviços
de saúde mental em Campinas
Profissionais do Cândido Ferreira ocuparam escadarias da Prefeitura.
Trabalhadores apontam descumprimento de convênio de co-gestão.


Cerca de 100 funcionários do Hospital Cândido Ferreira, unidade de referência no tratamento de saúde mental em Campinas (SP), fizeram um protesto nas escadarias do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura, na manhã desta segunda-feira (26). Com cartazes, eles reclamam de atraso no pagamento dos trabalhadores e descumprimento do convênio em co-gestão entre a unidade médica e a administração municipal. Esta é a segunda manifestação dos funcionários em seis dias em frente ao Paço Municipal.
Em comunicado assinado pelos profissionais do Cândido e o Sindicato da Saúde de Campinase Região (Sinsaúde), a categoria informou que está em estado de greve. De acordo com os participantes, um convênio de co-gestão foi firmado em maio desde ano, com validade até julho de 2014, mas na Prefeitura não está cumprindo com o acordo em relação à participação dos trabalhadores, usuários e familiares no Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas.

Ainda segundo o comunicado distribuído durante o protesto, os funcionários afirmam que a verba, contratada e aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde, para o pagamento do dissídio referente a junho e julho, não foi repassada pela Prefeitura ao Cândido no prazo correto. Apesar de diversas negociações com entregas de documentos, o depósito só foi feito no dia 21 de agosto.

A saída de serviços dos espaços em prédios públicos, além de profissionais concursados dos equipamentos e equipes da saúde mental dos centros de saúde sem previsão de reposição, são anúncios preocupantes, de acordo com os profissionais. A categoria alega que isso cria insegurança, desassistência e dúvidas a todos os envolvidos sobre qual modelo de assistência em saúde mental a Prefeitura pretende adotar e cumprir.
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O secretário de Saúde, Cármino de Souza, afirmou que não existe previsão para a saída dos serviços nos prédios públicos e que isso será estudado após o fim do convênio com o Cândido Ferreira, em junho de 2014. No entanto, o titular da pasta disse que a Prefeitura pretende voltar a ter atendimento de saúde mental nos hospitais da rede municipal e não apenas através do convênio.

Reajuste
Para reivindicar o repasse da administração municipal para pagamento do reajuste salarial e protestar contra os atrasos no depósito, funcionários do Cândido Ferreira também fizeram uma manifestação nas escadarias do Paço Municipal no dia 20 de agosto. Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), pelo menos cem pessoas participaram do ato, mas não acarretou reflexos no trânsito na região.

Diretrizes de saúde
Além das reivindicações salariais, os funcionários pedem que a Secretaria de Saúde exponha o modelo referente à saúde mental que deve ser adotado no município. "Não sabemos o que a Prefeitura quer do serviço do Cândido Ferreira, que é referência em saúde mental. A gente não tem qual é a política, qual a diretriz que o município deseja seguir", completa o assessor de recursos humanos do hospital, Paulo César Teixeira de Magalhães.

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