Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

domingo, 28 de abril de 2013


Redução de danos para usuários de crack gera polêmica na capital
Jornal O Estado de Minas


Programa da PBH que incentiva consumo de drogas como álcool e tabaco em substituição à pedra surpreende o próprio prefeito, que no entanto diz que política tem base científica

Sandra Kiefer

A política de enfrentamento ao uso do crack executada pela Prefeitura de Belo Horizonte, com o incentivo à substituição da pedra por drogas lícitas, causou surpresa ao próprio prefeito Marcio Lacerda (PSB). Como revelou o Estado de Minas em sua edição de quinta-feira, a capital mineira põe em prática o modelo de redução de danos preconizado pelo Ministério da Saúde, que incentiva a substituição do crack por drogas mais leves, como opiáceos, álcool, tabaco e remédios controlados, até que o usuário consiga atingir a abstinência.
Perguntado em entrevista à Rádio Itatiaia sobre a iniciativa, e se havia ficado sabendo de detalhes da política de redução de danos por meio do jornal, Lacerda respondeu: “Realmente, não conheço”. Mesmo assim, o prefeito defendeu o programa, ao afirmar que “existem teses de medicina e trabalhos científicos que demonstram que as pessoas com dependência química podem ser tratadas usando drogas menos nocivas, enquanto não se livram totalmente (do vício do crack)”.
O tema da redução de danos é citado duas vezes no Projeto Recomeço, parte do programa de governo para a reeleição de Marcio Lacerda, no ano passado. Em resposta ao EM, por e-mail, o prefeito informou que a redução de danos é apenas um dos pontos do projeto, que tem como objetivo “envolver os vários setores do poder público e da sociedade no enfrentamento ao uso de drogas, buscando ações de tratamento, de prevenção, de reinserção social e de redução de danos, tendo como base a atual política sobre drogas.”
Segundo o prefeito, o combate ao crack é tratado como assunto prioritário em sua gestão. Prova disso, afirma, é a inauguração do Centro de Referência de Saúde Mental – Álcool e Drogas (Cersam–AD) do Barreiro, prevista para hoje. “Isso mostra que estamos trabalhando para ampliar a prevenção e ofertar um atendimento mais próximo e humanizado.” A unidade é uma das três do tipo prometidas para a capital mineira dentro do Projeto Recomeço. A abertura do Cersam Noroeste, nas proximidades da cracolândia do Bairro Lagoinha, está prevista para junho.
A Secretaria Municipal de Saúde informou em nota que dentro das ações de assistência aos usuários de álcool e outras drogas não são fornecidas na rede de Belo Horizonte drogas ilícitas, como maconha, nem bebidas alcoólicas e cigarros, apenas substâncias com orientação médica.
Audiência pública
Na próxima semana, Lacerda e o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, devem comparecer a audiência pública perante a Comissão Permanente de Enfrentamento do Crack da Assembleia Legislativa de Minas, para esclarecer o funcionamento do programa de redução de danos. O encontro foi convocado a pedido de representantes do terceiro setor que, entre outras informações, querem mais explicações sobre a política de distribuição de drogas lícitas para usuários de crack da capital, o montante já aplicado da verba do governo federal no setor e o número de usuários da pedra que perambulam pelas ruas da capital.

Entraves nas comunidades terapêuticas
Uma das respostas mais objetivas para o impasse poderia vir das comunidades terapêuticas, entidades ligadas às igrejas que sempre acolheram “viciados em drogas” em fazendas, sítios e centros de recuperação. A proposta da inclusão das entidades na política de combate ao crack é discutida à exaustão desde 2011. Até hoje, porém, não foi aberta uma única vaga nas comunidades terapêuticas no país dentro do programa Crack: é possível vencer.
Em novembro de 2012, quase um ano e meio depois da reunião com a presidente Dilma Rousseff, que defendeu a causa, saiu o edital de convocação das entidades pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça. Dava dois meses de prazo, até janeiro deste ano, para que as entidades se inscrevessem. O tratamento, custeado com recursos federais, iria durar de 45 dias a nove meses, dependendo do caso. Cada usuário de crack fora das ruas custaria R$ 1 mil por mês.
Em janeiro esgotaram-se os prazos para inscrição, pré-habilitação, habilitação e aprovação do contrato das comunidades terapêuticas. Mais de 400 entidades se inscreveram. Dois meses já se passaram e a Senad não conseguiu avançar da segunda etapa (pré-habilitação). “Se continuar nesta toada, com a divulgação de 10 nomes por mês, vai levar mais um ano e meio até acabarem as habilitações e o governo começar a repassar os recursos. Enquanto isso, as pessoas vão continuar nas ruas?”, questiona o pastor Wellington Vieira, presidente da Federação de Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb).
Processos
Vieira calcula que existam hoje cerca de 300 entidades nestes moldes em Minas, cuidando de 9 mil usuários de drogas (30 pessoas por entidade, em média). Ao todo, respondem por 80% das pessoas em tratamento. O pastor esteve em Brasília para acompanhar o andamento dos processos na companhia de Ana Godoy, presidente da Federação das Comunidades Terapêuticas Católicas e coordenadora da Pastoral da Sobriedade. “Realmente o processo está muito lento, mas tenho esperança de que, ainda este ano, saia alguma verba.”
O Ministério da Justiça garante que até junho a maior parte das análises terão sido concluídas. O órgão alega que quase 100% das documentações encaminhadas estavam incompletas, o que dificultou o trabalho. Das 253 inscrições de entidades, 55 tiveram a documentação analisada, 42 foram habilitadas e oito aprovadas. De Minas, três estão habilitadas e apenas uma aprovada: a Associação de Apoio e Recuperação de Dependentes Químicos de Itaúna, na Região Central.

Nova droga sintética: metanfetamina

Nova droga sintética chega às baladas do Vale
Delegado alerta: antes restrita à capital, metanfetamina já é achada em casas noturnas da região

Agência O Vale

Globos espelhados, luzes coloridas e pista de dança lotada. A euforia toma conta das casas noturnas frequentadas pela nata da sociedade. Mas a festa das classes A e B foi invadida por uma nova droga, com um altíssimo poder de destruição: a metanfetamina.
A substância, tão ou mais devastadora do que o crack, já circula em boates do Vale do Paraíba. O delegado do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), Reinaldo Correa, explica que a novidade chegou este ano à região. Antes, ficava restrita às baladas da capital paulista.
O alto custo da droga -- que varia entre R$ 70 e R$ 200, deixa o produto restrito aos jovens de alto poder aquisitivo. Vendida em formato de comprimido, pó ou até mesmo pedra, ela apresenta um grande potencial de dependência química.
Euforia/ O efeito provocado pela metanfetamina chega a durar 20 horas no usuário.
"A droga causa a mesma sensação do ecstasy, que é uma droga sintética. Quem experimenta a metanfetamina fica eufórico, sem cansaço, com a autoestima lá em cima e com muito apetite sexual. Depois que o efeito passa, vem um grande sentimento de depressão", disse o delegado.
Segundo ele, o uso crônico nova droga torna o usuário mais violento, principalmente quando têm delírios, semelhantes às paranóias apresentadas pelos usuários de crack.
A metanfetamina era usada para tratar problemas de déficit de atenção até julho do ano passado, quando se tornou proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Fruto do seu mau uso na noite paulistana.
O médico Marcelo Ribeiro, especialista em dependência química, explica que o consumo pode levar ao suicídio em casos extremos. Ele desenvolveu um estudo sobre esse tipo de anfetamina.
Social/ "Pessoas que querem melhorar o desempenho social usam anfetaminas", disse. "A tentativa de abandonar ou diminuir o uso resulta em depressão. O uso crônico torna a pessoa distante da realidade. Pode haver suicídio decorrente do uso ou da depressão."

Traficante é rico, jovem e popular
Jovem, rico e popular entre os frequentadores de balada. Este é o perfil do traficante de metanfetamina, segundo o delegado do Denarc, Reinado Correa. De acordo com ele, o vendedor da droga costuma ser 'playboy' --gíria usada para o rapaz que tem dinheiro e anda com roupas da moda.
O delegado ainda destaca que prendê-lo nem sempre é uma tarefa fácil para a polícia.
"Essas drogas são vendidas no interior da balada, que é um lugar muito escuro e de difícil acesso. Para conseguir encontrar metanfetamina, os policiais precisariam entrar na casa noturna, pedir para acender as luzes e ir procurando. Quem vai permitir que isso aconteça?", perguntou o delegado.

Por conta dessas dificuldades, a polícia não registrou apreensões da droga na região nos últimos meses.
Polícia/ Houve apenas apreensão de ecstasy, uma droga parecida. Em outubro do ano passado, por exemplo, a Polícia Militar fechou um laboratório do tráfico no Residencial Righi, zona leste de São José dos Campos. No local havia 310 comprimidos de ecstasy.

EFEITOS DA DROGA
Depressão
A droga, que no início causa euforia, provoca depressão no usuário logo após o efeito da substância química passar.
Violência
O uso crônico torna o usuário mais violento, principalmente quando têm delírios, semelhantes às paranoias apresentadas pelos usuários de crack.
Aparência
O uso crônico torna a pessoa distante da realidade, irritada e impulsiva, descuidada da aparência es compromissos.
Corpo
Feridas e cicatrizes começam a aparecer. A droga tira o apetite, o que leva o viciado à desnutrição. O dente perde o esmalte e a gengiva fica destruída

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Entenda como as drogas agem no cérebro: Vídeo animado e interativo. Utilize o mouse, escolha o seu ratinho e o coloque na poltrona, o resto é feito sozinho.

Rato Festa
http://learn.genetics.utah.edu/content/addiction/drugs/mouse.html


Os mecanismos simplificados de ação da droga aqui apresentados são apenas uma pequena parte da história. Quando as drogas entram no corpo que provocam efeitos muito complexos em muitas regiões diferentes do cérebro. Muitas vezes eles interagem com muitos tipos diferentes de neurotransmissores e podem ligar-se com uma variedade de tipos de receptores numa variedade de locais diferentes.Por exemplo, o THC na marijuana pode ligar aos receptores de canabinóides localizados na célula pré-sináptica e / ou pós-sináptica de uma sinapse. Se for caso disso, esta apresentação descreve, principalmente como fármacos interagem com os neurotransmissores dopamina porque este sítio incide sobre a via de recompensa do cérebro. Rato do partido é projetado para fornecer um pequeno vislumbre das interações químicas no nível sináptico que fazer com que o usuário de drogas a se sentir 'alta'.


Fonte Blog:
http://queroparardeusardroga.blogspot.com.br/


terça-feira, 23 de abril de 2013



20/04/2013 19h32 - Atualizado em 22/04/2013 21h00

Exposamba 2013 leva shows a CEU na Zona Leste de São Paulo
Itaim Paulista teve tarde de samba no CEU Parque Veredas.
Palestras e shows serão apresentados em mais de 40 centros educacionais.

veja mais no link:


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0/04/2013 19h32 - Atualizado em 22/04/2013 21h00

Exposamba 2013 leva shows a CEU na Zona Leste de São Paulo
Itaim Paulista teve tarde de samba no CEU Parque Veredas.
Palestras e shows serão apresentados em mais de 40 centros educacionais.







http://g1.globo.com/mostra-sao-paulo-exposamba/2013/noticia/2013/04/exposamba-2013-leva-shows-ceu-na-zona-leste-de-sao-paulo.html

OMS vai combater abuso e consumo excessivo de álcool.

Por Stephanie Nebehay


GENEBRA (Reuters) - Os ministros da Saúde concordaram na quinta-feira em tentar reduzir o consumo excessivo de álcool e outras formas cada vez mais comuns de abuso de álcool por meio de taxas mais altas sobre bebidas alcoólicas e uma regulamentação mais rigorosa sobre a propaganda.
A estratégia global para reduzir o uso perigoso de álcool foi adotada por consenso na assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Suas 10 principais recomendações, formuladas após dois anos de negociação, não são obrigatórias, mas servem como diretrizes aos 193 países membros da OMS.


"O álcool contribui para acidentes, problemas de saúde mental, problemas sociais e prejudica terceiros," disse Bernt Bull, alto assessor do Ministério da Saúde da Noruega. Os países nórdicos, muitos dos quais já possuem restrições severas à venda de bebidas, lideraram a iniciativa na agência da Organização das Nações Unidas (ONU).


Um imposto relativamente alto sobre as bebidas alcoólicas e regulações limitando a disponibilidade delas têm ajudado a reduzir as doenças relacionadas ao álcool, disse ele.
A OMS estima que os riscos associados ao álcool causem 2,5 milhões de mortes por ano decorrentes de doenças cardíacas e hepáticas, acidentes automobilísticos, suicídios e cânceres diversos - 3,8 por cento de todas as mortes. É o terceiro principal fator de risco para mortes prematuras e invalidez em todo o mundo.


"O álcool normalmente não é percebido como um assassino, embora seja," disse Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS, em entrevista coletiva.
Apesar do abuso crescente e dos jovens começando a beber mais cedo em muitos países, metade dos membros da OMS não tem uma política nacional para o álcool, de acordo com o especialista da OMS Vladimir Poznyak.


"As maiores mudanças devem acontecer nos países que não têm instituições de controle do álcool ou uma estrutura regulatória para o consumo de álcool," disse ele a jornalistas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/oms-vai-combater-abuso-e-consumo-excessivo-de-alcool.html

sábado, 6 de abril de 2013



Atenção à saúde mental de crianças precisa ser melhorada

Estigma dos transtornos mentais e falta de informação sobre a existência de tratamento dificultam o acesso dos jovens à assistência psicológica, avalia Cristiane Seixas Duarte, professora na Columbia University (foto:Y Mind)
Agência FAPESP - Por Elton Alisson
Agência FAPESP – O atendimento em saúde mental em todo o mundo está aquém do desejável. E, mesmo em países com muitos recursos, como os Estados Unidos, ainda há várias barreiras – como o estigma social dos transtornos mentais e a falta de informação sobre a existência de tratamento – para possibilitar o acesso, principalmente de crianças, aos serviços de apoio psicológico.
veja mais:
http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/blogs/dependencia-quimica
Evento


4° Congresso Internacional sobre Drogas



O Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (CREPEIA) faz saber que será realizado o IV Congresso Internacional sobre Drogas, que irá acontecer nos dias 27 e 28 de maio, na Universidade de Juiz de Fora. O curso será organizado especialmente por meio de exposições de temas principais no campo de álcool e outras drogas, por convidados de renome internacional e nacional e com interações previstas entre os participantes do evento.
Todo o evento será organizado no sentido de maior interação possível e trocas de experiências com o intuito de qualificar as ações em saúde no campo de álcool, tabaco e outras drogas.



Objetivo: Disseminar o conhecimento científico e inovações em relação a prevenção, o tratamento e a implementação de políticas públicas na área de álcool, tabaco e outras drogas;


A programação do Congresso Internacional terá conferências, mesa redonda e apresentação de trabalhos nos dois dias. No dia 27, o horário será das 8hs às 18h30 e no dia 28, das 8h30 às 17h30, com direito a coquetel de encerramento.


As inscrições poderão ser feitas de acordo com as instruções abaixo:


A inscrição deverá ser efetuada através do formulário através disponibilizado no final da página.
Preencha corretamente os campos do formulário de inscrição e efetue o depósito bancário*.
O valor a ser pago deverá obedecer a data e categoria vigente na tabela de inscrições abaixo**.
Envie o comprovante de depósito para o e-mail congressosobredrogas@gmail.com


Após o recebimento do comprovante de pagamento e processamento da inscrição, a equipe organizadora fará a confirmação da inscrição por e-mail em até 15 dias. Somente após a confirmação, sua vaga será assegurada.


Após o recebimento da confirmação da inscrição, o candidato poderá efetuar a inscrição de trabalhos. As normas para a submissão de trabalhos estão disponíveis abaixo


Inscrições de trabalho
Para fazer sua inscrição de trabalho, é necessário ter recebido a confirmação da inscrição por e-mail. Para submeter um trabalho, acesse este link.

*Dados bancários


Banco: Banco do Brasil
Titular da conta: FADEPE – Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão.
Conta Corrente: 111.210-4
Agência: 0024-8

**Tabela de inscrições


Estudante de graduação, pós graduação, alunos e ex-alunos do CRR***.
28/02/13 – R$ 35,00
30/04/13 – R$ 40,00
até 27/05/13- R$ 50,00
Profissionais
28/02/13 – R$ 70,00
30/04/13 – R$ 80,00
até 27/05/13 – R$ 100,00

***As inscrições nas categorias, estudantes, alunos e ex-alunos do CRR deverão encaminhar uma cópia do documento comprobatório para o e-mail congressosobredrogas@gmail.com. em até 5 dias após o cadastro da inscrição. O não recebimento do documento implicará no cancelamento do desconto. A diferença poderá ser paga no dia do evento.
Atenção


Os dados enviados serão utilizados nos crachás e certificados.
Cerifique-se de que o e-mail informado no cadastrado seja correto, pois todas as informações referentes ao evento serão enviadas para ele.


O pagamento da inscrição não garantirá a aprovação de apresentação de trabalhos.
É obrigatório que pelo menos um autor esteja devidamente inscrito no evento para que a inscrição de trabalho possa ser efetuada.


Não serão aceitos pedidos de cancelamento de inscrição, apenas substituição de nomes até dia (20/05/2013).

Mais informações sobre as inscrições aqui

Veja a programação do IV Congresso Internacional sobre Drogas

Início 15/02/2013 - Término 28/05/2013

Fonte: CREPEIA/UFJF

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

De acordo com uma pesquisa, o consumo de três doses de álcool por dia representa um aumento dos riscos de padecer de cancro da mama, em 50 por cento. O trabalho de investigação, do Centro de Pesquisa de Álcool na Universidade de Heidelberg, conjuga 113 estudos que ligam o consumo de álcool àquele tipo de cancro.


Uma aprofundada investigação alemã permitiu concluir que consumir três doses de álcool por dia representa um aumento significativo das probabilidades de desenvolvimento de cancro da mama.

O trabalho, realizado pelo Centro de Pesquisa de Álcool na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, estabeleceu ligações entre o consumo de álcool e o cancro da mama, sendo que os investigadores estabelecem um limite de consumo – um copo de álcool, ou 12 gramas de etanol – por dia, para que os riscos de cancro da mama não sejam aumentados.

Para a realização deste estudo, foram analisadas 44 552 pessoas que padecem de cancro da mama mas que não são consumidores de álcool e 77 539 pessoas com cancro mamário que são consumidoras moderadas de bebidas alcoólicas. Todos os voluntários deste estudo são provenientes da América do Norte e da Europa.

Os investigadores tiveram em consideração os fatores de risco, desde idade, historial familiar, entre outros, para que os resultados fossem mais próximos da realidade.

Depois de analisados os resultados, concluiu-se que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas representa um aumento de 50 por cento de desenvolver cancro da mama.

Por esclarecer fica a forma como o álcool determina um aumento do risco de cancro mamário. Os responsáveis pelo estudo colocam em cima da mesa uma alteração dos níveis de estrogénio, capazes de suscitar o desenvolvimento de tecidos cancerígenos. Por outro lado, consideram como razão alterações epigenéticas, alterações no ácido retinóico, efeitos do acetaldeído e o stress oxidativo.

Independentemente da causa que está na base da associação ao consumo excessivo de álcool ao desenvolvimento do cancro da mama, não resta uma única dúvida: os investigadores aconselham a um consumo moderado de bebidas alcoólicas.

Curiosamente, este estudo surge um dia depois de ser conhecida outra pesquisa, que liga o consumo moderado de vinho tinto à redução do cancro do intestino e… da mama.

O consumo regular de vinho tinto ajuda, de acordo com esta pesquisa, a melhorar a eficácia do tratamento do cancro da próstata e da mama, levando os investigadores a apostarem no ‘néctar dos deuses’ como uma das apostas mais fortes para o combate aos variados tumores.

No caso do cancro do intestino, uma substância presente na casca das uvas pode ajudar a prevenir a doença: chama-se resveratrol.

Mutirão no centro do Rio oferece teste rápido e gratuito de aids
Iniciativa tem como objetivo estimular o diagnóstico e o tratamento precoce da doença

Publicado em 7/12/2012 às 14h24: atualizado em: 7/12/2012 às 15h12



A Secretaria de Estado de Saúde promove nesta sexta-feira (7) o segundo dia do mutirão de teste gratuito de aids na Cinelândia, no centro do Rio. A iniciativa tem como objetivo estimular o diagnóstico e o tratamento precoce da doença.

Para atender à população, foi montada uma tenda no local, em que uma equipe formada por voluntários e funcionários da secretaria esclarecem dúvidas, distribuem panfletos explicativos e preservativos.

Conheça os famosos que assumiram ter aids

Conforme a Agência Brasil, a ação é parte da campanha anual Fique Sabendo, promovida pelo Ministério da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro.

Na quinta-feira (6), primeiro dia do evento, foram feitos 262 exames. Para fazer o teste, a pessoa deve se cadastrar, retirar uma senha e assistir a uma palestra sobre as formas de transmissão da aids.

Tratamento da aids inclui até sexo, diz especialista

Na palestra, é informada que, para aqueles que se expuseram a situações de risco até três meses antes do exame, o resultado pode ser negativo, apesar de estarem infectados com o vírus, devido a um fenômeno denominado “janela imunológica”.

O teste é realizado logo após a palestra e fica pronto em 30 minutos. O resultado é entregue individualmente por um profissional de saúde.

Pensei muitas vezes em desistir, diz ativista portadora do HIV

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 530 mil pessoas têm o vírus do HIV no Brasil. Muitos ainda ignoram a situação.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Uso da maconha começa cada vez mais cedo no Brasil
Em 2012, 62% dos usuários experimentaram a droga antes dos 18 anos; em 2006, o índice era de 40%.




Forças de segurança do Rio de Janeiro apreenderam seis toneladas de maconha em operação no Morro do Alemão em 28 de novembro de 2010. Em todo o país, 1,5 milhão de adolescentes e adultos fumam maconha diariamente. (Evaristo Sá/AFP)

SÃO PAULO, Brasil – Ele deu o primeiro trago em 2001, quando tinha 16 anos.

Desde então, por seis anos, o comunicador Vinícius Werner, 27, fumou maconha todos os dias. Em todo o Brasil, 1,5 milhão de adolescentes e adultos também usam o entorpecente diariamente.

Como Werner, 62% dos usuários brasileiros tiveram contato com maconha antes de completar 18 anos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

E a tendência é de alta. Em 2006, quando foi realizado o primeiro estudo, o índice era de 40%, segundo a Unifesp.

“Quanto mais cedo ocorre o consumo da droga, maior é a chance do desenvolvimento de dependência”, explica a psiquiatra Clarice Sandi Madruga, coordenadora do levantamento.

Realizado em 149 municípios, o estudo ouviu 4.607 pessoas a partir dos 14 anos que responderam a um questionário sigiloso com mais de 800 perguntas sobre o uso de álcool e drogas.

Cerca de 8 milhões de brasileiros – 7% da população adulta – já experimentaram maconha ao menos uma vez na vida. Desse total, 3,4 milhões de pessoas (3%) utilizaram o narcótico no último ano.

Entre os menores de idade, mais de 600.000 já tiveram algum contato com o entorpecente ao longo da vida – 470.000 deles nos últimos 12 meses.

Tanto adultos quanto adolescentes têm acesso à droga comprando de alguém (60% dos casos) ou ganhando de algum amigo (35%). A diferença é que, enquanto os adultos conseguem maconha em locais públicos e pontos de venda, os menores de idade têm outro ponto de distribuição: a escola.

Efeitos da dependência

O Brasil não está entre os três maiores consumidores de maconha do mundo, segundo o levantamento da Unifesp. O percentual de indivíduos que utilizaram a droga no último ano chega a 14% no Canadá, 13% na Nova Zelândia, 10% nos Estados Unidos e no Reino Unido e 7% no Chile, na Argentina e no Brasil.

Mas a taxa de dependência entre os brasileiros se equipara à de outros países: 37% dos adultos que usam maconha são viciados – cerca de 1,3 milhão de pessoas, segundo o estudo da Unifesp.

Entre os fatores que indicam vício, estão a ansiedade pela falta da droga e a sensação de falta de controle.

Bens de traficantes são usados no combate às drogas
Governo brasileiro tem parceria com 12 estados para leiloar bens do narcotráfico e valor arrecadado é usado na repressão ao crime e no tratamento de dependentes.
Por Leilane Marinho para Infosurhoy.com – 02/11/2012




Em São Paulo, a Comissão Estadual para Assuntos Referentes a Bens Apreendidos do Tráfico de Drogas (Combat) define o que será leiloado e como o dinheiro arrecadado pelo estado será empregado. No leilão de dezembro de 2011 (acima), foram arrematados três caminhões, 14 automóveis e nove motos, entre outros bens. (Cortesia da Secretaria da Justiça de São Paulo)

No Brasil, bens e valores apreendidos do tráfico de drogas são leiloados e destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) do Ministério da Justiça.

Nesta lista, se destacam aviões, veleiros, carros, jóias e imóveis de pessoas condenadas por tráfico ou envolvidas em atividades ilícitas de produção e venda de drogas. Estes bens transformam-se em recursos para programas de repressão ao tráfico, prevenção do uso de drogas e tratamento, recuperação e reinserção social de dependentes químicos.

“A verba que fica no Funad é usada em diversas ações pelo país. Para combater o tráfico na fronteira, por exemplo, compramos veículos que serão usados na fiscalização da região”, diz o diretor do Funad, Marco Aurélio Martins.

Criado em 1986 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), o Funad tem sido uma ferramenta eficaz no combate às drogas no país.

Para facilitar a arrecadação, a legislação brasileira permite que os bens sejam leiloados antes da condenação do dono.

A Lei nº11.343 de 2006 determina que, durante o processo, os juízes devem acompanhar o estado de conservação de bens apreendidos do narcotráfico. Caso eles possam sofrer depreciação, como carros e barcos, o juiz deve liberá-los para venda antecipada. Em 2010, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou que essa norma fosse usada também em crimes de outras naturezas.

“Antes, os processos demoravam 15 anos para serem finalizados e os bens ficavam muito depreciados. Hoje a legislação admite que, logo após a apreensão, o bem seja leiloado”, diz o coordenador geral do contencioso do Funad, Amilcar Cintra. “Se a pessoa for absolvida, o valor do bem é devolvido para a conta dela.”

A Senad promove, em média, cinco leilões por ano.

O valor arrecadado é dividido entre o governo estadual e federal.

“O estado fica com 80% do montante e o restante vai para o Funad”, conta Cintra, lembrando que 100% do dinheiro arrecadado é empregado no combate às drogas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012


Atenção



Se você tem filhos (netos?) adolescentes principalmente, e aos que trabalham com adolescentes e jovens, segue uma informação assustadora. Uma nova droga arrasadora fez a sua primeira aparição na Europa; agora chegou ao Brasil. O nome dela: EasyDate e vão já perceber o porquê deste nome. Ela se apresenta na forma de um pó branco que uma vez dissolvido em qualquer líquido atua em cinco a sete minutos. Ela é incolor e não tem qualquer gosto. Age ao nível do pré-consciente e transforma a pessoa que a toma num escravo perfeito, e tem como efeito secundário apagar da memória tudo o que ele fez, disse ou sentiu durante o tempo de ação que se prolonga por sete a oito horas.

Uma estudante de 24 anos, residente na cidade de Araçatuba-SP, testemunha que foi convidada por uma amiga a ir a uma casa noturna. Bebeu algumas caipirinhas, dançou e diz que não se lembra de mais nada.. Só se lembra de acordar no dia seguinte na cama de um quarto de motel ao lado de uns quatro homens. Como tinha dificuldades em mexer as pernas (último efeito da EasyDate),conseguiu telefonar para o seu namorado que foi buscá-la e a levou ao hospital. Os médicos depois dos exames não detectaram o rastro de qualquer droga. Só o exame ginecológico que revelou o rastro de esperma de nove homens diferentes. Um homem de 32 anos, residente em São Vicente - SP, testemunhou que foi a um baile a fantasia na cidade de Santos e só lembra de ter tomado dois copos de cerveja. Acordou dentro de seu carro na manhã seguinte, com as pernas fracas.Na tarde do mesmo dia verificou seu extrato bancário e não pode acreditar que tinha sacado R$1.750,00 de sua conta.

O outro caso é de um adolescente de 16 anos que acordou pela manhã sentado em uma mureta de quase dois metros de altura.
Também tinha o sintoma de pernas fracas e doloridas. Os amigos disseram que só o viram por volta das 23:20 h. O rapaz não usa qualquer tipo de drogas ou álcool e
naquela noite tomou apenas uma Coca-Cola e um Gatorade. Sua moto, uma Jog da Honda, nunca mais foi encontrada e ele diz que não se lembra de absolutamente
nada. Esta droga separa a mente do corpo. A pessoa fica inconsciente, sem controle do seu corpo, mas fica completamente controlável e executa qualquer ordem que lhe é dada, como: tirar dinheiro em um caixa eletrônico, passar cheques de valores astronômicos ou participar em orgias sexuais.
O que verdadeiramente dificulta o trabalho da polícia é que os componentes de base da fabricação desta droga encontram-se em qualquer farmácia e são vendidos a qualquer um sem receita médica, como a aspirina. Ainda não existe nenhum antídoto para esta droga.

Sega as seguintes orientações:

1. Numa discoteca, festa ou jantar, não larguem o seu copo para ir dançar e voltar a beber nele. Se o fizeram então busquem outro copo porque ninguém sabe o que podem ter feito enquanto tinham as costas viradas para
sua mesa; vão buscar o seu copo diretamente no bar.


2. NUNCA aceitem um copo da mão de uma pessoa amiga ou desconhecida. Lembrem-se que 74% dos violadores são ocasionais - aproveitam a ocasião que lhes é oferecida.

3. Entre amigos, vigiem-se uns aos outros.

4. Os primeiros sintomas físicos desta droga são suores e o rosto que fica vermelho.

5. Se um(a) dos(as) seus(suas) amigos(as) tiver estes sintomas, não o(a) abandonem, e levem-no(a) de imediato a um hospital.



Angústia é doença e tem cura



Ela gera um desconforto físico, psíquico e requer tratamento diferenciado.



Angústia é doença e tem cura
Chego pela manhã ao complexo do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e me dirijo ao primeiro andar do prédio do Instituto de Psiquiatria, onde sou recebida pelo chefe do departamento, o psiquiatra Valentim Gentil. Nosso objetivo é definido: caracterizar, com elementos concretos, o conceito de angústia. A missão é árdua. "Diferentemente do medo ou da ansiedade, que são experimentados pela maioria das pessoas, a angústia acomete menos de 50% da população. E nunca tive essa experiência, o que dificulta a tarefa de descrevê-la com precisão", confessa. "Em geral, meus pacientes relatam uma agonia mental sem gatilho aparente, atrelada a um sufoco semelhante ao da asma, e uma dor ou compressão no peito", descreve.
Incentivar o diagnóstico e um tratamento personalizado é a proposta de Gentil, que assina o artigo intitulado Why Anguish? — em português, Por que angústia? —, que acaba de ser divulgado na publicação científica inglesa Journal of Psychopharmacology. Isso porque, nas discussões entre especialistas do mundo todo, o sentido dessa emoção se esvaziou ao longo do tempo. E frequentemente ela é confundida com o distúrbio de ansiedade ou de pânico (veja os complementos desta matéria).
"Mas são comportamentos mentais diferentes, com padrões de ativação cerebral distintos", defende Gentil. "A ansiedade é uma apreensão exagerada em relação ao futuro, enquanto a angústia é um sofrimento relacionado ao presente.
Munida dos esclarecimentos sobre as manifestações físicas do sintoma, sigo ao consultório da psicanalista paulistana Maria de Lourdes Félix, que auxilia Gentil nas pesquisas sobre a face psicológica da angústia. "Meus pacientes costumam levar as mãos ao peito e reportar um sentimento de vazio. Sentem conflitos diante das inúmeras possibilidades de escolhas no dia a dia e questionam o sentido de sua existência", conta. "Em casos extremos, essas pessoas são dominadas pela introversão. Elas perdem a capacidade de análise, de lidar com o cotidiano, de interagir socialmente. Ficam paralisadas."
À luz do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855), a psicóloga Marília Dantas, da Universidade Estácio de Sá, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, traduz o mal-estar: "O ser humano sente desamparo, incerteza, falta de controle diante da liberdade de decidir. Optar por um caminho significa correr riscos, abrir mão das alternativas. Isso é angustiante".
Reconhecer um quadro de angústia é uma função que cabe a especialistas. Mas os angustiados de plantão podem contribuir, fornecendo detalhes de como se sentem. É o que constatei nas conversas durante os trajetos de consultório em consultório. A pergunta que fiz a motoristas, recepcionistas, colegas e pedestres com quem cruzei no caminho era sempre a mesma: o que é angústia para você? As respostas variaram. "É pensar como seria minha vida se eu tivesse estudado psicologia." Ou "É um beco sem saída dentro do peito". Ou ainda "É uma incerteza sobre as consequências das decisões que tomei".
Infelizmente, a maioria dos angustiados só procura ajuda especializada quando a sensação ruim beira o insuportável. "Eles chegam ao pronto-socorro com dor e opressão no tórax, peso e desconforto no peito", confirma o cardiologista César Jardim, supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo. Os sintomas se assemelham aos de problemas cardiológicos, como infarto. "Mas os problemas cardiovasculares só se confirmam em 30% dos casos", estima. Ele conta que, depois de realizar exames e apontar que o sujeito está em condições perfeitas de saúde, os pacientes confessam que vêm se sentindo nervosos e... angustiados
Quando é assim, excluída a presença de doenças físicas, o passo seguinte deveria ser a visita a um psiquiatra. "Há hipóteses de que a angústia seja desencadeada por uma maior ativação de uma região chamada ínsula, no córtex cerebral, relacionada à percepção de funções viscerais, como as do coração, do diafragma e dos pulmões", explica Valentim Gentil. "Por isso, acreditamos que suas vítimas possam responder bem a calmantes chamados benzodiazepínicos, a alguns antipsicóticos e a uma classe de antidepressivos conhecida como tricíclicos", continua. "A imipramina é um dos principais medicamentos desse grupo e se mostra eficaz, apesar de promover eventuais efeitos colaterais, como tonturas e alterações cardíacas", completa seu colega Jair Mari, da Universidade Federal de São Paulo. Essa droga modula neurotransmissores como a noradrenalina, substâncias que agem no cérebro e controlam as emoções.
O ideal é complementar esse tratamento com o de um psicólogo ou psicanalista. "Trabalhamos o desenvolvimento emocional, fazendo com que o paciente reflita e traduza seus pensamentos, criando condições para contornar sentimentos que julga insuportáveis", explica Maria de Lourdes. A angústia é, portanto, um problema de saúde e necessita de acompanhamento. Se ela anda sufocando-o, chega de sofrer em silêncio: busque auxílio e afrouxe, de vez, esse nó dentro do peito.


Contar histórias pessoais causa sensações agradáveis

Falar de si dá prazer
Contar histórias pessoais causa sensações agradáveis.

Contar histórias sobre a própria vida geralmente traz sensações agradáveis. A conclusão vem da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde cientistas examinaram pessoas enquanto elas revelavam casos pessoais e também abordavam outro tópico qualquer.
No final das contas, nenhum assunto ativava tanto regiões da massa encefálica ligadas ao prazer como os do cotidiano do indivíduo. “Isso não é necessariamente egoísmo, mas, sim, uma forma que temos de reforçar nossa autoestima", atesta Ricardo Monezi, psicobiólogo da Universidade Federal de São Paulo.



Saúde mental é afetada pela economia, diz pesquisa
Esse tipo de problema pode estar vinculado ao ritmo de vida acelerado, às novas tecnologias e à desaceleração econômica


A desaceleração econômica, o ritmo da vida moderna e as novas tecnologias estão começando a afetar nossa saúde mental, de acordo com uma pesquisa. Segundo os dados, publicados pelo site Female First, o número de adultos que acessaram serviços especializados de saúde mental entre 1 de abril de 2010 e 31 março de 2011, no Reino Unido, foi o maior desde que os registros começaram em 2003 e 2004, chegando a 1,25 milhões de pessoas.
O fenômeno já havia sido registrado entre os anos de 2009 e 2010 também. De acordo com nova pesquisa realizada pelo site Mootu, esse aumento pode estar relacionados a três fatores principais. O estudo revela que os adultos no Reino Unido acreditam que a crise econômica (83%), o ritmo da vida moderna (65%) e, o mais interessante, a nova tecnologia (27%) são as razões para o aumento de problemas mentais e dependências.
Os resultados foram liberados para lançar o site que oferece um novo serviço de busca por auxílio profissional. Essa é a primeira rede no Reino Unido a oferecer aconselhamento e psicoterapia via videoconferência pelo Skype.
Apesar de um crescente reconhecimento de que problemas de saúde mental são um problema no Reino Unido (dois terços dos adultos acreditam que essa questão está crescendo), um número surpreendente de pessoas admite que não iria procurar ajuda. Essa opção prevalece particularmente entre os desempregados, já que quase 50% desse grupo sofre em silêncio. No entanto, 63% dos britânicos disseram que iriam consultar um terapeuta ou conselheiro, se pudessem fazê-lo na privacidade da sua casa ou sem ter que se afastar do trabalho.
É preocupante que, mesmo com um número de celebridades conhecidas, como Sarah Harding do Aloud e o jogador de rugby Duncan Bell, enfrentarem batalhas contra depressão, mais de um quarto dos pesquisados afirmaram que não procurariam ajuda devido ao estigma associado com tais problemas e quase 60% preferiam se virar sozinhos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012




Crianças com autismo que são tratadas desde muito cedo tem maiores chances de melhorar o desenvolvimento do cérebro. Um novo estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) mostrou que tratamentos intensivos, de 20 horas por semana, podem fazer com que as crianças apresentem maiores QIs ao longo do tempo.
Pesquisadores observaram que crianças de 4 anos que fazem esse tratamento intensivo apresentam comportamento mais adaptativo, melhor coordenação e são diagnosticadas com autismo menos grave em relação a outras crianças com a mesma disfunção de desenvolvimento.
É importante ressaltar que as crianças tratadas não foram curadas, mas melhoraram muito. De acordo com pesquisadores, o desenvolvimento do cérebro de crianças que são diagnosticadas com autismo comportamental aprende a “contornar” a disfunção. Quanto mais cedo é feito o tratamento, mais fácil para o cérebro contornar os problemas, ao invés de tentar revertê-los depois.



O índice de vacinação de crianças menores de um ano, em Mogi das Cruzes, supera a média nacional. Noventa e oito por cento delas está com a caderneta em dia, enquanto por todo o País a média fica em 95% para a maioria das vacinas do calendário infantil e em campanhas de vacinação. Manter a carteirinha atualizada garante a saúde do bebê e ajuda a prevenir diversas doenças.
O índice de cobertura vacinal foi calculado por meio de um amplo monitoramento realizado pelo Núcleo de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde nos dois últimos sábados (dias 20 e 27) e representa a média das coberturas alcançada em cada dose indicada para bebês nos primeiros 12 meses de vida. Para a vacina de hepatite, a cobertura foi de 99,24% para crianças menores de um ano, enquanto para paralisia infantil foi 98,85% e para tetravalente, 98,47%. Noventa e cinco por cento dos menores de 12 meses foram imunizados contra o rotavírus.
“Os índices que alcançamos entre os menores de um ano estão excelentes. Sinal de que os pais e responsáveis estão atentos à importância da imunização e mantendo a caderneta de seus filhos sempre atualizada. Nossa orientação é para que este cuidado não se perca com o passar dos anos, pois a vacinação é importante em todas as idades”, explica a médica da Vigilância Epidemiológica Municipal, Tereza Nihei.
O monitoramento de cobertura vacinal visitou 2.817 casas em 33 pontos distintos da Cidade, divisão baseada na distribuição das unidades de saúde do município. Nesta ação, foram avaliadas 785 cadernetas pelos técnicos do Núcleo de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde.
O Calendário
O Ministério da Saúde disponibiliza atualmente 26 vacinas para adultos, jovens e crianças dentro do calendário nacional, sendo o público infantil o principal alvo. Em 2010, duas novas vacinas foram introduzidas: a de pneumo 10 valente e a meningocócica conjugada.
Com o objetivo de ampliar o uso das vacinas combinadas, o Ministério da Saúde incluiu neste ano, também no calendário de vacinação da criança, a vacina pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B), visando diminuir o número de aplicações de injeções nas crianças.
Nesse ano foi incluída no calendário da criança a vacina inativada poliomielite com o esquema vacinal sequencial de quatro doses em crianças menores de um ano de idade que estejam iniciando seu calendário de vacinação.
Para 2013, a meta do Ministério da Saúde é oferecer mais duas vacinas, uma contra a varicela e outra contra a hepatite A.