Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Delegação de Honduras visita S.Bernardo para conhecer rede de saúde mental



Ações desenvolvidas na cidade são elogiadas pelos representantes hondurenhos, que desejam iniciar projeto piloto no ano que vem com base em experiências de São Bernardo


Delegação formada por quatro representantes da rede de saúde pública do governo de Honduras, país localizado na América Central, esteve em São Bernardo do Campo nesta quarta-feira (6) para conhecer os trabalhos de ressocialização desenvolvidos pela rede de saúde mental do município. A visita faz parte de agenda programada pela coordenadora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde Cinthia Lociks .


O interesse dos visitantes hondurenhos foi observar como funcionam os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), pegar como exemplo o modelo de espaço comunitário desenvolvido com os usuários e reestruturar os serviços prestados pelo governo de Honduras. O modelo de tratamento adotado pela rede de saúde mental naquele país ainda trabalha com internações em hospitais psiquiátricos, ou seja, fora das diretrizes da Reforma Psiquiátrica brasileira, que determina o fim das internações.


Durante a visita, o grupo conheceu os trabalhos realizados no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III Alvarenga e pelo Consultório de Rua (Programa de Redução de Danos). Além de visitar uma residência e uma república terapêutica, a delegação foi à Represa Billings, onde acontece o projeto "Remando para a Vida", que atende adolescentes do recém-inaugurado CAPS Álcool e Drogas Infanto-juvenil (ADI) Assunção.


"Tínhamos uma ideia muito vaga sobre os trabalhos feitos em São Bernardo, e ficamos realmente impressionados com o que vimos. Se nossas políticas sociais permitirem, colocaremos em prática um plano piloto até o começo do próximo ano", comentou Mario Aguiar, chefe do hospital público Mario Mendonça, em Honduras.


Especialista em políticas públicas e gestão governamental do Ministério da Saúde há mais de dez anos, Cinthia Lociks comentou que hoje o Brasil tem reconhecimento internacional por trabalhar constantemente para melhorar o seu modelo de tratamento público na rede de saúde mental. E que São Bernardo representa essa experiência pioneira e inovadora, que serve como inspiração não só para os outros municípios brasileiros - como já vem acontecendo -, mas também para outros países. "Essa cooperação, seja entre cidades ou países, é importante para que possamos compartilhar experiências exitosas, como a de São Bernardo, referente aos trabalhamos feitos na rede de saúde mental", avaliou a especialista.


Informações à Imprensa
Secretaria de Comunicação - Divisão de Jornalismo
Telefone: 4348-1043
Vladimir Ribeiro


quinta-feira, 10 de julho de 2014

l Encontro Estadual Abrasme SP Assoc. Bras. de Saude Mental

18 de Julho (sexta-feira) 15h às 19h
CRP-SP – Rua Arruda Alvim, 89
(próximo ao Metro Clinicas)

FAÇA SUA INSCRIÇÃO – https://docs.google.com/forms/d/1B5rkwxSWwD4g90N8FX7-haEgyY_5pYICuY7n5Q7vSZM/viewform

15h
Abertura: Boas vindas e Apresentação da ABRASME
Paulo Amarante (Vídeo)

15h30
Mesa: Os desafios da Saúde Mental no Estado de São Paulo
Rosana Onocko
Antonio Lancetti
Silvio Yasui

17h
Eleição Comissão Estadual
Formação grupos de trabalho temáticos

Apoio: CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA – SP











































terça-feira, 17 de junho de 2014

Simpósio de atualização na FMRP aborda saúde mental infantil e uso de drogas

Dia 6 de setembro, acontece o quarto Simpósio de Atualização em Saúde Mental e Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP.

O evento é organizado pelo Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade (PAI-PAD) que trabalha com os transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes, provocados pelo abuso de álcool e drogas.

Esta edição terá como conferencista principal a especialista Diane Black, presidente da European Fetal Alcohol Spectrum Disorders Alliance (EUFASD), organização europeia que congrega sociedades de vários países, devotadas à prevenção dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal e da Síndrome Fetal do Álcool.

O evento acontece a partir das 8h30, no Espaço de Eventos, Bloco Didático da FMRP, campus da USP em Ribeirão Preto.

Para se inscrever, os interessados devem pagar taxa entre R$100,00 e R$200,00 e preencher ficha no site do evento. Estão isentos da taxa de inscrição os estudantes do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

PRÊMIO

A arte como estímulo à capacidade criadora do ser humano.

O prêmio chega em 2014 a sua sétima edição homenageando Arthur Bispo do Rosário.

O sergipano Arthur Bispo do Rosário (1911-1989) foi internado no dia 25 de janeiro de 1939 na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Viveu cinco décadas trancafiado. Negro, solteiro, de naturalidade desconhecida, sem parentes, sem profissão, alfabetizado e com antecedentes policiais, foi diagnosticado com esquizofrenia paranóide. 
Na Colônia produzia mantos e estandartes, bordados e miniaturas recobertos por fio azul, que obtinha desfiando o uniforme usado pelos internos. No início dos anos 60, morou isolado no sótão e desenvolveu grande parte de sua produção. Durante os 25 anos ininterruptos que passou sem sair do manicômio, produziu 804 obras. É considerado um artista de vanguarda, criador de objetos tridimensionais e precursor do que viria se chamar instalação. Suas obras já foram expostas em grandes museus do Brasil e do mundo.*

*Esse texto foi baseado na reportagem de Hebert Carvalho - “Nos limites do poder criativo”, da revista Problemas Brasileiros, nov/dez 2011.

O Prêmio visa homenagear esse artista, que, mesmo em condições adversas, tornou-se referência para o mundo das artes.

As inscrições para o VIl Prêmio Arthur Bispo do Rosário são gratuitas e serão realizadas pela internet, das 18h00 do dia 28/02/2014 às 18h00 do dia 13/06/2014, neste site.

http://www.crpsp.org.br/premio/oficinas.aspx

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Educação Permanente em Saúde: ações para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial

A Política Nacional de Saúde Mental, apoiada na Lei 10.216/01, conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica, busca consolidar um modelo de atenção à Saúde Mental aberto e de base comunitária, que possibilite a livre circulação das pessoas com transtornos mentais pelos serviços, comunidade e cidade, e ofereça cuidados com base nos recursos que a comunidade oferece, contando, para tal, com uma rede de serviços e equipamentos variados.

A garantia do acesso, da qualidade dos serviços, da integralidade do cuidado centrado nas necessidades dos sujeitos e a promoção da equidade a partir dos determinantes sociais da saúde são desafios à efetivação da Reforma Psiquiátrica. Somente uma organização em Rede, e não apenas um serviço ou equipamento, é capaz de fazer face à complexidade das demandas de inclusão de pessoas secularmente estigmatizadas, em um país de acentuadas desigualdades sociais. É a articulação em rede de diversos equipamentos da cidade, e não apenas de equipamentos de saúde, que pode garantir resolutividade, promoção da autonomia e da cidadania das pessoas com transtornos mentais.

A Rede de Atenção Psicossocial estabelece os pontos para o atendimento às pessoas com sofrimento mental, sendo composta por serviços e equipamentos variados, tais como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Centros de Convivência e Cooperativa (CECCOS), os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), as Unidades de Acolhimento (UAs) e os leitos de atenção integral em Hospitais Gerais e CAPS. Como estratégias para a reabilitação se inserem os programas voltados à Geração de Trabalho e Renda, tais como os Empreendimentos Econômicos Solidários e a formação de Cooperativas Sociais.

Considerando o dinamismo dos territórios e a necessidade de qualificar o cuidado com o sofrimento mental, cabe ressaltar que as demandas da saúde mental são presença constante nas queixas que chegam à Atenção Básica, cabendo aos profissionais o desafio de perceber e intervir sobre estas questões, tornando imperiosa a necessidade de levá-los a aprimorar competências de cuidado em saúde mental em sua prática diária.

Assim, tanto quanto a articulação de serviços em rede e o estabelecimento de ações intersetoriais, a formação de recursos humanos capazes de superar o paradigma da tutela do louco e da loucura é outro grande desafio para o processo de consolidação da Reforma Psiquiátrica.

O Sistema Único de Saúde tem a responsabilidade institucional pela ordenação da formação profissional na área da saúde, adotando a Política de Educação Permanente em Saúde como estratégia para garantir a aprendizagem significativa e a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho, tomando como referência as necessidades de saúde das pessoas e das populações as para as ações de desenvolvimento profissional.

Neste sentido o presente projeto, ousado e desafiador, será construído por todos trabalhadores, gestores das unidades das Redes Básica, de Atenção Psicossocial, de Urgência e Emergência, Hospitalar e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e conselheiros municipais com vistas ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial.
Conselho Municipal de Saúde
Quem são os usuários?

Desde 1988, quando se votou a nova Constituição, tem-se criado uma enorme polêmica sobre quem é usuário do SUS. Essa confusão só atende a um propósito: diminuir as vagas e a representação dos usuários autênticos nesses importantes órgãos da saúde.

No novo formato do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo tem-se a preocupação em garantir os espaços dos usuários puros, qual seja de representantes de entidades e movimentos ligados à sociedade civil, defensores dos interesses comunitários, em particular os da saúde da população ou de segmentos específicos como portadores de patologias e de deficiências.

Enquadram-se no conceito de usuários os movimentos populares e comunitários (Associação de Moradores, Clubes de Mães, movimentos de saúde, pastorais ou trabalhos voluntários de comunidades religiosas e entidades equivalentes, todos ligados a uma região, bairro ou distrito), os movimentos sociais, organizados ao nível regional ou municipal, congregando pessoas em entidades que defendam grupos específicos (gêneros) da sociedade (afro-brasileiros, minorias étnicas, mulheres, terceira idade, entidades de defesa da criança e do adolescente, índios, minorias sexuais, ambientalistas e congêneres), os portadores de patologias, qual seja pessoas organizadas em entidades de portadores de patologias crônicas e os portadores de deficiências, congregados em entidades de portadores de deficiências (físicas, mentais e sensoriais).

Como garantir a participação dos usuários?

Dada a importância do Conselho na administração e planejamento dos recursos e da política municipal de saúde, bem como seu papel fiscalizador do Fundo Municipal de Saúde, há, sempre, uma forte pressão política para se controlar o Conselho. Ora são Prefeitos e Secretários de Saúde tentando manipular o Conselho e seus membros. Ora são forças políticas e partidárias tentando dominá-lo para impor-lhe sua visão de saúde. Quando não as duas coisas ao mesmo tempo. Isso, porém, revela um lado positivo. Se o Conselho não fosse importante não estariam tantas forças lutando para controlá-lo.

A única forma de garantir a efetiva participação do usuário é através da mobilização das entidades representativas da sociedade civil organizada. As entidades organizadas em seus segmentos têm o poder e a capacidade de mobilizarem a sociedade em defesa do SUS e da saúde pública, propondo caminhos e soluções, qualificando-se para elegerem seus representantes tanto no Conselho, como na Plenária, bem como os delegados para a Conferência de Saúde.

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Defensoria Pública do Estado do Amazonas
I Fórum Jurídico de Saúde Mental acontece nos dias 22 e 23 de maio

A Escola Superior de Magistratura do Estado do Amazonas (ESMAM), em parceria com a participação Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), irá promover nos dias 22 e 23 de maio, o I Fórum Jurídico de Saúde Mental. O evento será realizado no auditório do Tribunal de Justiça do Amazonas, localizado a Avenida André Araújo, s/n, Aleixo.
O fórum visa fortalecer as ações entre os poderes judiciário, legislativo e executivo, para discutir a disposição das Leis 11.343/2006 e 10.216/01. Terá como público alvo os Magistrados, Advogados, Promotores de Justiça, Defensores Públicos e serventuários da Justiça, além de profissionais das organizações públicas estaduais e municipais da área da saúde, assistência social, psiquiatria, psicologia, justiça e direitos humanos, segurança, educação, empresas do setor privado e organizações não governamentais e universidades.

Seminário de Saúde Mental é sucesso em Paraíso

Com os assentos do Teatro Municipal Sebastião Furlan praticamente lotados, o VI Seminário de Saúde Mental de São Sebastião do Paraíso, ocorrido na quinta-feira, 15 de maio, foi considerado um sucesso. O alto nível dos palestrantes juntamente com os temas abordados foi o grande diferencial deste evento.

O seminário foi aberto pela secretária municipal de Saúde e Ação Social, Dulcinéa de Freitas Barroso, que ressaltou a importância da comemoração do Dia da Luta Antimanicomial (18 de maio), tendo em vista que essa data foi criada devido à necessidade da humanização do atendimento dos portadores de doença mental. “Antigamente os pacientes com transtornos mentais eram marginalizados pela sociedade, internados em hospitais psiquiátricos e tratados com terapia quase que exclusivamente medicamentosa. Com a luta antimanicomial foram criados o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que contam com uma equipe multidisciplinar, composta por psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, enfermeiro, técnico de enfermagem e educador físico. O CAPS tem a função de evitar a internação do paciente, trabalhar a socialização do usuário, incentivar a vida e principalmente nos momentos de crises e recaídas, mostrar ao paciente que existem novas maneiras de caminhar na vida”, afirmou a secretária. Ao final do discurso, Dulcinéa parabenizou a todos os trabalhadores da equipe de Saúde Mental pelo carinho, atenção e respeito que tratam a todos os pacientes do CAPS e pela excelente organização do evento.

Em seguida houve apresentação musical com o Grupo Roda das Emoções, que agitou os presentes com canções em homenagem a Copa do Mundo. Após a apresentação artística, a psicóloga do CAPS Vitória Daiane Arantes de Oliveira palestrou sobre “Ideação suicida: fatores de risco e prevenção”. Os trabalhos da manhã foram encerrados com a palestra do médico psiquiatra Eduardo Villar Fonseca sobre “Drogas: uma “viagem” na história e cultura da humanidade”.

Já no período da tarde, houve alteração na ordem das palestras e o médico psiquiatra Marcelino Henrique de Melo, iniciou as atividades abordando o tema “Transtorno bipolar: diagnóstico e manejo”. Após a palestra, um usuário do CAPS Vitória deu um testemunho da melhora que obteve após frequentar o CAPS e emocionado agradeceu a todos da equipe. Em seguida, Jorge Cândido Assis, portador de esquizofrenia há 29 anos e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, abordou sobre o tema “Esquizofrenia e possibilidades de superação”. Por último, o usuário do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS Paraíso) Wallacy Francisco da Silva, fez um relato de experiência sobre “Sentimento e Liberdade”.

Esse foi o sexto ano que o seminário foi realizado em Paraíso e felizmente o número de participantes é crescente. De acordo com pesquisas, 3% da população geral sofre transtornos mentais severos persistentes, ou seja, 5,7 milhões de pessoas, sendo que outras 12 milhões apresentam transtornos mentais graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas e 12% da população (23 milhões de pessoas) necessitam de algum atendimento em saúde metal, seja contínuo ou eventual. Para a secretária de Saúde, eventos assim nos remeteM a pensar no caminho das discussões políticas, sociais, culturais e principalmente de saúde das pessoas que sofrem de transtornos metais e daquelas dependentes do uso de álcool e outras drogas.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Prefeitura de São Sebastião do Paraíso - MG

São Bernardo do Campo referencia em tratamento.

A rede de Saúde Mental de São Bernardo do Campo recebeu, nesta terça-feira (20), a visita da assessora técnica da Coordenadoria Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Patrícia Amaral, e a representante da Coordenadoria Especial de Política sobre Drogas da Prefeitura de Fortaleza, Juliana Sena.
As visitantes conheceram os serviços do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Centro e a base do Consultório na Rua, equipe volante que faz abordagens a usuários de drogas e que funciona no mesmo local, além das Repúblicas Terapêuticas de Adultos e Infanto-juvenil, casas de acolhimento transitório para pessoas com dependência química. As profissionais tiraram dúvidas sobre o funcionamento dos serviços e sobre a política de descentralização e territorialização da rede de Saúde.
Juliana destacou a oportunidade de adquirir conhecimentos e de ver o funcionamento da Saúde Mental em São Bernardo do Campo. "Viemos buscar modelos e referências, saber como tudo funciona, pois Fortaleza está começando a aprimorar os seus serviços de Saúde Mental. É uma valiosa oportunidade de aprendizado", destacou.
Já a assessora técnica da Coordenadoria do Ministério da Saúde se mostrou satisfeita com o que viu, ressaltando o empenho da Secretaria de Saúde do município. "É gratificante ver um modelo que funciona, exatamente baseado na política da reforma psiquiátrica. Isso mostra que São Bernardo é um exemplo a ser seguido."




Uma importante questão abordada durante a reunião foi a inexistência de cidadãos do município internados no Hospital Psiquiátrico Lacan, graças ao trabalho desenvolvido desde 2008, com o surgimento da rede de Saúde Mental no município. As visitantes tiveram a oportunidade de conhecer ainda a Associação Mente Ativa (AMAT), fundada e dirigida por usuários dos serviços de saúde mental da cidade. Sonia Rosa, presidente da associação, falou sobre a sua experiência de internação no Lacan e também sobre as mudanças positivas após começar a frequentar o CAPS.

sexta-feira, 16 de maio de 2014


Prefeitura instala cercadinho na Cracolândia para tirar usuários
Grades de metal foram instaladas na tarde de terça-feira (13). 
Caminhão com jatos de água passaram fazendo a limpeza das vias.


A Prefeitura de São Paulo instalou, na tarde desta terça-feira (13), um cercado de metal em uma praça na esquina da Alameda Cleveland com a Rua Helvetia, na região conhecida como Cracolândia. A medida tenta tirar os usuários de drogas do meio das vias. Após a saída dos usuários, um caminhão passou para limpar a rua com jatos de água.
O prefeito Fernando Haddad afirmou nesta quarta (14) que a medida foi tomada após reclamações de moradores da região. “Pediram para organizar o espaço e não para cercear a liberdade de ninguém. Muito pelo contrário, é para ampliar a liberdade das pessoas que querem transitar pela região.”De acordo com a Prefeitura, a expectativa é que os usuários de drogas fiquem na parte interna do gradil, liberando as ruas que ficavam interditadas pelos dependentes que se concentravam no meio da via.
Cerca de 50 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) participaram da ação. “Vamos estar presentes com o contingente que for necessário para dar o recado de que aqui é um lugar público e que não vamos deixar eles [traficantes] retomarem a região”, disse. “Nós vamos assegurar o direito de todos. Se a pessoa está doente, ela tem o seu direito. O morador, o lojista, o pedestre e o motorista também têm.”
"Braços abertos"
A administração municipal realiza um programa de reinserção social na região desde janeiro deste ano. A "Operação Braços Abertos" oferece trabalho aos dependentes químicos que vivem nas ruas.
Em março, a Prefeitura começou uma nova fase do programa com o fechamento de três bares na região. O prefeito Fernando Haddad (PT) anunciou na ocasião que iria iniciar uma nova etapa, chamada de "incômodo ao fluxo", para impedir que usuários consumam drogas em via pública.
O programa Braços Abertos busca dar oportunidade de moradia, atendimento de saúde e assistência social a dependentes de crack, por meio da oferta de vagas em hotéis da região da Cracolândia.

quarta-feira, 19 de março de 2014


Oficina vai debater saúde mental infanto-juvenil
Fonte:  CHICO TERRA.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde Mental (CESM), realiza, nos dias 25 e 26, a Oficina de Cuidados Infanto-Juvenil. O evento tem como objetivo discutir linhas de cuidados em saúde mental, uso de álcool e drogas no meio de crianças e adolescentes.
A encontro será na Escola de Administração Pública do Amapá (EAP), no horário das 14h às 18h, com a participação de técnicos do Ministério da Saúde (MS). A oficina é destinada aos profissionais de saúde que atendem crianças e adolescentes, bem como os que atuam nas diversos pontos de atenção da rede psicossocial do Amapá, independente de desenvolverem suas atividades para o município ou para o Estado.
Segundo a coordenadora do CESM, Michelle Maleamá, o evento é importante para fortalecer a rede de atenção psicossocial destinada a esse público; produzir impacto na lógica de funcionamento e no atendimento realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi).
A oficina é importante, também, para incentivar o município na implantação da unidade de acolhimento infantil e também para promover a articulação e o diálogo entre as instituições que atuam com crianças e adolescentes que precisam de cuidados na saúde mental e que fazem uso de álcool e outras drogas no Amapá.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


Atenção conselheiros municipais e líderes comunitários: estão abertas as inscrições para as 40.000 vagas da sexta edição do Curso Prevenção dos problemas relacionados ao uso de drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias. Clique em “Inscrições” no menu superior no link:

http://conselheiros6.nute.ufsc.br/
É de Lei convida para a VII reunião do Fórum Estadual de Redução de Danos de São Paulo

A criação do Fórum Estadual de Redução de Danos foi uma iniciativa do Centro de Convivência É de Lei, ao se deparar com a ausência de espaços públicos de debate sobre o tema e a contínua desarticulação dos movimentos sociais que pensam a questão. Esse cenário tem contribuído para o enfraquecimento da Redução de Danos que se caracteriza como uma das principais diretrizes de atenção ao fenômeno das drogas nas políticas brasileiras.

VII Encontro do Fórum Estadual de Redução de Danos de São Paulo

A evolução histórica da Redução de Danos, que os encontros do Fórum tem confirmado, demonstra o quanto ela se ampliou e se transformou desde sua implantação no Brasil. Hoje ela atravessa as relações com consumidores de diferentes drogas e em diversos contextos.

É notória a dificuldade de compreensão conceitual da Redução de Danos, justamente pela sua amplitude, mas também pelo cenário político proibicionista, as cargas moral e ideológica associadas ao consumo de drogas, e a predominância de um modelo biomédico.

Entendemos a Redução de Danos como um movimento que influencia atualmente a construção de políticas públicas em saúde e está relacionado a práticas não prescritivas, e pressupõe a participação ativa das pessoas na construção de possibilidades de viver e conviver com o consumo de drogas. Desta forma o Fórum também se propõe a ser um espaço público de construção coletiva do conceito e prática da RD.

O Fórum foi implantado com apoio do Programa Estadual de DST Aids da Secretaria de Saúde de São Paulo. A parceria de 24 meses que se iniciou em setembro de 2012 prevê a realização de 12 encontros do Fórum, com reuniões mensais de um grupo de articulação. Além disso há a produção de quatro boletins informativos, uma cartilha para redutores de danos e um livro de artigos sobre a produção deste coletivo.
Serviço

VII Encontro do Fórum Estadual de Redução de Danos de São Paulo.

13 de março de 2014, quinta-feira, das 9h as 16h.

CRP – Conselho Regional de Psicologia – Rua Arruda Alvim, 89. São Paulo, SP.

http://edelei.org/2014/02/21/e-de-lei-convida-para-a-vii-reuniao-do-forum-estadual-de-reducao-de-danos-de-sao-paulo/

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Guia de atendimento de CRIANÇAS e ADOLESCENTES vítimas de violência.

Assistência social
Atendimento psicossocial
Atendimento psicossocial especializado
Assistência médica
Assistência policial
Atendimento jurídico
Conselhos Tutelares
Varas da justiça da infância e da juventude
Centro de defesa da criança e do adolescente
Disque denuncia
Sugestões

Entre em contato.

Fernando Cesar.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Hospital Zilda Arns teve seis (06) leitos disponibilizados

O Hospital Zilda Arns teve seis (06) leitos disponibilizados segundo o governo federal para atender dependentes químicos e alcoolistas.
Os seis leitos vão funcionar em duas enfermarias do térreo do prédio do hospital (que fica no Pinheirinho), sendo três leitos em cada uma. Os serão atendidos pela equipe clínica no hospital com apoio de profissionais de saúde mental. pacientes

Além de R$ 24 mil para a implantação dos leitos, isso significa um aporte de R$ 403.927,92 anuais para custeio e manutenção dessa estrutura. 
Em Curitiba, estes são os primeiros leitos habilitados para o atendimento de usuários de álcool e drogas em hospitais gerais dentro do Plano Crack, do governo federal. Eles foram pactuados em 2012, começaram a funcionar no ano passado, mas só agora foram habilitados para receber os recursos federais.

Absurdo o valor desses leitos e do valor anual de custeio e manutenção.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fonte em 04/02/2014 por Clínica Alamedas

A pedido do MPF, Justiça determina criação de equipes especializadas para atendimento de transtornos mentais em São Paulo 

Ministério Público Federal – Direitos do Cidadão Ação obriga União Federal, Estado e Município de São Paulo implementarem rede extra-hospitalar para garantir alta e acompanhamento de pacientes que não precisariam mais residir em hospitais psiquiátricos
Acolhendo o parecer da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reformou parcialmente a sentença de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal para implementação de rede extra-hospitalar na cidade de São Paulo para atendimento efetivo de pessoas com transtorno mental. Em sua decisão, o Tribunal manteve a obrigação do município de São Paulo ampliar essa rede específica de atendimento e impôs a obrigação de se formarem equipes multidisciplinares, compostas por médico psiquiatra, psicólogo e assistente social, para que os tratamentos tenham efetividade. O TRF-3 negou, ainda, as apelações do Município e da União.
O MPF havia recorrido da decisão de primeira instância, que já havia determinado a criação da rede de atendimento extra-hospitalar sem impor a formação de equipes multidisciplinares especializadas para o devido tratamento, acompanhamento e reinserção social desses pacientes. A ação do MPF levou em conta o fato de os próprios gestores do sistema de saúde reconhecerem a existência de um grande número de pacientes internados com possibilidade de alta, bem como da insuficiência do atual sistema em vigor suprir o volume de pessoas com transtorno mental. Objetiva, portanto, permitir que os pacientes tenham a garantia de uma adequada desinstitucionalização, bem como a inserção em serviços extra-hospitalares.
Em parecer, o procurador regional da República da 3ª Região Sérgio Monteiro Medeiros afirmou que “os hospitais psiquiátricos são locais para tratamento de crises agudas e não local de moradia, bem como que há grande número de moradores com possibilidade de alta”. Diante disso, a Procuradoria asseverou que a constituição da equipe multidisciplinar é, antes de mais nada, uma condição lógica e imprescindível para o sucesso da implementação e manutenção dos Centros de Apoios Psico-Sociais (CAPS) e dos Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), na medida em que a equipe multidisciplinar selecionará e agrupará, segundo critérios médicos/sociais, os pacientes que estão em plena condições de deixar o ambiente hospitalar e retornar ao convívio social.
Seguindo esse entendimento, a 3ª Turma do TRF-3, por unanimidade, deu provimento à apelação do MPF e negou às apelações do Município de São Paulo e da União. Na decisão, reiterou um cronograma de instalação de SRTs e CAPS, impondo a implantação de 9 SRTs no prazo de 90 dias e expansão dessa rede ao longo de dois anos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Novo ministro da Saúde diz será ferrenho defensor do Mais Médicos

BRASÍLIA - A política de saúde mental e de álcool e drogas foi um dos pontos lembrados por Chioro...


foto: Agência Brasil

Padilha transmite o cargo para Arthur Chioro

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que irá garantir a continuidade e crescente qualificação do Programa Mais Médicos. Ele dará prioridade à expansão da atenção básica à saúde, e sua gestão não terá como meta apenas melhorar indicadores, mas aprimorar o atendimento de saúde à população brasileira. Chioro fez pronunciamento nesta segunda-feira (3), durante cerimônia na qual recebeu o cargo do ex-ministro Alexandre Padilha.

“A criação do Mais Médicos foi a medida mais correta e ousada tomada por um chefe de Estado neste país. Hoje, avançamos a passos largos. O programa continua a ter no novo ministro um entusiasta e ferrenho defensor. A revolução iniciada com o Mais Médicos vai continuar ”, disse.

O novo ministro da Saúde informou ter recebido da presidente Dilma Rousseff a missão de implantar uma nova Política Nacional de Atenção Hospitalar. “A política vem sendo concebida e pactuada pela equipe do ministério da Saúde, mas reclama a adoção de medidas estratégicas, que permitam virar o jogo, garantindo o funcionamento do hospital em sintonia com a rede do SUS, e a produção de assistência de qualidade e humanizada à nossa população”, disse.

A política de saúde mental e de álcool e drogas foi um dos pontos lembrados por Chioro. “Não abrirei mão de conduzir e aperfeiçoar a política como uma das prioridades da minha gestão, porque sei que é possível mudar a realidade, sem trancafiar e restringir a liberdade”.

Alexandre Padilha, que deixou o cargo, destacou desafios e realizações do Programa Mais Médicos ao fazer um balanço de sua gestão. De acordo com o ex-ministro, o programa fez o governo romper obstáculos políticos, administrativos e de logística. “Só quem tem acesso a médicos num instalar de dedos pode ser contra levar mais médicos para quem mais precisa”, disse.

Padilha citou programas e ações que considera bem-sucedidas como o diálogo com o complexo da saúde público e privado, programas como os Consultório na Rua, o Brasil Sorridente, o Melhor em Casa, a expansão do Samu, a recuperação do Instituto Butantã e as ações na área de vacinação. “Em 2014, forneceremos na rede pública todos os tipos mais modernos de vacina, que até 2011 só tínhamos em clínicas privadas”.

sábado, 1 de fevereiro de 2014