Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Fundação Getulio Vargas é a primeira instituição brasileira a ser membro do OCWC (Open Course Ware Consortium), o consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos de graça pela internet.
Abaixo relação de todos os cursos:
Cursos na área de Finanças Pessoais

Como organizar o orçamento familiar – 5h
Como Fazer Investimentos – Básico – 5h
Como Planejar a Aposentadoria – 5h – EM BREVE!

Cursos na área de Sustentabilidade

Sustentabilidade no dia a dia: orientações para o cidadão – 5 h
Sustentabilidade, um valor para a nova geração: orientações para o professor de ensino fundamental – 5 h

Cursos de Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo

Cursos Introdução ao Private Equity e Venture Capital para Empreendedores

Cursos em diversas áreas de conhecimento

Balanced Scorecard – 5 h
Intermediação em Investimentos Financeiros – 5 h
Contratação de Trabalhadores – 5 h
Fundamentos da Gestão de Custos – 5 h
Motivação nas Organizações – 5 h
Processo de Comunicação e Comunicação Institucional – 5 h
Introdução à Administração Estratégica – 5 h
Relevância das Questões Ambientais – 5 h
Produto, Marca e Serviços – 5 h
Fundamentos da Gestão da TI – 5 h
Gerenciamento do Escopo de Projetos – 5 h
Qualidade em Serviços – 15 h
Ciência e Tecnologia – 15 h
Diversidade na Organização – 15 h
Ética Empresarial – 15 h
Recursos Humanos – 15 h

Cursos na área de Direito

Argumentação Jurídica – 5 h
Aspectos gerais da arbitragem – 5 h (NOVO!)
Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário – 5 h
Condutas anticompetitivas – 5 h (NOVO!)
Direitos Autorais e Sociedade – 5 h (NOVO!)
Gestão do Poder Judiciário – 5 h
Introdução ao Direito Imobiliário – 5 h
Investigação Criminal e Instauração da Ação Penal – 5 h
O Juiz e a Ética – 10 h
Patentes e bases legais – 5 h (NOVO!)
Reforma do CPP – 10 h
Solução de Controvérsias Privadas – 5 h (NOVO!)

Cursos na área de Metodologia

Conhecimento, Saber e Ciência – 5 h
Espaço da Universidade na Sociedade – 5 h

Cursos para professores do Ensino Médio

Filosofia – 30 h
Sociologia – 30 h


http://canaldoensino.com.br/blog/fundacao-getulio-vargas-oferece-37-cursos-online-gratis

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O pequeno principe

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"O pequeno principe "
 de Antoine de Saint-Exupéry  por email.

"Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores",

Peça o seu, é gratuito, mande um email para Lotus e enviaremos o livro a você, via email.

Fernando Cesar.

Paraíba é primeiro lugar em cobertura de saúde mental


Com 81 Caps, a Paraíba é primeiro lugar em cobertura de saúde mental

Com 81 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a Paraíba ocupa o primeiro lugar no Brasil na cobertura desse serviço por número de habitantes, dispondo de uma rede preparada para acolher os dependentes químicos.
A coordenadora estadual de Saúde Mental, Shirlene Queiroz, avalia que o Estado está numa boa condição em relação a esse serviço. A gestão chega ao Dia Mundial de Saúde Mental, que transcorre nesta quinta-feira (10), tem ampliado a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), a partir de um processo de discussão constante entre a Secretaria Estadual de Saúde e as secretarias municipais de maneira a garantir boa assistência a pacientes com transtorno mental ou problemas de saúde decorrentes do uso do crack e outras drogas.

Shirlene explica que, com a rede o paciente pode ser atendido na região onde mora, evitando se deslocar à Capital. “Em cada região o usuário poderá contar com a Unidade de Saúde da Família, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), Samu, UPA, leitos de saúde mental em hospital geral para desintoxicação e atendimento em situações de crises, Caps Ad III (24 horas), Caps i, unidades de acolhimento adulto e infanto-juvenil, residências terapêuticas, centros de convivência e projetos de reabilitação psicossocial.

A Raps é fruto de compromisso do Governo do Estado em interiorizar as ações de saúde. Já foram liberadosrecursos para um Caps Ad III em Piancó, outro em Cabedelo e dois em Campina Grande, que em breve serão inaugurados.

Treinamento de pessoal – A SES e o Centro de Referência Regional do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFPB) estão qualificando 600 profissionais que trabalham com o serviço de saúde mental. Também teve início em 30 de setembro, uma qualificação de 180 horas em parceria com UFPB e o Hospital Universitário Lauro Wanderley para trabalhadores dos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Caaporã, Santa Rita Bayeux e Sapé que atuam nos hospitais que vão oferecer leitos específicos para saúde mental.
A coordenadora Shirlene Queiroz disse que a Paraíba também tem alcançado resultados significativos dentro da reforma psiquiátrica. Ela informou que foram reinseridos no convívio familiar e social 40 moradores do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, e o consequente fechamento desses leitos.
A coordenadora Estadual de Saúde Mental realiza anualmente a Semana Estadual da Luta Antimanicomial que este ano, na sua terceira edição, contou com o apoio 35 municípios, quatro associações de usuários, Ministério Público, Ministério da Saúde, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e outros parceiros.
Também neste ano foi instituído o Colegiado Estadual de Coordenadores de Saúde Mental que discute periodicamente o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial.
Mais ações – O Governo aumentou em quase 100 % o número de leitos em hospitais gerais destinados à assistência à saúde mental (de 37 para 71), com previsão de elevar esse número para 120 leitos até 2014.
A partir de visitas aos hospitais psiquiátricos foi elaborado relatório com nomes de todos os usuários institucionalizados, documento que já entregue à Promotoria Pública.
Dentro do processo de municipalização dos serviços, a SES articula com as Secretarias Municipais de Saúde a implantação de residências terapêuticas nos municípios que precisam acolher seus egressos de longa internação em hospital psiquiátrico. Nas 16 Regiões de Saúde também é pactuada a Rede de Atenção Psicossocial e elaborado o Plano Regional para esse serviço.
Caps – Entre os serviços mantidos pelo Estado está o Caps Ad III (24 horas) em João Pessoa, que trabalha com a desintoxicação do usuário. “Trabalhamos para minimizar os efeitos danosos do uso de drogas, sem ignorá-los ou condená-los, pois entendemos que a desintoxicação é apenas parte do tratamento, onde o usuário poderá ficar no acolhimento noturno por até 14 dias, no período de 30 dias”, destaca a diretora do serviço, Marileide Martins.
Pela qualidade e quantidade de atendimentos, o Caps Ad III na Paraíba recebeu elogios do Ministério da Saúde e está indicado como referência para Estados do Norte e Nordeste que estão implantando esse serviço, a exemplo do Piauí, Maranhão, Ceará, Amazonas e Pernambuco. No mês de agosto o Caps realizou 627 atendimentos, superando a média de vários Estados brasileiros.
O Caps – Ad III – Jovem Cidadão oferece atendimento individual e familiar ao usuário de álcool e drogas. “Esse é um dos nossos diferenciais, porque outros serviços oferecem apenas o tratamento em grupo”, disse Marileide Martins. O serviço mantém um projeto de geração de renda que já colocou no mercado de trabalho 112 ex-usuários de drogas por meio de parcerias com empresas e instituições.
Marileide Martins explica que o atendimento domiciliar é acionado pela família quando esta não consegue convencer o paciente a ir até o Caps. Uma equipe vai à residência e, com ajuda da USF, faz uma avaliação do paciente e toma as providências para o tratamento. “Também estamos fazendo busca ativa para identificar novos usuários de drogas e de álcool e providenciar o tratamento dessas pessoas”, disse a diretora.
No Caps, os pacientes recebem assistência médica e participam de oficinas terapêuticas que ajudam na recuperação. Marileide Martins disse que muitas vezes o paciente deixa o vício das drogas, mas fica com problema mental e por isso continua sendo acompanhado. “Temos pacientes que deixaram o vício das drogas há mais dez anos, mas como apresentam transtornos mentais, continuam em tratamento aqui no Caps, mesmo não sendo nossa referência esse tipo de atendimento”, complementa.
Marileide Martins explica que é preciso traçar com usuários, familiares e órgãos que foram a rede de atendimento as estratégias de redução de danos sociais e de saúde. O objetivo disso é resgatar a potencialidade e identidade pessoal, muitas vezes roubadas pelas drogas. “Sem essas articulações torna-se inviável um trabalho para o dependente químico, pois como se trata de drogas não há um único saber. É necessário agir numa perspectiva interdisciplinar, porque o problema é complexo. Pois estamos lidando com vidas de pessoas que pensam, opinam, sofrem e que tem direito ao exercício pleno da cidadania”, disse.
O atendimento no Caps preserva o usuário o mais consciente possível para um trabalho com atendimento individual, psicoterapia, oficinas terapêuticas, grupos operativos e atendimento medicamentoso quando necessário. O acompanhamento em comum acordo é chamado de plano terapêutico.
Outro serviço oferecido pelo Governo do Estado em João Pessoa é o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, que disponibiliza cuidado especializado às pessoas em sofrimento mental. Há atendimento ambulatorial, de urgência psiquiátrica e internação hospitalar. No Espaço de Atenção à Crise – o pronto atendimento – é feito o acolhimento de urgência, onde o usuário passa por uma avaliação da equipe multiprofissional, podendo ser encaminhado para a observação e internação, ou ainda ser encaminhado para a rede de serviços substitutivos.
O gerente de ações estratégicas do Juliano Moreira, Madson Souza, explica que o atendimento ambulatorial pode ser agendado de segunda a sexta-feira, no Centro de Saúde Gutemberg Botelho, para psiquiatras, fonodiólogos, psicólogos, assistente social e odontologia. “De segunda a quarta-feira, a partir das 18h, oferecemos um conjunto de práticas integrativas para os diversos trabalhadores que, pelo seu dia a dia, não conseguem tempo para se cuidar”, destacou.
O Complexo também é referência no atendimento a usuários de crack, álcool e outras drogas, com duas enfermarias (masculina e feminina) totalizando 28 leitos e uma equipe específica para lidar com essa demanda. Outra ação importante é o monitoramento realizado aos usuários que “moravam” no hospital e voltaram à sociedade. Uma equipe realiza visitas sistemáticas aos usuários e verifica suas condições de saúde.
A equipe do complexo psiquiátrico é formada por médicos clínicos e psiquiatras, enfermeiros, técnico em enfermagem, cuidadores, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos, arte educador, pedagogo, assistente social, dentistas entre outros. Profissionais.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Prudente foi citado no inquérito instaurado pela Promotoria .


Promotoria investiga falhas no atendimento a dependentes químicos

Inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual apura falta de assistência integral a portadores de transtornos mentais em Presidente Prudente


Centro de Atenção Psicossocial (Cap's) de Prudente foi citado no inquérito instaurado pela Promotoria .

O promotor de Justiça Mário Coimbra instaurou inquérito civil para investigar eventuais falhas no atendimento, através da rede pública de saúde, de pessoas que sofrem de transtornos mentais e de consequências causadas pelo uso abusivo de drogas lícitas, como o álcool, e ilícitas, em Presidente Prudente.

O Ministério Público Estadual (MPE) tem constatado frequente procura de familiares, em face de “lacunas” existentes na rede de serviços, como a falta de vaga para internação junto aos hospitais psiquiátricos, recursos extra-hospitalares que se mostram insuficientes, falta de estrutura nos tratamentos com regime de internação para dependentes químicos, falta de assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais e falta de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida para pacientes há longo tempo hospitalizados ou com situação de grave dependência institucional.

“As pessoas acometidas por transtornos mentais, decorrentes do uso abusivo de drogas (lícitas e ilícitas), devem ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades, devendo ser tratadas com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade”, afirma Coimbra.

O objetivo do promotor é apurar eventual ofensa aos direitos dos cidadãos internados indevidamente nos hospitais psiquiátricos da cidade e daqueles que não encontram amparo na rede de saúde mental, diante da ausência de efetiva rede de atenção psicossocial. Isso inclui, conforme Coimbra, todas as modalidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), inclusive com funcionamento durante 24h, Serviço Residencial Terapêutico (SRT), Programa de Volta para Casa e programa de atenção a álcool e outras drogas.

Outro lado

Por meio da Secretaria Municipal de Comunicação, a Prefeitura de Presidente Prudente informou que tem adotado medidas para a ampliação e a melhoria do atendimento do Caps. O Poder Executivo salientou que já iniciou a implantação de duas novas unidades do serviço na cidade e que vai responder aos questionamentos da Promotoria para mostrar que “está tudo tranquilo e que neste governo o Caps melhorou muito”.

Já o Departamento Regional de Saúde de Prudente também esclareceu que está colaborando com o Ministério Público Estadual “disponibilizando informações sobre tratamento para dependentes químicos na região”.

“Vale ressaltar que a investigação pública se refere ao atendimento municipal para saúde mental e dependência química”, informou a nota da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sergipe avança na assistência

Saúde Mental:
Sergipe avança na assistência
Alertar a sociedade sobre a importância do cuidado com a saúde

Na próxima quinta-feira, 10, será celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. A data tem o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância do cuidado com a saúde mental e a assistência prestada à população com sofrimento e transtornos mentais. No Brasil, o modelo de atenção para essa população é assegurado pela Política Nacional de Saúde Mental, que garante o acesso aos serviços e equipamentos que promovem a inclusão no convívio em sociedade. Para saber sobre as ações e os serviços realizados em Sergipe, acompanhe a entrevista com Sony Petris, coordenadora Estadual de Atenção Psicossocial.

Ascom/ SES - Como foi feita a Reforma Psiquiátrica no país e qual a importância para a garantia dos serviços que são ofertados atualmente?

Sony Petris – No Brasil, a Reforma Psiquiátrica iniciou com o objetivo de mudar o modelo de cuidado que previa o internamento dos cidadãos com transtornos mentais em hospitais psiquiátricos. A partir desse movimento, os leitos nessas unidades foram reduzindo e a assistência passou a focar na reinserção desse público no convívio familiar e em sociedade. Com isso, as pessoas com transtornos mentais deixaram de ficar internadas e isoladas e, aqueles que haviam perdido os vínculos familiares, passaram a morar em uma residência terapêutica. O modelo prevê que todos, moradores ou não de residências terapêuticas, possam receber o acompanhamento profissional por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), dispositivo que presta a assistência à saúde.

PEC QUER DESTINAR IPI DE BEBIDAS PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS PROVOCADAS PELO ÁLCOOL
Capital Teresina

Segundo a proposta, 10% do total arrecadado será destinado ao tratamento de enfermidades.
Em análise na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 249/13 destina parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre bebidas alcoólicas para o financiamento de tratamentos e internações provocadas pelo consumo de álcool.

De acordo com a proposta, quando o IPI incidir sobre produção de bebidas alcoólicas, 10% do total arrecadado será destinado ao tratamento de enfermidades, 5% a programas de prevenção ao consumo de álcool, especialmente por crianças e adolescentes, e 5% a programas de segurança pública e trânsito.
O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), autor da PEC, aponta que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas provoca custos sociais elevados, incluindo violência doméstica, acidentes de trânsito e diversas doenças.

“Em parte, esses custos são assumidos pelo próprio Poder Público, que se vê obrigado a custear, por meio do Sistema Único de Saúde, as despesas com o tratamento e a internações de inúmeros pacientes vítimas de acidentes de trânsitos ou enfermidades decorrentes do uso de bebidas alcoólicas”, ressalta Macris.

Tramitação

A admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da PEC, que ainda deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário.

Vanderlei Macris (PSDB-SP), autor da PEC
"Acrescenta o inciso V ao § 3º do art. 153 da Constituição Federal para estabelecer a destinação constitucional obrigatória do montante arrecadado por meio do imposto sobre produtos industrializados, quando incidente sobre produção de bebidas alcoólicas, ao financiamento de tratamentos e internações decorrentes do consumo dessa substância."

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Laranjeiras do Sul cria Conselho de Políticas sobre Drogas e Saúde Mental

As reuniões são sempre na última sexta-feira do mês, a partir das 8h30 no auditório do Cias (Centro Integrados de Assistência Social). Os encontros são abertos.
A Prefeitura de Laranjeiras do Sul criou este ano pela Lei 038/2013, sancionada pela prefeita Sirlene Svartz em 29 de agosto, o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas e Saúde Mental. O novo conselho agrega instituições públicas e particulares e busca instituir o Sistema Municipal de Prevenção, Fiscalização, Repressão e tratamento ao uso de Crack e outras drogas. O projeto pretende ainda estimular a melhoria da qualidade de vida do cidadão assistido e de sua família, incluindo-o ao atendimento da rede municipal de Saúde Mental. Outra meta é discutir métodos para fortalecer a assistência a pessoas com transtorno decorrente do uso de drogas.

“O conselho é fundamental para que nós possamos unir forças visando buscar soluções viáveis, na busca de resgatar e prestar assistência aos dependentes químicos para que, de volta ao seio familiar e à sociedade, eles possam exercer o seu direito à cidadania. O que queremos é preservar o ser humano, enquanto munícipe de Laranjeiras do Sul”, disse a prefeita Sirlene Svartz.

O Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas e Saúde Mental realiza suas reuniões sempre na última sexta-feira do mês, a partir das 8h30 no auditório do Cias (Centro Integrados de Assistência Social). Os encontros são abertos.

Membros do Conselho Municipal participaram em setembro de uma reunião do Comitê Regional de Saúde Mental em Guarapuava, organizada pela 5ª Regional de Saúde para obter informações de programas relacionados à área de saúde mental dos Núcleos Regionais de Educação.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Uso de drogas dificulta permanência em abrigos públicos
Prefeitura diz que proibição de uso de drogas e cumprimento de normas são maiores desafios de moradores de rua nos abrigos, onde recebem apoio para inserção social
Sandra Kiefer
Tiago de Holanda

Publicação: 25/09/2013 06:00 Atualização: 25/09/2013 06:45



Usuário de crack, Paulo Henrique (D), de 49 anos, alega que já tentou ficar várias vezes em abrigos, mas foi humilhado e resolveu voltar para a região da Lagoinha


A coordenadora do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Risco, Soraya Romina, diz que os moradores de rua reclamam porque têm de cumprir regras e horários nos abrigos: “Quando as pessoas vão para as ruas, já romperam vínculos sociais e afetivos, se organizam em grupos com regras próprias. No abrigos e albergues, elas têm de seguir outras regras, por exemplo, não podem usar drogas e têm de seguir horários. Eles dizem que precisam de casa, de emprego. Reconhecemos a legitimidade do que eles apontam como necessidade para sair da rua”, diz Soraya.


Mantido pela Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, o Serviço Especializado em Abordagem Social determina que técnicos busquem dialogar. “O primeiro desafio é construir um vínculo com a pessoa e conhecer sua história. O serviço vai fazer um projeto com ele para sair da rua. Depende do desejo dele, não podemos fazer a retirada compulsória das ruas”, explica Romina.

A partir da abordagem, o morador de rua pode ser encaminhado para um dos cursos de qualificação profissional oferecidos pela Secretaria Municipal Adjunta de Trabalho e Emprego e para vagas de emprego. “Quando a pessoa já está trabalhando, o técnico que a acompanha vai avaliar se ela tem condição de receber o bolsa-moradia, uma ajuda de custo de R$ 500 para o aluguel”.

Em relação aos furtos em abrigos denunciados por moradores de rua, Soraya diz que eles devem reclamar: “Não sabemos da existência desse problema. Se isso ocorrer, eles devem se queixar aos funcionários do albergue ou abrigo, que tentarão resolver o problema”.

Sobre o atendimento a dependentes de álcool e outras drogas, a Secretaria Municipal de Saúde disse, por meio de nota, que casos de desintoxicação em regime de urgência são feitos em serviço de pronto-socorro nos 6.187 leitos do SUS. São três centros de referência em saúde mental álcool e drogas (Cersam-AD), onde os pacientes ficam pelo tempo necessário até a estabilização. Nos quatro consultórios de rua, foram feitas 5,5 mil abordagens este ano, mas apenas 370 pacientes concordaram em receber acompanhamento individual. A capital conta também com 25 residências terapêuticas, que acolhem de seis a 11 pacientes rejeitados pelas próprias famílias. Não há informações sobre reinserção no trabalho, nem na família ou na escola.

EMPREGO Pesquisa feita pelo Ministério da Justiça em 2011 constatou que 80% dos usuários querem tratamento e 92% pedem apoio para conseguir emprego ou algum tipo de ensino para a inserção social. É o caso de Paulo Henrique, de 49 anos, que chegou à região da Lagoinha há cinco anos em busca de crack. “Em vez de investir em BRT (novo sistema de transporte coletivo), a prefeitura deveria investir em emprego.

Ele chegou à região há cinco anos em busca de crack e já se acostumou com as equipes da prefeitura: “Desta vez não levaram minhas coisas. Levaram as dos meus amigos. Mas é como se tivessem levado as minhas também”. Paulo diz que já tentou ficar em abrigos, mas não se sentiu confortável: “Nos abrigos recebemos comida e cama, mas sofremos muita humilhação, mandam a gente calar a boca. Não existe respeito lá”, completa.

Ao contrário da maioria das drogas, em que o usuário continua produtivo, o crack impede que o dependente químico trabalhe ou estude em curto espaço de tempo. “Por uma questão social ou da própria doença (a dependência química), o usuário de crack passa a viver em função do uso da pedra e o mais próximo possível do local onde ela é fornecida”, explica o promotor de Justiça de Defesa da Saúde de BH, Bruno Alexander Vieira Soares.

Mostraremos a fraude que está sendo feita no estado de São Paulo', diz promotor
O promotor Arthur Pinto Filho, da área de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo, afirmou que recebeu com naturalidade a reação do governo do estado à ação movida pelo órgão em função do tratamento a dependentes químicos no Caism (Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Philippe Pinel), em Pirituba, zona oeste da capital. Ontem, a Secretaria de Saúde afirmou ser "lamentável" a ação movida pelo MP e disse não ser verdadeira a afirmação de que dependentes químicos estavam usando drogas dentro do hospital.

“Eu recebo como recebi da outra vez. Quando nós criticamos a operação na cracolândia, desencadeada em janeiro do ano passado, o então secretário de Segurança (Antonio Ferreira Pinto) disse que nós éramos ligados a traficantes, que estávamos tentando defender traficantes”, afirma, referindo-se à Operação Sufoco ou Dor e Sofrimento, em que policiais agrediram viciados nas chamadas procissões do crack na região central de São Paulo.Segundo o MP, o governo deixou de atender a pacientes psicóticos no Pinel para abrir espaço a dependentes químicos encaminhados pelo Centro de Referência de Tabaco, Álcool e Outros Drogas (Cratod). A demanda de atendimentos no centro se multiplicou depois que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que o centro teria um plantão judiciário para agilizar os trâmites no caso de indicação para internação compulsória do recém-criado programa de atendimento a dependentes, cujo foco é a chamada "cracolândia" paulistana.

“São posições desesperadas, agressivas que não têm substância alguma. Vejo até como uma coisa triste do governo fazer esse tipo de comentário. Temos documentos, temos provas. Fotos de armas fabricadas pelos dependentes químicos apreendidas dentro do Pinel. Facas, ganchos daquele tipo que pessoas presas fazem. E eles fazem esse tipo de afirmação”, lamenta.

O MP deve seguir com duas linhas de investigação. A primeira pretende localizar onde estão sendo atendidos os pacientes com transtornos mentais que deixaram de ser encaminhados para o Pinel e a segunda quer provar que houve farsa no programa de internação de dependentes químicos. Pinto Filho lembra que no termo de cooperação firmado entre Ministério Público e governo do estado em 11 de janeiro, para a instalação do plantão judiciário no Cratod, estava prevista a entrega de relatórios mensais de todos os pacientes.

Desses documentos deveria constar o local da internação, o tipo de tratamento a qual o dependente é submetido, a evolução desse tratamento e medidas de reinserção sociais adotadas. Mas até agora nada foi apresentado. “Nós vamos cobrar. Na hora que eles mandarem esses relatórios mensais a gente vai ver que eles não têm nada para mostrar. Tem números, podem dizer: 'Olha, conseguimos colocar 50 aqui, 200 ali'. Mas isso não significa nada porque as pessoas ficam 30 dias e saem fora. Vamos atrás desses relatórios e mostraremos a fraude que está sendo feita no estado de São Paulo”, afirma Pinto Filho.

“O que me parece central é que há uma política do governo do estado de dizimar outros serviços para fingir que está fazendo tratamento de crack. E a outra questão é que eles nunca tiveram as 700 vagas que anunciaram”, critica.

Pinto Filho menciona a investigação desenvolvida pela promotora Érika Pucci, em que fica clara a ordem do governo para bloquear 50% das vagas de um de um centro de atendimento a pessoas com problemas mentais em Santos para pessoas atendidas no Cratod. Isso, para ele, indica a tentativa de criação artificial de vagas para dependentes químicos, em detrimento de outras patologias.

Para o coordenador da Pastoral do Povo da Rua, Júlio Lancelloti, o caso do Pinel é emblemático, mas não único. “Essa imediatez está fazendo com que haja uma rotação muito grande de quem está internado. Eu já vi outros lugares em que estão dando alta. Fazendo um tratamento não em cima da necessidade, mas em cima do tempo”, afirma. Para ele, essa situação é consequência da instalação do que ele chama de “Poupatempo da internação”, a concentração do atendimento no Cratod. “Ele está atraindo gente da região metropolitana. Ele criou uma demanda que deveria ser atendida no território, nos CAPs Psicossocial e agora estão atendidos em um lugar só. Como se lá fosse o lugar da solução.”

Segundo Pinto Filho, a ação agora segue para analise de um juiz. No final da próxima semana pode já haver um parecer e o juiz pode determinar a volta dos pacientes psicóticos para o Pinel.

domingo, 22 de setembro de 2013

MP-SP move ação contra internação de
viciado em leito de doente mental
Vagas de crianças com esquizofrenia são usadas por viciados, diz MP.
Governo afirma não houve 'prejuízo' aos pacientes de outras patologias.

Do G1 São Paulo

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Promotores falam de "vagas artificiais"
criadas pelo governo de SP(Foto: Victoria Brotto/G1)

O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o governo estadual para impedir que leitos destinados a doentes mentais sejam usados para tratar usuários de drogas.

Promotores de quatro áreas afirmam que medidas de combate ao crack trouxeram prejuízos para pacientes e funcionários do Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Philippe Pinel, localizado em Pirituba, em São Paulo. O espaço é referência em atendimento de saúde mental no estado.

Segundo os promotores, a ação foi protocolada na manhã desta quinta-feira (11) e cita a Fazenda Pública do Estado de São Paulo. Os promotores pedem que a Justiça abra processo e determine multa diária de R$ 100 mil. A Promotoria quer que o governo do Estado, via Centro de Referência em Álcool (Cratod), pare "imediatamente" de enviar os dependentes químicos para o Pinel e que o centro volte a atender pacientes psicóticos em surto.

"A retirada dos leitos dos doentes mentais fere os direitos humanos fundamentais e prejudica as políticas públicas e sociais, sendo uma grande ofensa ao princípio da dignidade humana", afirmam os promotores na ação civil.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que a iniciativa do MP é "lamentável". Segundo o governo, não houve "prejuízo aos pacientes de outras patologias, já que cada vez menos a saúde mental exige a internação, à exceção de quadros mais agudos, o que inclui crises decorrentes do crack."

A mudança ocorreu após o governo estadual intensificar medidas de combate ao crack. Desde o dia 21 de janeiro de 2013, o Cratod passou a administrar casos de usuários de drogas que precisavam de internação.

Também em 11 de janeiro, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, disse que havia disponibilidade de 700 leitos para a internação dos dependentes químicos. Nesta manhã, o promotor Pinto Filho falou que o governo deve parar de dizer que existem vagas disponíveis. Segundo ele, o que há é "uma estratégia de criação de vagas artificiais".
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O Ministério Público afirma ter investigado, entre 11 de março até 11 de abril de 2013, a situação do Pinel antes e depois da chegada dos dependentes. Foram ouvidos relatos dos funcionários sobre os pacientes psicóticos, a estrutura do centro e a chegada dos dependentes quimicos.

"No dia 24 [ de janeiro de 2013], as funcionárias médicas e enfermeiras foram chamadas pela direção e receberam a comunicação que, doravante, chegariam pessoas oriundas do Cratod, com dependência química em crack. Isso gerou um pânico na equipe, porque a equipe não tem treinamento e o local é absolutamente inadequado. Quando acaba reunião, eles descem para o térreo e estão ali oito pacientes dependentes químicos.” Segundo o promotor, os pacientes foram enviados sem ficha indicando o porquê de estarem ali, qual era o caso clínico de cada um.

Segundo a promotora Luciana Bergamo da área da Infância e da Juventude, os funcionários disseram à promotoria que a maioria dos viciados alegavam ter contraído AIDS, Hepatite e Sífilis. Além das doenças sexuais, a convivência entre os pacientes e a falta de treinamento dos funcionários também é problemática. “O local virou um verdadeiro campo de batalha, com agressões físicas entre eles e por parte dos viciados sobre a equipe médica.”



"Eles [os pacientes dependentes de drogas ] tomaram uma ala do hospital e começaram a fazer uso de drogas, neste espaço ao qual os profissionais não conseguiram ter acesso. Eles saiam, usavam drogas e traziam as drogas para a ala masculina", afirmou a promotora Luciana.

Segundo ela, a Policia Militar de São Paulo foi acionada para intervir no centro devido a agressões e repasse de drogas. Os promotores não souberam precisar a data em que a intervenção de PMs aconteceu. Segundo o relato dos funcionários, os policiais usaram espingardas.

Desde janeiro, o governo paulista autorizou internações involuntárias e compulsórias de dependentes químicos. A internação involuntária ocorre a pedido da família do dependente, e a compulsória, por determinação judicial, sem a solicitação de familiares.

Veja na íntegra a nota da Secretaria do Estado da Saúde, em resposta a ação do Ministério Público:

“É lamentável que a Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos e Saúde Pública volte-se contra um projeto que visa salvar a vida de dependentes de crack.

A promotoria demonstra total desconhecimento sobre o sistema de regulação de vagas ao ignorar que a alocação de pacientes é feita em qualquer região do Estado onde há disponibilidade de vagas. Portanto, um dependente da Baixada Santista não é necessariamente internado nessa região.

É importante informar que não houve prejuízo aos pacientes de outras patologias, já que cada vez menos a saúde mental exige internação, à exceção de quadros mais agudos, o que inclui crises decorrentes do uso do crack.

Vale ressaltar que quem define a gravidade de casos e quando os pacientes necessitam de leitos são os médicos, não promotores. É perigosa essa intromissão indevida entre funções de promotor e de médico.

Nunca, em nenhum momento, foi informado que os leitos estavam todos desocupados. Mas não é verdade que todos estavam ocupados, como diz o Ministério Público. A interpretação do MP é equivocada, portanto.

Desde o início do Programa, mais de 540 dependentes encaminhados pelo Cratod foram internados para tratamento. Após a implantação, outros 304 leitos foram abertos no Estado, totalizando 1.004 leitos. A expectativa é ultrapassar 1,3 mil leitos até 2014. O investimento total na implantação dos novos serviços é de R$ 250 milhões.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Gabriel o Pensador - Até Quando?


Alckmin entrega mais 20 leitos para tratar dependentes químicos
Hospital em Mogi das Cruzes vai ter 80 leitos, sendo que os primeiros entregues são dedicados ao tratamento de mulheres e gestantes


Geraldo Alckmin, entregou nesta terça-feira, 17, 20 leitos, de um total de 80, destinados exclusivamente ao tratamento de dependentes químicos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, entregou nesta terça-feira, 17, 20 leitos, de um total de 80, destinados exclusivamente ao tratamento de dependentes químicos no Centro Especializado em Reabilitação Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no município de Mogi das Cruzes.
"Além desses 20, nós vamos ter mais 60 leitos. Esse prédio será igual ao de Botucatu, nós vamos ter aqui um minihospital só para dependentes químicos", afirmou Alckmin. Está previsto para que sejam iniciadas as obras dos 60 leitos no primeiro bimestre de 2014.
Este centro especializado vai atender 11 municípios da região do Alto Tietê, sendo que os primeiros 20 leitos estão sendo direcionados ao tratamento de mulheres e grávidas com dependência. O investimento total é de R$ 23 milhões. Esses primeiros leitos serão custeados integralmente pelo Governo do Estado, por meio de repasse anual de R$ 2,5 milhões.
Além do atendimento clínico, as pacientes internadas também receberão acompanhamento com uma equipe multiprofissional, formada por psicólogos, assistentes sociais, ginecologistas, odontologistas, entre outros. "Muitas vezes não é preciso a internaçao, apenas nos casos graves", explicou o governador.
No caso de internações para desintoxicação e tratamento no hospital, só serão realizadas mediante encaminhamento feito pelos municípios. O período de internação varia conforme o caso e é determinado pela equipe médica do paciente.
Além dos leitos para tratamento de dependentes químicos, o hospital Arnaldo Pezzuti passará a contar com uma área um pronto-atendimento geral, aberto 24 horas à população e de referência para casos de baixa e média complexidades. Além de uma reforma em toda a parte de reabilitação, fisioterapia, nutrição e no auditório.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Universia Brasil realiza o Simulado Online grátis do Enem 2013 até o dia 30 de setembro. Treine suas habilidades e competências.

Agora você não tem mais desculpas para não se preparar para o Enem 2013. O simulado conta com 80 perguntas exclusivas elaboradas pela Primeira Escolha. As questões seguem os moldes do Enem e são avaliadas segundo a TRI (Teoria de Resposta ao Item), metodologia utilizada pelo exame para calcular a nota dos candidatos.

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Uso de drogas estimulantes, HIV e hepatites virais em foco no Brasil

Brasília, 11 de setembro de 2013 - Cerca de 35 representantes de órgãos do governo, organizações da sociedade civil e acadêmicos que atuam nas áreas de saúde mental, redução de danos e doenças sexualmente transmissíveis (DST)/HIV reuniram-se na segunda-feira na capital federal para discutir o uso de drogas estimulantes no Brasil e o perfil epidemiológico da aids e das hepatites virais.



A reunião foi realizada antes da abertura do Simpósio Internacional sobre Drogas


O diretor do Departamento de DST, Aids e HIV do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, abriu o encontro explicando que o objetivo era discutir o cenário atual de uso de drogas estimulantes no Brasil e os dados científicos existentes, relacionando-os com o perfil epidemiológico de aids e das hepatites virais, a fim de estabelecer ações prioritárias para a redução de vulnerabilidades para DST, HIV e hepatites virais junto a este segmento populacional.

Os principais pontos discutidos e as recomendações da Reunião Técnica Global sobre HIV e uso de drogas estimulantes - realizada em 2012 no Brasil pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com o Ministério da Saúde - também foram apresentados para contribuir com a reflexão e com o trabalho de elaboração dessas ações. "As pessoas que usam drogas são cruciais para o rumo da epidemia de aids no Brasil", afirmou Mesquita.

Durante a reunião, a especialista em HIV/Aids do UNODC, Fabienne Hariga,explicou que "um dos principais problemas é remover as barreiras para os usuários de drogas acessarem os serviços de HIV, o que significa trabalhar também com as agências de aplicação da lei e, sobretudo, envolver a população de usuários de drogas na resposta, inclusive por meio de intervenções baseadas em pares. Usuários de drogas e profissionais têm conhecimentos que são complementares e ambos são necessários para uma resposta eficaz".

Hariga ainda ressaltou que redução de danos não se limita a programas de agulhas e seringas. "A Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNODC e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) definiram um pacote abrangente de nove intervenções, detalhadas num documento endorsado pelo Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) que fornece orientação técnica aos países para o estabelecimento de metas para avançar no sentido do acesso universal à prevenção do HIV/Aids, tratamento e cuidados para usuários de drogas injetáveis", disse ela​​.
Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão

O encontro de segunda-feira foi organizado como uma pré-atividade do Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão, que acontece esta semana em Brasília. O Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, explicou que o documento publicado em 2010 pelo UNODC, Da Coerção a Coesão: tratamento da dependência de drogas por meio de cuidados em saúde e não da punição, contribuiu com insumos técnicos para as discussões propostas pelo Simpósio.

Segundo ele, o objetivo do Simpósio é promover a discussão de políticas sobre drogas com pessoas que normalmente não participam deste diálogo. Dessa maneira, será possível expandir o debate sobre este assunto que tem ganhado cada vez mais atenção na mídia brasileira, inclusive destacando as boas experiências com foco na promoção da coesão social já implementadas em outros países. Um dos temas discutidos no Simpósio é justamente o papel da mídia em relação ao estigma associado aos usuários de drogas e ao debate sobre mudanças nas políticas públicas sobre drogas.

"Precisamos fazer ajustes na política para que haja mais consistência no conjunto de nossas ações", completou Tykanori, destacando a importância de que as várias áreas do Ministério da Saúde trabalhem em conjunto com outras instituições para causar um impacto real na epidemia de HIV no país.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ENTREVISTA - Dr. Drauzio Varela entrevista Dr. Ronaldo Laranjeira
TRATAMENTO DO ALCOOLISMO

Dr. Ronaldo Laranjeira é médico, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Escola Paulista de Medicina na Universidade Federal de São Paulo e com PhD em dependência química na Inglaterra.


Quando se fala em dependência química, a preocupação maior é com as drogas ilícitas, cocaína, maconha, crack, ecstasy, entre tantas outras. No entanto, o grande inimigo está camuflado sob o manto do socialmente aceitável. O álcool nem sequer é considerado uma droga que causa dependência física e psicológica por grande parte da sociedade. Sua venda é livre e ele integra a cultura atual ligada ao lazer e à sociabilidade. Uma reunião em casa de amigos, o happy hour depois de um dia estafante, a balada de sábado à noite, a paradinha no bar na saída do escritório não têm sentido sem a bebida alcoólica.

O efeito relaxante das doses iniciais, porém, desaparece com o aumento do consumo. Se o convívio com uma pessoa embriagada incomoda, isso não é nada diante dos males que o álcool pode causar e que não se restringem às doenças do fígado. A labilidade emocional que num instante transforma o alcoolista risonho num indivíduo violento é responsável não só pelo aumento da criminalidade, mas também pela desestruturação de muitas famílias.

Beber com moderação é possível, mas raros são os que reconhecem estar fazendo uso abusivo e nocivo do álcool. Muitos ainda não são dependentes, mas incorrem em riscos que deveriam e poderiam ser evitados. Não se pode esquecer de que a grande maioria dos acidentes de trânsito ocorre quando está no volante uma pessoa alcoolizada.

PADRÕES DE CONSUMO DE ÁLCOOL

Drauzio – É enorme o número de pessoas que bebe. Do ponto de vista médico quando se diz que uma pessoa é alcoólatra?

Ronaldo Laranjeira – É preciso estabelecer uma distinção entre três padrões de consumo de álcool. Há os que não têm problemas ao beber, os que fazem uso abusivo do álcool e os que são dependentes dessa substância. Hoje está mais ou menos estabelecido que a pessoa sem problemas, se for um homem saudável, pode beber o equivalente a dois ou três copos de vinho, ou dois copos de chope, ou uma dose pequena de destilado. Em se tratando de mulheres, as doses deverão ser um pouco menores, já que elas são mais sensíveis aos danos biológicos provocados pela bebida. Esse padrão de uso contido do álcool é o que a maioria das pessoas desenvolve.

Número substancial de pessoas, porém, faz uso nocivo do álcool, pois ocasional ou regularmente bebe acima das quantidades supracitadas. Se numa festa, a pessoa bebe cinco copos de cerveja ou três de uísque, está ingerindo mais do que seu organismo tolera em termos de intoxicação alcoólica.

É claro que do ponto de vista biológico beber regularmente três doses de uísque ou de pinga causa impacto biológico significativo como hipertensão arterial ou doenças gástricas e hepáticas relacionadas ao consumo de álcool. A pessoa pode não ser dependente, mas nem por isso deixa de lesar o organismo quando exagera na bebida.

No Brasil, 13% da população masculina adulta têm problemas com álcool e dois terços desses 13% abusam de seu uso. Bebem três doses de uísque – ou uma dose substancial que vale por três – e dizem: não sou alcoólatra porque só bebo isso e mais nada.

Drauzio – Você classificaria essas pessoas como alcoólatras?

Ronaldo Laranjeira – Não. Tecnicamente a Organização Mundial de Saúde considera que essas pessoas fazem uso nocivo do álcool, mas não chegam a ser dependentes, porque conseguem passar alguns dias sem beber, não bebem pela manhã nem sentem necessidade premente da bebida em outros momentos. Muitas adotam um padrão razoavelmente regular de consumo. Às vezes, só bebem nos finais de semana, por exemplo, mas bebem grandes quantidades o que não as preserva dos efeitos nocivos físicos e comportamentais do álcool.

No Brasil, esse padrão de uso está se tornando típico dos adolescentes. Mais expostos à cultura que valoriza e facilita o consumo de álcool do que os jovens de anos atrás, exageram nas doses nos finais de semana. Estudos não deixam dúvida que esse aumento progressivo de consumo está diretamente relacionado com o crescimento do número de acidentes de trânsito ou domésticos e de casos de violência.

O uso nocivo do álcool sempre envolve risco: risco físico para a saúde e risco comportamental para o ambiente. Uma sociedade complexa como a nossa não está aparelhada para proteger o indivíduo intoxicado. Inúmeras pesquisas a respeito do assunto deixam claro o grande custo social do uso nocivo do álcool.

Vivemos numa cultura que estimula e facilita o consumo de bebidas alcoólicas. Os anúncios publicitários passam a impressão de que álcool não faz mal. Muitos pais dizem – meu filho só bebe, não usa drogas – como se isso não representasse motivo para preocupações. Na realidade, se computarmos o número de acidentes e mortes causado por drogas, especialmente entre jovens, o do álcool dispara na frente de qualquer outra como o principal responsável.

MECANISMO BIOLÓGICO DA DEPENDÊNCIA

Drauzio – Quais são as pessoas que você classifica como alcoólatras?

Ronaldo Laranjeira – A pessoa torna-se alcoólatra à medida que prolonga e repete o uso nocivo do álcool e surgem as ressacas de repetição. O que é a ressaca? De alguma forma, é a resposta do cérebro a uma dose excessiva de álcool.

Existem dois componentes da ressaca. Um é o componente tóxico do álcool. Um vinho de baixa qualidade provoca pior ressaca porque contém mais impurezas, mais metanol, mais chumbo. O outro componente é a ação farmacológica do álcool no cérebro. O álcool é um depressor do sistema nervoso central e o cérebro responde com o efeito rebote se exposto a quantidades maiores dessa substância. Ao contrário do efeito relaxante e agradável das doses iniciais, a pessoa acorda no dia seguinte à bebedeira mais excitada, irritadiça, inquieta e ansiosa, mas se sente melhor se começa a beber mais cedo, porque alivia os sintomas da crise de abstinência. As ressacas de repetição fazem parte dessa síndrome e são uma forma de o corpo demonstrar que se ressente da falta do álcool.

Dessa fase em diante, a pessoa bebe não mais porque seja agradável nem socialmente oportuno, mas para atenuar o desconforto provocado pelo próprio álcool. Esse é mais ou menos o mecanismo biológico da dependência de álcool. Quando o quadro se agrava, as pessoas já despertam com tremores, suando, muito irritadas e tensas. Bebem pela manhã para se sentirem mais calmas e continuam bebendo durante todo o dia para aliviar os sintomas de abstinência.

Drauzio – Os sintomas de abstinência vão ficando cada vez mais frequentes e intensos?

Ronaldo Laranjeira – Vão ficando, e a pessoa tem de usar a própria substância com que se intoxicou para aliviar os sintomas. É nisso que se constitui basicamente o mecanismo da dependência.

Drauzio – Às vezes, as pessoas dizem: hoje não estou bom para beber ou hoje estou ótimo para beber. O que explica essa sensação diferente de um dia para o outro?

Ronaldo Laranjeira – Acho que o álcool é uma droga que produz tantos efeitos que, às vezes, por uma série de problemas físicos, a pessoa pode não se sentir disposta para beber. No entanto, para a grande maioria que se encontra no processo de uso nocivo ou de dependência não existem dias mais ou menos confortáveis em relação ao álcool, porque a necessidade de beber sempre fala mais alto. É isso que evidencia melhor a transição entre uso nocivo e dependência. Quanto mais dependente a pessoa for, maior a necessidade e menos dias ruins para beber.

Drauzio – Na verdade, vai ter dia ruim para ficar sem beber…

Ronaldo Laranjeira – Os dias serão ruins se o dependente não beber. O tremor e a irritação aumentam e ele não consegue controlar-se nem funcionar direito. É um mecanismo parecido com o da dependência do cigarro que, de certo modo, é mais poderoso ainda. Os sintomas de abstinência são intensos, porque o cérebro reclama da falta de nicotina. No caso dos alcoolistas, reclama da falta de álcool.

RESSACA

Drauzio – Por que a ressaca não é sempre igual? Às vezes, é mais intensa embora a pessoa tenha bebido proporcionalmente menos.

Ronaldo Laranjeira – A intensidade da ressaca depende, em parte, da qualidade da bebida. Dependendo da quantidade ingerida, em geral o bom uísque escocês e o melhor vinho francês provocam ressacas mais leves, mais relacionadas ao efeito farmacológico do álcool.

Já misturar bebidas – vinho, cerveja, destilados, licor de ovos, seja lá o que for – provoca ressacas muito piores, porque além do álcool etílico foram ingeridos vários outros componentes tóxicos dessas bebidas.

Resumindo, dois fatores influem na intensidade da ressaca: qualidade e composição da bebida e quantidade de álcool ingerida.

Drauzio – Quer dizer que a crença de que misturar bebida não é bom tem certo fundamento?

Ronaldo Laranjeira – Tem muito fundamento. Misturar bebidas significa ingerir outros componentes nocivos além do álcool etílico.

CULTURA FAMILIAR E PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA

Drauzio – Certas famílias têm uma concentração maior de pessoas com problemas relativos ao uso de álcool. Há fatores genéticos envolvidos com o alcoolismo?

Ronaldo Laranjeira – Para analisar histórias familiares de pessoas envolvidas com álcool, é preciso fazer distinção entre cultura da família em relação ao uso dessa substância e aspectos genéticos. Por exemplo, em determinadas famílias existem mais médicos ou advogados e não se pode falar em força da genética na escolha dessas profissões. Trata-se, sem dúvida, de um componente ambiental transmitido de geração para geração que vai influenciar as escolhas pessoais.

No meu ponto de vista, esse componente familiar é o argumento mais poderoso para explicar por que se repetem casos de problemas com álcool em certos grupos familiares que valorizam e facilitam o uso do álcool. Em relação aos homens, beber significa uma espécie de rito de passagem para a vida adulta e sinal de masculinidade.

Há também evidências muito firmes de que, numa mesma família, existe uma vulnerabilidade biológica ao álcool em alguns membros que se sentem muito bem quando bebem. Esse lado reforçador do álcool é poderoso especialmente se o indivíduo estiver inserido numa cultura que valoriza o seu uso. A tendência, nesse caso, principalmente dos homens, é repetir esse comportamento e, geração após geração, o consumo de álcool será um problema para eles. Ao contrário, no entanto, existem famílias em que pesam mais as reações tóxicas que o álcool produz. É o que acontece com certas famílias de japoneses que apresentam deficiência de uma enzima, que leva à produção de acetaldeído, uma substância responsável por intenso mal-estar mesmo quando as doses ingeridas forem pequenas. Essas estão biologicamente protegidas porque naturalmente são desestimuladas para repetir o consumo.

PERFIL DE PERSONALIDADE DOS ALCOÓLICOS

Drauzio – Além desses fatores familiares genético-comportamentais, que tipo de personalidade aumenta o risco de uma pessoa desenvolver alcoolismo?

Ronaldo Laranjeira – Muito já se escreveu sobre o perfil de personalidade associado ao uso de álcool. Nas décadas de 1950 e 1960, pensava-se que existiria um tipo de personalidade que favoreceria o alcoolismo. As pesquisas não confirmaram essa suposição e estudo recente que acompanhou pacientes alcoólatras durante 60 anos não possibilitou determinar um perfil de personalidade característico dessas pessoas.

No entanto, alguns traços de personalidade são fatores de risco para a dependência de álcool. A impulsividade e irritação que marcam o jeito de ser de determinadas pessoas ou a timidez e o isolamento social de outras são características que facilitam o consumo de álcool, uma vez que ele pode ser utilizado par atenuar essas dificuldades. A tendência do sujeito impulsivo que se beneficia do efeito relaxante do álcool é, sem dúvida, repetir o consumo. O indivíduo mais tímido, mais isolado socialmente, que descobre no álcool um instrumento para melhorar sua performance social, vai valer-se dele em várias ocasiões.

OPÇÕES DE TRATAMENTO

Drauzio – Sob o ponto de vista comportamental, que recursos de tratamento existem para as pessoas dependentes de álcool, que não conseguem passar um dia sem beber?

Ronaldo Laranjeira – Antes de se iniciar o tratamento da dependência química do álcool é indispensável fazer uma avaliação clínica apurada para avaliar qual o tipo de tratamento adequado para cada caso. A população de dependentes de álcool é bastante heterogênea. Um alcoólico só é igual ao outro se olhado à distância. O sofrimento é sempre diferente.

Logo de cara, deve-se avaliar se além da dependência química existe uma co-morbidade psiquiátrica, principalmente depressão e ansiedade. A associação desses transtornos com álcool é muito comum e demanda tratamento especifico.

Esse diagnóstico é importante para resolver a maior parte dos problemas e melhorar o desconforto que provocam. É comum instalarem-se quadros de depressão e ansiedade a partir da terceira década de vida e existe uma relação significativa entre uso de álcool e esses transtornos psiquiátricos. Em vista disso, tratar só do alcoolismo e esquecer a depressão de nada adianta, porque ela é um mecanismo poderoso que induz as recaídas.

Por incrível que pareça, o fato de a pessoa ter as duas doenças melhora o prognóstico, se elas forem identificadas e o paciente receber tratamento efetivo para cada uma delas. Controladas a depressão e a ansiedade, o fator de risco que estaria perpetuando a dependência do álcool desaparece e a evolução do quadro é muito melhor.

Para as pessoas sem transtornos psiquiátricos, mas dependentes de álcool, existem inúmeras opções de tratamento. No Brasil, porém, há escassez de oferta. Na realidade, na linha de frente, destacam-se os Alcoólicos Anônimos, grupo de autoajuda que existe em mais de 50 países e há mais de 80 anos, com larga experiência no atendimento de dependentes de álcool. Eles oferecem um tratamento bom e barato alicerçado na generosidade de voluntários que se predispõem a ajudar o próximo a vencer um problema que de certa forma também é deles. É um trabalho maravilhoso, absolutamente fundamental na área do alcoolismo. Os AA são o sal da terra no sentido de facilitar o acesso e a adesão ao tratamento sem levar em conta cor, origem, sexo, nem condição socioeconômica. Quem se adapta aos grupos de autoajuda, deve procurar e permanecer nos grupos do AA.

No entanto, por vários motivos, um contingente significativo de pessoas não se adapta à cultura do grupo ou porque elas são portadoras de comorbidade psiquiátrica, ou porque não se entrosam com os demais participantes. Para essas pessoas, seria necessário oferecer opções de tratamento que incluiriam terapias de grupo e individuais, mas nem sempre isso é possível.

Atualmente, evoluíram muito as terapias psicológicas e a tendência é enfocá-las no comportamento ligado ao beber. Terapeuta e bebedor, juntos, devem identificar quais os fatores de risco para a ingestão de álcool. É muito comum a pessoa pertencer a um círculo de amizades que perpetua o hábito de beber. Nesse caso, ela deve reinventar um esquema ou estilo de vida do qual a bebida não faça parte e buscar fontes de apoio que o ajudem a não beber. De certo modo é isso que fazem os Alcoólicos Anônimos. Ao se filiar ao grupo, o dependente que passava horas e horas nos bares passa a conviver com uma rede social de pessoas abstinentes e essa diferença é fundamental para o controle da doença.

Drauzio – Realmente ajuda muito estar perto de gente que não bebe.

Ronaldo Laranjeira – Essa rede social protetora é muito importante nos AA como em qualquer outro sistema de tratamento. Ajuda muito ter amigos para os quais se possa telefonar sábado à noite e marcar um programa que não envolva álcool. Por isso, a orientação é sempre buscar relacionamentos sociais com não-bebedores e desenvolver formas de lazer distantes da cultura do bar.

O propósito da terapia individual é fundamentalmente prevenir a recaída que caracteriza a maior parte dos casos de dependência. Identificar fatores de risco e desenvolver estratégias de comportamento para não recair é uma linha de conduta importante no tratamento psicológico do alcoolismo.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Drauzio – No passado, o único tratamento farmacológico do alcoolismo era constituído pelo célebre Antabuse, um remédio que as mulheres punham na comida dos maridos e que provocava uma reação terrível quando eles bebiam. Muitos achavam que a bebida estava lhes fazendo mal e paravam de beber. Esse tratamento ainda aceito ou é considerado um método pré-histórico?

Ronaldo Laranjeira – O Dissulfiran, que é o componente do Antabuse, continua com a aprovação do FDA e ainda é usado se a pessoa estiver de acordo em receber esse tipo de medicamento. É um remédio bom e barato para o tratamento do alcoolismo. Quando o paciente concorda com o uso do Dissulfiran e entende seu mecanismo de funcionamento, ele serve como breque psicológico diante da bebida. De fato, antigamente, as mulheres colocavam esse remédio na comida dos maridos sem seu conhecimento, mas o mais comum era eles deixarem de comer em casa e continuarem bebendo no bar.

Hoje existem novos medicamentos que diminuem a vontade de beber. Pode parecer estranho, mas é exatamente isso que fazem. Eles agem sobre a ação do álcool no cérebro e não só diminuem a vontade de beber como diminuem os efeitos agradáveis do álcool.

Drauzio – Eles intensificam também os efeitos desagradáveis?

Ronaldo Laranjeira – Não chegam a provocar efeitos desagradáveis, mas interferem no efeito reforçador do álcool. Mais de 15 estudos atestaram o efeito do Naltrexone (nome da substância química desse remédio). Sob o efeito desse medicamento, as pessoas sentem menos os efeitos agradáveis da bebida e perdem a vontade de continuar bebendo.

Drauzio – É uma droga fácil de administrar? Provoca efeitos colaterais desagradáveis?

Ronaldo Laranjeira – Na verdade, o Naltrexone é uma das drogas mais seguras em psiquiatria. O paciente toma um comprimido de 50mg por dia e quase não há efeitos colaterais. No começo do tratamento, ele pode sentir um pouco de náusea que desaparece em poucos dias. Seu efeito sobre a vontade de beber não é absoluto, mas no mínimo dobra a chance de a pessoa permanecer abstinente ao longo de semanas ou, na pior das hipóteses, a beber menos. O Naltrexone não representa a cura para o alcoolismo, mas melhora muito a evolução do quadro.

Drauzio – Mas é importante que o dependente queira tomar o remédio para o tratamento ter sucesso.

Ronaldo Laranjeira – Esse é o grande problema: a adesão ao tratamento. É preciso convencer o paciente a tomar o remédio por vários meses ininterruptamente. A irregularidade no uso da medicação prejudica os resultados e desestimula o paciente. Há pessoas que tomam o remédio um dia ou dois, param porque beberam ou vão beber e depois voltam a tomar a medicação, o que prejudica seriamente o tratamento.

Drauzio – Além do Naltrexone existem outros medicamentos que ajudam a tratar do alcoolismo?

Ronaldo Laranjeira – Existe o Acamprosato, muito utilizado na Europa e que possivelmente será aprovado pelo FDA. Ele diminui também a vontade de beber. Sua ação farmacológica é um pouco distinta e mais prolongada do que a do Naltrexone.

Recentemente, foi publicado um estudo sobre um medicamento anticonvulsivante chamado Topimarato, utilizado em outros quadros psiquiátricos que parece diminuir também a vontade de beber e aumentar os períodos de abstinência por semanas.

Esses quatro medicamentos – Dissulfiram, Naltrexone, Acamprosato e Topiramato – são bons coadjuvantes nos tratamentos do alcoolismo, pois ajudam no processo de abstinência e na prevenção das recaídas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Protesto pede melhorias em serviços
de saúde mental em Campinas
Profissionais do Cândido Ferreira ocuparam escadarias da Prefeitura.
Trabalhadores apontam descumprimento de convênio de co-gestão.


Cerca de 100 funcionários do Hospital Cândido Ferreira, unidade de referência no tratamento de saúde mental em Campinas (SP), fizeram um protesto nas escadarias do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura, na manhã desta segunda-feira (26). Com cartazes, eles reclamam de atraso no pagamento dos trabalhadores e descumprimento do convênio em co-gestão entre a unidade médica e a administração municipal. Esta é a segunda manifestação dos funcionários em seis dias em frente ao Paço Municipal.
Em comunicado assinado pelos profissionais do Cândido e o Sindicato da Saúde de Campinase Região (Sinsaúde), a categoria informou que está em estado de greve. De acordo com os participantes, um convênio de co-gestão foi firmado em maio desde ano, com validade até julho de 2014, mas na Prefeitura não está cumprindo com o acordo em relação à participação dos trabalhadores, usuários e familiares no Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas.

Ainda segundo o comunicado distribuído durante o protesto, os funcionários afirmam que a verba, contratada e aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde, para o pagamento do dissídio referente a junho e julho, não foi repassada pela Prefeitura ao Cândido no prazo correto. Apesar de diversas negociações com entregas de documentos, o depósito só foi feito no dia 21 de agosto.

A saída de serviços dos espaços em prédios públicos, além de profissionais concursados dos equipamentos e equipes da saúde mental dos centros de saúde sem previsão de reposição, são anúncios preocupantes, de acordo com os profissionais. A categoria alega que isso cria insegurança, desassistência e dúvidas a todos os envolvidos sobre qual modelo de assistência em saúde mental a Prefeitura pretende adotar e cumprir.
saiba mais

O secretário de Saúde, Cármino de Souza, afirmou que não existe previsão para a saída dos serviços nos prédios públicos e que isso será estudado após o fim do convênio com o Cândido Ferreira, em junho de 2014. No entanto, o titular da pasta disse que a Prefeitura pretende voltar a ter atendimento de saúde mental nos hospitais da rede municipal e não apenas através do convênio.

Reajuste
Para reivindicar o repasse da administração municipal para pagamento do reajuste salarial e protestar contra os atrasos no depósito, funcionários do Cândido Ferreira também fizeram uma manifestação nas escadarias do Paço Municipal no dia 20 de agosto. Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), pelo menos cem pessoas participaram do ato, mas não acarretou reflexos no trânsito na região.

Diretrizes de saúde
Além das reivindicações salariais, os funcionários pedem que a Secretaria de Saúde exponha o modelo referente à saúde mental que deve ser adotado no município. "Não sabemos o que a Prefeitura quer do serviço do Cândido Ferreira, que é referência em saúde mental. A gente não tem qual é a política, qual a diretriz que o município deseja seguir", completa o assessor de recursos humanos do hospital, Paulo César Teixeira de Magalhães.

Programa CurSUS

Ética em Pesquisa (abertura de inscrições no 2º semestre/2013)
A assistência à criança e ao adolescente no Brasil: a construção das políticas públicas e seus valores(abertura de inscrições no 2º semestre/2013)

http://www.saude.sp.gov.br/instituto-de-saude/homepage/acesso-rapido/programa-cursus

Hoje apartir das 14 horas "Amamentar as Segundas"


Novo evento do ciclo de seminários do "Amamentar às segundas" acontece em agosto

O evento do ciclo de seminários do projeto "Amamentar às segundas" será realizado no dia 26 de agosto, das 14h às 17h, no Auditório Walter Lesser do Instituto de Saúde (IS). O encontro abordará o tema "Ideias sobre ganho de peso e amamentação de crianças pequenas" e contará com a palestra da pediatra Ana Júlia Colameo.

O ciclo de encontros é gratuito e acontecerá em uma segunda-feira por mês, e vai de março a novembro. As inscrições poderão ser feitas através do email amamentarassegundas@gmail.com.

O evento é realizado IBFAN (International Baby Food Action Network) em parceria com o IS, localizado na Rua Santo Antônio, 590, no bairro da Bela Vista, SP.

Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Crack escancara a falta de políticas contra as drogas

Tribuna do Planalto

Especialistas criticam a falta de ações integradas para o combate do uso da droga e divergem sobre a eficácia na internação compulsória de crianças e adolescentes, que atualmente é praticada na cidade de São Paulo.

Escancarada nas ruas a disseminação do uso de crack tornou-se um flagelo social diante da falta de políticas públicas voltadas para a questão das drogas. A estimativa da Or­ga­ni­za­ção Mundial da Saúde (OMS) para o Brasil é que existam 3% de usuários, o que im­plica em seis milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde tra­balha com dois milhões de usuários.
Na busca por soluções e­mer­genciais, a internação com­pulsória de crianças e a­do­lescentes – adotada pela prefeitura de São Paulo – co­meça a ser discutida pelo país e gera polêmica. Até que pon­to o encaminhamento à força g­era efeitos na luta contra o vício?

Para a diretora da Divisão de Saúde Mental, da Secre­ta­ria Municipal de Saúde de Goiâ­nia, Heloiza Helena Mas­sa­naro, primeiro é preciso o­bservar a complexidade da pro­blemática do crack, que implica também o preconceito. Por se tratar de uma séria questão de saúde pública, ela acredita que medidas simplistas não conseguirão o efeito desejado.

Conselheira do Conselho Federal de Psicologia e especialista em Saúde Mental, He­loi­za avalia que é necessário, antes de tudo, o diálogo. “Te­mos que dar a possibilidade de escolha para os usuários. Internação compulsória é uma verdadeira prisão não autorizada.”

Na opinião da psicóloga, essas ações governamentais são políticas de higienização, que excluem e ferem os direitos humanos. “Não podemos pensar a saúde de uma forma reducionista, muitos menos a questão do crack, que tem um forte fator social. Estamos regredindo. Pegar à força dependentes químicos e jogá-los para fora do mundo é cobrir os verdadeiros culpados da crise.”

Segundo ela, a internação compulsória é uma violência, que não oferece garantias, pois o sujeito não participa do processo de tratamento. “Mesmo que o crack atinja todas as classes sociais, o problema é a injustiça social e a exclusão. A população deve entender que os dependentes químicos precisam de ajuda e as famílias também.” Dados recentes do IBGE apontam que 35,7% dos lares brasileiros possuam algum parente familiar viciado em crack.

O foco deveria estar nas estratégias para a mudança de comportamento, que englobaria atendimento médico, psicoterapia de grupo, uso de técnicas para mudanças comportamentais, incentivo à participação em grupos de ajuda, assistência social. Heloiza diz que também não podem ser deixadas de lado as ações contra o tráfico e os investimentos em educação.

Estudos da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) demonstram que apenas um terço deixa o vício e encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos são relacionados à violência. Os pesquisadores apontam também que não há nenhum tratamento medicamentoso aprovado para dependência de crack.

O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Carlos Salgado, vê a internação compulsória como prioridade quando o dependente corre risco de vida. “Um exemplo é o de uma idosa retida ao leito, sem higiene, em situação de desnutrição e quadro infeccioso. Caso ela recuse atendimento, seus familiares e amigos vão levá-la mesmo a contragosto à atenção médica. Por que haveria de ser diferente para um adolescente em dependência grave de crack que recusa atendimento?”

A maior dificuldade enfrentada em manter o usuário de drogas em tratamento e no próprio atendimento, de acordo com Salgado, é a escassez de recursos clínicos que invade toda a a área da saúde. “Muito se discute em políticas públicas e muito pouco é implementado, pois as verbas necessárias são sonegadas pelo poder público, apesar da brutal carga tributária a encher cofres públicos.”

A superintendente de Aten­ção à Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde, e presidente do Comitê de Enfren­tamento ao Crack, Mabell Socorro, também avalia que a internação à força cabe em apenas alguns casos. “Quando existe a vulnerabilidade social e o dependente já não consegue controlar o vício e afeta os familiares e a sociedade, a internação compulsória pode ajudar no processo de desintoxicação.”

Em relação às questões de saúde como desidratação, desnutrição e gravidez, Mabell vê as internações à força como prioridades para o salvamento da vida dos dependentes. “Temos que ter sempre em mente a necessidade de socorrer a vida dos pacientes, que estão vulneráveis. A internação em hospitais gerais também é importante para o organismo físico. As clínicas específicas só desenvolvem tratamentos psicológicos.”

Reinserção social

Como uma engrenagem, um tratamento contra o uso de drogas não está atrelado somente à fase de desintoxicação. Os especialistas avaliam que a reinserção social é um ponto crítico do processo. Ma­bell acredita que o diferencial está justamente nesta etapa.

Os dependentes, que saem das clínicas e dos hospitais, necessitam de motivação e acolhimento para voltar à sociedade. “Se não houver uma reinserção social, os dependentes acabam voltando bem piores para as ruas. É prioritário o fim do preconceito e mais informação à população.” Por isso, são nos tratamentos psicossociais que Mabell vê a solução para o fim da epidemia do crack.

A superintendente enfatiza a importância das campanhas de prevenção ao uso das drogas e principalmente, do crack. O trabalho da educação é alvo de eventos que são voltados para serviços informativos, como por exemplo, dos efeitos das drogas no organismo, danos à saúde física e mental, destruição familiar, crimes em geral.

De acordo com Heloiza, a reinserção só acontece se houver uma ruptura com os problemas sociais. “Não é um problema só de saúde pública. Antes de tudo, são problemáticas sociais de distribuição de renda e educação pública. A população é desinformada quando o assunto é sobre droga, principalmente no caso do crack.”

Integrado

Uma visão interdisciplinar para o tratamento contra a droga foi apresentada pelo Conselho Federal de Medicina, na última quarta-feira, 9, durante o lançamento das Diretrizes Gerais Médicas para Assis­tência Integral ao Usuário do Crack.

Elaborado pela entidade, o documento aponta para a necessidade de uma abordagem física, psicológica e social ligada também às questões legais e qualidade de vida num tratamento que vise a abstinência e prevenção de recaídas.

De acordo com as diretrizes, a situação demanda uma abordagem interdisciplinar e uma rede integrada de atenção psicossocial, que devem propor ações preventivas de sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde e educação, bem como a identificação precoce e encaminhamento adequado dos usuários. Além disso, são previstas desintoxicações, tratamento psiquiátricos, estratégias de psicoeducação para trabalhar fatores de risco, reabilitação neuropsicológica e psicossocial e redução de danos.

Reforço para formação profissional

A falta de pro­fissionais ca­pa­citados é um dos maiores obstáculos para a­tendimento e tratamento dos de­­pendentes quí­micos. Em Goiás, para me­lho­rar a formação desses profissionais, a Universidade Fe­de­ral de Goi­ás (UFG), em parceria com a Se­cretaria Nacional de Po­lí­ticas sobre Drogas (SENAD), instala no próximo dia 18, o Centro Re­gional de Re­fe­rên­cia de For­mação Per­ma­nente sobre Dro­gas (CRR-UFG).

Segundo a coordenadora do CRR-UFG, professora Tâ­nia Maria da Silva, nem mesmo as universidades possuem matérias direcionadas para essa formação. No entanto, enfatiza que não existe um modelo ideal e nem mesmo uma fórmula má­gica de prevenção e tratamento.
Para o psiquiatra e presidente da Abead, Carlos Sal­­ga­do, os profissionais de saú­de são mais preparados para conter mecânica e farmacologicamente pa­cientes confusos em uma UTI, mesmo que sejam crianças. Mas, de acordo com ele, esses profissionais não costumam ter a mesma desenvoltura em quadros psiquiátricos, o que inclui os dependentes químicos.

Uma das primeiras atividades do CRR serão os cursos para formação de profissionais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Sistema Único de Assis­tên­cia Social (SUAS) de Goiânia e do su­deste goiano.

A expectativa da coordenadora é de que o CRR-UFG se tor­ne uma unidade permanente da universidade, após a conclusão dos quatro cursos. Ela diz que a intenção é dar se­quên­cia aos trabalhos nos 42 municípios onde a UFG possui campus

Cursos
Para início dos trabalhos do CRR, quatro cursos se­quen­cias serão oferecidos por professores da UFG, da Uni­versidade Fe­deral de São Paulo (Uni­fesp), do SUS e do SUAS, com encontros quinzenais, às quintas e sextas-feiras.

O primeiro deles, Curso de Atualização sobre Inter­ven­ção Breve (IB) e Aconse­lha­mento Motivacional co­meçará ainda no dia 18. A intenção é a formação dos pro­fissionais para o uso da Intervenção Breve e En­tre­vista Motivacional, na abordagem ao usuário de risco de crack, álcool e outras drogas.

O gerenciamento de Casos e Reinserção Social de Usuários de Crack e Outras será o se­gundo. Neste, os profissionais das redes SUS e SUAS serão capacitados para desenvolver intervenções mais efetivas com relação à prevenção, promoção e reabilitação psicossocial de usuários de crack, álcool e outras drogas, a partir da integração entre os dispositivos assistenciais e a comunidade.

No Brasil, hoje existem 49 Centros Regionais de Refe­rên­cia que promovem cursos de capacitação à distância. O CRR-UFG será o primeiro a promover formação presencial, conforme informações da coordenadora Tânia Maria.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)