quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Erasmo de Rotterdam (1469-1536)
Neste libelo do teólogo Erasmo de Rotterdam (1469-1536), quem fala é a Loucura. Sempre vista apenas como uma doença ou como uma característica negativa e indesejada, aqui ela é personificada na forma mais encantadora. E, já que ninguém mais lhe dá crédito por tudo o que faz pela humanidade, ela tece elogios a si mesma. O que seria da raça dos homens se a insanidade não os impulsionasse na direção do casamento? Seria suportável a vida, com suas desilusões e desventuras, se a Loucura não suprisse as pessoas de um ímpeto vital irracional e incoerente? Não é mérito da Loucura haver no mundo laços de amizade que nos liguem a seres perfeitamente imperfeitos e defeituosos?
Nas entrelinhas de Elogio da Loucura, o humanista Erasmo critica todos os racionalistas e escolásticos ortodoxos que punham o homem ao serviço da razão (e não o contrário) e estende um véu de compaixão por sobre a natureza humana. Pois a Loucura está por toda parte, e todos se identificarão com algum dos tipos de loucos contemplados pelo autor. Afinal, como ele próprio diz, "Está escrito no primeiro capítulo do Eclesiastes: O número dos loucos é infinito. Ora, esse número infinito compreende todos os homens, com exceção de uns poucos, e duvido que alguma vez se tenha visto esses poucos". quem fala é a Loucura. Sempre vista apenas como uma doença ou como uma característica negativa e indesejada, aqui ela é personificada na forma mais encantadora. E, já que ninguém mais lhe dá crédito por tudo o que faz pela humanidade, ela tece elogios a si mesma. O que seria da raça dos homens se a insanidade não os impulsionasse na direção do casamento? Seria suportável a vida, com suas desilusões e desventuras, se a Loucura não suprisse as pessoas de um ímpeto vital irracional e incoerente? Não é mérito da Loucura haver no mundo laços de amizade que nos liguem a seres perfeitamente imperfeitos e defeituosos?
Sigmund Freud.
Freud descobriu que no inconsciente não ficam registradas as marcas da passagem do tempo. É o que permite dizer que no inconsciente, o amor é sempre infantil. Com suas altas intensidades, com a mescla de sentimentos que o amor traz consigo - ciúmes, rivalidades, raivas, impotências e onipotências, ilusões as mais variadas, frustrações idem - o amor não deixa de resistir, de insistir com toda a força da vitalidade infantil, ilimitada, desejante. Continuamos, assim, vida afora, a desejar o amor, a precisar de amor, a buscar o amor através dos mais diferentes caminhos. Por vezes, até mesmo crendo que a única forma de sustentá-lo é nos deixarmos submeter a ele, ao outro amado, seja ele quem for. A razão dessa insistência, dessa resistência deve ser uma só: precisamos do amor para poder atravessar a vida, para poder lapidar tudo o que vem junto com o amor, para poder, enfim, crescer. Precisamos do amor - e das dores do amor - porque é através dele - de sua força poderosa, imperiosa, por vezes louca - que trilhamos os caminhos que nos levam a manter viva a pessoa que precisa nascer. Talvez seja esse o sentido da afirmação freudiana: "uma análise é uma cura pelo amor". Esse amor sentido, ressentido, que não abre mão de si.
Maior dose de ondansetrona é eficaz para tratar alcoolismo
A ondansetrona atua como antagonista do receptor da serotonina, substância envolvida com a sensação de prazer promovida pela bebida alcoólica. Assim, “esse antagonismo faz com que o prazer que poderia sentir ao se ingerir a bebida diminua”, explica Corrêa Filho, que testou a dose de 16 miligramas (mg) por dia, usada atualmente apenas para tratamento de enjôo. Esta dosagem diária é maior do que a aplicada anteriormente – 4 microgramas a cada quilo do paciente (mcg/kg) – e surtiu efeito nos pesquisados em relação aos medicados com placebo. Os dependentes medicados com o fármaco demoraram mais a ingerir o primeiro gole de bebida alcoólica (54,7 versus 40,9 dias, em média, a partir do início do tratamento) e a ter o primeiro consumo intenso (58,4 versus 45,4 dias, em média).
Além disto, a pesquisa descobriu que a dose de 16 mg testada, além de diminuir o prazer na bebida, chegou a melhorar sintomas depressivos dos testados, bem como a reduzir o desejo de consumir álcool. A pesquisa foi feita de 2007 a 2010 com 102 alcoolistas, com idade entre 18 e 60 anos, que buscaram tratamento para a dependência no IPq. Metade deles recebeu placebo e a outra metade, as 16 mg da ondansetrona, divididas em duas doses diárias, por via oral. A medicação foi acompanhada de entrevistas sobre os sintomas depressivos e técnicas motivacionais, exames para avaliar o consumo ou não de álcool, conversas com a família e de encontros no grupo Alcoólicos Anônimos (AA).
Abandono do tratamento.
O abandono do tratamento foi grande e chegou a 50% dos pesquisados, taxa equivalente à média de outros tipos procedimentos de reabilitação, de acordo com a literatura médica. O pesquisador, porém, não esperava este resultado, já que o ensaio clínico foi planejado para não perder pacientes ao longo do tratamento. Quando o dependente não ia aos encontros semanais, “a gente ligava para a família, chamava, buscava onde estava o paciente para ver se ele aparecia”, conta o médico.
Após a etapa do tratamento, os resultados foram comparados a outras pesquisas com metodologias iguais feitas no mesmo grupo de estudo, o Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas, mas que usavam medicamentos diferentes, como o topiramato, o acamprosato e a naltrexona. O que se comprovou é que a porcentagem de pesquisados que concluíram o processo foi equivalente entre todas as substâncias. Corrêa Filho explica que “aparentemente, a maior adesão depende de questões pessoais e do tipo de tratamento que é ofertado, e não do efeito direto dos medicamentos avaliados”.
No estudo intitulado Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool e orientado por Danilo Antonio Baltieri, foi elaborada uma tipologia dos perfis de pacientes mais propícios a concluir ou não o tratamento. Os resultados mostraram que os mais suscetíveis à desistência são aqueles mais novos, que começaram os problemas por consumir bebida alcoólica precocemente, têm maior histórico familiar de alcoolismo, menos sintomas depressivos e maior gravidade do alcoolismo. Já os fatores que individualmente aumentaram a chance da continuidade do tratamento foram a preferência pela cerveja, o tabagismo, a idade mais elevada e a assiduidade no grupo do AA.
Fonte : Agencia USP de noticias.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Informações sobre Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde.
Tratamento para dependentes químicos
Cada vez mais, governos e sociedades em todo o mundo concluem que a prioridade é desintoxicar, tratar e auxiliar os dependentes químicos a voltarem ao convívio social.
Entretanto, além das dificuldades de recuperação dos dependentes químicos, especialmente aqueles viciados em crack, o Brasil convive hoje com uma rede de tratamento para dependentes químicos pequena e precária e com profissionais pouco qualificados.
A complexidade do tratamento da dependência, doença crônica e grave, foi resumida no depoimento de Célio Luiz Barbosa, coordenador-geral dos Centros de Atendimento às Famílias da Fazenda da Paz na subcomissão do Senado.
“Tratar a dependência química não é apenas curar os efeitos que as drogas causam no indivíduo, é reorganizar o indivíduo por completo”, afirma.
O problema é agravado pela efetividade limitada das abordagens de tratamento para dependentes químicos, especialmente de cocaína e crack, discutidas pela comunidade científica e pela sociedade. “No caso das drogas, o primeiro mal que devemos evitar é proclamar que temos alguma arma melhor do que as outras, vender ilusões. Há décadas, se estudam e se buscam tratamentos eficazes. E, hoje, a eficácia de inúmeras abordagens é muito questionável”, afirma Roberto Kinoshita, coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde.
Como o vício atinge todos os aspectos da saúde e da vida do dependente, a psiquiatra Alessandra Diehl e seus colegas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) enfatizam que “o paciente apresentará necessidades múltiplas e o tratamento deve ser preparado para oferecer um amplo conjunto de intervenções personalizadas”.
Tratamento para dependentes químicos indisponível
Às dificuldades do tratamento para dependentes químicos em si, intensificadas muitas vezes pela falta de apoio de famílias desarticuladas, soma-se um sistema público de saúde particularmente desaparelhado para tratar a dependência química e as doenças mentais.
Parte da explicação se deve ao país estar atravessando uma fase de transição para um novo modelo de tratamento, inaugurado com a reforma psiquiátrica de 2001).
Os médicos, no entanto, acusam a desarticulação do modelo anterior, sem que nada seja oferecido em seu lugar. De acordo com parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil oferece 0,34% dos leitos que seriam necessários para sua população.
Outro problema detectado é a falta de preparo dos médicos para lidar com o dependente químico.
Para suprir essa carência, as comunidades terapêuticas, instituições privadas disseminadas por todo o mundo que oferecem especialmente tratamento para dependentes químicos, estão abrigando a maior parte dos pacientes em tratamento.
O problema, nesse caso, é a falta de regulamentação dessa atividade e, também, de apoio público às entidades que realizam um trabalho em acordo com as mínimas diretrizes e padrões legais.
ONG BRASIL 28/30 de novembro de 2013.

Click no link abaixo para fazer seu credenciamento.
http://wsu.credenciamento.com.br/VisitanteONGBrasilPublicoGeral/Identificacao/CLT_PerguntaInicial.aspx
Apos tratamento , ou durante, em períodos de ressocialização, onde o paciente sai da comunidade para passar finais de semana com a família é necessário ter certeza de que não houve uso de drogas, já vi muitos casos em que o paciente usou, e por vergonha ou medo acaba por esconder tanto da família como da equipe terapêutica é uma visão comum de quem esta em tratamento de que haverá uma punição, o que não acontece, na realidade é importante se ter conhecimento e entender o porque desta volta ao uso, quais fatores que é preciso ser abordado terapeuticamente , o que aconteceu que levou o paciente de volta ao uso. O teste não constrange a pessoa, basta orientação e compreensão de que é necessário. Até porque, no caso de ser o resultado negativo, serve de incentivo a outros, mostra que é possível viver em sociedade sem uso de drogas.
qualquer tipo de substancia.
Orientação para fazer o teste corretamente.
Preços.
Entre em contato:
Lotus tratamento.
domingo, 27 de outubro de 2013
Consultório de Tendimento Psicológico.
Consultório de Atendimento Psicológico
“Saúde é pleno bem estar físico e emocional”
“Saúde emocional é qualidade de vida”
Psicólogas
Márcia Peicher Lisboa Rosangela Brichezi
CRP 06-23026 CRP 06-35350
Psicoterapia Individual / Grupo
Atendimento: Infantil, Adolescente, Adulto, Idosos, Casal, Família.
Tratamento de Psicopatologia:
· Dependência Química e /ou Alcoolismo
· Desequilíbrio Psicossocial
· Transtorno de Ansiedade
· Transtorno de Depressão
· Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
· Síndrome do Panico
· Bulliyng ( físico e verbal)
A identificação prévia da sintomatologia de transtornos mentais visto da ótica de um profissional de saúde mental, pode diminuir a intensidade do transtorno, ou até mesmo interrompe-lo.
Sintomas esses que muitas vezes passam despercebidos por falta de orientação vejam alguns:
· Medo e / ou insegurança sem razão aparente
· Isolamento
· Conflito emocional
· Oscilação de humor constante
· Agitação Psicomotora
Esses sintomas podem surgir em qualquer pessoa de qualquer idade, em algum momento na vida.
Procure orientação de um profissional.
Contate-nos, para esclarecimentos e agende uma avaliação com uma das Psicólogas.
sábado, 26 de outubro de 2013
Desaparecida, ana julia
Por favor pessoas estou suplicando... compartilhe a foto da minha sobrinha desaparecida
que DEUS nos ajude procurala
GENTE MINHA SOBRINHA DESAPARECEU, ME AJUDEM A DIVULGAR POR FAVOR COMPARTILHEM E SE SOUBEREM DE ALGUMA COISA POR FAVOR ENTREM EM CONTATO!
DESAPARECIDA ANA JULIA
IDADE 4 ANOS
CARAVTERISTICAS: SHORT ROSA, BLUSINHA VERMELHA, DESCALÇA.
DESAPARECEU PX A ESCOLA ANTONIO RICARDO PECCHIO, VILA MECK
TEL: (11) 9 8347 9238 (11)9 6277 1840
que DEUS nos ajude procurala
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DESAPARECIDA ANA JULIA
IDADE 4 ANOS
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DESAPARECEU PX A ESCOLA ANTONIO RICARDO PECCHIO, VILA MECK
TEL: (11) 9 8347 9238 (11)9 6277 1840
Consultório de Atendimento Psicológico
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Psicólogas
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Psicoterapia Individual / Grupo
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Tratamento de Psicopatologia:
· Dependência Química e /ou Alcoolismo
· Desequilíbrio Psicossocial
· Transtorno de Ansiedade
· Transtorno de Depressão
· Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
· Síndrome do Panico
· Bulliyng ( físico e verbal)
A identificação prévia da sintomatologia de transtornos mentais visto da ótica de um profissional de saúde mental, pode diminuir a intensidade do transtorno, ou até mesmo interrompe-lo.
Sintomas esses que muitas vezes passam despercebidos por falta de orientação vejam alguns:
· Medo e / ou insegurança sem razão aparente
· Isolamento
· Conflito emocional
· Oscilação de humor constante
· Agitação Psicomotora
Esses sintomas podem surgir em qualquer pessoa de qualquer idade, em algum momento na vida.
Procure orientação de um profissional.
Contate-nos, para esclarecimentos e agende uma avaliação com uma das Psicólogas.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Ministério da Saúde lança em Curitiba curso de atendimento a usuários de drogas
Pois bem...., tem-se falado muito em políticas publicas de atenção aos usuários de drogas como uma questão de saúde pública, e não de segurança publica, tentando tirar do usuário estigmas que só faz diminuir cada vez mais quem luta pela sobriedade, e para oportunistas justificativa para cometer delitos...isso precisa ser criteriosamente observado.
É preciso deixar claro que é uma necessidade do individuo fazer uso de substancia química , seja qual for.
Você que esta lendo agora deve conhecer alguém te toma um Rivotril para dormir, um amigo que antes de ir para casa após o trabalho, passa no bar para ver os "amigos" e chega em casa embriagado, e como tudo isso afeta toda sociedade,.
Vivemos num pais onde a nossa cultura e a favor do uso, você já imaginou aquela feijoada de sábado, sem a tradicional "caipirinha". O esporte no Brasil é patrocinado pelas marcas de cerveja, vendendo uma ilusão de que depois daquela, uma musa qualquer , aparecerá .....ah....que absurdo!!!!
Quero dizer; a substancia que se usa não importa, vivemos um momento em que a saúde mental esta no Flash, a necessidade de usar algo que alivie o desconforto que todo ser humano tem, o vazio existencial é mais do que nunca observado de varias ópticas, e de como esse ciclo autodestrutivo e a inversão de valores é clara e evidente, e deve ser analisada minuciosamente.
A deputada Erika Kokay (PT-DF),Ela destaca que “a concepção de uma política nacional de enfrentamento ao uso de drogas requer iniciativas terapêuticas, arranjos institucionais psicossociais integrais, singulares, intersubjetivos e "não-manicomiais".
É o momento em que o Estado deve prover a atenção à saúde mental, a doença do seculo XXI, é as psicopatologias, que vai alem do uso de álcool e outras drogas, e psicopatologias associadas ao uso de sustâncias químicas, como por exemplo, transtornos de depressão, ansiedade, hiperatividade, bipolaridade, "na verdade caiu no modismo".
O que é absurdo , hoje em dia é "normal", o pai bebe, a mãe se droga com psicotrópicos , e o filho fuma um baseado.
O projeto do Ministério da Saúde "Caminhos do Cuidado", que irá formar agentes comunitárias, técnicas e auxiliares de enfermagem para prestarem atendimentos também voltados ao uso de crack, álcool e outras drogas, foi lançado nesta quarta-feira (24), na Associação Médica do Paraná.
É hora dos outros estados seguirem esses exemplos.
São ações caríssimas, uma demanda enorme, onde é preciso muito preparo psicológico, principalmente para quem faz este trabalho, porque os índices de recuperação oscilação, e muitas vezes nos deparamos com situações que nos da a impressão de que " não está valendo a pena". O que não é verdade, por isso profissionais tem que ser muito bem preparados para lidar com a "ambivalência" e a co-dependência.
Fernando Cesar.
Ministério da Saúde lança em Curitiba curso de atendimento a usuários de drogas
23/10/13
23/10/13
O projeto do Ministério da Saúde Caminhos do Cuidado, que irá formar agentes comunitárias, técnicas e auxiliares de enfermagem para prestarem atendimentos também voltados ao uso de crack, álcool e outras drogas, foi lançado nesta quarta-feira (24), na Associação Médica do Paraná.
O projeto está inserido no plano integrado “Crack, é Possível Vencer” do Ministério da Saúde e tem parceria com as instituições de ensino Fiocruz, do Rio Janeiro e Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, com as secretarias estaduais de saúde.
“Este projeto de qualificação dos profissionais de Atenção Básica é um marco que rompe o isolamento da saúde mental com os outros serviços, através da ideia de que são necessários locais altamente especializados para realizar o atendimento em saúde mental”, ressaltou Marcelo Kimati, diretor do Centro de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde. Em Curitiba, 40 agentes comunitários irão participar das primeiras turmas do curso.
O curso terá duração de 60 horas, sendo 40 horas presenciais e 20 horas de observação de campo. Ele pretende oferecer um conjunto de estratégias e conhecimentos em saúde mental, que possibilitem acolher e cuidar do usuário de álcool e drogas de forma integral. A base do curso é a política do Ministério da Saúde de Atenção Integral e o cuidado com as pessoas que fazem o uso prejudicial de drogas, norteados pela redução de danos aos usuários.
“Os agentes comunitários e técnicos são fundamentais neste trabalho porque fazem parte do cotidiano das pessoas, conhecem o contexto em que cada usuário do Sistema Único de Saúde vivem e isso é fundamental no trabalho de resgate dos usuários de álcool e drogas”, contou Alexandre Trino, coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
O projeto está inserido no plano integrado “Crack, é Possível Vencer” do Ministério da Saúde e tem parceria com as instituições de ensino Fiocruz, do Rio Janeiro e Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, com as secretarias estaduais de saúde.
“Este projeto de qualificação dos profissionais de Atenção Básica é um marco que rompe o isolamento da saúde mental com os outros serviços, através da ideia de que são necessários locais altamente especializados para realizar o atendimento em saúde mental”, ressaltou Marcelo Kimati, diretor do Centro de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde. Em Curitiba, 40 agentes comunitários irão participar das primeiras turmas do curso.
O curso terá duração de 60 horas, sendo 40 horas presenciais e 20 horas de observação de campo. Ele pretende oferecer um conjunto de estratégias e conhecimentos em saúde mental, que possibilitem acolher e cuidar do usuário de álcool e drogas de forma integral. A base do curso é a política do Ministério da Saúde de Atenção Integral e o cuidado com as pessoas que fazem o uso prejudicial de drogas, norteados pela redução de danos aos usuários.
“Os agentes comunitários e técnicos são fundamentais neste trabalho porque fazem parte do cotidiano das pessoas, conhecem o contexto em que cada usuário do Sistema Único de Saúde vivem e isso é fundamental no trabalho de resgate dos usuários de álcool e drogas”, contou Alexandre Trino, coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
Grupo de trabalho de saúde mental discute políticas de atenção a usuários de drogas
O grupo de trabalho de saúde mental da Comissão de Seguridade Social e Família promove audiência pública para discutir as políticas de atenção aos usuários de drogas como uma questão de saúde pública.
A coordenadora do grupo, deputada Erika Kokay (PT-DF), solicitou a realização do debate. Ela destaca que “a concepção de uma política nacional de enfrentamento ao uso de drogas requer iniciativas terapêuticas e arranjos institucionais psicossociais integrais, singulares, intersubjetivos e não-manicomiais”.
Para a deputada, a discussão sobre o tema tem de ser feita da forma mais ampla e democrática possível, levando-se em conta que o Estado deve prover a atenção à saúde pressupondo sempre a cidadania e a promoção da vida em sociedade.
Convidados
Participarão do debate:
a defensora pública do Estado de São Paulo Daniela Skromovi de Albuquerque;
o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori; e
a representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Eliana Addad.
A audiência foi realizada no Plenário 7.
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Opinião pessoal sobre os convênios com as Comunidades Terapêuticas que foram desfeitos Pelo prefeito de S.P.
A meu ver, desfazer os convênios com as Comunidades Terapêuticas é uma ação que diminuiu o índice de recuperação, tendo em vista que muitos usuários encontram "recuperação" e consequentemente , a partir dai retomam suas vidas passam desenvolver novas estratégias para ter uma vida com qualidade, que antes não tinham.
Vejo que as unidades de saúde mental AD, ( Cap's AD)que trabalham com o modelo de "Redução de Danos", como tudo na vida tem resultados satisfatórios , e as vezes não, é uma variável intensa e constante, afinal, são pessoas diferentes, com histórias diferentes, uso de substancias diferentes , em frequência de uso diferentes, "O que leva o individuo ao uso"? São questão múltiplas, que dependem de uma estrutura multidisciplinar, olhar terapêutico, clinico, psicológico,, psiquiátrico.....é uma serie de fatores, e parece ser tratado como se fosse uma receita de bolo:
"Vai lá e faz isso que vai dar certo".
Os convênios não contemplam alguns usuários, que pode encontrar na Redução de Danos a solução para o seu problema, assim como quem não consegue dentro da Redução de Danos obter um bom resultado no que diz respeito a manter -se abstinente, dependente de uma Comunidade Terapêutica para atingir a abstinência, retomar o senso critico, e poder voltar a sociedade e tomar suas próprias decisões,.
O que eu não entendo é ....que critérios são usados para se tomar determinadas ações na vida de pessoas que estão completamente comprometidas psicologicamente e cognitivamente.
Falta ao meu ver conhecimento sobre o assunto, e de como tratar essa questão.
Entre a dependência química fisiológica e a psicológica a uma fronteira muito estreita, que precisa ser analisada com muita cautela, pois pessoas diferentes , tem valores diferentes, quem não se adapta a um modelo de tratamento, pode se adaptar a outro, precisamos apresentar outros modelos , como a prevenção a recaída, que é um fato constante e complexo, "o desejo por usar a droga", o comprometimento com o tratamento, a família, a sociedade de forma geral, e principalmente consigo mesmo.
Não podemos limitar e sim desenvolver mais estratégias de tratamento, e não desfazer os convênios que o kassab fez e o Haddad agora desfaz porque venceu o contrato que era de um ano, em um ano quantos conseguiram se recuperar, quantos estão na ambivalência, e quantos iniciaram o uso,e podem ir para o abuso e chegar a dependencia... se não colocar em pratica os modelos de prevenção universal, seletiva,ou dirigida, respeitando os estágios motivacionais de cada usuário, e criar nova estrategias de abordagem, penso eu que isso é como se diz popularmente, " chover no molhado".
Fernando Cesar.
Prefeitura de SP reduz vagas para internação
Prefeitura de SP reduz vagas para internação de dependentes químicos.
GIBA BERGAMIN JR.DE SÃO PAULO
A gestão Fernando Haddad (PT) encerrou contratos com três comunidades terapêuticas --clínicas para tratar dependentes químicos--, fechando ao menos cem leitos de internação.
Assinados na administração anterior, de Gilberto Kassab (PSD), os convênios venceram e não foram renovados.]
Com essa medida, a Prefeitura de São Paulo vai priorizar um modelo de atendimento que reduz internações prolongadas e mantém usuários de drogas nas chamadas unidades de acolhimento, onde é permitido que eles passem por tratamento sem ficarem isolados.
As vagas de internação fechadas, diz o município, foram "reabertas" nesses locais.
Em vez de isolamento por um período de três a seis meses, como nas comunidades terapêuticas, os usuários de drogas ficam em casas da prefeitura, com a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar e, depois, voltar para dormir.
Apu Gomes/Folhapress
Usuários de drogas em centro terapêutico de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
A administração municipal chama essa política de "redução de danos".
A coordenadora de Saúde Mental da prefeitura, Myres Cavalcanti, afirma que a internação prolongada de dependentes não é ideal.
Ela diz que os leitos fechados já foram repostos em novas casas de acolhimento --seis delas foram abertas neste ano, aumentando o total de unidades para 16.
PROGRAMA ESTADUAL
Mais uma tentativa de reduzir o número de viciados em crack, o novo modelo se confronta com o programa do governo paulista, iniciado em janeiro deste ano, que prevê internação involuntária --contra a vontade do dependente-- em hospitais e clínicas da rede estadual.
Representantes das comunidades dizem que a mudança põe em risco o tratamento iniciado com dependentes químicos graves.
"As famílias estão desesperadas. Tenho experiência em dependência química e não acredito em redução de danos", disse uma funcionária da Comunidade Sagrada Família, em Cotia (Grande São Paulo), que pediu para não ser identificada.
"Nesse método, a pessoa costuma usar [droga] controladamente para tentar chegar ao ponto de abstinência."
A prefeitura nega que permitirá o uso controlado.
Além da Sagrada Família, cujo contrato foi encerrado em 15 de agosto, as comunidades Estância Verão, em Cajamar (Grande São Paulo), e Padre Haroldo, em Campinas (100 km de SP), também não tiveram os acordos renovados.
Os convênios firmados com outras três entidades vencem neste ano. A prefeitura ainda estuda se haverá ou não a renovação.
Gestor de convênios da Estância Verão, o psicólogo Edson Terra Tomazi disse que o município vai precisar ampliar os leitos das unidades de acolhimento.
"Do ponto de vista técnico, não acho que a prefeitura esteja errada. O que não pode é fechar leitos sem abrir outros para dar continuidade. E não é possível dizer que isto esteja acontecendo."
Usuário de crack desde os 26 anos, A., 49, desempregado, teria o tratamento interrompido numa das clínicas cujo convênio acabou. Ele se recusou a sair e pediu à direção que o mantivesse. Conseguiu.
Morador do Itaim Paulista (zona leste), A. está há cinco meses internado. "O pessoal da prefeitura queria me levar para essa unidade de acolhimento. Eu iria voltar a usar [droga], certamente. Ninguém passa o dia na rua sem usar. A recaída é muito mais fácil."
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Relatório Mundial sobre Drogas 2013
No Relatório Mundial sobre Drogas de 2013, o UNODC destaca a estabilidade no uso de drogas tradicionais, como heroína e cocaína, e o crescimento do mercado de novas substâncias psicoativas (NSP). Comercializadas como "drogas lícitas" ou "designer drugs", as NSP estão se proliferando num ritmo sem precedentes, criando desafios inesperados na área de saúde pública. O abuso de medicamentos de prescrição também cresceu mundialmente.
O lançamento do Relatório Mundial sobre Drogas de 2013 marca o primeiro passo no caminho para a revisão de alto nível da Declaração Política e Plano de Ação, que será realizada pela Comissão de Narcóticos em 2014. Além disso, em 2016 a Assembleia Geral das Nações Unidas realizará uma Sessão Especial sobre a questão das drogas.
http://www.unodc.org/documents/lpo-brazil//Topics_drugs/WDR/2013/PT-Referencias_BRA_Portugues.pdf
sábado, 19 de outubro de 2013
Comissão de Feliciano aprova projeto que permite templo vetar gay
MÁRCIO FALCÃO
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
Sob o comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta quarta-feira (16) projeto de lei que livra os templos religiosos, padres e pastores de serem enquadrados na lei de discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças".
Na prática, a proposta quer evitar que os religiosos sejam criminalizados caso se recusem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays ou mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos.
Autor do projeto, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) propõe alterar uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Essa norma estabelece prisão de um a três anos para tais situações.
Segundo parlamentares, essa lei é utilizada atualmente por homossexuais que se sentem discriminados. A criação de uma lei específica contra a discriminação de gays sofre resistência no Congresso.
"Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação", afirmou Reis.
A posição foi reforçada pelo relatório do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). "O alcance da lei, antes voltado mais à questão racial, tem sido ampliado, tendendo a estender proteção também à prática homossexual. Assim, [a proposta] esclarece melhor o alcance da referida norma ao diferenciar discriminação de liberdade de crença", disse ele.
"As organizações religiosas têm reconhecido direito de definir regras próprias de funcionamento e inclusive elencar condutas morais e sociais que devem ser seguidas por seus membros", completou Bolsonaro.
O texto, que foi aprovado pela comissão formada majoritariamente por evangélicos, segue para votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
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