No passado, ou recentemente, você:teve relações sexuais sem proteção c/ alguém infectado?sim ( ) não ( )
Compartilhou agulhas com uma pessoa infectada (mesmo se foi apenas uma vez)? sim ( ) - não ( )
Você trabalha com sangue, derivados do sangue ou agulhas? sim ( ) - não ( )
Você já prestou serviço militar? sim ( ) - não ( )
Algum membro de sua família já foi diagnosticado com hepatite C ou já vivenciou algum dos eventos acima?
Lembre-se: tomar atitude é um primeiro passo importante.
Diagnóstico.O diagnóstico é feito com base nos exames físico e de sangue para determinar o valor das transaminases (aminotransferases, segundo a nova nomenclatura médica), e a presença de antígenos do vírus na detecção do DNA viral. Em alguns casos, pode ser necessário realizar biópsia de fígado.
Até ter um diagnóstico definitivo, é importante tomar algumas precauções:
• Não doe seu sangue, órgãos do corpo, outro tecido, ou esperma;
• Não compartilhe escovas de dente, navalhas, ou outros artigos de cuidado pessoais que podem ter seu sangue;
• Cubra seus cortes e feridas abertas;
• Se você tiver um parceiro sexual fixo a longo prazo, há poucas chances de transmitir HCV ao mesmo, e você não precisa mudar seus hábitos sexuais. Se você quiser minimizar a chance, ainda que pequena, use preservativos de látex (a eficácia é desconhecida, mas o uso pode reduzir a transmissão);
• Não engravide.
Lembre-se que hepatite C não é transmitida com:
• Amamentação
• Espirros
• Tosse
• Abraço
• Compartilhamento de pratos, copos ou talheres
• Comida ou água
• Contato casuaDeu positivo, e agora?
Tratamento.A hepatite C é muito mais comum do que se imagina: 1% a 1,5%,
5 dos brasileiros são portadores crônicos do vírus causador da doença, o HCV.
O tratamento está indicado principalmente para os pacientes com alterações das enzimas hepáticas, nas análises de sangue e biópsia hepática demonstrando inflamação e sinais de fibrose, sugerindo risco de progressão para cirrose.
Atualmente o tratamento mais comum é uma associação de dois tipos de Medicamentos: a alfapeginterferona 2a e a alfapeginterferona 2b e a ribavirina. Inicialmente dura por um período de 12 ou 24 semanas, podendo ser prolongado por até 48 semanas. Depende da medicação utilizada e do perfil de cada paciente.
A alfapeginterferona 2a e a alfapeginterferona 2b são proteínas mensageiras produzidas pelo organismo em reação à infecção causada por um vírus. Acredita-se que inibam a reprodução dos vírus e melhorem as atividades protetoras do sistema imunológico. A ribavirina age de forma direta no vírus e tem uma ação imunomoduladora (atua no sistema imune).
Recentemente, dois novos tratamentos para hepatite C foram aprovados: o boceprevir e o telaprevir. Diferentemente da alfapeginterferona 2a, da alfapeginterferona 2b e da ribavirina, que modulam o sistema imune
6, o boceprevir e o telaprevir atuam diretamente no vírus. Em associação à alfapeginterferona 2a, à alfapeginterferona 2b e à ribavirina, o chamado "tratamento triplo", há aumento da chance de cura do paciente. Porém, há também aumento do número de eventos adversos
7.
O objetivo do tratamento duplo ou triplo é eliminar o vírus da circulação. É considerada cura da hepatite C quando o vírus continua indetectável no sangue por mais de 6 meses após suspensão dos medicamentos. Quando o dano hepático é grande, pode ser necessário um transplante de fígado. Porém, fígados transplantados são infectados novamente pelos vírus que ainda persistem na circulação sanguínea. Um transplante não cura a hepatite C.
O único tratamento cientificamente comprovado para hepatite é o descrito acima. Tenham cuidado com os chamados tratamentos naturais, pois podem piorar o quadro, já que muitas dessas ervas são hepatotóxicas (tóxicas para o fígado).
É importante saber que muitos fatores, próprios de cada indivíduo, podem influenciar na resposta que será obtida com o tratamento, devendo ser levados em consideração. Entre os mais significativos, temos os seguintes:
• Pessoas de raça branca obtêm melhores resultados ao tratamento do que pessoas de raça negra;
• Descendentes de raças latinas respondem melhor do que os anglo-saxões;
• A idade é um fator primordial – quanto mais jovem o paciente, melhor a resposta ao tratamento;
• O tempo de contaminação influi na resposta ao tratamento;
• Pessoas recentemente contaminadas têm melhor resposta ao tratamento;
• A quantidade de vírus é um indicador do prognóstico do tratamento;
• O dano hepático é fundamental – com menor dano no fígado, a resposta é muito melhor. Pessoas cirróticas conseguem uma resposta muito menor que aqueles com uma fibrose leve;
• A contaminação com mais de um genótipo ou a coinfecção com hepatite B ou HIV/AIDS diminuem as chances de resposta ao tratamento.
Procure seu médico para mais informações.