Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lei n° 10.216, de 2001, a chamada Lei da Reforma Psiquiátrica....



                                                                 
                                                             Senado Federal
                                                        Secretaria-Geral da Mesa
                                                         Secretaria de Taquigrafia

O SR. HUMBERTO COSTA (Bloco Apoio Governo/PT - PE. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, ouvintes da Rádio Senado, telespectadores da TV Senado, eu queria, antes de iniciar a minha fala, agradecer, penhoradamente, a gentileza do Senador Eduardo Suplicy, que concordou em permutar o horário da sua fala com o meu. Agradeço, Senador Suplicy.
Mas, Sr. Presidente, a Lei n° 10.216, de 2001, a chamada Lei da Reforma Psiquiátrica, veio para garantir a proteção e os direitos das pessoas que têm transtornos psíquicos. Essa lei deu um novo rumo ao nosso modelo assistencial na área da saúde.
Ela foi sancionada e colocou o Brasil em meio a um conjunto de países que dão à sua população um cuidado e uma atenção na área de saúde mental de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde e com a preocupação sempre de implementar um modelo humanista.
Não obstante o grave problema das drogas, com o qual o mundo lida hoje – e que tem reflexos consideráveis na saúde mental de muitos usuários –, esse debate tem contaminado de forma muito negativa o tema da reforma psiquiátrica. Por isso, é importante que nós, ao fazermos essa discussão, estejamos preocupados em não permitir que haja retrocessos naquilo que representou um grande avanço na reforma psiquiátrica.
Essa reforma foi resultado de uma mobilização social, gerou inúmeras discussões e contou com a participação de renomados especialistas do nosso País. 
Sua orientação foi calcada em dois eixos principais: primeiro, a reorientação da assistência e do modelo de atenção à saúde mental, que tinha ainda contornos medievais; e a garantia de direitos fundamentais aos portadores de transtornos mentais, em respeito aos princípios da nossa Constituição.
Graças a essa norma, conseguimos construir um novo marco no cuidado às pessoas com transtornos psíquicos, baseado em pressupostos técnicos, éticos, justos e com respeito à dignidade da pessoa humana.
Obviamente, o tema das drogas é um tema extremamente dinâmico, e a reforma psiquiátrica também não é um tema acabado, fechado e concluído. Fazer um debate permanente sobre essa reforma é crucial e, ao longo desses últimos anos dos governos do PT, nós tivemos avanços importantes nessa área: ampliação dos CAPs, a implantação do Programa De Volta Para Casa e tantas e tantas ações importantes. E uma das mais importantes foi termos trazido o tema das drogas para a esfera da saúde.
A disseminação do uso de drogas coloca em evidência o tratamento daqueles usuários cuja saúde mental é terrivelmente afetada pelo consumo continuado, de forma que devemos enxergar essas pessoas sob a ótica do tratamento e da assistência à saúde. Não é aceitável que nós venhamos a retroceder, enquadrando os usuários em uma legislação de viés penalista, que tenha como foco a droga e não o cuidado com a pessoa.
Por isso, um dos pontos que nós temos levantado em termos de questionamento do projeto que veio da Câmara dos Deputados e que trata desta temática é a centralidade no tema da internação voluntária. 
Nós estamos preocupados com a ampliação das possibilidades de internação involuntária, que não é uma solução para o problema. Antes de tudo, é uma forma absolutamente equivocada de abordá-lo.
Não se pode dissociar qualquer discussão sobre repressão às drogas e tratamento a usuários do guarda-chuva jurídico-normativo criado pela reforma psiquiátrica.
É inaceitável que um país como o nosso queira se valer de um expediente reducionista com a finalidade de limpar as ruas de usuários, especialmente os de crack. Não é assim que nós vamos resolver essa chaga social.
Os dados de várias pesquisas têm reforçado essa visão. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e a Fiocruz fizeram duas pesquisas muito ricas em dados sobre usuários de crack em todas as unidades federadas, uma de natureza domiciliar e outra, de caráter epidemiológico. É o maior e mais completo levantamento feito sobre o assunto no mundo. 
O inquérito domiciliar, realizado em 2012, mostrou que, estimativamente, cerca de 370 mil pessoas, no Brasil, utilizam crack, o que equivale a 35% dos consumidores de drogas existentes no nosso País. O Nordeste é a região que apresenta maior quantitativo: 150 mil pessoas. Outro ponto importante foi a identificação de que 14% dos usuários de crack são crianças e adolescentes, 28 mil deles localizados apenas no Nordeste.
O inquérito epidemiológico, conduzido em 2011, mostrou que, entre os consumidores de crack, a incidência de Aids é oito vezes superior à na população em geral. Os homens negros – um perfil bem conhecido no nosso País como vítimas de inúmeras mazelas sociais – representam quase 80% desse público.
Por isso, precisamos buscar a forma correta de abordar o problema. E a forma correta deve levar em consideração um dado extremamente importante da pesquisa da Fiocruz: oito em cada dez usuários de crack declararam que gostariam de ter direito a um tratamento. É um ato manifesto de vontade, é um desesperado desejo de sair da dependência química e das condições subumanas em que vivem, o que demonstra, claramente, que a ênfase na internação involuntária é uma política descolada da realidade. O que nós precisamos, no Brasil, é de uma abordagem multifatorial para enfrentar esse problema que nos distancie cada vez mais da ideia de ampliar penas e criminalizar condutas de usuários. 
A política sobre drogas e a política de saúde devem caminhar de forma interdependente, mas a de drogas não pode subordinar a política de saúde. Nós devemos avançar na legislação para que isso fique diferenciado de forma clara e possamos construir, de maneira responsável, a solução para esse problema.
Há nos usuários uma razão para a entrada nas drogas, que não é a disposição para o crime. Noventa e cinco por cento desses usuários frequentaram escolas e 29% iniciaram o uso de crack em razão de problemas familiares ou de perdas afetivas. Ou seja, o que temos aí são seres humanos que tiveram impedida a possibilidade da educação e que perderam o acolhimento dos que amavam.
Por isso, entendo que o que nós precisamos colocar no centro desta política é garantirmos o acesso à saúde. Se 80% dessas pessoas desejam sair dessa situação de dependência e querem o tratamento, o que nós temos de fazer é melhor abordar essas pessoas e oferecer mais oportunidades para o tratamento.
Temos de ampliar a rede dos centros de atendimento psicossocial, ampliar os consultórios de rua, que são aquelas estruturas em que médicos e outros profissionais de saúde abordam os moradores de rua dependentes do crack, oferecendo-lhes alternativas de tratamento; precisamos ampliar os espaços de desintoxicação, especialmente nos hospitais gerais, e aproximar essa estrutura dos usuários.
E essa discussão sobre as ações para recuperar as pessoas usuárias de drogas, incluindo aí o debate sobre a internação, só pode ser feita no âmbito da Lei da Reforma Psiquiátrica, jamais com as lentes da Lei Antidrogas.
O tratamento é para salvar o dependente, não pode ser jamais para puni-lo ou criminalizá-lo. Temos de criminalizar, reprimir e fazer com que sejam punidos os traficantes – estes sim –, mas o usuário deve ser objeto de uma abordagem para o tratamento, especialmente dos que são dependentes.
Nessa luta, Sr. Presidente, nós não podemos abrir mão de nenhum dos instrumentos que podem ser usados para enfrentar o problema.
Atualmente, as comunidades terapêuticas também têm sido grandes aliadas nessa luta, complementando o atendimento à saúde da rede pública com o acolhimento afetivo das pessoas vítimas das drogas. Obviamente, não é nas comunidades terapêuticas que o tratamento vai ser administrado. Esses espaços são espaços de acolhimento muito importantes, porque, muitas vezes, o dependente que não conseguiu sair daquela situação ou conviver com a diminuição de riscos e danos causados pelo uso da droga pode se beneficiar de outra alternativa. E aí esse espaço de acolhimento, esse espaço de ressocialização é um instrumento importante.
Por isso, nós precisamos regulamentar as comunidades terapêuticas e regular esses espaços, de forma inclusive muito rígida, para que possam continuar a ser uma porta de saída segura desse submundo das drogas para muita gente.
Entendo que parcerias como essas resgatam o respeito aos direitos humanos e podem dar ao Brasil uma vitoriosa experiência no combate aos danos causados pela dependência.
Usuários de drogas não podem ser tipificados como traficantes. São, antes de tudo, seres humanos dos quais o Estado tem a obrigação de resgatar a cidadania perdida.
Muito obrigado pela tolerância, Sr. Presidente

Um ótimo final de semana a todos...se beber não dirija!!!!!!

Aproveitar a vida, saborear o momento... fazer o máximo para nos sentirmos realmente bem com nós mesmos.... Tenho aprendido realmente a viver o hoje simplesmente, a me deixar levar, é verdade que ainda tenho muitos fantasmas do passado a assombrando a minha existência, mas também não tenciono passar um risco no que está lá atrás, afinal são as coisas boas e más da nossa vida que nos definem, que nos ajudam a construir aquilo que somos...

Estou aprendendo a amar a vida, é verdade que às vezes desanimo e me sinto a pessoa mais infeliz do mundo, mas depois penso em todos os amigos maravilhosos que tenho e que me fazem ter vontade de saltar da cama para enfrentar mais um dia de desafios, penso em todas as pessoas que estão a meu lado incondicionalmente, que partilham as minhas lágrimas e as minhas gargalhadas, penso em todas as pessoas que me amam e que fazem questão de o demonstrar, penso em tudo o que já vive, penso nos momentos fantásticos que me encheram de felicidade…E ao pensar nisto tudo, me sinto novamente feliz, afinal a vida é mesmo uma aventura, uma loucura que vale a pena viver….E eu faço questão de a viver ao máximo, com todos os obstáculos, todos os desgostos, desilusões e decepções, afinal embora custem a passar, fazem parte da vida e é ao conseguir ultrapassá-los que nos sentimos invencíveis…Afinal parar é morrer e eu quero VIVER, viver ao máximo cada dia, cada momento, com toda a intensidade…

Fernando Cesar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Exercícios aeróbicos ajudam a recuperar memória e saúde mental e física de idosos

Estudo mostra que adultos sedentários que iniciaram programa de treinamento em bicicletas e esteiras tiveram melhora nas funções cerebrais.

Idosos participam de competição de corrida nos EUA: exercícios aeróbicos não só melhoram saúde física como também a mental de pessoas com idade mais avançada.
Praticar exercícios aeróbicos ajuda a recuperar a memória e a saúde mental e física de idosos, mostra um estudo realizado com adultos sedentários publicado no periódico científico de acesso livre “Frontiers in Aging Neuroscience”. Segundo os pesquisadores da Universidade do Texas, ingressar em um programa de treinamento do tipo melhora as funções cerebrais, um achado significativo diante do faro de mais de 50% das pessoas com mais de 50 anos de idade nos EUA classificarem a saúde mental mais importante de manter do que a seguridade social ou mesmo a saúde física.

- A ciência tem demonstrado que o envelhecimento diminui a eficiência mental e a perda de memória é o principal problema cognitivo relato por adultos idosos – diz Sandra Bond Chapman, fundadora e diretora do Centro de Saúde do Cérebro da Universidade do Texas e principal autora do estudo. - Esta pesquisa mostra o tremendo benefício que o exercício aeróbico traz para a memória de uma pessoa e como ele pode reduzir tanto as consequências biológicas quanto as cognitivas do envelhecimento.

No estudo, os pesquisadores selecionaram ao acaso adultos sedentários com idades entre 57 e 75 anos, que foram divididos em dois grupos, um para se exercitar e outro que serviu de controle. Os indivíduos do primeiro grupo entraram em um programa de exercícios aeróbicos supervisionados em bicicletas ou esteiras ergométricas de uma hora, três dias por semana, durante 12 semanas e tiveram sua cognição, fluxo sanguíneo no cérebro em repouso e capacidade cardiovascular medidas em três ocasiões: antes do início do programa, seis semanas após começarem a se exercitar e no fim do período de treinamento.

- Uma das regiões onde observamos um aumento no fluxo sanguíneo cerebral foi o córtex cingulado anterior, indicando uma maior atividade neuronal e taxa metabólica – conta Chapman. - E o córtex cingulado anterior já foi associado a uma melhor cognição mais tarde na vida.

Os exercícios também aumentaram o fluxo sanguíneo para a hipocampo, região do cérebro relacionada à memória e afetada pelo mal de Alzheimer.

- Os exercícios físicos provavelmente são a terapia mais benéfica e efetiva em termos de custos disponível para qualquer um de forma a melhorar sua memória. Nossa descoberta deve motivar adultos de todas as idades e começarem programas de exercícios aeróbicos – conclui Chapman


ONG Unidade de Tratamento para dependência química Feminina.

Lotus Tratamento fecha parceria com o Projeto da Best Life Centro Terapêutico, ONG voltada ao tratamento de dependentes químicos "Feminina".









Você pode acompanhar o desenvolvimento deste projeto aqui no blog da Lotus, ou acesse o link do facebook Best Life Centro Terapêutico abaixo:

https://www.facebook.com/ctbestlife?notif_t=fbpage_fan_invite

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dependência Química.

A dependência química é um problema cada vez mais prevalente no Brasil e no mundo. Neste livro, mais de 100 destacados profissionais e pesquisadores brasileiros que se dedicam ao estudo e ao tratamento dessa condição oferecem aos leitores a mais completa literatura nacional relacionada ao tema. Dependência Química: Prevenção, Tratamento e Políticas Públicas constitui fonte de conhecimento e atualização, discussões e reflexões com base em um conhecimento científico sólido.
Livraria Cultura
Livraria Nobel
Livraria Saraiva

Cultura - Em 12 de novembro de 1748 nascia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

Um importante brasileiro

Em 12 de novembro de 1748 nascia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, considerado o mártir da Independência do Brasil. Ele foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado e sua cabeça foi erguida em um poste na cidade de Vila Rica, interior de Minas Gerais.

Tiradentes 
Vida deste importante personagem da História do Brasil, sua luta pela independência do Brasil, 
o movimento da Inconfidência Mineira, morte de Tiradentes.

Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira

IntroduçãoO nome do líder da Inconfidência Mineira era Joaquim José da Silva Xavier. Nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade de Tiradentes, Minas Gerais) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Biografia 

Exerceu diversos trabalhos entre eles minerador e tropeiro. Tiradentes também foi alferes, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais.

Junto com vários integrantes da aristocracia mineira, entre eles poetas e advogados, começa a fazer parte do movimento dos inconfidentes mineiros, cujo objetivo principal era conquistar a Independência do Brasil. Tiradentes era um excelente comunicador e orador. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse o escolhido para liderar a Inconfidência Mineira. Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais brandas como, por exemplo, o açoite em praça pública ou o degredo.

Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado a forca. Foi executado em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.

Conclusão : Tiradentes pode ser considerado um herói nacional. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha uma constituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal.

Para saber mais: livros e filmes

Filme :
Os Inconfidentes . Joaquim Pedro de Andrade. Brasil, 1972

Livros :
BENTES, Ivana. “ Independência ou Morte ”. Joaquim Pedro de Andrade: a revolução intimista. Rio de Janeiro : Relume-Dumará, 1996.
BERNADET, Jean-Claude. “O caso Tiradentes: notas ”. Piranha no mar de rosas . São Paulo: Nobel, 1982. RAMOS , Alcides Freire. “ Aconjuntura política (1964-1972) e Os inconfidentes ”. Canibalismo dos fracos : cinema e história do Brasil. São Paulo: Edusp, 2002.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

" A experiencia relatada neste livro é indivizivel...."

Primeiramente agradeço a turma de Psicologia 2012 da UNG, que me enviou este livro.
É um livro excelente, quem realmente tiver interesse, entre em contato por email, e enviarei via email uma copia.

DIBS: EM BUSCA DE SI MESMO
Virginia M. Axline

Licença editorial para o Círculo do Livro S.A.
por cortesia da Livraria Agir Editora

Nota da tradutora
Verdadeiro e generoso como a própria vida, Dibs mostra a ventura
conquistada na aventurosa busca da gratuidade do viver e do
encontrar-se.
É um convite para entender e amar a criança que continua escondida
em cada um de nós e sentir a grandiosidade da participação no
mistério cósmico que nos une às montanhas, ao mar, às chuvas, às
árvores, aos passarinhos e a todos os animais, às crianças, aos
jovens, aos adultos, num agigantamento de nosso ser e num apro de
nossa originalidade pessoal.
A experiência relatada neste livro é indizível, impossível de
submeter-se a uma descrição, mas as pessoas que se permitiram
atingir a estatura do humano sentem e completam os retalhos que
aqui foram escolhidos. A elas, portanto, a alegria de conhecer e
amar este Dibs e todos os Dibs do mundo.

Rio de Janeiro, julho de 1973.
Célia Soares Linhares


Fernando Cesar.

sábado, 9 de novembro de 2013

Luna de avellaneda (2004), filme Argentino

 Clique no link videos e assista  Luna de avellaneda (2004), filme Argentino, aclamado como um dos melhores .

Dráuzio Varella - Prazer Compulsivo

Prazer compulsivo

Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida. Sempre que os neurônios dos centros encarregados de reconhecer recompensas são estimulados repetidamente por substâncias químicas ou vivências que confiram sensação de prazer, existe risco de um cérebro vulnerável ficar dependente delas e desenvolver uma compulsão. Por isso tanta gente bebe, fuma, cheira cocaína, perde casa em jogo de baralho, come demais, faz sexo sem parar, compra o que não pode pagar e levanta peso compulsivamente nas academias.
A palavra dependência vem sempre associada às drogas químicas, ao desespero do dependente para consegui-las, ao aumento da tolerância às doses crescentes e à crise de abstinência provocada pela ausência delas na circulação. A tríade compulsão-tolerância-abstinência, no entanto, não é obrigatória mesmo no caso de substâncias dotadas de alto poder de adição.
A cocaína, por exemplo, droga de uso altamente compulsivo, causa síndromes de abstinência relativamente discretas, desde que o usuário não entre em contato com a droga ou com alguém sob o efeito dela. Apesar de causar dependência, a maconha muitas vezes é consumida esporadicamente, sem que o usuário apresente crises de abstinência dignas de nota. Doentes que tomam morfina para combater dores fortes, em menos de 3% dos casos, desenvolvem obsessão pelo medicamento quando as dores param.
Toda vez que o cérebro é submetido a estímulos repetitivos carregados de conteúdo emocional, os circuitos de neurônios envolvidos em sua condução se modificam para tentar perpetuar a sensação de prazer obtida.
Esse mecanismo, conhecido como neuroadaptação, é arcaico. Quando a abelha penetra uma flor e sente o prazer de encontrar o alimento desejado, é liberado, em seu cérebro, um neurotransmissor chamado octopamina. Quando um adolescente fuma maconha ou cheira cocaína, ocorre, nas terminações nervosas de certas áreas cerebrais, aumento na concentração de dopamina. A semelhança de nomes entre ambos os neurotransmissores traduz a proximidade da estrutura química existente entre as duas moléculas. Apesar de as abelhas terem divergido da linhagem que nos deu origem há mais de 300 milhões de anos, os mediadores da sensação de prazer são quase os mesmos nas duas espécies. Na seleção natural das espécies, levaram vantagem reprodutiva aquelas que desenvolveram mecanismos de recompensa ao prazer com o objetivo de criar a necessidade de buscar sua repetição. Para o organismo, em princípio, tudo o que traz bem-estar é bom e deve ser repetido. Se não fosse assim, nós nos esqueceríamos de nos alimentar, de fazer sexo ou de procurar a temperatura mais agradável na hora de dormir.
Os estudos para entender o mecanismo de neuroadaptação em resposta aos estímulos repetitivos de prazer levam a crer que os neurônios se organizem em circuitos que convergem para estações cerebrais situadas nas proximidades dos centros que coordenam memórias e emoções. Neurônios situados nessas estações ligadas à recompensa estabelecem conexões com outros que convergem para o chamado centro da busca. Estes, quando ativados, interferem no comportamento, criando forte sensação de ansiedade para induzir o corpo a buscar a repetição do prazer. Por isso o fumante sai da cama atrás de um bar para comprar cigarro, o alcoólatra bebe no horário de trabalho e o craqueiro pede esmola para comprar a droga. Por um capricho da natureza, entretanto, a estimulação repetida do centro do prazer pode provocar ativação irreversível do centro da busca, de modo que este permanece estimulado mesmo quando o uso da droga já não traz mais prazer nenhum. Em outras palavras, o prazer repetido à exaustão pode disparar o centro da busca irreversivelmente. É freqüente entre os usuários crônicos de drogas o aparecimento de quadros persecutórios em que o dependente imagina ser perseguido pela polícia ou por algum desafeto. No caso da cocaína, da heroína, do crack, da morfina ou do álcool, não é raro surgirem alucinações em que o usuário vê bichos na parede e inimigos embaixo da cama. Nessa fase da adição, nem o dependente é capaz de entender o que o leva a tomar outra dose e a repetir experiência tão dolorosa. O centro da busca assumiu o controle; obriga o dependente a ir atrás de um prazer que não existe mais.
Esse mecanismo neuroadaptativo, associado à tolerância que o organismo desenvolve a doses crescentes de qualquer droga administrada repetidas vezes, constrói a armadilha que aprisiona tantas pessoas no inferno da dependência química. A primeira cerveja deixa o adolescente bêbado; depois de alguns anos, é preciso tomar meia dúzia para obter efeito semelhante. A primeira cachimbada de crack tira de órbita e faz o ouvido zumbir durante meia hora, mas, após alguns dias de uso, o efeito dura menos de um minuto. Pela mesma razão, todo usuário crônico de maconha se queixa equivocadamente de que não existem mais baseados como aqueles de antigamente.
Em artigo publicado na revista “Science”, um grupo seleto de neurocientistas mostra que, por trás do consumo de drogas, das compulsões alimentares, sexuais ou de fazer compras, da cleptomania e do vício do jogo ou de fazer exercícios exageradamente, existe um mecanismo comum de neuroadaptação.

Dráuzio Varella

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Com o objetivo de conhecer o perfil demográfico, social e de saúde dos moradores de rua de Belo Horizonte


UFMG participa de censo de moradores de rua

Publicado em Notícias
08 de novembro de 2013


Com o objetivo de conhecer o perfil demográfico, social e de saúde dos moradores de rua de Belo Horizonte, o Centro Regional de Referência em Drogas da UFMG (CRR), colaboração entre o Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina (SAM) e Secretaria Nacional de Política sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad), foi convidado pela Prefeitura de Belo Horizonte para realizar o censo sobre a população de rua do município.

O censo será realizado na segunda quinzena de novembro em todas as regiões do município de Belo Horizonte. As entrevistas acontecerão no final da tarde e durante a noite, e o estudo poderá durar até 10 dias. Uma das propostas do projeto é treinar profissionais que lidam com a realidade dos moradores de rua, população que muitas vezes se encontra em situação de vulnerabilidade, para aplicar a pesquisa.

Para o professor Frederico Garcia, que coordena o CRR, o objetivo das instituições é estudar a relação entre saúde mental e o uso de drogas nessa população. “Nosso interesse é a resposta social. Preparar profissionais para responder perguntas como quem são essas pessoas, dar voz a elas, prestando atenção ao qualitativo (perfil) e ao quantitativo (número) também”, explica Frederico.

Os pesquisadores serão acompanhados por ex-moradores de rua e profissionais que atuem junto às populações de rua. A participação de cada um é voluntária e todas as pessoas entrevistadas serão informadas sobre os objetivos, os riscos e benefícios de participar da pesquisa.

“Os alunos da pós-graduação da Faculdade de Medicina da UFMG já estão incluídos nesse processo, e pretendemos selecionar também bolsistas de pesquisa da graduação de cursos diversos nas próximas semanas”, explica. O objetivo final, de acordo com o professor, é fomentar políticas públicas direcionadas a essa população baseadas em evidências.

CRR-UFMG
A parceria entre UFMG e Ministério da Justiça, iniciativa do SAM, iniciou-se em 2012, com objetivo de promover a formação continuada de profissionais ligados à assistência de usuários de drogas e seus familiares. A equipe é multidisciplinar e multi-institucional, e é parceira de diversos departamentos da UFMG e outros órgãos públicos. O CRR-UFMG planeja ainda o Primeiro Simpósio Internacional de Pesquisa sobre Drogas, e presta consultoria a municípios. “Em Contagem, estamos terminando a formação de 300 profissionais, e a pesquisa deve ser iniciada no próximo ano”, comenta.

Mais informações: www.crr.medicina.ufmg.br

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Marque na sua agenda 29/30 de Novembro - Cerca de cem médicos voluntários vão participar da 1ª Virada da Pele Saudável.

SP terá 36 horas ininterruptas de atendimento dermatológico gratuito

Moradores de São Paulo poderão se consultar gratuitamente com dermatologistas nos dias 29 e 30 de novembro, quando a Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) promove a 1ª Virada da Pele Saudável, evento que oferecerá atendimento gratuito durante 36 horas ininterruptas em três endereços da capital paulista.
Cerca de cem dermatologistas voluntários vão participar da iniciativa, que contará ainda com ambulatório e infraestrutura para exames e cirurgias simples, como a retirada de pintas.
Segundo a SBDCC, entre os procedimentos disponíveis estará o equipamento Lince, que, em uma mesma sessão, faz o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele.
O evento, diz a entidade, tem como objetivo diminuir a fila de espera por atendimento dermatológico no sistema público. No início do ano, balanço da Prefeitura mostrou que cerca de 57 mil pessoas esperavam consulta nessa especialidade.

A Virada da Pele Saudável começa às 7h do dia 29 e vai até as 19h do dia 30. Não é necessário agendar horário.

Veja abaixo os endereços onde o atendimento será oferecido:

Associação Pele Saudável - Rua São Domingos, 69, Bela Vista

Instituto de Dermatologia e Estética - Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 221, Lapa

Faculdade Paulista de Serviço Social - Rua Lopes Chaves, 273, Barra Funda

Canal do Ensino oferece cursos gratuitos.

CURSOS GRATIS.

Centenas de cursos são oferecidos “GRATIS”, em todas as áreas, os cursos servem para diminuir sua carga horária – (Horas complementares) que a faculdade exige. 
E você estuda onde e quando quizer.

Curso Legalizado, conforme Lei nº 9.394, Decreto Presidencial nº 5.154 e Normas da Resolução CNE (Conselho Nacional de Educação) nº 04/99 MEC (Ministério da Educação). 

O Certificado de Conclusão do Curso é válido em todo o Brasil e serve para várias finalidades: 

· Extensão universitária (horas extracurriculares);

· Enriquecer o seu currículo;

· Avaliações de empresas em processos de recrutamento e seleção;

· Avaliações para promoções internas nas empresas;

· Gratificações adicionais conforme plano de carreira;

· Concursos públicos (mediante verificação do edital);

· Provas de títulos (mediante verificação do edital);

· Seleções de mestrado e doutorado;

· E diversas outras necessidades.


Fernando Cesar.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um encontro realizado nesta terça-feira, 05, pela Prefeitura de Sorocaba coordenadora de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, falou sobre a questão social.


Política sobre drogas é tema de encontro Luciana Surjus, coordenadora de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, falou sobre a questão social.

Evento aborda o programa “Entre Nós” e discute outras demandas sobre o assunto.

Um encontro realizado nesta terça-feira, 05, pela Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde, teve como pauta a Política Municipal Sobre Drogas - o programa “Entre Nós”.
O objetivo da reunião era promover a discussão entre as pessoas envolvidas no cuidado e na transformação do lugar social daqueles em situação de vulnerabilidade com problemas relacionados ao uso de drogas no município para, assim, melhorar o trabalho da rede.
Em 11 de outubro, a Prefeitura de Sorocaba inaugurou o Caps AD 3 (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) — modalidade de serviço de atenção extra-hospitalar e assistência a dependentes químicos 24 horas — compondo, com outros pontos de cuidado, a Rede de Atenção Psicossocial de Sorocaba, que é responsável na área da saúde pelos cuidados das pessoas que utilizam álcool e drogas.
Durante o encontro, Luciana Surjus, coordenadora de Saúde Mental da Secretaria da Saúde, falou sobre os direitos, o atendimento e a questão social que envolve o tema. Ela também citou a Lei nº 10.216 de 2001, um marco para a política de saúde mental, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Fonte:
Agencia Bom Dia.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Segundo relatório da ONU 230 milhões de pessoas consumiram drogas em 2010.


Relatório da ONU mostra que cerca de 230 milhões de pessoas consumiram drogas ilícitas em 2010.

No Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico de Ilícitos (26/06), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou o Relatório Mundial sobre Drogas de 2012, que contabilizou cerca de 230 milhões de pessoas – 1 em cada 20 pessoas – tendo consumido alguma droga ilícita pelo menos uma vez em 2010. Além disso, o Relatório aponta que os usuários problemáticos de drogas, principalmente as pessoas dependentes de heroína e cocaína, totalizam cerca de 27 milhões, cerca de 0.6% da população adulta mundial, ou uma em cada 200 pessoas.

“O abuso de drogas e o tráfico de ilícitos continuam tendo um impacto profundamente negativo para o desenvolvimento e a estabilidade em todo o mundo. Os bilhões de dólares gerados pelas drogas ilícitas alimentam atividades terroristas e estimulam outros crimes como o tráfico de seres humanos e o contrabando de armas e pessoas. As drogas ilícitas e as redes criminosas relacionadas enfraquecem o Estado de Direito. A impunidade com a qual esse negócio se sustenta provoca grande temor e semeia a decepção com a governança em todos os níveis”, afirmou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem divulgada hoje durante a Assembleia Geral.
Brasil apreendeu 27 toneladas de cocaína em 2010.

Embora não existam dados recentes sobre o uso de drogas ilícitas no Brasil, especialistas perceberam um aumento no uso de cocaína, as apreensões federais mais do que triplicaram desde 2004, chegando a 27 toneladas em 2010. O aumento nas apreensões também pode refletir o papel do Brasil como um país de partida da cocaína contrabandeada através do Oceano Atlântico. Outro ponto destacado é que o uso ilícito de drogas entre mulheres no país é aproximadamente um terço do uso entre homens.

Para o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov, “a heroína, a cocaína e outras drogas continuam matando cerca de 200 mil pessoas por ano, devastando famílias, levando à miséria milhares de pessoas, bem como gerando insegurança e a disseminação do vírus HIV. Todos os aspectos da saúde pública sobre prevenção, tratamento, reabilitação e reintegração devem ser reconhecidos como elementos-chave da estratégia global para reduzir a demanda por drogas”, disse Fedotov, ao lançar o Relatório Mundial sobre Drogas de 2012.

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domingo, 3 de novembro de 2013

Se em uma reunião pudéssemos fazer raios-X das bolsas e dos bolsos, encontraríamos, entre os gêneros de primeira portabilidade, comprimidos de antidepressivos.

Jorge Forbes.

Ser feliz dá um trabalho danado. Chega até a assustar, mas não mata, não.

Está todo mundo deprimido, a felicidade foi embora.

Se em uma reunião pudéssemos fazer raios-X das bolsas e dos bolsos, encontraríamos, entre os gêneros de primeira portabilidade, comprimidos de antidepressivos. O que antes tinha emprego discreto, hoje virou conversa de salão. Discute-se qual medicamento cada um toma, como reagiu, há quanto tempo, se o genérico substitui bem o oficial e por aí vai. E se a fala corre solta, sem o comedimento anterior, é porque uma forte propaganda convenceu muita gente de que a depressão é uma doença como outra qualquer, como quebrar o braço em um acidente ou contrair malária. Essa propaganda de fortes coloridos interesseiros da indústria farmacêutica, associada a uma medicina que se orgulha em ser baseada em evidências – aquela em que o médico não dá um passo sem pedir um monte de exames – veiculou a ideia de que você não tem nada a ver com a sua depressão, que os sentimentos são cientificamente mensuráveis e, em decorrência, controláveis.

Sobre isso, Heiddeger contava uma história engraçada. Dizia que um cientista afoito em provar suas teses de medição da felicidade e da tristeza, começou a visitar os velórios de sua cidade carregando tubos de ensaio, nos quais recolhia a quantidade de lágrimas que viúvos vertem a cada três minutos. Podemos imaginar a cena!

Mutadis mutandis, se alguém já viu um interrogatório desses que querem medir o estado depressivo – com algumas nobres exceções - verá que é difícil escapar de ser tachado de doente, quando perguntas como essas lhe são dirigidas, simultaneamente: -“Você tem dormido pouco, ultimamente?”, ou: -“Você tem dormido muito, ultimamente?”.

Por que essa euforia da depressão? Será mesmo, como muitos respondem, por uma desregulação dos níveis do neurotransmissor serotonina? A serotonina ficou até popular, todo mundo fala dela como do colesterol. Ela é íntima. Agora, por que a serotonina ficou alterada de repente em tanta gente? Alguma epidemia viral de vírus anti-serotonina ou coisa que o valha? Não parece.

Prefiro pensar que se há muita depressão – lato sensu – é porque sofremos uma revolução dos parâmetros que atuam na formação da identidade. Na saída da sociedade moderna para a pós-moderna, não temos mais termômetros de certo e errado que serviam para as pessoas se orientarem se estavam bem ou mal. Com o fim desse maniqueísmo, nossos tempos exigem maior responsabilidade individual no seu bem estar. Aí, muitos fraquejam. Dou um exemplo simples: uma pessoa cruza com um conhecido na rua e o cumprimenta. O outro não responde e segue seu caminho. Qual a primeira pergunta que vem na cabeça de quem fez o cumprimento? O que vem é: -“O que foi que eu fiz?”, no sentido de uma bobagem que ele teria cometido motivo da falta de resposta ao cumprimento. Quando a identidade, como nesse caso, titubeia, ela se regenera, paradoxalmente, na auto-depreciação. Daí para se sentir deprimido é um pequeno passo. E, para complementar a receita, como estamos na época da medicalização da vida, na qual se acredita que para tudo tem remédio, pronto, tasca antidepressivo nele.

Triste tempo esse, realmente, em que tentam dessubjetivar a responsabilidade pessoal frente aos sentimentos. Mas não vai funcionar, como nunca funcionou na história da humanidade quando já tentaram amordaçar o desejo humano.

Ser feliz dá um trabalho danado, chega até a assustar, mas não mata não.

Texto publicado originalmente na revista Gente IstoÉ – setembro 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013


MESTRES DA PSICOLOGIA E DA FILOSOFIA.


Cultura - Eventos Gratuitos em São Paulo

Museus com entrada gratuita

Cultura não tem preço. Esta é uma expressão que serve para explicar que o conhecimento é importante, não importando o quanto você irá gastar para obtê-lo. Porém, algumas pessoas procuram outros tipos de entretenimento, pois não estão acostumados a consumir a arte e outros itens culturais que podem ser disponibilizados.

No intuito de ajudar quem procura saber mais sobre os museus na cidade de São Paulo, o Canal do Ensino fez uma relação dos locais que têm a entrada gratuita em dias específicos. Segue uma lista com alguns deles:

1 – Masp (Museu de Arte de São Paulo)

O dia de entrada gratuita é terça-feira. Nos outros dias da semana, o ingresso custa R$ 15 (inteira) e R$ 7 (meia). Menores de 10 anos e maiores de 60 anos de idade não pagam. O museu fica na Avenida Paulista, 1578, próximo à estação Trianon-Masp do metrô; o horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30), quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria até 19h30). Mais informações: (11) 3251-5644.

2 – A Pinacoteca do Estado de São Paulo

Tem entrada gratuita todos os sábados e toda quinta-feira das 17h às 22h. Nos outros dias, o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) e dá direito a visitar a Pinacoteca e a Estação Pinacoteca. Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam. O museu fica na Praça da Luz, 02, Luz, e o funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Quintas até as 22h. Mais informações: (11) 3324 1000.

3 – MCB (Museu da Casa Brasileira)

Nos domingos e feriados a entrada é gratuita. Além deste, a cada duas semanas, o museu promove gratuidade nas quartas-feiras, das 18h às 22h. Nos outros dias da semana, o ingresso custa R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). O museu fica na av.Brigadeiro Faria Lima, 2705, e funciona de terça a domingo, das 10h às 18h. Para agendamento de visitas monitoradas, o telefone é (11) 3032-2564. Mais informações: (11) 3032-372

4 – MAM (Museu de Arte Moderna)

Domingo é dia de entrada gratuita. Nos outros dias da semana o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Há gratuidade para menores de dez e maiores de 65 anos, sócios do MAM, funcionários de empresas parceiras e, perante comprovação, vendedores autônomos do Parque Ibirapuera; taxistas; frentistas; agentes ambientais, da CET, da segurança e das estações do Metrô, da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. O museu fica na dentro do Parque Ibirapuera, acesso pelo portão 3; o horário de funcionamento é de terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30. Mais informações: (11) 5085-1300.

5 – MIS (Museu da Imagem e do Som)

Normalmente, as exposições são gratuitas e as do primeiro e do segundo andares têm entrada por R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Na terça-feira, porém, todas as mostras têm entrada gratuita. O museu fica na avenida Europa, 158, Jardim Europa. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 12h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 21h. Mais informações: (11) 2117 4777.

6 – Museu da Língua Portuguesa

Tem entrada gratuita para o público geral todos os sábados e terças-feiras. Nos outros dias da semana, o ingresso sai por R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Não pagam ingresso crianças até sete anos (com apresentação de documento), professores da rede pública (municipal, estadual ou federal – com apresentação de holerite e RG) e pessoas com deficiência, com direito a gratuidade também de um acompanhante. O museu fica na Praça da Luz, s/n, centro. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h. Na terça, o museu fica aberto até às 22h. A bilheteria fica aberta até uma hora antes de fechar. Mais informações: (11) 3322 0080.

7 – Museu de Arte Sacra

A entrada é gratuita aos sábados. Nos demais dias, o ingresso sai por R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Há gratuidade para idosos acima de 60 anos; crianças até sete anos; professores da rede estadual de ensino (com apresentação de holerite atual e documento); acompanhantes de excursão de escola pública; policiais militares; e funcionários da Secretaria de Estado da Cultura. O museu fica na av. Tiradentes, 676, Luz, próximo à estação Tiradentes do Metrô. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h. Estacionamento gratuito com entrada pela rua Jorge Miranda, 43. Mais informações: (11) 3326-5393. Agendamento para grupos, de terça a sexta, das 10h às 17h30, pelo telefone (11) 3326-1373.

8 – Caixa Cultural São Paulo

A entrada é gratuita todos os dias. O museu fica na Praça da Sé, 111, centro, e funciona de terça a domingo, das 9h às 20h. Mais informações, agendamento de visitas monitoradas e translado para escolas públicas: (11) 3321 4400.

9 – MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo)

A entrada também é sempre gratuita. O museu fica na Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, e funciona de terça, das 10 às 21 horas, e de quarta a domingo das 10 às 18 horas. Mais informações: (11) 5573 9932.

10 – MuBE (Museu Brasileiro da Escultura)

Museu gratuito todos os dias da semana, que fica na av. Europa, 218, Jardim Europa, ao lado do MIS (Museu da Imagem e do Som). O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 19h. Mais informações: (11) 2594-2601.

11 – CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)

Tem entrada sempre gratuita para as exposições, em todos os dias da semana. Para sessões de cinema, o ingresso custa R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia-entrada). Para atrações de música e teatro, o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).O CCBB fica na rua Álvares Penteado, 112, e o horário de funcionamento é de quarta a segunda, 10h às 22h (horário especial durante a exposição Mestres do Renascimento). Nas terças, o museu fecha. Para agendamento de visitas orientadas (em português e inglês), o telefone é (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 8h às 21h, e aos sábados, das 9h às 17h.

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