quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
ESTUDANTE DA UNESP QUE MORREU APÓS FESTA TINHA 4,6 GRAMAS DE ÁLCOOL POR LITRO DE SANGUE
Quarta, 01 Abril 2015
Jornal O Estado de S. Paulo
CHICO SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O ESTADO
Segundo Sociedade Brasileira de Toxicologia, a partir de 3 gramas de álcool por litro de sangue a pessoa já tem confusão mental e perda da consciência
ARAÇATUBA - Laudo do exame toxicológico divulgado nesta terça-feira, 31, pela Polícia Civil confirma que o estudante Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, que morreu de coma alcoólico em 28 de fevereiro deste ano, após participar de um concurso para ver quem bebia mais, tinha 4,6 gramas de álcool por litro de sangue. Segundo a Sociedade Brasileira de Toxicologia, a partir de 3 gramas de álcool por litro de sangue a pessoa já pode ter confusão mental e perda da consciência (veja quadro abaixo). A festa, da Universidade Estadual de São Paulo, ocorreu em Bauru, no interior do Estado.
Segundo o delegado Kleber Granja, que preside o inquérito sobre o caso, o exame servirá para embasar o inquérito, que corre em segredo de Justiça ainda não foi concluído.
Outro inquérito, civil, tramita no Ministério Público. Há ainda uma sindicância aberta pela Unesp para punir os estudantes infratores, que também não foi concluída.
Fonseca entrou em coma e morreu após beber cerca de 30 doses de vodca em uma competição que media a resistência dos participantes a bebida. Além dele, outras cinco pessoas também passaram mal, três delas também entraram em coma alcoólico, foram internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de hospitais de Bauru e receberam alta dias depois.
O mineiro Humberto Moura Fonseca fazia engenharia elétrica na Unesp de Bauru e morreu após ingerir 25 doses de vodca em festa universitária
A festa, que era uma união das repúblicas de estudantes de Bauru, reuniu mais de 2 mil pessoas, mas os organizadores não tinham alvará para realização do evento e para comercializar bebidas alcoólicas. Além disso, a segurança e a assistência de saúde aos frequentadores, eram falhas. Quatorze pessoas estão sendo investigadas, entre elas, dois estudantes da Unesp que se apresentaram como organizadores - eles chegaram a ser presos, mas foram soltos e respondem pelos crimes de homicídio com dolo eventual e lesões corporais, também com dolo eventual.
domingo, 29 de março de 2015
Reiki contribui para acelerar a recuperação do paciente e promove o reequilíbrio físico, mental e espiritual Terapia é considerado um instrumento importante para vários tipos de tratamento
O arquiteto Fábio Abreu de Queiroz tem um sono tranquilo, se sente equilibrado e muito bem-disposto. Mas nem sempre foi assim. Ele morou fora do Brasil e, ao retornar, passou por uma fase de difícil adaptação, o que gerou ansiedade e insônia, problemas que, a princípio, ele tentou controlar com a ajuda de medicamentos indicados por um psiquiatra. A psicóloga Gláucia Friaça Maciel, de 46 anos, se sente leve, otimista, saudável e de bem com a vida. Mas nem sempre foi assim. Há 10 anos, ela passava por grandes dificuldades emocionais ligadas ao estresse. Além da superação dos problemas, Fábio e Gláucia têm uma coisa em comum: eles se tratam com reiki, método natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde física, mental e espiritual.
Maria José Marinho, de 83, aplica reiki quase todos os dias há cerca de 40 anos. De acordo com ela, a energia universal que é recebida por meio do reiki é transmitida pela imposição das mãos, que podem ou não tocar o corpo do paciente. “Primeiro, faço uma avaliação do nível de estresse do paciente, depois reconheço os pontos de maior tensão”, explica. Um exemplo da aplicação é em pessoas que estão prestes a fazer vestibular. “O reiki trabalha o cérebro. Mesmo que uma pessoa esteja intelectualmente preparada para fazer uma prova, o medo bloqueia o conhecimento. Por isso, as sessões são muito úteis para aqueles que vão fazer vestibular”, explica. Os benefícios do método, porém, vão muito além dessa situação.
“Trata-se de um medicina integrativa, que ajuda as pessoas a superar bloqueios, angústias, medo,
depressão, insônia, nervosismo e estresse”, observa Maria José. Segundo ela, quem aplica o reiki deve ser um profissional preparado para fazer a energia do universo fluir através das suas mãos. Ela explica que, durante o processo, podem ocorrer “revelações”, que são ou não comunicadas ao paciente. Para aplicar o reiki, segundo ela, é necessário “romper” uma “tela” que existe nas mãos, responsável por bloquear a passagem de energia. “A partir daí, quem aplica também recebe a energia, que entra no topo da cabeça, desce pela coluna vertebral e expande-se pelos braços, chegando às mãos.”
HARMONIZAÇÃO
De acordo com o terapeuta holístico Helemar de Sá, o reiki hoje é considerado um instrumento importante para vários tipos de tratamento, tanto que hospitais como o Albert Einsten e o Sírio-Libanês, em São Paulo, já o utilizam como terapia complementar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também incluiu o método em suas Orientações Normativas sobre o Tratamento da Dor, entre as modalidades de tratamento sem o uso de drogas recomendadas, junto de fisioterapia, fitoterapia, acupuntura, jugizu e musicoterapia. O documento aponta para a necessidade de se incluírem, no tratamento médico, outras dimensões biológicas, fisiológicas, sociais e espirituais. “O reiki é uma mão cheia de saúde”, resume Maria José.
Segundo Helemar, o que ocorre hoje é que, no lugar de haver competição entre a medicina e o reiki, há uma complementaridade. “A medicina tradicional cuida mais da parte química, biofísica. O reiki vai cuidar da parte energética e dos fundamentos do processo”, explica. Ele esclarece que o tratamento não tem nenhum vínculo com religião e que é um método considerado importante em pré e pós-operatórios. Para os estudiosos do reiki, toda doença tem fundamento no comportamento da pessoa. “Temos movimentos energéticos que se manifestam por meio de sentimentos, como raiva, angústia, tristeza, inveja, egoísmo e alegria. “Esse movimento vai produzir até uma alteração biofísica e bioquímica no organismo. O reiki permite retomar a harmonia do processo, entre o que se está vivendo do lado de fora e do lado de dentro.”
Zulmira FurbinoPublicação:28/03/2015
sábado, 28 de março de 2015
Como é a avaliação psicológica dos pilotos de avião
Detalhes sobre queda de avião da Germanwings levantam dúvidas sobre testes psicológicos em pilotos
Investigadores da queda do voo da Germanwings nos Alpes franceses disseram acreditar que o avião foi derrubado deliberadamente pelo copiloto Andreas Lubitz.
A Lufthansa, a empresa controladora da Germanwings, disse que não havia nenhuma indicação de que Lubitz, de 27 anos, era mentalmente instável.
Em 2009, o treinamento do piloto foi brevemente interrompido, mas retomado após Lubitz ser considerado apto novamente. O presidente-executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, disse não estar autorizado a revelar o motivo que levou à interrupção.
Quando Lubitz retornou, "seu desempenho foi sem críticas" e "nada foi marcante" sobre seu comportamento, disse Spohr.
A imprensa alemã, no entanto, informou que Lubitz sofria de depressão e que policiais encontraram sinais de problemas mentais em buscas no apartamento dele em Duesseldorf.
A natureza inexplicável das ações do piloto lançou dúvidas sobre a forma como os pilotos são avaliados psicologicamente.
A maioria dos viajantes no mundo hoje provavelmente supõem que aqueles que comandam aviões tenham passado por avaliações mentais rigorosas, já que estes seriam responsáveis por centenas de vidas. Mas será que essa suposição corresponde à realidade?
Raio-x psicológico
O presidente-executivo da Lufthansa deu a entender que não haveria teste psicológico especial obrigatório na Europa.
Na Grã-Bretanha, por exemplo, segundo um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil, a maioria dos pilotos começa numa escola de treinamento de voo, disse. Mas essas escolas não filtram candidatos por motivos psicológicos e, basicamente, avaliam apenas a capacidade de alguém voar.
Autoridades acreditam que Lubitz derrubou avião deliberadamente
Uma avaliação médica é realizada assim que o piloto é empregado por uma companhia aérea. O capitão Mike Vivian, ex-chefe de operações de voo da Autoridade de Aviação Civil britânica, disse que esta avaliação é "muito intensa".
O processo envolve um elemento de triagem psicológica. Candidatos são questionados sobre sua história pessoal, incluindo interesses e relações familiares, histórico de depressão e pensamentos suicidas, disse Vivian.
Mas os processos de seleção parecem depender das respostas do candidato e o julgamento do examinador. "Há um elemento de confiança", disse.
Este exame é realizado por um médico de aviação especialmente treinado e é repetido todo ano ou a cada seis meses, dependendo da idade.
Mas a autoridade britânica disse que todos os procedimentos de triagem deverão ser revistos após o "trágico incidente" da Germanwings.
A maior parte dos exames é focada nos aspectos fisiológicos do piloto - altura, peso, sangue e urina. O aspecto mental ocupa uma parte secundária da avaliação - apenas seis linhas num documento de três páginas e meia definem o que o questionário "psiquiátrico" deve abordar.
"Durante a avaliação do histórico do candidato, o médico deve fazer uma investigação geral sobre a saúde mental que pode incluir humor, sono e uso de álcool".
"O médico deve observar o requerente durante o processo do exame e avaliar o estado mental do candidato sob as categorias de aparência / discurso / humor / pensamento / percepção / cognição / conhecimento. O médico também deve buscar quaisquer sinais de álcool ou uso de drogas".
Tristan Loraine, ex-capitão da British Airways, aposentado desde 2006 após 20 anos de voo, disse não ter sido avaliado psicologicamente em sua carreira. Disse que "urinou em garrafa, submeteu-se a exames de sangue", mas que a questão mental não foi avaliada.
A maior parte do teste é relacionada à capacidade técnica. Ele foi submetido a testes de simulação duas vezes por ano e a um exame no qual seu comportamento como capitão era observado durante um voo normal.
Na British Airways, ao contrário das companhias nas quais havia trabalhado anteriormente, Loraine disse ter se reunido com dois funcionários de recursos humanos. Mas, novamente, segundo ele, essas reuniões foram pouco rigorosas.
"O pessoal do RH disse: 'nos conte sobre a sua vida'. Eles não estavam fazendo um teste neuropsicológico adequado", disse:
A associação britânica de pilotos aéreos, a Balpa, rejeita essa afirmação.
Rob Hunter, diretor de segurança de voo da Balpa, disse em comunicado: "A aplicação do certificado médico anual inclui uma exigência legal de que um piloto declare ter tido quaisquer problemas psicológicos e espera-se que o examinador avalie quaisquer sinais de problemas mentais aparentes durante o exame".
"Pilotos operam uma rigorosa cultura aberta de relatar quaisquer preocupações relacionadas a questões técnicas, de segurança ou problemas médicos ou mentais com os colegas".
Loraine, que faz campanha a favor do bem-estar dos pilotos, diz que, embora espera-se que pilotos e tripulação relatem problemas pessoais, muitas vezes isso não acontece.
"Voei com pessoas que não estavam em condições de voar. Elas tinham problemas domésticos ou financeiros", disse.
O secretário-geral da Balpa, Jim McAuslan, rejeita a introdução imediata de uma triagem mais rigorosa, mas admite que, enquanto aviões e controles de tráfego aéreo se tornaram mais seguros, "o ponto de fraqueza" agora, podem ser os pilotos.
Casos em que pilotos deliberadamente derrubam um avião podem ser difíceis de serem provados - a queda do avião da EgyptAir, em outubro de 2009, e de um voo entre Moçambique e Angola, em novembro de 2013, se encaixam neste cenário.
Qual seria a melhor resposta?
Incidentes nos quais pilotos tentam derrubar o avião são "absolutamente raros" e acontecem a cada 5 a 10 anos. Pilotos são observados o tempo todo, especialmente por seus colegas.
"Toda vez que eles entram na cabine estão sendo analisados porque alguém está sentado ao lado deles",
disse o psicólogo clínico Robert Bor.
Empresas aéreas estão revendo regras após queda de avião
disse o psicólogo clínico Robert Bor.
Empresas aéreas estão revendo regras após queda de avião
Bor diz que mesmo testes psicotécnicos não poderão revelar detalhes sobre uma pessoa que acorda de forma diferente em um determinado dia. E é impossível evitar que 100% dos casos em que alguém queira abusar de sua posição de autoridade.
A triagem psicológica pode ajudar, diz Loraine. Mas isso não vai resolver tudo - a saúde mental das pessoas pode mudar ao longo da vida. No caso de Lubitz, não houve sinais de aviso, de acordo com a Lufthansa.
Em última análise, Vivian disse, não é óbvio como as companhias aéreas possam conseguir chegar a uma triagem perfeita. "Eu não conheço qualquer teste em que você consiga investigar o estado mental de uma pessoa de forma abrangente e objetiva".
A resposta é evitar que um piloto nunca esteja sozinho na cabine de comando, diz Loraine. Esta é a abordagem que a Autoridade Federal de Aviação dos EUA adotou. Agora, a Europa vai analisar se fará o mesmo.
sexta-feira, 27 de março de 2015
Centro de referência LGBT é inaugurado em São Paulo
O Centro de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero), no bairro do Arouche, na região central de São Paulo, foi inaugurado nesta sexta-feira (27) pelo prefeito Fernando Haddad e pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti. No local, vão trabalhar 20 profissionais, entre psicólogos, advogados e assistentes sociais, que prestarão atendimento às vítimas de homofobia. Elas receberão orientação jurídica e psicológica gratuitamente.
Creative Commons - CC BY 3.0 - Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT
Paulo Pinto/Fotos Públicas
As pessoas também poderão assistir a palestras, debates e fazer testes de HIV. O centro substituirá o serviço da prefeitura que funcionava no Pátio do Colégio (local onde foi erguida a primeira construção que deu origem à cidade de São Paulo), também no centro. O espaço fica aberto de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 21h. Foram investidos no centro R$ 1,2 milhão, recursos da prefeitura e do governo federal.
De acordo com o coordenador de Políticas LGBT do município, Alessandro Melchior, o Largo do Arouche é um espaço de maior frequência da população LGBT do Brasil. “Há registros de que a população LGBT frequenta o Largo do Arouche desde 1930. Uma das questões centrais da prefeitura, foi a necessidade de que os serviços públicos cheguem onde a população está. A equipe é muito grande e este talvez seja o maior centro de referência LGBT do Brasil”.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, destacou a situação de vulnerabilidade da população LGBT. Por isso, ela é um dos alvos das políticas públicas da secretaria. De acordo com a ministra, é necessário enfrentar o preconceito, a violência e o não reconhecimento do direito de a pessoa ser o que é.
“É um trabalho cotidiano que só pode ser feito com estrutura física e trabalho permanente de mudança da cultura. Toda forma de violência e de preconceito tem sua origem na afirmação 'eu tenho direito, ele não tem'. Há uma concepção de poder”, disse. Ideli ressaltou que essa população muitas vezes não sabe os direitos que tem, e a existência de um centro de referência é fundamental para acolher, orientar e encaminhar.
A coordenadora do Fórum Paulista LGBT, Fernanda de Moraes, avaliou que o centro será um grande instrumento no combate à homofobia e representa um avanço. “Este se tornará um polo e um ponto positivo para a população LGBT, porque reunirá serviços como o de psicologia, jurídico e assistência social. Isso será importante para agregar essa população que precisa desse atendimento para ter seus direitos garantidos”.
Segundo a Coordenadoria de Políticas LGBT do município, entre 2012 e 2013, a capital paulista registrou 450 casos de violação de direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Criado em 27/03/15 17h25 e atualizado em 27/03/15 17h41
Por Flávia Albuquerque Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil
TAGS: CENTRO LGBT, DIREITOS HUMANOS
Por Flávia Albuquerque Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil
TAGS: CENTRO LGBT, DIREITOS HUMANOS
Depressão, bipolaridade e ansiedade são maioria em tratamentos de saúde mental
Depressão, bipolaridade e ansiedade são os principais diagnósticos feitos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Psiquiatria, na Vila Maria, zona leste da capital paulista, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. A maioria dos pacientes (52%) atendidos na unidade apresentaram algum desses transtornos, chamados de afetivos. Desde a inauguração do ambulatório, em agosto de 2010, quase 15 mil pessoas foram atendidas.
Para a psiquiatra Denise Amino, diretora técnica do serviço, o número é esperado, diante dos padrões da sociedade, tendo em vista que a incidência da depressão é em torno de 20%. “Não há um estudo para a sociedade em geral que mostre qual o percentual da depressão em relação aos transtornos mentais. Mas, com certeza, ela é maioria, se pensarmos que 20% é um número expressivo, enquanto a esquizofrenia, por exemplo, é 1% da população”, comparou.
O ambulatório oferece cinco linhas de cuidados. Em relação aos transtornos afetivos, que representam mais da metade dos atendimentos, 38% são casos de depressão. A psiquiatria geriátrica corresponde a 17% dos casos; psiquiatria da infância e adolescência, 12%; transtornos psicóticos e esquizofrenia, 11%; e transtornos ligados ao uso de álcool e outras drogas (8%).
De acordo com a secretaria, mais do que um quadro de desânimo ou tristeza, a depressão é quando sentimentos negativos deixam de ser passageiros e começam a afetar de forma negativa a vida da pessoa em diversas áreas, seja no trabalho, no sono, no aspecto físico ou em suas relações pessoais. “São outros sintomas, para além da tristeza, perdurando por um período maior e causando prejuízos tanto na vida pessoal quanto profissional”, descreveu a psiquiatra.
Denise alerta que o preconceito em relação à depressão e a dificuldade em identificar os sintomas prejudicam a busca de uma ajuda especializada. “Se não tiver um atendimento adequado, a doença acaba se tornando crônica ou evoluindo para um quadro mais grave”, apontou.
Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil Edição:Stênio Ribeiro Fonte:Agência Brasil
Editor Stênio Ribeiro
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Ministério Público vai cobrar políticas públicas na Justiça
Com o alto consumo de crack entre gestantes, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou, em junho passado, que profissionais de saúde avisassem o órgão sobre mulheres nessas condições que dessem entrada em centros de saúde e em maternidades. Essa medida aumentou a separação de mães e filhos, sendo reprovada pela prefeitura e diversas entidades. Diante da postura do Executivo, o MPMG promete entrar na Justiça para exigir que o poder público desenvolva políticas efetivas para grávidas usuárias de drogas.
O promotor de Defesa da Infância e da Juventude Celso Penna informou que ele e mais duas promotoras estão elaborando a ação civil pública, que deve ser encaminhada “o mais rápido possível” ao Judiciário.
“As políticas públicas ainda são ineficazes e insuficientes. Não existe uma ação específica para a gestante usuária de droga. Ela não pode ser tratada da mesma forma que outro dependente químico porque há uma criança”, declarou Penna. Para ele, essas mulheres devem ter acolhimento, tratamento médico permanente e acompanhamento social. “Se a prefeitura não vai cumprir nossas recomendações, vamos cobrar na Justiça que essas políticas existam”.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as gestantes usuárias de drogas têm o mesmo atendimento oferecido a todos os dependentes químicos, com acompanhamento nos 147 postos de saúde e atenção integral e continuada nos Centros de Referência em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Cersam-ad).
O promotor de Defesa da Infância e da Juventude Celso Penna informou que ele e mais duas promotoras estão elaborando a ação civil pública, que deve ser encaminhada “o mais rápido possível” ao Judiciário.
“As políticas públicas ainda são ineficazes e insuficientes. Não existe uma ação específica para a gestante usuária de droga. Ela não pode ser tratada da mesma forma que outro dependente químico porque há uma criança”, declarou Penna. Para ele, essas mulheres devem ter acolhimento, tratamento médico permanente e acompanhamento social. “Se a prefeitura não vai cumprir nossas recomendações, vamos cobrar na Justiça que essas políticas existam”.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as gestantes usuárias de drogas têm o mesmo atendimento oferecido a todos os dependentes químicos, com acompanhamento nos 147 postos de saúde e atenção integral e continuada nos Centros de Referência em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Cersam-ad).
Região de Cascavel ganha novo serviço de atendimento de saúde mental
O Governo do Estado inaugurou nesta terça-feira (3), em Cascavel, a quinta unidade do Serviço Integrado de Saúde Mental do Paraná (SIMPR), um espaço especializado no atendimento às pessoas com sofrimento, transtorno mental e dependência química. A implantação do novo serviço é a grande aposta do governo estadual para fortalecer a rede de saúde mental na região, que reúne 25 cidades e 536 mil habitantes.
A unidade de Cascavel funcionará a partir de segunda-feira (9) em um antigo seminário de 30 mil m², no bairro Braz Madeira, que foi inteiramente reformado para oferecer conforto e segurança aos pacientes. Além do prédio de atendimento clínico e acolhimento (2 mil m²), os pacientes terão à disposição duas quadras poliesportivas, cancha de bocha, pista de caminhada, bosque e pomar.
“Este é mais um exemplo das ações do governo para promover a interiorização e a regionalização da saúde. Este centro é uma experiência inovadora no tratamento da saúde mental e atendimento de dependentes químicos. Fruto da boa parceria com Estado com os municípios”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
Para o secretário chefe da Casa Civil do Paraná, Eduardo Sciarra, são ações como essa que mostram como o governo dá atenção prioritária à saúde. “Estamos aqui para celebrar este importante investimento do Estado, município e governo federal, cientes de que o papel do governo é levar serviços de qualidade à população”, afirmou Sciarra. “A saúde é um exemplo de bons indicadores, com resultados que podem ser medidos”, disse ele.
24 HORAS – Caputo Neto explicou que o Serviço vai oferecer, em um mesmo local, tratamento ambulatorial e assistido 24 horas. Desta forma, o paciente terá acesso a uma assistência integral, de acordo com suas necessidades clínicas”, explicou.
No prédio principal, uma ala será destinada ao acompanhamento de saúde e reinserção social dos pacientes por meio de atividades terapêuticas. Neste espaço também haverá atendimento a pacientes em crise, podendo oferecer acolhimento noturno por um período máximo de 14 dias.
A outra ala é dedicada à oferta de moradia temporária a pacientes em tratamento da dependência de álcool, crack e outras drogas. O serviço também deverá apoiar o paciente na busca de emprego, estudo e alternativas de moradia. O período máximo de acolhimento é de seis meses.
“A intenção é que as equipes multiprofissionais do serviço atuem de forma integrada, potencializando os resultados do tratamento do paciente. Este diálogo constante também deverá acontecer com as equipes municipais, responsáveis por grande parte dos encaminhamentos”, informou o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak.
REFERÊNCIA - De acordo com o prefeito de Cascavel, Edgard Bueno, a abertura da unidade representa um dos maiores avanços conquistados para a saúde pública da região nos últimos anos. Ele afirmou que o enfrentamento dos problemas decorrentes por conta do uso de drogas é um dos principais desafios da atualidade.
Edgar Bueno, destacou a criação da Secretaria Municipal Antidrogas para dar suporte às famílias que têm dependentes químicos ou doentes mentais. “A Clínica tem importância fundamental para a vida das pessoas. Não tem nada parecido no Brasil ao que estamos abrindo aqui hoje”, disse o prefeito.
A importância do novo centro para a população da região foi destacada, também, pelo prefeito de Assis Chateaubriand e presidente da Associação dos Municípios do Oeste (AMOP), Marcel Micheletto, e pelo prefeito de Diamante do Sul e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste DO Paraná (Cisop), Darci Tirelli.
''Este será um local de referência para tratamento de pessoas com dependência. A associação, o governo e o município de Cascavel fizeram um grande esforço, mas que vai valer a pena porque temos certeza da qualidade da assistência que será prestada”, afirmou Tirelli.
CAPACIDADE - O SIMPR da 10ª RS será gerenciado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná e terá seus custos compartilhados entre Governo do Estado e União.
A previsão é que o acompanhamento clínico atenda inicialmente cerca de 250 pacientes por mês, entre adultos e crianças/adolescentes. “Esse número pode aumentar para 350 pacientes por mês quando a unidade entrar em funcionamento pleno”, afirmou a coordenadora do SIMPR da 10ª RS, Maria Vilma Aguirre.
Para o espaço de acolhimento temporário, a capacidade máxima de atendimento é de 37 pacientes, sendo 15 adultos e 12 crianças/adolescentes. “A ideia é que o encaminhamento para este espaço seja feito exclusivamente pela equipe da ala clínica”, afirmou Aguirre.
Para isso, a unidade atuará com uma equipe multiprofissional de 50 pessoas – composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais de saúde. Entre os dias 26 e 30 de janeiro, uma capacitação foi realizada em Cascavel para organizar o fluxo de encaminhamentos, além de discutir questões sobre planos terapêuticos. O curso envolveu mais de 90 pessoas, incluindo gestores municipais.
FINANCIAMENTO – Esta é a primeira vez que o Governo do Paraná investe no financiamento de serviços ambulatoriais especializados em saúde mental. O Estado repassou inicialmente R$ 290 mil para a implantação do SIMPR e também garantiu a compra de um lote de equipamentos e mobiliário (R$ 300 mil) para viabilizar a abertura da unidade.
Também participaram da inauguração o arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, além de prefeitos, secretários e demais autoridades da região.
Revisão da política de drogas é tema de debate na Bienal da UNE
A revisão da política de drogas e desmilitarização da Polícia Militar (PM) são medidas necessárias para atender às revindicações por direitos da juventude brasileira. As propostas foram apresentadas hoje (4) no 6º Diálogo Nacional da Juventude, parte da programação da 9º Bienal da União Nacional do Estudantes (UNE), realizada no Rio de Janeiro. O tema do diálogo foi "O direito à cidade, ao território e às políticas públicas".
Durante o debate os jovens voltaram a classificar como ineficiente as leis atuais, que definem como crime a produção, a venda e o porte de drogas. Na avaliação deles, a chamada “guerras às drogas” traduziu-se no “principal vetor de violência contra a juventude” e em altos índices de mortalidade de jovens, especialmente negros, em áreas mais pobres. Outro problema é a concepção de tratamento, que acabam levando à internação das pessoas, prática já condenada.
O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ladislaw Dowbor, presente ao evento, acrescentou, que a atual política de drogas, além de resvalar na parte mais fraca, favorece apenas os operadores do esquema em larga escala. “A droga não é um problema do morro. É um problema dos grandes bancos que lavam dinheiro, dos grandes fornecedores de armamento, dos atacadistas das drogas e do sistema policial que vive de propina”, criticou.
Paralelamente, o jovens avaliaram que é preciso discutir um novo modelo para as polícias militar, além de aprovar o Projeto de Lei 4.471/12, que determina investigações rigorosas para mortes e lesões corporais decorrentes de ações policiais. “Não há como enfrentar o extermínio da juventude negra sem tratar da desmilitarização da polícia”, disse Rodrigo Mesquita, representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele disse ainda que a reforma das corporações deve incluir uma reconfiguração da “própria noção da segurança pública”.
Para os jovens do campo, o estudante Régis Piovesan, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), também cobra mais oportunidades e políticas públicas, principalmente para as mulheres. As atuais condições, explica, retirou as jovens do interior do país. ”Observamos um processo de envelhecimento e masculinização do campo, principalmente pela saída das jovens, que migraram em busca de melhores oportunidade de educação e cultura”, alertou.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Saúde: Psiquiatra alerta para perigos das bebidas alcoólicas nas festas.
Internações psiquiátricas por excesso de álcool
Época de emoções e também de excessos, principalmente de álcool, as festas de final de ano acendem um alerta vermelho que deve ser levado em conta pelos cidadãos, recomendou o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad), psiquiatra Jorge Jaber Filho.
Em entrevista ontem (26) à Agência Brasil, Jaber informou que, do ponto de vista fisiológico, o ser humano tem necessidade de algumas substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, que se assemelham às moléculas das drogas, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
"Há uma tendência na vida das pessoas, que se radicaliza nesse momento de datas festivas, de haver falta dessa substância no cérebro. Aí, a pessoa toma alguma substância, como o álcool, que é um estimulante em pequenas doses, mas que, se tomado em excesso, acaba produzindo o efeito inverso. Em vez de um estímulo ao sistema nervoso central, ela passa a ter uma inibição desse sistema, fazendo com que aumente ainda mais a depressão, decorrente muitas vezes da lembrança de pessoas queridas que não estão mais presentes", disse o psiquiatra.
Época de emoções e também de excessos, principalmente de álcool, as festas de final de ano acendem um alerta vermelho que deve ser levado em conta pelos cidadãos, recomendou o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad), psiquiatra Jorge Jaber Filho.
Em entrevista ontem (26) à Agência Brasil, Jaber informou que, do ponto de vista fisiológico, o ser humano tem necessidade de algumas substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, que se assemelham às moléculas das drogas, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.
"Há uma tendência na vida das pessoas, que se radicaliza nesse momento de datas festivas, de haver falta dessa substância no cérebro. Aí, a pessoa toma alguma substância, como o álcool, que é um estimulante em pequenas doses, mas que, se tomado em excesso, acaba produzindo o efeito inverso. Em vez de um estímulo ao sistema nervoso central, ela passa a ter uma inibição desse sistema, fazendo com que aumente ainda mais a depressão, decorrente muitas vezes da lembrança de pessoas queridas que não estão mais presentes", disse o psiquiatra.
Conforme Jaber há uma inversão de valores nas festas de fim de ano, com crescimento do aspecto mais materialista da data, e não dos valores espirituais. "Assim, as pessoas acabam abusando dessas substâncias, que adicionam no organismo, como adicionam comidas". Ele explicou que, a partir daí, há um abuso que pode ser o fator determinante de doenças como alcoolismo e dependência química.
O psiquiatra salientou que, nessa época, costuma aumentar o número de internações tanto em hospitais de pronto-socorro como em clínicas psiquiátricas. "A situação da saúde pública ainda não conseguiu resolver a questão de leitos hospitalares e, em relação à saúde mental, vigora a política da redução do dano. Ou seja, a pessoa pode usar [álcool, no caso], desde que não cometa atos que piorem a sua vida". Segundo ele, o Brasil está experimentando esse tipo de política, mas, aparentemente, não tem tido o sucesso esperado. Isso é constatado pela existência de cracolândias, áreas onde se reúnem centenas de pessoas drogadas, principalmente nas grandes metrópoles.
Jaber lembrou que quase todas as pessoas que usam álcool começaram usando tabaco e passam para a maconha. "Quase todos os que usam maconha começaram com tabaco ou álcool. Essas três drogas são fundamentais para levar ao uso da cocaína."
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais) subiu 20% no país entre 2006 e 2012, passando de 45% para 54%. A expansão entre as mulheres (34,5%) foi maior do que entre os homens (14,2%), no período pesquisado.
Em termos de concentração do consumo de álcool, o levantamento mostra que 20% dos adultos brasileiros que mais bebem ingerem 56% de todo o álcool consumido. A pesquisa revela ainda que quase dois de cada dez bebedores apresentaram critérios para abuso ou dependência de álcool e que 32% dos adultos que bebem relataram não terem sido capazes de parar depois que começaram a beber.
O levantamento constatou também a relação entre abuso de álcool e depressão. Dos 5% de brasileiros que tentaram tirar a própria vida entre 2006 e 2012, em mais de dois de cada dez casos, o que equivale a 24%, a tentativa estava relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Para o presidente da Abrad, a tendência é aumentar o uso de álcool no Brasil. "O que nós temos visto é um aumento do custo na saúde pública da liberação do álcool para menores de 18 anos. E isso leva a um abuso cada vez mais cedo nos jovens, gerando alterações físicas e mentais muito importantes". Jaber criticou a falta de fiscalização na venda de bebidas para crianças e adolescentes, principalmente em postos de gasolina, onde os jovens compram suco ou refrigerante e tomam misturado a álcool. "Todos veem isso acontecer e não há um efetivo combate a essa prática."
O psiquiatra ressaltou que não há distinção de classe social ou de nível socioeconômico entre os bebedores de álcool no país. "Os mais abastados costumam misturar vodca com bebidas energéticas ou cafeínicos, enquanto os menos abastados procuram tomar cerveja com cachaça ou fazer essas misturas chamadas batidas, que misturam cachaça com refrescos ou refrigerantes". Ele destacou ainda que, nas comunidades carentes, a situação econômica favorece a venda de substâncias ilícitas, como o álcool, entre menores de idade.
O psiquiatra salientou que, nessa época, costuma aumentar o número de internações tanto em hospitais de pronto-socorro como em clínicas psiquiátricas. "A situação da saúde pública ainda não conseguiu resolver a questão de leitos hospitalares e, em relação à saúde mental, vigora a política da redução do dano. Ou seja, a pessoa pode usar [álcool, no caso], desde que não cometa atos que piorem a sua vida". Segundo ele, o Brasil está experimentando esse tipo de política, mas, aparentemente, não tem tido o sucesso esperado. Isso é constatado pela existência de cracolândias, áreas onde se reúnem centenas de pessoas drogadas, principalmente nas grandes metrópoles.
Jaber lembrou que quase todas as pessoas que usam álcool começaram usando tabaco e passam para a maconha. "Quase todos os que usam maconha começaram com tabaco ou álcool. Essas três drogas são fundamentais para levar ao uso da cocaína."
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais) subiu 20% no país entre 2006 e 2012, passando de 45% para 54%. A expansão entre as mulheres (34,5%) foi maior do que entre os homens (14,2%), no período pesquisado.
Em termos de concentração do consumo de álcool, o levantamento mostra que 20% dos adultos brasileiros que mais bebem ingerem 56% de todo o álcool consumido. A pesquisa revela ainda que quase dois de cada dez bebedores apresentaram critérios para abuso ou dependência de álcool e que 32% dos adultos que bebem relataram não terem sido capazes de parar depois que começaram a beber.
O levantamento constatou também a relação entre abuso de álcool e depressão. Dos 5% de brasileiros que tentaram tirar a própria vida entre 2006 e 2012, em mais de dois de cada dez casos, o que equivale a 24%, a tentativa estava relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Para o presidente da Abrad, a tendência é aumentar o uso de álcool no Brasil. "O que nós temos visto é um aumento do custo na saúde pública da liberação do álcool para menores de 18 anos. E isso leva a um abuso cada vez mais cedo nos jovens, gerando alterações físicas e mentais muito importantes". Jaber criticou a falta de fiscalização na venda de bebidas para crianças e adolescentes, principalmente em postos de gasolina, onde os jovens compram suco ou refrigerante e tomam misturado a álcool. "Todos veem isso acontecer e não há um efetivo combate a essa prática."
O psiquiatra ressaltou que não há distinção de classe social ou de nível socioeconômico entre os bebedores de álcool no país. "Os mais abastados costumam misturar vodca com bebidas energéticas ou cafeínicos, enquanto os menos abastados procuram tomar cerveja com cachaça ou fazer essas misturas chamadas batidas, que misturam cachaça com refrescos ou refrigerantes". Ele destacou ainda que, nas comunidades carentes, a situação econômica favorece a venda de substâncias ilícitas, como o álcool, entre menores de idade.
Droga alucinógena começa a ser usada para tratar depressão
Pacientes não seriam capazes de avaliar o risco de tomar remédio

Nova York, EUA. Ou se trata do mais empolgante novo tratamento para depressão em anos, ou a cetamina (também pode-se chamá-la de ketamina), uma droga alucinógena, está sendo erroneamente receitada para pacientes desesperados em um número crescente de clínicas nos Estados Unidos.
Embora seja utilizada como anestésico há décadas, pequenos estudos em centros médicos de prestígio, como Yale, Mount Sinai e o Instituto Nacional de Saúde Mental, sugerem que ela pode aliviar a depressão de muitas pessoas para as quais os antidepressivos de uso convencional, como Prozac ou Lexapro, não têm efeito.
Contudo, psiquiatras dizem que a droga não foi estudada o suficiente para ser empregada fora dos estudos clínicos e que estão alarmados pelo fato de as clínicas estarem começando a oferecer tratamentos com cetamina, cobrando de US$ 300 a mais de US$ 1 mil por sessões que devem ser repetidas muitas vezes.
“Não sabemos quais são os efeitos colaterais em longo prazo”, afirma Anthony J. Rothschild, médico e professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.
Porém, como a cetamina foi aprovada há muito tempo para a anestesia, médicos têm permissão para utilizá-la de forma não reconhecida pela bula para tratar a depressão. Críticos afirmam que pacientes muito deprimidos podem estar desesperados demais para ponderar adequadamente acerca dos riscos da terapia experimental.
“Nós estamos falando de uma população particularmente vulnerável”, afirmou Dominic A. Sisti, professor assistente de ética médica da Universidade da Pensilvânia, um dos autores de análise manifestando preocupação com as clínicas.
Ele e outros críticos dizem que algumas clínicas são administradas por anestesistas familiarizados com a cetamina, mas que não fornecem tratamento psiquiátrico como um todo. Outras são administradas por psiquiatras que podem não ter experiência na aplicação do medicamento.
Alguns pacientes se dizem prontos para correr o risco. “Eu vejo o custo de não usar cetamina – para mim era a morte certa”, afirmou Dennis Hartman, 48, empresário de Seattle.
Ele disse que após uma vida de depressão severa, já escolhera a data de suicídio quando decidiu participar de estudo clínico com a cetamina nos Institutos Nacionais de Saúde dois anos atrás. A depressão sumiu e desde então ele tem ido a uma clínica em Nova York a cada dois meses para nova dose. Ele fundou um centro para divulgar o tratamento.
Defensores dizem que a dose usada para depressão é menor do que a utilizada para anestesia ou por viciados e pode ser administrada com segurança.
Nova York, EUA. Ou se trata do mais empolgante novo tratamento para depressão em anos, ou a cetamina (também pode-se chamá-la de ketamina), uma droga alucinógena, está sendo erroneamente receitada para pacientes desesperados em um número crescente de clínicas nos Estados Unidos.
Embora seja utilizada como anestésico há décadas, pequenos estudos em centros médicos de prestígio, como Yale, Mount Sinai e o Instituto Nacional de Saúde Mental, sugerem que ela pode aliviar a depressão de muitas pessoas para as quais os antidepressivos de uso convencional, como Prozac ou Lexapro, não têm efeito.
Contudo, psiquiatras dizem que a droga não foi estudada o suficiente para ser empregada fora dos estudos clínicos e que estão alarmados pelo fato de as clínicas estarem começando a oferecer tratamentos com cetamina, cobrando de US$ 300 a mais de US$ 1 mil por sessões que devem ser repetidas muitas vezes.
“Não sabemos quais são os efeitos colaterais em longo prazo”, afirma Anthony J. Rothschild, médico e professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.
Porém, como a cetamina foi aprovada há muito tempo para a anestesia, médicos têm permissão para utilizá-la de forma não reconhecida pela bula para tratar a depressão. Críticos afirmam que pacientes muito deprimidos podem estar desesperados demais para ponderar adequadamente acerca dos riscos da terapia experimental.
“Nós estamos falando de uma população particularmente vulnerável”, afirmou Dominic A. Sisti, professor assistente de ética médica da Universidade da Pensilvânia, um dos autores de análise manifestando preocupação com as clínicas.
Ele e outros críticos dizem que algumas clínicas são administradas por anestesistas familiarizados com a cetamina, mas que não fornecem tratamento psiquiátrico como um todo. Outras são administradas por psiquiatras que podem não ter experiência na aplicação do medicamento.
Alguns pacientes se dizem prontos para correr o risco. “Eu vejo o custo de não usar cetamina – para mim era a morte certa”, afirmou Dennis Hartman, 48, empresário de Seattle.
Ele disse que após uma vida de depressão severa, já escolhera a data de suicídio quando decidiu participar de estudo clínico com a cetamina nos Institutos Nacionais de Saúde dois anos atrás. A depressão sumiu e desde então ele tem ido a uma clínica em Nova York a cada dois meses para nova dose. Ele fundou um centro para divulgar o tratamento.
Defensores dizem que a dose usada para depressão é menor do que a utilizada para anestesia ou por viciados e pode ser administrada com segurança.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Dependência química da ex-modelo Loemy é considerada "muito grave"
Segundo clínica, jovem tem problemas psicológicos e psiquiátricos, mas esta se adaptando bem ao tratamento e até engordou.
A dependência química da ex-modelo Loemy Marques, de 25 anos, foi considerada “muito grave” por Sérgio Castillo, coordenador terapêutico da clínica Grand House, onde ela esta internada há 23 dias. Apesar disso, o especialista em saúde mental diz que ela esta se adaptando bem ao tratamento e até engordou.
A história da jovem foi revelada na reportagem de VEJA SÃO PAULO de 22 de novembro. Loemy veio do interior do Mato Grosso tentar a carreira na capital e acabou nas ruas da Cracolândia viciada em drogas. Após participar do programaHora do Faro, da TV Record, ela foi encaminhada para uma unidade da clínica no interior de São Paulo com os custos pagos pela produção do apresentador Rodrigo Faro.
Segundo Castillo, associada à dependência química foram detectados problemas psicológicos e psiquiátricos na jovem, além de prejuízo em seu sistema cognitivo.
“Quando se vive nas ruas a pessoa regride psicologicamente e perde os padrões morais e éticos conquistados no período infanto-juvenil. Ela apresenta um comportamento impulsivo muito forte, mas esta se adequando”, diz Castillo. “Há também comprometimento das funções de aprendizado, memorização, de saber ponderar, fazer escolhas e de interagir socialmente. Ela esta reaprendendo tudo isso.”
Loemy, de 24 anos, em ensaio fotográfico no apartamento que dividia com outras modelos no Itaim, Zona Oeste de São Paulo
(Foto: Fernando Machado)
De acordo com o médico, Loemy esta bem e continua passando por uma bateria de exames. Havia a suspeita dela estar com tuberculose pelas tosses intensas, mas os testes mostraram que não.“Ela esta se adaptando bem ao tratamento. Esta dormindo bem, alimentado-se adequadamente e até engordou.”
Loemy passou por uma desintoxicação durante uma semana e eliminou os traços químicos do crack. Já os de maconha permanecem no corpo por até 30 dias. O reequilíbrio cerebral levará mais tempo para ser recuperado, seu comprometimento é o que provoca a abstinência. A próxima etapa será o tratamento psicossocial.
“O mais importante foi ter trazido ela para um ambiente seguro e sem contato com pessoas externas, pois pode provocar lembranças do período nas ruas e o ressurgimento da fissura pela droga”, diz. Ela ainda não pode receber visita de amigos e nem de familiares.
A produção da TV Record, que pretende fazer uma espécie de “reality” sobre o tratamento da jovem, sabia desse procedimento da clínica logo que a internou e aguarda pela posição médica para iniciar as gravações. Ela passou por uma transformação estética paga pela emissora.
Loemy com o apresentador Rodrigo Faro, durante a gravação do programa em novembro
(Foto: Edu Moraes/Rede Record)
Repercussão na Itália
A história de Loemy repercutiu nos principais veículos italianos. A revista Vanity Fair, uma das principais do mundo em cultura pop, moda e política, trouxe trechos da reportagem brasileira e afirmou que a história de Loemy comoveu o “país do samba, após ter sido publicada pela edição regional da maior revista do país".
“A bela modelo brasileira, que há apenas dois anos parecia destinada a se tornar a nova Gisele Bündchen, hoje é uma sombra de si mesma”, diz um trecho do texto. “Ela estava morando na terra dos zumbis: a Cracolândia”, destaca a matéria. "A ex-modelo tornou-se o símbolo da luta contra o crack."
Em foto de novembro, a ex-modelo próxima a Cracolândia, onde morou por dois anos
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
DEPENDÊNCIA : uma exploração da eficácia da terapia familiar sistêmica
SUBSTANCE DEPENDENCY AND THE FAMILY: AN EXPLORATION OF THE EFFICACY OF SYSTEMIC FAMILY THERAPY AND INTEGRATIVE APPROACHES TO TREATMENT.
Nicola Harrison
acesse: hdip_harrison_n_2014.pdf
Nicola Harrison
This paper aims to explore the use of systemic family therapy in the treatment of substance dependency. The impact that substance misuse has on the extended family’s physical, emotional and psychological well-being emphasises the importance of including the family in the treatment of the identified substance misuser. From an Irish context, there is little to no research on the impact of a family member’s substance dependency on the extended family. Research on the use of family therapies and integrated approaches to the treatment of substance dependency in Ireland is also limited to non-existent. International research suggests that the efficacy of Systemic Family Therapy in the treatment of substance dependency is high. However, the research that supports the use of systemic therapy is limited and not very representative.
A relação entre maconha e escola - Fonte UNIAD
Adolescentes que fumam maconha regularmente têm pior desempenho nos exames escolares, revela um estudo feito com estudantes ingleses, divulgado no último mês pelo jornal inglês Daily Mail. A pesquisa, realizada pelo University College of London, foi apresentada na Conferência Europeia de Neuropsicofarmacologia, em Berlim.
O trabalho acompanhou mais de 2 mil crianças, cujos Q.Is. (quociente de inteligência) foram medidos aos 8 anos e, depois, aos 15 anos. Os resultados mostram que os adolescentes que já tinham fumado maconha pelo menos 50 vezes antes dos 15 anos mostraram uma piora importante em suas habilidades educacionais. Nos casos em que houve uso pesado da maconha (todos os dias ou quase diário), a associação com um desempenho mais fraco na sala de aula era evidente.
A metodologia adotada nessa pesquisa não estabeleceu uma associação de causa e efeito. É difícil saber se a maconha levou à piora no desempenho na escola ou se os jovens que já tinham dificuldades emocionais e iam mal na escola passaram a usar mais maconha.
Uma série de outros estudos mostra que a maconha pode ter impacto no desempenho escolar. Uma enquete sobre comportamentos de risco, feita em escolas particulares do Brasil pelo Portal Educacional, em 2006 e em 2013, com cerca de 15 mil alunos, mostrou que jovens que faziam uso mais pesado de maconha tinham quase o triplo de chance de ter sido reprovados.
Outro estudo, feito na Nova Zelândia de 2012 por pesquisadores da Universidade Duke, Estados Unidos, já gerara controvérsia, ao afirmar que jovens que começavam a fumar maconha com mais frequência antes dos 18 anos tinham um prejuízo em seu Q.I. na vida adulta. Isso não mudava nem com o abandono do consumo por muitos anos. O trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrava que, se o consumo ocorria após os 18 anos, não havia deterioração do Q.I. A fase antes da adolescência é crítica para o desenvolvimento de diversas redes de conexão neuronal, que pode sofrer impacto do consumo intenso da maconha.
Sempre há diferentes fatores em jogo quando se fala em comportamento jovem e desempenho acadêmico. Questões familiares, exclusão social, alterações emocionais significativas, álcool, cigarro e drogas estão entre eles. De qualquer forma, seja causa da piora na escola ou sintoma de outras dificuldades, o uso frequente de maconha pelos adolescentes merece atenção.
sábado, 20 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Lótus Palestras Orientação e Aconselhamento no Tratamento de Dependência Quimica e Alcoolismo: Prefeito de Uberaba abre o 1º Seminário da Rede de...
Lótus Palestras Orientação e Aconselhamento no Tratamento de Dependência Quimica e Alcoolismo: Prefeito de Uberaba abre o 1º Seminário da Rede de...: O prefeito Paulo Piau, o secretário de Saúde, Fahim Sawan, e a assessora técnica do Departamento de Articulação de Rede de Atenção à Saú...
Lótus Palestras Orientação e Aconselhamento no Tratamento de Dependência Quimica e Alcoolismo: Uespi da cidade de Floriano recebe evento sobre Dr...
Lótus Palestras Orientação e Aconselhamento no Tratamento de Dependência Quimica e Alcoolismo: Uespi da cidade de Floriano recebe evento sobre Dr...: A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) de Floriano, campus Dra. Josefina Demes, recebe de 8 a 11 de dezembro o “III Encontro Sobre Droga...
Uespi da cidade de Floriano recebe evento sobre Drogadição
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) de Floriano, campus Dra. Josefina Demes, recebe de 8 a 11 de dezembro o “III Encontro Sobre Drogadição: O Cuidado, o Cuidador e o Sujeito – Uma Perspectiva Integral em Saúde”. O evento visa discutir temas pertinentes sobre o cuidado que toda a rede de saúde deve ter em relação aos usuários de drogas.
O evento é uma realização do Pró-Saúde, Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde, em parceria com o Pet Saúde, Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde. “O evento é aberto e todos podem participar, inclusive toda a sociedade de Floriano, para que debatamos sobre a questão das drogas e sobre os cuidados com os usuários e também com os cuidadores”, relata o professor José Carlos de Sousa, coordenador geral do evento.
Os estudantes e professores dos cursos de Psicologia, Educação Física e Enfermagem da Uespi, como componentes do Pró-Saúde, participam do evento. Entre os temas discutidos estão o uso de drogas, como o álcool, por crianças e adolescentes; a saúde mental; a atenção dada à família dos dependentes químicos, entre outros.
Prefeito de Uberaba abre o 1º Seminário da Rede de Atenção Psicossocial
O prefeito Paulo Piau, o secretário de Saúde, Fahim Sawan, e a assessora técnica do Departamento de Articulação de Rede de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Leisenir de Oliveira, abriram o 1º Seminário da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), na manhã de ontem (8), no anfiteatro do Centro Administrativo. No evento, o diretor de Atenção Psicossocial, Sergio Marçal, entregou ao prefeito o Plano Integrado das Ações do Comitê Gestor do Programa Crack, É Possível Vencer, que terminou de ser elaborado na última sexta-feira (5).
Também participaram do Seminário: o assessor técnico em Direitos Humanos do MS, Daniel Adolpho Daltin Assis, o presidente da OAB regional Uberaba, Vicente Flávio Marcelo Ribeiro, a presidente do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), Valéria Guimarães, e a representante do Conselho Regional de Psicologia, Odila Maria Braga.
Durante o evento, o prefeito Paulo Piau mencionou a importância da parceria entre o poder público e as comunidades terapêuticas para oportunizar o tratamento dos dependentes químicos. “Nós também não podemos deixar de participar do Programa Crack, É Possível Vencer, do governo federal. Se fôssemos apenas olhar o dinheiro disponível, não aceitaríamos participar, mas é uma medida muito importante para a nossa comunidade”, ressaltou.
Já o secretário de Saúde, Fahim Sawan, anunciou que, a partir de 1º de janeiro, quando a OS assumirá as UPA’s, será inaugurado o Pronto Atendimento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, na UPA São Benedito. “Nós sabemos que a necessidade de oferecer uma oportunidade a todos que precisam de se recompor na vida é fundamental. O papel da saúde é permitir que as pessoas possam viver um novo caminho e o nosso sonho de oferecer essa segunda chance começa a se concretizar”, observou.
O seminário contou com a palestra de abertura sobre “A Rede de Atenção Psicossocial no SUS em Uberaba: cenário atual, perspectivas e desafios”, mesa sobre intersetorialidade e integração SUS, Suas e Educação na efetivação de direitos e promoção humana e debate, na parte da manhã.
Na parte da tarde, houve mesa-redonda sobre o tema “Políticas intersetoriais de Saúde Mental em Uberaba e a Universalidade da Atenção nos diferentes níveis de complexidade”, mesa-redonda sobre “Internação Compulsória no Brasil: cenário atual, direcionamentos e possibilidades”, com a participação do assessor técnico em Diretor Humanos do Ministério da Saúde, Daniel Adolpho Daltin Assis, oficina de construção do Fluxo de Internações Compulsórias em Uberaba e encerramento do 1º Seminário da Rede de Atenção Psicossocial.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)










