Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

quinta-feira, 28 de abril de 2016


Profissionais da Segurança participam de capacitação sobre dependentes químicos

Começou nesta segunda-feira (24), na Central de Polícia Civil, em João Pessoa, as aulas do curso de capacitação sobre Identificação e Encaminhamento de Dependentes Químicos, que está sendo promovido por meio de uma parceria entre a Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social (Sesds) e o Serviço Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão ligado ao Ministério da Justiça.

O curso também recebe o apoio da Academia de Polícia Civil da Paraíba (Acadepol).

A capacitação é voltada para policiais civis e militares, e se estende também para Núcleos de Saúde destas instituições, além de servidores da Secretaria de Educação do Estado.

Para a agente de investigação e chefe do Núcleo de Saúde da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Sesds), Susicleide Dantas, a necessidade do curso é clara, já que os profissionais da Segurança Pública devem estar sempre prontos para o cuidado e a orientação de pessoas que são consideradas dependentes químicos.

leia mais :

http://paraibaonline.net.br/profissionais-da-seguranca-participam-de-capacitacao-sobre-dependentes-quimicos/

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A (in) constitucionalidade da internação compulsória dos dependentes de crack

...ao mesmo passo em que institui a internação compulsória como medida eficaz para tratamento da dependência química, a Lei 10.216/01 objetiva também a reinserção social do paciente em seu meio. Afinal, um processo de desintoxicação sem um processo de ressocialização, ocasionaria uma lacuna na vida daquele indivíduo, propiciando até, um ulterior retorno às drogas.

Não há que se falar em um ambiente asilar, tão pouco em instituição manicomial. A internação compulsória apresenta-se como um meio, e não com um fim. Em verdade, não restam dúvidas acerca da restrição da liberdade de ir e vir, de forma mitigada, visto que, conforme abordado anteriormente é explicita a colisão entre garantias/direitos constitucionais, todavia, o direito à uma vida digna apresenta-se como “princípio-mor”, em se tratando da pessoa humana.

Estabelecidos os fatores, bem como os métodos adotados, tem-se então o objetivo traduzido na tentativa primordial de pôr em prática a medida excepcional discutida, qual seja, a internação compulsória, no intuito de combater a dependência do crack e extirpá-lo da sociedade. Afinal, agir com brevidade e efetividade traduz o sentimento de que é possível vencer.



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http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=16864

quarta-feira, 6 de abril de 2016

É virose comum ou é dengue, zika ou chicungunha?



Gripe, diarreia e doenças transmitidas pelo Aedes deixam as emergências lotadas no Recife



Médicos pedem que a população não faça uso da automedicação.

As emergências permanecem lotadas de pessoas que adoecem com sintomas de dengue, chicungunha e zika. Não bastassem as doenças do Aedes aegypti, outras também causadas por vírus e consideradas sazonais, voltam a se tornar mais incidentes e merecem os mesmos cuidados das doenças transmitidas pelo mosquito. O problema é que muitas das viroses têm sintomas parecidos, mas que precisam ser diferenciados para que possam ser prescritos medicamentos adequados e recomendações que amenizam o sofrimento dos pacientes. 

“Tenho notado atualmente que mais pessoas aparecem gripadas. Os quadros têm começado a aparecer mais em crianças, que são mais suscetível ao adoecimento. Também estão comuns os casos de diarreia viral. São condições bem comuns neste pós-Carnaval”, diz a infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Vera Magalhães. Ela explica que, na gripe, as manifestações comuns são febre, dores musculares, espirro, tosse, congestão nasal e dor de garganta. 

“A questão é que, diante da tríplice epidemia de dengue, chicungunha e zika, as pessoas costumam achar que estão com uma das três doenças pelo fato de apresentarem febre e dor muscular. Além desses sinais, caso apareçam sintomas do aparelho respiratório, dificilmente se pensa em arboviroses (doenças causadas por mosquito)”, diz Vera. Um ponto delicado é que, ao se queixar de congestão das vias aéreas superiores, o paciente pode pensar em resfriado. “A diferença é que, nessa condição, geralmente não aparecem febre e dor muscular. O resfriado é basicamente caracterizado por sintomas do aparelho respiratório.”


DIANTE DA TRÍPLICE EPIDEMIA DE DENGUE, CHICUNGUNHA E ZIKA, AS PESSOAS COSTUMAM ACHAR QUE ESTÃO COM UMA DAS TRÊS DOENÇAS PELO FATO DE APRESENTAREM FEBRE E DOR MUSCULAR
Entre as recomendações médicas para qualquer uma das viroses, uma é fundamental: não fazer uso da automedicação, que pode mascarar a doença, dificultar um diagnóstico preciso do médico e complicar o quadro clínico. Uma pessoa, por exemplo, pode achar que está gripada e, na realidade, pode estar com dengue. Para cada uma das viroses, o tratamento precisa ser diferenciado, a fim de evitar agravamentos, especialmente nos grupos de risco, como crianças, idosos, gestantes e pessoas que apresentam defesa imunológica baixa.


Durante o Carnaval, o turismólogo Ednilson Veras, 39 anos, teve uma gripe muito forte, que durou uma semana. Senti febre, dor de cabeça e nos músculos. Não tive manchas no corpo, mas tive tosse muito seca, o que me fez achar que não seria dengue, chicungunha e zika. Estou recuperado”, conta.

Membro da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas da UFPE e do Jayme da Fonte, o infectologista Danylo Palmeira reforça que a diarreia viral também tem se tornado mais comum. “Ela aparece com náuseas, febre e vômitos. O detalhe é que, nesse caso, a diarreia não melhora tão rapidamente; é mais duradoura do que nos quadros de arboviroses, que podem vir com diarreia apenas no início da doença”, diz Danylo. Apesar de perceber que as viroses clássicas não deixam de ser frequentes nas emergências, ele destaca que atualmente 90% dos pacientes atendidos nas urgências de Pernambuco relatam sintomas de arboviroses. “E nesse universo, 80% dos casos são de chicungunha”, registra o infectologista.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Quais são os resultados de políticas de redução de danos para usuários de crack

Por que programas como o De Braços Abertos conseguem diminuir o uso da droga entre populações vulneráveis

FOTO: MARCO GOMES/FLICKR/CREATIVE COMMONS
 
NA CRACOLÂNDIA, USUÁRIOS DA DROGA GERALMENTE VÊM DE UM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL 

A prefeitura de São Paulo divulgou os resultados mais recentes do programa social De Braços Abertos, que tem como objetivo dar moradia em hotéis, ofertas de emprego, alimentação e capacitação profissional para usuários de crack que se reuniam no centro de São Paulo para usar a droga.
Segundo os dados oficiais, 88% dos participantes do programa afirmaram ter reduzido o consumo de crack em média em 60% - de 42 pedras por semana para 17. A pesquisa foi feita com 400 pessoas.
Para especialistas em políticas de redução de danos, o resultado é positivo porque leva em conta que o uso nocivo da droga para aqueles usuários é resultado de vulnerabilidades sociais.

“No caso do usuário de crack em situação de rua, não estamos só falando de pessoas que estão assoladas pelo flagelo de uma droga. Tem a questão da vulnerabilidade social. Se você oferece uma política pública de inclusão social, percebe uma redução na quantidade de uso e até no número de usuários”, diz o médico psiquiatra Luís Fernando Tófoli, professor do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A área no centro de São Paulo onde usuários de crack se reúnem para comprar e usar a droga ficou conhecida como Cracolândia. Para Tófoli, o contexto específico do local só poderia ser quebrado com políticas públicas integradas.
“Trata-se de um grupo de pessoas majoritariamente egresso do sistema prisional ou socioeducativo. Ele [o usuário] é muito vulnerável socialmente, usa a droga, é preso como traficante, sai, usa de novo e entra em um ciclo vicioso que precisa ser quebrado.”

A redução de danos leva em conta que a gravidade do uso da droga não deve ser avaliada somente pela quantidade. Também são analisadas suas metas sociais e profissionais, seus objetivos de vida e o impacto do uso na saúde mental, por exemplo. “Colocar todo usuário no mesmo balaio é aumentar o estigma”, explica.
Redução de danos troca abstinência pelo uso equilibrado#

A redução de danos aplicada ao uso de drogas é representada por uma série de medidas pragmáticas que têm por objetivo cuidar da saúde de pessoas que não conseguem ou não desejam abstinência como solução para resolver um problema com drogas.
Nesse caso, a redução de danos considera que existe um meio termo possível entre ser usuário de drogas com problemas sociais e psicológicos em decorrência do uso e não usar droga nenhuma: o uso equilibrado através de práticas responsáveis do consumo.
Trata-se de uma estratégia controversa para combater os problemas sociais causados pelo uso de drogas e que costuma gerar debate na sociedade. No entanto, costuma ser defendida por especialistas nas áreas de políticas públicas de saúde e organizações sociaisespecializadas no tema.
Como as políticas públicas de combate ao uso de drogas costumam priorizar a abstinência, a ideia de que é possível buscar saúde mesmo sem interromper completamente o uso é um paradigma. “As pessoas nem sabem que existe uma alternativa [à abstinência para tratar problemas com drogas]”, explica Tófoli.
Programa da prefeitura sofre críticas#

O programa De Braços Abertos tem mostrado alguns resultados positivos, mas também sofre críticas pela falta de transparência nos resultados, planejamento adequado e estrutura.

Em artigo no site do jornal “O Estado de S. Paulo”, o jornalista e cientista político Bruno Paes Manso afirma que o programa ainda tem uma equipe reduzida e treinamento insuficiente dos profissionais para lidar com os usuários de drogas da maneira planejada originalmente.

Segundo Manso, também falta transparência e avaliações mais detalhadas dos resultados do programa. Outra reportagem, esta da revista “Veja São Paulo”, relata condições insalubres de alguns dos hotéis fornecidos pela prefeitura.

Nova Lei das Drogas tem polêmica em torno da descriminalização do uso

A Comissão de Educação (CE) promoveu nesta quarta-feira (30) o primeiro de dois debates sobre o projeto (PLC 37/2013) que altera o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. Especialistas estão divididos sobre criminalizar ou não o uso de drogas. A questão foi levantada pelo senador Lasier Martins (PDT), designado pela comissão como relator da matéria, que afirmou ser o artigo 28 da Lei 11.343 o mais polêmico e questionado por parte da sociedade.
Senador Lasier Martins é o relator da matéria.

Os especialistas Ronaldo Laranjeira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o médico Sérgio de Paula Ramos, psiquiatra especialista em Álcool e Drogas, concordam com o artigo 28 da forma como está no projeto. Sérgio de Paula, que ressaltou estar em ascendência o uso da maconha, explicou que a diferença entre traficante e usuário é a quantidade, o que segundo ele não é um bom parâmetro, que as circunstâncias de cada caso é que caracterizam se o indivíduo é traficante ou apenas usuário. “Não se pode partir de um princípio de que um juiz não tem o bom senso de diferenciar usuário de traficante. Todas as tentativas mundo afora de especificar usuário e traficante levaram a grandes equívocos”, afirmou. Sobre os efeitos da maconha disse: “Afeta o desempenho escolar e que, portanto, emburrece o jovem usuário”.

O professor da Unifesp, Ronaldo Laranjeira, afirmou que 90% da população brasileira não quer a descriminalização e disse que nos Estados Unidos, nas localidades onde o consumo foi liberado, como em Colorado, houve aumento do uso e do tráfico. 

Já o professor da Unicamp, Luís Tófoli, lembrou que quando se fala em descriminalização é preciso discutir o que causa menos dano. “A discussão desse assunto deve ter um enfoque de redução de danos quando a abstinência não é alcançada e isso ocorre em muitos casos”, observou Tófoli, que apresentou o dado de que ¼ da população carcerária do país está associada ao tráfico de drogas.

O deputado Osmar Terra (PMDB/RS), autor do projeto, defendeu que a descriminalização é um estágio para a liberação de drogas.

“Medidas fortes devem ser tomadas para combater essa epidemia de drogas que vive o país. Os países que melhoraram os índices relacionados a violência e drogas, como Japão e China, foram aqueles que agirem com rigor contra as drogas”, disse o deputado.

O debate terá continuidade nesta quinta-feira (31). Os convidados serão: Valencius Wurch Duarte Filho, coordenador-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde – MS, Mauro Leno, membro da Coalizão Latino Americana de Ativistas Canábicos – CLAC, Leandro da Costa Fialho, coordenador-Geral de Educação Integral do Ministério da Educação – MEC, Sérgio Vidal, presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal (AMEMM) e o advogado Emílio Figueiredo.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Entenda a diferença entre dengue, zika e chikungunya
A Dengue não é a única doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, conheça os sintomas das "primas" da doença.



O Brasil vive uma epidemia de dengue com mais de 745 mil casos só neste ano. Mas esta não é a única doença transmitida pelo mosquito aedes aegyptique tem trazido dor de cabeça às autoridades brasileiras.
Nos últimos meses, o país passou a registrar casos de duas “primas” da dengue. Elas atendem pelos nomes exóticos de chikungunya e zika, são transmitidas pelo mesmo mosquito e têm alguns sintomas semelhantes.
Mas não se engane: as doenças são diferentes. Veja a seguir quais são os sintomas de cada uma delas.
Dengue
Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril.


Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti. 
Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar - até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.


Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.
Chikungunya
Doença: Até 18 de abril deste ano, foram registrados 1.688 casos de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.


Transmissão: É transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.


Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.
Zika

Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia, mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo.

Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Lótus Palestras Orientação e Aconselhamento no Tratamento de Dependência Quimica e Alcoolismo: Projeto Sintonia reúne líderes religiososObjetiv...


Projeto Sintonia reúne líderes religiosos

Objetivo é capacitar os segmentos religiosos sobre prevenção às drogas (Foto: Fábio Guimas)


BARRA MANSA

O auditório do Centro de Educação Integral (CEI) Vieira da Silva foi palco da terceira edição do Projeto Sintonia, que visa capacitar os segmentos religiosos sobre prevenção às drogas. A ação foi idealizada pela Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas, da Secretaria de Ordem Pública. O encontro, realizado da manhã de ontem, reuniu representantes de igrejas católicas; das Secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos e de Saúde; do Conselho Tutelar e do Centro Especializado de Atendimento a Mulher (Ceam).

O Projeto Sintonia é parte da Patrulha da Prevenção, cujo objetivo é debater sobre prevenção às drogas nos variados segmentos da sociedade. Segundo a coordenadora da Compod, Emília Nascimento, as igrejas têm um importante papel a ser cumprido no que diz respeito ao uso de drogas. Neste mês de março, o encontro será entre representantes de igrejas evangélicas e em abril entre espíritas, budistas e umbandistas. “Queremos levantar a importância da religião nesse contexto”, afirmou Emília.

Durante o encontro, a coordenadora apresentou algumas ações desenvolvidas pela Compod, como o projeto Força Tarefa Escolar, que acontece mensalmente nas escolas. Este ano, a primeira unidade a receber o programa foi o Colégio Municipal Marcello Drable. Um grupo de voluntários visitou a escola para conversar com os professores e alunos. O objetivo é ouvir a demanda dos profissionais e entender o contexto no qual a escola se encontra. A partir daí, a situação é encaminhada pelo setor responsável. A ação é realizada pelo Compod e pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), o Programa Saúde Mental e pela Guarda Municipal.

A coordenadora do Ceam, Maria da Penha Silva, frisou que 70% das mulheres atendidas pelo Centro Especializado foram vítimas de violência por causa das drogas. “É um fator que contribui para a violência doméstica. Nosso trabalho está mais complexo do que antes e, por isso, acredito ser importante estar juntos com o Compod e demais segmentos da sociedade”, completou.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Centro de tratamento, recuperação e reinserção social Casa Dia.

Avenida Vereador Abel Ferreira, 1501 - Vila Regente Feijo, São Paulo - SP
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Fernando Cesar.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ESTUDANTE DA UNESP QUE MORREU APÓS FESTA TINHA 4,6 GRAMAS DE ÁLCOOL POR LITRO DE SANGUE

Quarta, 01 Abril 2015 

Jornal O Estado de S. Paulo
CHICO SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O ESTADO

Segundo Sociedade Brasileira de Toxicologia, a partir de 3 gramas de álcool por litro de sangue a pessoa já tem confusão mental e perda da consciência
ARAÇATUBA - Laudo do exame toxicológico divulgado nesta terça-feira, 31, pela Polícia Civil confirma que o estudante Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, que morreu de coma alcoólico em 28 de fevereiro deste ano, após participar de um concurso para ver quem bebia mais, tinha 4,6 gramas de álcool por litro de sangue. Segundo a Sociedade Brasileira de Toxicologia, a partir de 3 gramas de álcool por litro de sangue a pessoa já pode ter confusão mental e perda da consciência (veja quadro abaixo). A festa, da Universidade Estadual de São Paulo, ocorreu em Bauru, no interior do Estado.
Segundo o delegado Kleber Granja, que preside o inquérito sobre o caso, o exame servirá para embasar o inquérito, que corre em segredo de Justiça ainda não foi concluído.
Outro inquérito, civil, tramita no Ministério Público. Há ainda uma sindicância aberta pela Unesp para punir os estudantes infratores, que também não foi concluída.
Fonseca entrou em coma e morreu após beber cerca de 30 doses de vodca em uma competição que media a resistência dos participantes a bebida. Além dele, outras cinco pessoas também passaram mal, três delas também entraram em coma alcoólico, foram internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de hospitais de Bauru e receberam alta dias depois.

O mineiro Humberto Moura Fonseca fazia engenharia elétrica na Unesp de Bauru e morreu após ingerir 25 doses de vodca em festa universitária
A festa, que era uma união das repúblicas de estudantes de Bauru, reuniu mais de 2 mil pessoas, mas os organizadores não tinham alvará para realização do evento e para comercializar bebidas alcoólicas. Além disso, a segurança e a assistência de saúde aos frequentadores, eram falhas. Quatorze pessoas estão sendo investigadas, entre elas, dois estudantes da Unesp que se apresentaram como organizadores - eles chegaram a ser presos, mas foram soltos e respondem pelos crimes de homicídio com dolo eventual e lesões corporais, também com dolo eventual.

domingo, 29 de março de 2015

Reiki contribui para acelerar a recuperação do paciente e promove o reequilíbrio físico, mental e espiritual Terapia é considerado um instrumento importante para vários tipos de tratamento


O arquiteto Fábio Abreu de Queiroz tem um sono tranquilo, se sente equilibrado e muito bem-disposto. Mas nem sempre foi assim. Ele morou fora do Brasil e, ao retornar, passou por uma fase de difícil adaptação, o que gerou ansiedade e insônia, problemas que, a princípio, ele tentou controlar com a ajuda de medicamentos indicados por um psiquiatra. A psicóloga Gláucia Friaça Maciel, de 46 anos, se sente leve, otimista, saudável e de bem com a vida. Mas nem sempre foi assim. Há 10 anos, ela passava por grandes dificuldades emocionais ligadas ao estresse. Além da superação dos problemas, Fábio e Gláucia têm uma coisa em comum: eles se tratam com reiki, método natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde física, mental e espiritual.

Maria José Marinho, de 83, aplica reiki quase todos os dias há cerca de 40 anos. De acordo com ela, a energia universal que é recebida por meio do reiki é transmitida pela imposição das mãos, que podem ou não tocar o corpo do paciente. “Primeiro, faço uma avaliação do nível de estresse do paciente, depois reconheço os pontos de maior tensão”, explica. Um exemplo da aplicação é em pessoas que estão prestes a fazer vestibular. “O reiki trabalha o cérebro. Mesmo que uma pessoa esteja intelectualmente preparada para fazer uma prova, o medo bloqueia o conhecimento. Por isso, as sessões são muito úteis para aqueles que vão fazer vestibular”, explica. Os benefícios do método, porém, vão muito além dessa situação.

“Trata-se de um medicina integrativa, que ajuda as pessoas a superar bloqueios, angústias, medo, 
depressão, insônia, nervosismo e estresse”, observa Maria José. Segundo ela, quem aplica o reiki deve ser um profissional preparado para fazer a energia do universo fluir através das suas mãos. Ela explica que, durante o processo, podem ocorrer “revelações”, que são ou não comunicadas ao paciente. Para aplicar o reiki, segundo ela, é necessário “romper” uma “tela” que existe nas mãos, responsável por bloquear a passagem de energia. “A partir daí, quem aplica também recebe a energia, que entra no topo da cabeça, desce pela coluna vertebral e expande-se pelos braços, chegando às mãos.”

HARMONIZAÇÃO 
De acordo com o terapeuta holístico Helemar de Sá, o reiki hoje é considerado um instrumento importante para vários tipos de tratamento, tanto que hospitais como o Albert Einsten e o Sírio-Libanês, em São Paulo, já o utilizam como terapia complementar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também incluiu o método em suas Orientações Normativas sobre o Tratamento da Dor, entre as modalidades de tratamento sem o uso de drogas recomendadas, junto de fisioterapia, fitoterapia, acupuntura, jugizu e musicoterapia. O documento aponta para a necessidade de se incluírem, no tratamento médico, outras dimensões biológicas, fisiológicas, sociais e espirituais. “O reiki é uma mão cheia de saúde”, resume Maria José.

Segundo Helemar, o que ocorre hoje é que, no lugar de haver competição entre a medicina e o reiki, há uma complementaridade. “A medicina tradicional cuida mais da parte química, biofísica. O reiki vai cuidar da parte energética e dos fundamentos do processo”, explica. Ele esclarece que o tratamento não tem nenhum vínculo com religião e que é um método considerado importante em pré e pós-operatórios. Para os estudiosos do reiki, toda doença tem fundamento no comportamento da pessoa. “Temos movimentos energéticos que se manifestam por meio de sentimentos, como raiva, angústia, tristeza, inveja, egoísmo e alegria. “Esse movimento vai produzir até uma alteração biofísica e bioquímica no organismo. O reiki permite retomar a harmonia do processo, entre o que se está vivendo do lado de fora e do lado de dentro.”




Zulmira FurbinoPublicação:28/03/2015

sábado, 28 de março de 2015

Como é a avaliação psicológica dos pilotos de avião



Detalhes sobre queda de avião da Germanwings levantam dúvidas sobre testes psicológicos em pilotos

Investigadores da queda do voo da Germanwings nos Alpes franceses disseram acreditar que o avião foi derrubado deliberadamente pelo copiloto Andreas Lubitz.

A Lufthansa, a empresa controladora da Germanwings, disse que não havia nenhuma indicação de que Lubitz, de 27 anos, era mentalmente instável.

Em 2009, o treinamento do piloto foi brevemente interrompido, mas retomado após Lubitz ser considerado apto novamente. O presidente-executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, disse não estar autorizado a revelar o motivo que levou à interrupção.
Quando Lubitz retornou, "seu desempenho foi sem críticas" e "nada foi marcante" sobre seu comportamento, disse Spohr.
A imprensa alemã, no entanto, informou que Lubitz sofria de depressão e que policiais encontraram sinais de problemas mentais em buscas no apartamento dele em Duesseldorf.
A natureza inexplicável das ações do piloto lançou dúvidas sobre a forma como os pilotos são avaliados psicologicamente.
A maioria dos viajantes no mundo hoje provavelmente supõem que aqueles que comandam aviões tenham passado por avaliações mentais rigorosas, já que estes seriam responsáveis por centenas de vidas. Mas será que essa suposição corresponde à realidade?
Raio-x psicológico
O presidente-executivo da Lufthansa deu a entender que não haveria teste psicológico especial obrigatório na Europa.
Na Grã-Bretanha, por exemplo, segundo um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil, a maioria dos pilotos começa numa escola de treinamento de voo, disse. Mas essas escolas não filtram candidatos por motivos psicológicos e, basicamente, avaliam apenas a capacidade de alguém voar.Autoridades acreditam que Lubitz derrubou avião deliberadamente

Uma avaliação médica é realizada assim que o piloto é empregado por uma companhia aérea. O capitão Mike Vivian, ex-chefe de operações de voo da Autoridade de Aviação Civil britânica, disse que esta avaliação é "muito intensa".

O processo envolve um elemento de triagem psicológica. Candidatos são questionados sobre sua história pessoal, incluindo interesses e relações familiares, histórico de depressão e pensamentos suicidas, disse Vivian.

Mas os processos de seleção parecem depender das respostas do candidato e o julgamento do examinador. "Há um elemento de confiança", disse.

Este exame é realizado por um médico de aviação especialmente treinado e é repetido todo ano ou a cada seis meses, dependendo da idade.
Mas a autoridade britânica disse que todos os procedimentos de triagem deverão ser revistos após o "trágico incidente" da Germanwings.
A maior parte dos exames é focada nos aspectos fisiológicos do piloto - altura, peso, sangue e urina. O aspecto mental ocupa uma parte secundária da avaliação - apenas seis linhas num documento de três páginas e meia definem o que o questionário "psiquiátrico" deve abordar.

"Durante a avaliação do histórico do candidato, o médico deve fazer uma investigação geral sobre a saúde mental que pode incluir humor, sono e uso de álcool".

"O médico deve observar o requerente durante o processo do exame e avaliar o estado mental do candidato sob as categorias de aparência / discurso / humor / pensamento / percepção / cognição / conhecimento. O médico também deve buscar quaisquer sinais de álcool ou uso de drogas".

Tristan Loraine, ex-capitão da British Airways, aposentado desde 2006 após 20 anos de voo, disse não ter sido avaliado psicologicamente em sua carreira. Disse que "urinou em garrafa, submeteu-se a exames de sangue", mas que a questão mental não foi avaliada.

A maior parte do teste é relacionada à capacidade técnica. Ele foi submetido a testes de simulação duas vezes por ano e a um exame no qual seu comportamento como capitão era observado durante um voo normal.

Na British Airways, ao contrário das companhias nas quais havia trabalhado anteriormente, Loraine disse ter se reunido com dois funcionários de recursos humanos. Mas, novamente, segundo ele, essas reuniões foram pouco rigorosas.

"O pessoal do RH disse: 'nos conte sobre a sua vida'. Eles não estavam fazendo um teste neuropsicológico adequado", disse:

A associação britânica de pilotos aéreos, a Balpa, rejeita essa afirmação.

Rob Hunter, diretor de segurança de voo da Balpa, disse em comunicado: "A aplicação do certificado médico anual inclui uma exigência legal de que um piloto declare ter tido quaisquer problemas psicológicos e espera-se que o examinador avalie quaisquer sinais de problemas mentais aparentes durante o exame".

"Pilotos operam uma rigorosa cultura aberta de relatar quaisquer preocupações relacionadas a questões técnicas, de segurança ou problemas médicos ou mentais com os colegas".

Loraine, que faz campanha a favor do bem-estar dos pilotos, diz que, embora espera-se que pilotos e tripulação relatem problemas pessoais, muitas vezes isso não acontece.

"Voei com pessoas que não estavam em condições de voar. Elas tinham problemas domésticos ou financeiros", disse.

O secretário-geral da Balpa, Jim McAuslan, rejeita a introdução imediata de uma triagem mais rigorosa, mas admite que, enquanto aviões e controles de tráfego aéreo se tornaram mais seguros, "o ponto de fraqueza" agora, podem ser os pilotos.

Casos em que pilotos deliberadamente derrubam um avião podem ser difíceis de serem provados - a queda do avião da EgyptAir, em outubro de 2009, e de um voo entre Moçambique e Angola, em novembro de 2013, se encaixam neste cenário.
Qual seria a melhor resposta?

Incidentes nos quais pilotos tentam derrubar o avião são "absolutamente raros" e acontecem a cada 5 a 10 anos. Pilotos são observados o tempo todo, especialmente por seus colegas.

"Toda vez que eles entram na cabine estão sendo analisados porque alguém está sentado ao lado deles",

disse o psicólogo clínico Robert Bor.

Empresas aéreas estão revendo regras após queda de avião

Bor diz que mesmo testes psicotécnicos não poderão revelar detalhes sobre uma pessoa que acorda de forma diferente em um determinado dia. E é impossível evitar que 100% dos casos em que alguém queira abusar de sua posição de autoridade.

A triagem psicológica pode ajudar, diz Loraine. Mas isso não vai resolver tudo - a saúde mental das pessoas pode mudar ao longo da vida. No caso de Lubitz, não houve sinais de aviso, de acordo com a Lufthansa.

Em última análise, Vivian disse, não é óbvio como as companhias aéreas possam conseguir chegar a uma triagem perfeita. "Eu não conheço qualquer teste em que você consiga investigar o estado mental de uma pessoa de forma abrangente e objetiva".

A resposta é evitar que um piloto nunca esteja sozinho na cabine de comando, diz Loraine. Esta é a abordagem que a Autoridade Federal de Aviação dos EUA adotou. Agora, a Europa vai analisar se fará o mesmo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Centro de referência LGBT é inaugurado em São Paulo

O Centro de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero), no bairro do Arouche, na região central de São Paulo, foi inaugurado nesta sexta-feira (27) pelo prefeito Fernando Haddad e pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti. No local, vão trabalhar 20 profissionais, entre psicólogos, advogados e assistentes sociais, que prestarão atendimento às vítimas de homofobia. Elas receberão orientação jurídica e psicológica gratuitamente.
Creative Commons - CC BY 3.0 - Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT

Paulo Pinto/Fotos Públicas

As pessoas também poderão assistir a palestras, debates e fazer testes de HIV. O centro substituirá o serviço da prefeitura que funcionava no Pátio do Colégio (local onde foi erguida a primeira construção que deu origem à cidade de São Paulo), também no centro. O espaço fica aberto de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 21h. Foram investidos no centro R$ 1,2 milhão, recursos da prefeitura e do governo federal.

De acordo com o coordenador de Políticas LGBT do município, Alessandro Melchior, o Largo do Arouche é um espaço de maior frequência da população LGBT do Brasil. “Há registros de que a população LGBT frequenta o Largo do Arouche desde 1930. Uma das questões centrais da prefeitura, foi a necessidade de que os serviços públicos cheguem onde a população está. A equipe é muito grande e este talvez seja o maior centro de referência LGBT do Brasil”.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, destacou a situação de vulnerabilidade da população LGBT. Por isso, ela é um dos alvos das políticas públicas da secretaria. De acordo com a ministra, é necessário enfrentar o preconceito, a violência e o não reconhecimento do direito de a pessoa ser o que é.

“É um trabalho cotidiano que só pode ser feito com estrutura física e trabalho permanente de mudança da cultura. Toda forma de violência e de preconceito tem sua origem na afirmação 'eu tenho direito, ele não tem'. Há uma concepção de poder”, disse. Ideli ressaltou que essa população muitas vezes não sabe os direitos que tem, e a existência de um centro de referência é fundamental para acolher, orientar e encaminhar.

A coordenadora do Fórum Paulista LGBT, Fernanda de Moraes, avaliou que o centro será um grande instrumento no combate à homofobia e representa um avanço. “Este se tornará um polo e um ponto positivo para a população LGBT, porque reunirá serviços como o de psicologia, jurídico e assistência social. Isso será importante para agregar essa população que precisa desse atendimento para ter seus direitos garantidos”. 

Segundo a Coordenadoria de Políticas LGBT do município, entre 2012 e 2013, a capital paulista registrou 450 casos de violação de direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Criado em 27/03/15 17h25 e atualizado em 27/03/15 17h41
Por Flávia Albuquerque Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil


TAGS: CENTRO LGBT, DIREITOS HUMANOS

Depressão, bipolaridade e ansiedade são maioria em tratamentos de saúde mental

Depressão, bipolaridade e ansiedade são os principais diagnósticos feitos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Psiquiatria, na Vila Maria, zona leste da capital paulista, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. A maioria dos pacientes (52%) atendidos na unidade apresentaram algum desses transtornos, chamados de afetivos. Desde a inauguração do ambulatório, em agosto de 2010, quase 15 mil pessoas foram atendidas.
Para a psiquiatra Denise Amino, diretora técnica do serviço, o número é esperado, diante dos padrões da sociedade, tendo em vista que a incidência da depressão é em torno de 20%. “Não há um estudo para a sociedade em geral que mostre qual o percentual da depressão em relação aos transtornos mentais. Mas, com certeza, ela é maioria, se pensarmos que 20% é um número expressivo, enquanto a esquizofrenia, por exemplo, é 1% da população”, comparou.
O ambulatório oferece cinco linhas de cuidados. Em relação aos transtornos afetivos, que representam mais da metade dos atendimentos, 38% são casos de depressão. A psiquiatria geriátrica corresponde a 17% dos casos; psiquiatria da infância e adolescência, 12%; transtornos psicóticos e esquizofrenia, 11%; e transtornos ligados ao uso de álcool e outras drogas (8%).
De acordo com a secretaria, mais do que um quadro de desânimo ou tristeza, a depressão é quando sentimentos negativos deixam de ser passageiros e começam a afetar de forma negativa a vida da pessoa em diversas áreas, seja no trabalho, no sono, no aspecto físico ou em suas relações pessoais. “São outros sintomas, para além da tristeza, perdurando por um período maior e causando prejuízos tanto na vida pessoal quanto profissional”, descreveu a psiquiatra.

Denise alerta que o preconceito em relação à depressão e a dificuldade em identificar os sintomas prejudicam a busca de uma ajuda especializada. “Se não tiver um atendimento adequado, a doença acaba se tornando crônica ou evoluindo para um quadro mais grave”, apontou.

Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil Edição:Stênio Ribeiro Fonte:Agência Brasil
Editor Stênio Ribeiro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ministério Público vai cobrar políticas públicas na Justiça

Com o alto consumo de crack entre gestantes, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou, em junho passado, que profissionais de saúde avisassem o órgão sobre mulheres nessas condições que dessem entrada em centros de saúde e em maternidades. Essa medida aumentou a separação de mães e filhos, sendo reprovada pela prefeitura e diversas entidades. Diante da postura do Executivo, o MPMG promete entrar na Justiça para exigir que o poder público desenvolva políticas efetivas para grávidas usuárias de drogas.
O promotor de Defesa da Infância e da Juventude Celso Penna informou que ele e mais duas promotoras estão elaborando a ação civil pública, que deve ser encaminhada “o mais rápido possível” ao Judiciário.

“As políticas públicas ainda são ineficazes e insuficientes. Não existe uma ação específica para a gestante usuária de droga. Ela não pode ser tratada da mesma forma que outro dependente químico porque há uma criança”, declarou Penna. Para ele, essas mulheres devem ter acolhimento, tratamento médico permanente e acompanhamento social. “Se a prefeitura não vai cumprir nossas recomendações, vamos cobrar na Justiça que essas políticas existam”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as gestantes usuárias de drogas têm o mesmo atendimento oferecido a todos os dependentes químicos, com acompanhamento nos 147 postos de saúde e atenção integral e continuada nos Centros de Referência em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Cersam-ad).

Região de Cascavel ganha novo serviço de atendimento de saúde mental

O Governo do Estado inaugurou nesta terça-feira (3), em Cascavel, a quinta unidade do Serviço Integrado de Saúde Mental do Paraná (SIMPR), um espaço especializado no atendimento às pessoas com sofrimento, transtorno mental e dependência química. A implantação do novo serviço é a grande aposta do governo estadual para fortalecer a rede de saúde mental na região, que reúne 25 cidades e 536 mil habitantes.
A unidade de Cascavel funcionará a partir de segunda-feira (9) em um antigo seminário de 30 mil m², no bairro Braz Madeira, que foi inteiramente reformado para oferecer conforto e segurança aos pacientes. Além do prédio de atendimento clínico e acolhimento (2 mil m²), os pacientes terão à disposição duas quadras poliesportivas, cancha de bocha, pista de caminhada, bosque e pomar.
“Este é mais um exemplo das ações do governo para promover a interiorização e a regionalização da saúde. Este centro é uma experiência inovadora no tratamento da saúde mental e atendimento de dependentes químicos. Fruto da boa parceria com Estado com os municípios”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
Para o secretário chefe da Casa Civil do Paraná, Eduardo Sciarra, são ações como essa que mostram como o governo dá atenção prioritária à saúde. “Estamos aqui para celebrar este importante investimento do Estado, município e governo federal, cientes de que o papel do governo é levar serviços de qualidade à população”, afirmou Sciarra. “A saúde é um exemplo de bons indicadores, com resultados que podem ser medidos”, disse ele.
24 HORAS – Caputo Neto explicou que o Serviço vai oferecer, em um mesmo local, tratamento ambulatorial e assistido 24 horas. Desta forma, o paciente terá acesso a uma assistência integral, de acordo com suas necessidades clínicas”, explicou.
No prédio principal, uma ala será destinada ao acompanhamento de saúde e reinserção social dos pacientes por meio de atividades terapêuticas. Neste espaço também haverá atendimento a pacientes em crise, podendo oferecer acolhimento noturno por um período máximo de 14 dias.
A outra ala é dedicada à oferta de moradia temporária a pacientes em tratamento da dependência de álcool, crack e outras drogas. O serviço também deverá apoiar o paciente na busca de emprego, estudo e alternativas de moradia. O período máximo de acolhimento é de seis meses.
“A intenção é que as equipes multiprofissionais do serviço atuem de forma integrada, potencializando os resultados do tratamento do paciente. Este diálogo constante também deverá acontecer com as equipes municipais, responsáveis por grande parte dos encaminhamentos”, informou o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak.
REFERÊNCIA - De acordo com o prefeito de Cascavel, Edgard Bueno, a abertura da unidade representa um dos maiores avanços conquistados para a saúde pública da região nos últimos anos. Ele afirmou que o enfrentamento dos problemas decorrentes por conta do uso de drogas é um dos principais desafios da atualidade. 
Edgar Bueno, destacou a criação da Secretaria Municipal Antidrogas para dar suporte às famílias que têm dependentes químicos ou doentes mentais. “A Clínica tem importância fundamental para a vida das pessoas. Não tem nada parecido no Brasil ao que estamos abrindo aqui hoje”, disse o prefeito. 
A importância do novo centro para a população da região foi destacada, também, pelo prefeito de Assis Chateaubriand e presidente da Associação dos Municípios do Oeste (AMOP), Marcel Micheletto, e pelo prefeito de Diamante do Sul e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste DO Paraná (Cisop), Darci Tirelli.
''Este será um local de referência para tratamento de pessoas com dependência. A associação, o governo e o município de Cascavel fizeram um grande esforço, mas que vai valer a pena porque temos certeza da qualidade da assistência que será prestada”, afirmou Tirelli.
CAPACIDADE - O SIMPR da 10ª RS será gerenciado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná e terá seus custos compartilhados entre Governo do Estado e União. 
A previsão é que o acompanhamento clínico atenda inicialmente cerca de 250 pacientes por mês, entre adultos e crianças/adolescentes. “Esse número pode aumentar para 350 pacientes por mês quando a unidade entrar em funcionamento pleno”, afirmou a coordenadora do SIMPR da 10ª RS, Maria Vilma Aguirre.
Para o espaço de acolhimento temporário, a capacidade máxima de atendimento é de 37 pacientes, sendo 15 adultos e 12 crianças/adolescentes. “A ideia é que o encaminhamento para este espaço seja feito exclusivamente pela equipe da ala clínica”, afirmou Aguirre.
Para isso, a unidade atuará com uma equipe multiprofissional de 50 pessoas – composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais de saúde. Entre os dias 26 e 30 de janeiro, uma capacitação foi realizada em Cascavel para organizar o fluxo de encaminhamentos, além de discutir questões sobre planos terapêuticos. O curso envolveu mais de 90 pessoas, incluindo gestores municipais.
FINANCIAMENTO – Esta é a primeira vez que o Governo do Paraná investe no financiamento de serviços ambulatoriais especializados em saúde mental. O Estado repassou inicialmente R$ 290 mil para a implantação do SIMPR e também garantiu a compra de um lote de equipamentos e mobiliário (R$ 300 mil) para viabilizar a abertura da unidade.
Também participaram da inauguração o arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, além de prefeitos, secretários e demais autoridades da região.
Revisão da política de drogas é tema de debate na Bienal da UNE
A revisão da política de drogas e desmilitarização da Polícia Militar (PM) são medidas necessárias para atender às revindicações por direitos da juventude brasileira. As propostas foram apresentadas hoje (4) no 6º Diálogo Nacional da Juventude, parte da programação da 9º Bienal da União Nacional do Estudantes (UNE), realizada no Rio de Janeiro. O tema do diálogo foi "O direito à cidade, ao território e às políticas públicas".
Durante o debate os jovens voltaram a classificar como ineficiente as leis atuais, que definem como crime a produção, a venda e o porte de drogas. Na avaliação deles, a chamada “guerras às drogas” traduziu-se no “principal vetor de violência contra a juventude” e em altos índices de mortalidade de jovens, especialmente negros, em áreas mais pobres. Outro problema é a concepção de tratamento, que acabam levando à internação das pessoas, prática já condenada.
O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ladislaw Dowbor, presente ao evento, acrescentou, que a atual política de drogas, além de resvalar na parte mais fraca, favorece apenas os operadores do esquema em larga escala. “A droga não é um problema do morro. É um problema dos grandes bancos que lavam dinheiro, dos grandes fornecedores de armamento, dos atacadistas das drogas e do sistema policial que vive de propina”, criticou.
Paralelamente, o jovens avaliaram que é preciso discutir um novo modelo para as polícias militar, além de aprovar o Projeto de Lei 4.471/12, que determina investigações rigorosas para mortes e lesões corporais decorrentes de ações policiais. “Não há como enfrentar o extermínio da juventude negra sem tratar da desmilitarização da polícia”, disse Rodrigo Mesquita, representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele disse ainda que a reforma das corporações deve incluir uma reconfiguração da “própria noção da segurança pública”.
Para os jovens do campo, o estudante Régis Piovesan, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), também cobra mais oportunidades e políticas públicas, principalmente para as mulheres. As atuais condições, explica, retirou as jovens do interior do país. ”Observamos um processo de envelhecimento e masculinização do campo, principalmente pela saída das jovens, que migraram em busca de melhores oportunidade de educação e cultura”, alertou.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Saúde: Psiquiatra alerta para perigos das bebidas alcoólicas nas festas.

Internações psiquiátricas por excesso de álcool
Época de emoções e também de excessos, principalmente de álcool, as festas de final de ano acendem um alerta vermelho que deve ser levado em conta pelos cidadãos, recomendou o presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad), psiquiatra Jorge Jaber Filho.
Em entrevista ontem (26) à Agência Brasil, Jaber informou que, do ponto de vista fisiológico, o ser humano tem necessidade de algumas substâncias químicas no cérebro, que são os neurotransmissores, que se assemelham às moléculas das drogas, como o álcool, o tabaco, a cocaína, a maconha.

"Há uma tendência na vida das pessoas, que se radicaliza nesse momento de datas festivas, de haver falta dessa substância no cérebro. Aí, a pessoa toma alguma substância, como o álcool, que é um estimulante em pequenas doses, mas que, se tomado em excesso, acaba produzindo o efeito inverso. Em vez de um estímulo ao sistema nervoso central, ela passa a ter uma inibição desse sistema, fazendo com que aumente ainda mais a depressão, decorrente muitas vezes da lembrança de pessoas queridas que não estão mais presentes", disse o psiquiatra.

Conforme Jaber há uma inversão de valores nas festas de fim de ano, com crescimento do aspecto mais materialista da data, e não dos valores espirituais. "Assim, as pessoas acabam abusando dessas substâncias, que adicionam no organismo, como adicionam comidas". Ele explicou que, a partir daí, há um abuso que pode ser o fator determinante de doenças como alcoolismo e dependência química.
O psiquiatra salientou que, nessa época, costuma aumentar o número de internações tanto em hospitais de pronto-socorro como em clínicas psiquiátricas. "A situação da saúde pública ainda não conseguiu resolver a questão de leitos hospitalares e, em relação à saúde mental, vigora a política da redução do dano. Ou seja, a pessoa pode usar [álcool, no caso], desde que não cometa atos que piorem a sua vida". Segundo ele, o Brasil está experimentando esse tipo de política, mas, aparentemente, não tem tido o sucesso esperado. Isso é constatado pela existência de cracolândias, áreas onde se reúnem centenas de pessoas drogadas, principalmente nas grandes metrópoles.
Jaber lembrou que quase todas as pessoas que usam álcool começaram usando tabaco e passam para a maconha. "Quase todos os que usam maconha começaram com tabaco ou álcool. Essas três drogas são fundamentais para levar ao uso da cocaína."
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo, a proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais) subiu 20% no país entre 2006 e 2012, passando de 45% para 54%. A expansão entre as mulheres (34,5%) foi maior do que entre os homens (14,2%), no período pesquisado.
Em termos de concentração do consumo de álcool, o levantamento mostra que 20% dos adultos brasileiros que mais bebem ingerem 56% de todo o álcool consumido. A pesquisa revela ainda que quase dois de cada dez bebedores apresentaram critérios para abuso ou dependência de álcool e que 32% dos adultos que bebem relataram não terem sido capazes de parar depois que começaram a beber.
O levantamento constatou também a relação entre abuso de álcool e depressão. Dos 5% de brasileiros que tentaram tirar a própria vida entre 2006 e 2012, em mais de dois de cada dez casos, o que equivale a 24%, a tentativa estava relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Para o presidente da Abrad, a tendência é aumentar o uso de álcool no Brasil. "O que nós temos visto é um aumento do custo na saúde pública da liberação do álcool para menores de 18 anos. E isso leva a um abuso cada vez mais cedo nos jovens, gerando alterações físicas e mentais muito importantes". Jaber criticou a falta de fiscalização na venda de bebidas para crianças e adolescentes, principalmente em postos de gasolina, onde os jovens compram suco ou refrigerante e tomam misturado a álcool. "Todos veem isso acontecer e não há um efetivo combate a essa prática."
O psiquiatra ressaltou que não há distinção de classe social ou de nível socioeconômico entre os bebedores de álcool no país. "Os mais abastados costumam misturar vodca com bebidas energéticas ou cafeínicos, enquanto os menos abastados procuram tomar cerveja com cachaça ou fazer essas misturas chamadas batidas, que misturam cachaça com refrescos ou refrigerantes". Ele destacou ainda que, nas comunidades carentes, a situação econômica favorece a venda de substâncias ilícitas, como o álcool, entre menores de idade.

Droga alucinógena começa a ser usada para tratar depressão

Pacientes não seriam capazes de avaliar o risco de tomar remédio


Nova York, EUA. Ou se trata do mais empolgante novo tratamento para depressão em anos, ou a cetamina (também pode-se chamá-la de ketamina), uma droga alucinógena, está sendo erroneamente receitada para pacientes desesperados em um número crescente de clínicas nos Estados Unidos.
Embora seja utilizada como anestésico há décadas, pequenos estudos em centros médicos de prestígio, como Yale, Mount Sinai e o Instituto Nacional de Saúde Mental, sugerem que ela pode aliviar a depressão de muitas pessoas para as quais os antidepressivos de uso convencional, como Prozac ou Lexapro, não têm efeito.
Contudo, psiquiatras dizem que a droga não foi estudada o suficiente para ser empregada fora dos estudos clínicos e que estão alarmados pelo fato de as clínicas estarem começando a oferecer tratamentos com cetamina, cobrando de US$ 300 a mais de US$ 1 mil por sessões que devem ser repetidas muitas vezes.

“Não sabemos quais são os efeitos colaterais em longo prazo”, afirma Anthony J. Rothschild, médico e professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.

Porém, como a cetamina foi aprovada há muito tempo para a anestesia, médicos têm permissão para utilizá-la de forma não reconhecida pela bula para tratar a depressão. Críticos afirmam que pacientes muito deprimidos podem estar desesperados demais para ponderar adequadamente acerca dos riscos da terapia experimental.

“Nós estamos falando de uma população particularmente vulnerável”, afirmou Dominic A. Sisti, professor assistente de ética médica da Universidade da Pensilvânia, um dos autores de análise manifestando preocupação com as clínicas.

Ele e outros críticos dizem que algumas clínicas são administradas por anestesistas familiarizados com a cetamina, mas que não fornecem tratamento psiquiátrico como um todo. Outras são administradas por psiquiatras que podem não ter experiência na aplicação do medicamento.

Alguns pacientes se dizem prontos para correr o risco. “Eu vejo o custo de não usar cetamina – para mim era a morte certa”, afirmou Dennis Hartman, 48, empresário de Seattle.

Ele disse que após uma vida de depressão severa, já escolhera a data de suicídio quando decidiu participar de estudo clínico com a cetamina nos Institutos Nacionais de Saúde dois anos atrás. A depressão sumiu e desde então ele tem ido a uma clínica em Nova York a cada dois meses para nova dose. Ele fundou um centro para divulgar o tratamento.

Defensores dizem que a dose usada para depressão é menor do que a utilizada para anestesia ou por viciados e pode ser administrada com segurança.