Psicoterapeuta. - CRT 42.156

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Fernando Cesar Ferroni de Freitas

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Doenças sexualmente transmissíveis: Como evitar? O que fazer quando você se contaminou?

O que são doenças sexualmente transmissíveis ou DSTs?

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), antigamente mais conhecidas como doenças venéreas, são doenças infecciosas passadas de uma pessoa infectada para outras principalmente por meio de contatos sexuais (vaginal, oral ou anal), embora também possam ser transmitidas por outros meios.



Como são transmitidas as doenças sexualmente transmissíveis?

A transmissão dessas doenças ocorre principalmente através do contato íntimo com a pessoa infectada, porque os organismos causadores morrem rapidamente se forem removidos do corpo humano. Apesar de que o contágio normalmente se dá através dos genitais, essas infecções também podem ser contraídas por meio do sexo oral ou anal.

A AIDS e a hepatite B, duas das doenças chamadas sexualmente transmissíveis, podem também ser transmitidas pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.

Algumas delas, como, por exemplo, a gonorreia, a sífilis e a clamídia, podem ser passadas de uma portadora grávida ao filho em gestação, através do útero ou durante o parto, e podem mesmo levar à interrupção da gravidez ou causar graves danos ao feto.
Quais são as principais doenças sexualmente transmissíveis?

Algumas doenças sexualmente transmissíveis são de diagnóstico e tratamento simples, como agonorreia, por exemplo, e outras são graves e potencialmente letais, como a AIDS.

As principais doenças sexualmente transmissíveis são, entre outras: AIDS, hepatite B, gonorreia e outras infecções não gonorreicas da uretra, infecções pela Chlamydia, Trichomonas, Monilia, infecçãovaginal pela bactéria Haemophilus, herpes genital, condilomas, sífilis e chato (Pediculosis pubis).
Como prevenir as doenças sexualmente transmissíveis?

O melhor tratamento das doenças sexualmente transmissíveis é a prevenção. Algumas delas são incuráveis atualmente e, no máximo, permanecem como doenças crônicas que demandam controle pelo resto da vida. As melhores maneiras de prevenir o espalhamento das doenças sexualmente transmissíveis são:
Reconhecer e localizar o parceiro transmissor e induzi-lo a se tratar. Essa costuma tornar-se uma tarefa difícil porque muitas vezes esse parceiro é assintomático durante muito tempo e não sabe estar doente. Por isso, é importante escolher sempre parceiros confiáveis.
Evitar relações sexuais com pessoas sabidamente portadoras de doença sexualmente transmissível e, ainda assim, usar camisinha em todas as relações sexuais. Os preservativos não oferecem uma proteção absoluta e podem sofrer raros acidentes (rupturas) ou apresentarem permeabilidade. Mesmo assim, são o meio mais seguro de evitar as doenças sexualmente transmissíveis.
Limitar o número de parceiros e manter relações sexuais com pessoas que você julga confiáveis.
Usar a camisinha em qualquer modalidade de sexo, seja vaginal, oral ou anal.
Usar um espermicida juntamente com outros métodos de proteção.
Lavar os genitais com água e sabão depois das relações sexuais.
Urinar logo após a relação sexual para, assim, eliminar possíveis germes que fiquem retidos na uretra.
Caso você esteja apresentando sintomas ou já esteja em tratamento de uma doença sexualmente transmissível, contribua para não espalhar a doença, não mantendo relações sexuais até o final do tratamento e resolução do quadro.
O que a pessoa deve fazer se contrair uma doença sexualmente transmissível? 
Pedir ajuda a um médico e buscar informações. Procure um urologista no caso de homens e umginecologista em caso de mulheres. Um infectologista também pode ajudar pessoas de ambos os sexos, assim como um bom clínico geral.
Conversar com o seu parceiro(a), de modo que ele(a) também possa receber tratamento. Quanto mais cedo você conversar com seu parceiro(a) e avisar que tem uma DST, menos chance terá de espalhá-la.
Faça o tratamento completo, sempre orientado por um médico. É fundamental que você tenha consciência de que assim estará evitando problemas futuros para você e para todas as pessoas com as quais mantenha contato sexual.
Estudos indicam que ter uma DST aumenta o risco de ser infectado pelo HIV, o vírus que causa a AIDS. Pense nisso e procure tratamento imediato.
Evite ter qualquer atividade sexual se estiver em tratamento para uma doença sexualmente transmissível. Ao término do tratamento, lembre-se de usar um preservativo durante as relações sexuais para evitar contaminações futuras.
Pesquisas médicas também apontam que o consumo de bebidas alcoólicas predispõe a comportamentos de riscos que podem facilitar a aquisição de uma DST. Pois o uso de álcool associado ao comportamento sexual mostrou ser um fator de risco para transmissão das DSTs/HIV/AIDS, visto que, quando ingerido antes ou durante o ato sexual, ele favorece a prática sem uso do preservativo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Lotus Tratamento: As drogas e seus efeitos.

Lotus Tratamento: As drogas e seus efeitos.: Álcool: Provoca dependência alcoólica, tonturas, distúrbio do sono, náuseas e vômitos, fala incompreensível, comportamento violento, dep...

As drogas e seus efeitos.

Álcool:
Provoca dependência alcoólica, tonturas, distúrbio do sono, náuseas e vômitos, fala incompreensível, comportamento violento, depressão respiratória, e morte por overdose.
O álcool é a droga que mais mata no mundo, pois tem comercio livre.Os jovens começam a experimentar por volta dos 8 anos de idade. O alcoolismo é uma intoxicação cronica. Ocasiona danos no aparelho digestivo e sistema nervoso. O figado do alcoólico apresenta diversas lesões. Apresenta ainda dores de cabeça, vertigens, cãibras, anestesias parciais e alucinações. ouvido e olhos também são afetados.

Benzodiazepínicos:
essas substancias produzem depressão na atividade do sistema nervoso central, que se caracteriza por diminuição da ansiedade, indução do sono, relaxamento muscular.Provocam apagamentos com perda de memoria, risco de coma e parada respiratória, tontura e desorientação, náuseas e dificuldade com movimento e com a fala.

Cocaína:
Extraída das folhas da Erythrxylon coca, mais conhecida como coca, epadu, ou cocaína.
Encontrada em forma de pó é misturada com outras substancias, fazendo-a mais impura e mais estragos ao organismo.
Produz euforia, excitação, desinibição, agressividade, paranóia, insonia, sensação de poder, produz forte dependência física e psíquica.
As primeiras sensações de prazer são substituídas por por sintomas de intolerância, ansiedade,enxaquecas, náuseas, vômitos, boca seca, elevação dos batimentos cardíacos, da pressão arterial,da frequência respiratória, dilatação das pupilas, alucinações, perda de apetite. O uso prolongado pode levar a destruição do tecido cerebral.

Cigarro:
De consumo legalizado, o cigarro é a forma mais cruel de dependência, pois é responsável por 80% das mortes de câncer nos pulmões e provoca outras doenças dolorosas e letais, como o enfisema pulmonar.
Provoca moléstias cardíacas e cardiovasculares, câncer de boca, laringe, faringe, estomago,pâncreas,rins e bronquite cronica.
Prejudica tanto o fumante quanto o não fumante( fumante passivo).
Mulheres que fumam durante a gravidez tem em geral filhos com peso a baixo do normal.

Maconha:
Maconha é um conjunto de folhas e flores do canhamo( Cannabis sativa).
Muito utilizada pelos povos primitivos de diversas partes do mundo, foi proibida durante os anos 60 devido abuso de usuários. Apesar de ter seu uso indicado para o tratamento de diversas doenças, os efeitos maléficos, contra indicam qualquer liberação da droga, segundo a opinião de especialistas.
Os principais efeitos são boca seca, olhos avermelhados, taquicardia, diminuição do fluxo de sangue para o coração.
Causa: bronquite, angustia, tremores, suores, perda de memoria, da atenção e da motivação, e quadros de esquizofrenia, ilusões e delírios.
Afeta a produção do hormônio masculino ( testosterona) ocasionando esterilidade e distúrbio do ciclo menstrual feminino ( interferência na ovulação) câncer de pulmão, dependência física e psíquica.

LSD:
É uma substancia sintética, produzida em laboratório. Talvez seja a substancia mais ativa que age sobre o cérebro. Pequenas doses causam alucinações que podem durar de quatro a doze horas.
Pode ocorrer a "má viagem" com visões terrificantes, deformação do corpo, causa ansiedade, panico, delírio e sensação de perseguição. Provoca dilatação das pupilas, sudorese,taquicardia, aumento da temperatura, náusea e vomito.Causa dependência física e psíquica , coma e morte.

A DROGA PODE ESTAR MAIS PRÓXIMA DO JOVEM DO QUE VOCÊ PODE IMAGINAR.
A MAIORIA DOS ADULTOS DEPENDENTES QUÍMICOS DE HOJE TIVERAM CONTATO COM O VICIO NA JUVENTUDE.
A PREVENÇÃO É O MELHOR CAMINHO.


Sutiã e macarronada com drogas são apreendidos em presídios de SP

20/02/2018
São Paulo -  SAP (Secretaria de Administração Penitenciaria).
Em um dos casos, a mulher foi descoberta pelos agentes da penitenciária de Guarulhos ao passar por um scanner, que indicou algo estranho no sutiã.
Sutiã com maconha foi encontrado com visitante de presídio em Guarulhos
Sutiã com maconha foi encontrado com visitante de presídio em Guarulhos
Uma mulher foi flagrada com maconha escondida dentro do sutiã por agentes da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) neste domingo (18) no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. 
A mulher foi descoberta ao passar pelo aparelho de scanner, que indicou algo estranho dentro do sutiã. Ao ser revistada pelos agentes, foi encontrada a droga na lingerie. Ela foi conduzida ao 4º Distrito Policial de Guarulhos.
Macarrão com maconha flagrado em Franco da Rocha
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, "os visitantes foram suspensos do rol de visitantes e os presos que receberiam os ilícitos foram isolados e respondem a Procedimento Apuratório Disciplinar".

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Prefeitura de Jundiaí amplia atendimento contra uso de álcool e drogas

Caps AD oferece atendimento multidisciplinar com psicóloga, terapeuta ocupacional, artesão, médico e enfermagem.


Marlê de Lima é assistida pelo Caps AD há 15 anos; mudou de vida e reconhece o que perdeu com os vícios.

A Prefeitura de Jundiaí ampliou o atendimento para pessoas com histórico de abuso de álcool e de drogas em 16,5% em 2017, em relação ao realizado nos 12 meses anteriores, no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) III, órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). No ano passado, foram realizados 1.711 atendimentos com oferta de tratamento multidisciplinar. Os bons exemplos encontrados entre os assistidos demonstram a mudança de vida conseguida a partir dos cuidados ofertados pela UGPS, o que tem atraído mais pessoas em busca de apoio para deixar os vícios.
Marlê de Lima, 50 anos, moradora no bairro da Vila Cristo, é assistida há 15 anos pelo Caps AD. Livre do consumo de álcool e das drogas desde o ano passado, comemora os novos rumos que trilha. “Hoje sou uma pessoa diferente. Tenho orgulho do que sou. As pessoas conversam comigo. Consigo manter um diálogo. Sou respeitada. Fiz curso para cuidadora de idosos e vou fazer uma entrevista de emprego para trabalhar na área. Estou muito feliz com o que consegui conquistar. Tenho certeza que isso só foi possível por causa do atendimento que tive durante todo este tempo aqui no Caps AD. Aqui tive o apoio e o tratamento necessário para conseguir me livrar dessa condição, que era uma doença”, conta a assistida.
Ela é apenas um dos casos de pessoas que optaram por deixar o vício e seguir uma vida diferente, longe das ruas. “As pessoas precisam querer deixar de beber ou de usar drogas. Não adianta alguém da família, filho, amigo ou parente querer por ela. É a pessoa que precisa decidir, precisa entender que aquele caminho não a levará a lugar algum”, aponta.
Segundo a terapeuta ocupacional Raquel Kubitza Valente, do Caps AD III, o cuidado ofertado pelo órgão engloba atendimento multidisciplinar com psicóloga, terapeuta ocupacional, médico, enfermagem e com artesão. "O Centro de Atenção Psicossocial oferta o cuidado, basta o usuário do serviço desejar. É um cuidado em liberdade, junto do território que a pessoa pertence. Tem como diretrizes o respeito aos direitos humanos, garantia da autonomia, da liberdade e o exercício da cidadania, a promoção da equidade reconhecendo suas determinantes sociais e da saúde”, detalha. A sensibilização de mais pessoas com a adesão ao trabalho também é mérito dos assistidos. Marlê, que chegou a viver nas ruas, usa seu exemplo para conscientizar os conhecidos que encontra. “Eu converso com eles e falo do trabalho, do que eu consegui deixando o vício. Uma hora eles vão ser tocados. Por isso falo sempre que os encontro”, conta.
No Caps AD III, também foram realizados cerca de 289 procedimentos de hospitalidade noturna (equivalente à internação para o cuidado em momento de crise) por mês. “A saúde do município de Jundiaí segue atenta às necessidades, considerando inclusive o crescimento populacional e o aumento na prevalência de determinados agravos, sem esquecer a necessidade de integração dos diversos atores envolvidos para o enfrentamento desta questão tão complexa”, explica o coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, Alexandre Moreno Sandri.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Entenda o processo de Somatização, as consequencias do desequilibrio emocional.


Aumenta acesso de jovens a álcool e drogas, revela IBGE

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 26, revela o aumento do acesso precoce a bebidas alcoólicas e a drogas ilícitas entre alunos do 9º ano do ensino fundamental. Mais da metade dos jovens (55%, ou 1,44 milhão de alunos) relataram já ter tomado ao menos uma dose de bebida alcoólica, proporção superior aos 50,3% registrados em 2012. redução dos jovens que informaram ter consumido bebidas alcoólicas nos 30 dias anteriores à pesquisa. Em 2012, 26,1% disseram ter bebido recentemente, porcentual que caiu para 23,8% em 2015. O dado mais preocupante foi o que mostrou que, tanto em 2012 como em 2015, um em cada cinco jovens (21,8% e 21,4% respectivamente) tiveram pelo menos um episódio de embriaguez.
"Hábitos saudáveis e não saudáveis tendem a ser mais duradouros quando adquiridos na adolescência, no que se refere tanto a fumo e bebida alcoólica quanto à prática de esportes e boa alimentação. Por isso a Organização Mundial da Saúde recomenda pesquisas com adolescentes, para prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e displasias", diz o pesquisador do IBGE Marco Andreazzi, gerente da Pense. 
Estados da Região Sul estão entre os que registraram maior índice de consumo de álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa - Rio Grande do Sul, 34%, e Santa Catarina, 33,8%, seguidos de Mato Grosso do Sul (31,2%) e Paraná (30,2%) 
Uma pequena proporção, de 0,5%, revelou ter consumido crack nos 30 dias anteriores à pesquisa. No universo total de alunos do 9º ano, seriam 13 mil usuários da droga, mesmo que eventuais. Para o gerente da Pense, já é um alerta para pais e professores. 
O crack costuma retirar os alunos da escola, é a ponta do iceberg. Estamos entre os países com menor índice de consumo de drogas ilícitas entre os adolescentes, mas o uso nos últimos 30 dias indica hábito, ou vício. Se for usado antes dos 14 anos, é um risco a mais", diz Andreazzi. Revelaram ter experimentado alguma droga ilícita 9% dos alunos, ou 236,7 mil estudantes, em 2015, proporção maior que dos 7,3% de 2102. 
Houve pequena redução entre os jovens que já fumaram cigarro. A proporção dos que experimentaram pelo menos uma vez caiu de 19,6% em 2012 para 18,4% em 2015. Entre os que fumaram nos 30 dias anteriores, foi detectado pequeno aumento, de 5,1% para 5,6%.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O uso de substâncias psicoativas permeia os vários cenários da comunidade, desde os conflitos familiares, os casos de violência, o sofrimento psíquico e a circulação comercial das substâncias. O efeito da droga no organismo de cada pessoa depende de muitos fatores, dentre os quais as questões de concentração e características da substância utilizada, da via de administração, de sua distribuição, metabolismo e eliminação no corpo. Há diferenças fundamentais no padrão de consumo, onde a experimentação, o uso, o abuso e a dependência irão determinar o diagnóstico e o tratamento, se necessário.

Existem diferenças conceituais ao definirmos o uso e abuso de drogas. O primeiro diz respeito a qualquer consumo de substância, seja experimental, esporádico ou episódico. Já o abuso, pode ser entendido como um padrão de uso que aumenta o risco de consequências prejudiciais para o usuário, podendo chegar à dependência. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), o termo “uso nocivo” é o que resulta em dano físico ou mental, enquanto no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - V), “abuso” engloba também consequências sociais. A partir do reconhecimento da dependência química como um problema de múltiplos fatores e considerando a dinâmica familiar um fator importante a ser analisado, percebe-se que os relatos das histórias de vida dos sujeitos dependentes de drogas, assim como de seus familiares, não apenas enriquece o processo de tratamento (compreendendo esse indivíduo em suas relações), como possibilita a busca de alternativas conjuntas para os problemas apresentados.

Na atualidade, diferentes tipos de substâncias psicoativas vêm sendo usados entre uma gama de finalidades que se estende desde o uso lúdico, com fins prazerosos no desencadeamento de estado de êxtase, como uso místico, curativo entre outros. A experimentação e o uso dessas substâncias crescem de forma consistente em todos os segmentos, gênero e idade. Em uma sociedade focada no consumo, na qual o importante é o “ter” e não o “ser”, e a inversão de crenças e valores que geram desigualdades sociais, favorece a competitividade e o individualismo, não há mais certezas religiosas, morais, econômicas ou políticas. Esse estado de insegurança e insatisfação gera um estresse constante que acaba por incentivar a busca de novos produtos e prazeres, nesse contexto, as drogas são um deles. Pode-se dizer que as características individuais e os fatores emocionais, tais como a falta de preparo ao lidar com os problemas, baixa tolerância a frustrações, inseguranças sociais, dentre outros, funcionam muitas vezes como uma mola propulsora de incentivo ao uso de qualquer droga. Torna-se de grande valia perceber qual a função que a substância química está exercendo na vida daquele sujeito, buscando escutá-lo a fim de compreender a sua relação com a droga. Um dos fatores bastante vistos, que podem contribuir, na questão familiar, é a falta ou excesso, de proteção, cuidados, regras e limites. A permissividade parental e a ausência de regras claras podem influenciar direta e indiretamente no processo da dependência.

A família é a primeira referência da pessoa, nesse ambiente, mediador entre o indivíduo e a sociedade, que aprendemos a perceber o mundo e a nos situarmos nele. Ela é a principal responsável por nossa formação pessoal e social. Atitudes como esta, podem confundir ainda mais os papéis familiares, fazendo com que o dependente químico perca a oportunidade de perceber algumas consequências de sua dependência, principalmente se a família não associar o uso das drogas como fator desencadeador de sua ausência. Como exemplo, a esposa que assume as responsabilidades sobre a casa em função do alcoolismo do marido, ou a filha mais velha cuidar dos irmãos e afazeres da casa em função da drogadição da mãe, dentre outras circunstâncias. As famílias que fazem parte dessa realidade se mostram tão fragilizadas e perdidas, quanto o próprio dependente químico, sem saber exatamente sua causa, a quem recorrer e onde erraram. Razões pelas quais se faz presente a disponibilidade de atendimento também aos familiares. O objetivo não se limita à busca de responsabilizar os culpados, mas sim à compreensão do funcionamento familiar e a potencialização de mudança de todas as partes.

Na prevenção, várias atitudes dos pais e familiares podem ajudar, tais como: amor, carinho, informações adequadas, diálogo aberto, apoiar o modo de eles serem, ajudá-los a ter objetivos e metas de vida, mesmo com a dependência instalada, desenvolvendo uma pessoa mais saudável emocionalmente. Lembre-se que o fato de um indivíduo usar ou até ser um dependente da droga não faz com que esteja condenado a nunca mais se recuperar. O tipo de tratamento a escolher depende da gravidade do uso e dos recursos disponíveis para o encaminhamento.

Eles devem ser indicados conforme os critérios previamente estabelecidos e muitas vezes se constituem em abordagens complementares para um mesmo indivíduo, e nenhum deles pode ser desprezado. Os grupos de autoajuda (Alcoólicos Anônimos/ Narcóticos Anônimos), auxílio médico (psiquiatra, especialistas), internamentos (hospitais e clínicas psiquiátricas), acolhimento em Comunidade Terapêutica, CAPS AD, tratamento ambulatorial. Individualmente, ou em conjunto, formam um todo multidisciplinar que visa a melhora do usuário.

Não queime seu tempo, valorize a sua vida.