Psicoterapeuta. - CRT 42.156

Psicoterapeuta. - CRT 42.156
Fernando Cesar Ferroni de Freitas

sábado, 20 de julho de 2013

A LOTUS disponibiliza nos links a direita da paginas diversas informações sobre locais para tratamento e prevenção, tanto para quem faz uso de substancias psicoativas como também pode esclarecer duvidas a familiares sobre estas questões e as que seguem abaixo relacionadas a:

COREN (dicionario de saude e legislação de enfermagem)
CID 10 Codigo Internacional de Doenças ( DSM IV),
DSTs, HIV, AIDS,
Orientação "saude da mulher",
DROGAS " onde obter ajuda"?
Estatuto da Criança e do Adolescente.

Não fique com um ? na cabeça...entre em contato, esclareça suas duvidas e procure um profissional de saúde mais próximo de sua casa.

Fernando Cesar.

sexta-feira, 19 de julho de 2013




Consultório de Atendimento Psicológico

“Saúde é pleno bem estar físico e emocional”

“Saúde emocional é qualidade de vida”

Psicólogas

Márcia Peicher Lisboa                                                                                     Rosangela Brichezi
  CRP 06-23026                                                                                                  CRP 06-35350                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Psicoterapia Individual / Grupo

Atendimento:  Infantil,  Adolescente,  Adulto, Idosos, Casal, Família.

Tratamento de Psicopatologia:
·         Dependência Química e /ou Alcoolismo
·         Desequilíbrio Psicossocial
·         Transtorno de Ansiedade
·         Transtorno de Depressão
·         Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
·         Síndrome do Panico
·         Bulliyng ( físico e verbal)

A identificação prévia da sintomatologia de transtornos mentais visto da ótica de um profissional de saúde mental, pode diminuir a intensidade do transtorno, ou até mesmo interrompe-lo.
Sintomas esses que muitas vezes passam despercebidos por falta de orientação vejam alguns:

·         Medo e / ou insegurança sem razão aparente
·         Isolamento
·         Conflito emocional
·         Oscilação de humor constante
·         Agitação Psicomotora


Esses sintomas podem surgir em qualquer pessoa de qualquer idade, em algum momento na vida.
Procure orientação de um profissional.

Contate-nos, para esclarecimentos e agende uma avaliação com uma das Psicólogas.

Telefones e endereços de email estão disponíveis na pagina da web:

Acesse:

Fernando Cesar.
CRT – 42156.


18 de julho de 2013.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Senado Aprovado PL que prevê atendimento psicológico imediato para vítimas de violência sexual


Senado
Aprovado PL que prevê atendimento psicológico imediato para vítimas de violência sexual.

A Psicologia comemora a aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei (PL) 60/99, que estabelece atendimento imediato e multidisciplinar gratuito para o tratamento, do ponto de vista físico e emocional, às vítimas de violência sexual. A proposta, de autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), segue agora para a presidente Dilma Rousseff, que tem até 1º agosto para sancionar ou vetar a matéria.

Para conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Monalisa Barros, o PL representa mais um ganho para a categoria. “A aprovação reconhece a necessidade do acompanhamento da Psicologia no acolhimento e nas questões emocionais das mulheres que foram vítimas de violência sexual”, frisou.

O projeto já havia sido aprovado na Câmara no começo do ano. Depois, seguiu para votação do Senado, onde foi ratificado. De acordo com o texto, “considera-se violência sexual, para os efeitos da Lei, qualquer forma de atividade sexual não consentida”.

A norma estabelece que “os hospitais deverão oferecer às vítimas atendimento multidisciplinar para o controle e tratamento dos diferentes impactos da ocorrência”, observando, inclusive, que dentro dessa assistência cabe diagnóstico e reparo imediato das lesões, assim como o amparo psicológico.

A matéria também pontua as determinações para que as vítimas recebam medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV. Além disso, o PL torna obrigatória a coleta de material e utilização de técnicas especializadas para, através de teste de DNA, identificar o agressor.

Parecer

O CFP elaborou um parecer que será divulgado em breve sobre o PL 60/69, enfatizando questões que envolvem mulheres em situações de violência, uma delas é o aborto decorrente de ato sexual violento. O CFP defende o acolhimento e escuta às mulheres em situação de violência sexual, de modo a auxiliá-las na tomada da própria decisão acerca de uma possível gravidez à medida que assim desejarem. Também luta pela promoção da saúde da mulher, tanto física quanto emocional, e pelo reconhecimento e integração dos diversos momentos e vivências na subjetividade dela, entre eles, a decisão de ter filhos.

O parecer explicita que, no Brasil, mais de um milhão de mulheres estão expostas, todos os anos, às consequências nefastas, ainda que evitáveis em 92% dos casos, do abortamento inseguro. A prática constitui causa importante de mortalidade materna bem como dos demais riscos que acarreta para a saúde da mulher, representando a terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no Brasil, sendo que em 2001 houve 243 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) por curetagens pós-abortamento.

Com base nisso, o CFP se manifestar a respeito da importância do projeto de lei, especialmente do que expressa o artigo 3º, inciso IV, que torna a profilaxia da gravidez atendimento imediato e obrigatório. “A manutenção do inciso se faz indispensável pelos motivos apresentados anteriormente, que explicitam a importância da autonomia da mulher sobre seu corpo e do amparo legal e estatal que lhe é devido”, diz o documento.
Consultório de Atendimento Psicológico

“Saúde é pleno bem estar físico e emocional”

“Saúde emocional é qualidade de vida”

Psicólogas

MárciaPeicherLisboa                                                                                      RosangelaBrichezi
    CRP 06-23026                                                                                                CRP 06-35350                                                                                                                                               

Psicoterapia Individual / Grupo

Atendimento:  Infantil,  Adolescente,  Adulto, Idosos, Casal, Família.

Tratamento de Psicopatologia:
·         Dependência Química e /ou Alcoolismo
·         Desequilíbrio Psicossocial
·         Transtorno de Ansiedade
·         Transtorno de Depressão
·         Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
·         Síndrome do Panico
·         Bulliyng ( físico e verbal)

A identificação prévia da sintomatologia de transtornos mentais visto da ótica de um profissional de saúde mental, pode diminuir a intensidade do transtorno, ou até mesmo interrompe-lo.
Sintomas esses que muitas vezes passam despercebidos por falta de orientação vejam alguns:

·         Medo e / ou insegurança sem razão aparente
·         Isolamento
·         Conflito emocional
·         Oscilação de humor constante
·         Agitação Psicomotora


Esses sintomas podem surgir em qualquer pessoa de qualquer idade, em algum momento na vida.
Procure orientação de um profissional.

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Fernando Cesar.
CRT – 42156.


18 de julho de 2013.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CFP participa de abertura do XXXIV Congresso Interamericano de Psicologia
Evento segue até dia 19 de julho, em Brasília.


Na segunda-feira (15), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) esteve presente na abertura do XXXIV Congresso Interamericano de Psicologia, que segue até o dia 19 de Julho, em Brasília.

O evento, realizado pela Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP), pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), conta com o apoio do CFP que, durante todo o evento, vai estar presente com um estande. Nele, serão distribuídas publicações e serão divulgadas as atividades da União Latinoamericana de Entidades de Psicologia (Ulapsi), como por exemplo, o V Congresso da Ulapsi que vai promover o intercâmbio de práticas e saberes da Psicologia Latinomericana, entre os dias 14 e 17 de maio de 2014, em Antígua, Guatemala.

Segundo a conselheira do CFP, Cynthia Ciarallo, que participou da abertura, o evento é importante, pois possibilita a qualificação da Psicologia como ciência e profissão, além de promover o debate e a divulgação de pesquisas feitas pela Psicologia brasileira e pelos demais países que nos visitam.

Para maiores informações sobre o Congresso, acesse: http://www.sip2013.org/principal.html


Atendimento psicológico
"Saúde emocional é  qualidade de vida"


Rosangela Brichezi
CRP 06-35350


Psicoterapia Individual / Psicoterapia em Grupo
  • Infantil
  • Adoalescente
  • Adulto
  • Idoso
  • Casal
  • Familia
Especificidade em Psicopatologias:
  • Dependencia de alcool e outras drogas
  • Desequilibrio psicossocial
  • Bullying ( Agressão fisica e verbal)
  • Depressão
  • Compulsões
  • Conflito / medo
  • Transtorno de ansiedade e do humor
Trabalho preventivo
  • Encontros 
  • Palestras
  • Orientação vocacional

"Ha os que se queixam dos ventos, os que esperam que ele mude e os que procuram ajustar as velas."



"Agendamento de consulta, entre em contato com a Lotus , através dos telefones disponíveis na pagina inicial."

Fernando Cesar.






terça-feira, 16 de julho de 2013

Politicas Publicas sobre Drogas.

Política de drogas.


CFP entrega carta a ministro Cardozo sobre a omissão do Conad

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) entregou, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, uma carta criticando a omissão do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) nos debates envolvendo o tema no Brasil. O documento foi lido durante a reunião da Conad, realizada em Brasília. Representantes de diversas entidades concordaram com as alegações do CFP.
O representante do CFP no Conad, Marcus Vinícius de Oliveira, lamentou o “papel figurativo, acessório e irrelevante” desempenhado pelo Conselho, que tem como umas das atribuições acompanhar e atualizar a Política Nacional sobre Drogas. Ele atentou para o fato do colegiado não ter debatido um dos principais projetos do governo da presidente Dilma Rousseff “Crack, é possível vencer” e nem o controverso Projeto de Lei nº 7.663/11 do Deputado Osmar Terra (PMDB-RS), alvo de diversas críticas sobre o tratamento destinado a dependentes químicos.
“Desmobilizado, irrelevantemente reunido, urge que este Ministério da Justiça reveja as suas intencionalidades em relação a este colegiado, de forma que o mesmo possa ser uma voz relevante e representativa dos anseios contraditórios que hoje atravessam a sociedade brasileira na sua relação com o tema das drogas”, frisou Oliveira.
O representante do CFP lembrou, ainda, da declaração de Antígua Guatemala, apresentada na semana passada durante a 43ª Assembleia Ordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento sensibiliza estados e sociedades latino-americanas a adotarem um posicionamento mais flexível no tema das drogas, na perspectiva de continuar “avançando de maneira coordenada na busca de soluções efetivas ao problema das drogas de maneira integral, fortalecida, equilibrada e multidisciplinar, com pleno respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais que levem em conta a saúde pública, a educação e a inclusão social”.
O secretário-executivo do Conad, o recém-empossado Vitore André Zilio, concordou com as considerações levantadas pelo CFP, ressaltando que é necessário reforçar o protagonismo do colegiado. “Precisamos fomentar este debate para podermos produzir bons resultados, com textos que representem a sintonia do Conselho”, disse. “O Conad precisa ter um papel de relevância e trabalharemos para que isso aconteça, trazendo o Conselho para o centro do debate sobre segurança no Brasil”, completou.
A falta de debates efetivos no campo das drogas, alvo da carta do CFP, também foi criticada pelos representantes dos conselhos federais de Serviço Social (CFESS), de Enfermagem (CFE), Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda (Coaf/MF), Ministério das Relações Exteriores (MRE), União Nacional dos Estudantes (UNE) e meio artístico. Eles reiteraram a necessidade de mudanças de atuação do Conad, a fim de que os trabalhos gerem resultados produtivos sobre a política de álcool e drogas no Brasil.
Os representantes do Conad se comprometeram a discutir na tarde desta terça-feira estratégias de ação e temas prioritários que necessitam de posicionamento crítico sobre a questão das drogas no País, como o PL 7.663/11 que tramita no Senado Federal.

Segue na proxima postagem a "carta".
Carta do Conselho Federal de Psicologia. 
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) entregou, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, uma carta criticando a omissão do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad).

Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff.

Inicialmente, saudamos seu gesto de acolhida às manifestações
populares, gesto que reafirma o compromisso de seu governo com o
fortalecimento da democracia em nosso país. Tal iniciativa nos animou a
novamente solicitar o agendamento de audiência entre as instituições que
subscrevem esta carta e Vossa Excelência, na qual possamos apresentarlhe nossos questionamentos à política nacional de drogas e, em especial,
aos PLC 37/2013 e PLS 111/2010 que versam sobre o tema.
Conhecemos a magnitude do problema das drogas; reconhecemos e
desejamos que este mereça por parte do poder público um tratamento
que o inscreva não mais como questão criminal mas, como questão social
que afeta a vida de muitos brasileiros e pede respostas democráticas e
pautadas pelo respeito aos direitos humanos. Tem sido esta a vertente
adotada por muitos países e organismos internacionais, como demonstra,
por exemplo e mais recentemente, a Carta de Antígua (Guatemala, 2013)
da qual o Brasil é signatário.
Desde 2002, o Ministério da Saúde, através da Reforma Psiquiátrica
reconhece a dependência química como uma questão relativa à saúde
mental e trabalha na proposição de uma rede de tratamento aos que
sofrem com o uso abusivo de drogas. Um avanço na política pública que
necessita ser fortalecido para consolidar a ruptura com a concepção moral
que condena e exclui os usuários do acesso a tratamento digno e cidadão.

A Reforma Psiquiátrica, fruto de um processo sustentado pela sociedade
civil, é uma das maiores conquistas da saúde pública brasileira, servindo
de exemplo a outros países e continentes como modelo de superação da
secular violação de direitos humanos como método de tratamento dos
portadores de sofrimento mental. Uma política que expressa o avanço 
civilizatório e democrático da sociedade brasileira e que tem condições de 
ofertar aos novos usuários – os que abusam de drogas, respostas que 
tratem o sofrimento sem violar a cidadania, desde que seja consolidada 
como rede de atenção e diretriz ética na abordagem desta questão.
O diálogo que desejamos e pelo qual esperamos, pretende desfazer 
enganos, esclarecer dúvidas e construir o consenso que permita o avanço 
de uma construção necessária e desejada por todos nós: aquela que nos 
permita ter orgulho de sustentar uma política que trate dos seres 
humanos e suas dores, uma política capaz de superar a indignidade e a 
iniquidade para dar visibilidade cidadã aos que se equivocam em meio à 
busca de sentido e de pertencimento social ou ainda, no modo de inserção 
produtiva que encontrou ou foi ofertado. Não queremos guerra, nem às 
drogas, nem tampouco aos sujeitos que sofrem trabalhando ou 
consumindo drogas. Queremos e desejamos uma sociedade cada vez 
mais democrática e humana e por isto, queremos uma política de drogas 
igualmente humana e cidadã.

Brasília, 10 de julho de 2013.

ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva
ABRASME- Associação Brasileira de Saúde Mental
Associação Chico Inácio/AM
ASUSSAM – Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental/MG
Associação Loucos Por Você – Ipatinga/MG
Associação pela Reforma Prisional
Católicas pelo Direito de Decidir - Brasil
CEBES – Centro Brasileiro de Estudos em Saúde
Centro de Convivência É de Lei
Centro de Estudos de Segurança e Cidadania Universidade Cândido 
Mendes
Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas
CFP – Conselho Federal de Psicologia
CFESS – Conselho Federal de Serviço Social
CRP/MG – Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais
FENAFAR – Federação Nacional dos Farmacêuticos
Fórum Cearense da Luta Antimanicomial
Fórum Gaúcho de Saúde Mental
Fórum Goiano de Saúde Mental
Fórum Mineiro de Saúde Mental
Frente Mineira sobre Drogas e Direitos Humanos
Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos
Grupo Solidariedade/MG
Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Movimento Pró-Saúde Mental do DF
Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios/BA
Núcleo de Saúde Mental de Alagoas
Núcleo Nise da Silveira – Joinville/SC
Rede Pense Livre - Por uma política de drogas que funcione
Rede de Mulheres Negras do Paraná
RENILA - Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Rede Nacional Lai Lai Apejo –Saúde da População Negra e AIDS
ResPire Redução de Danos
Instituto Plantando Consciência
SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Suricato – Associação de Trabalho e Produção Solidária em Saúde Mental
NEIP - Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos
GIESP - Grupo Interdisciplinar de Estudos Sociais de Psicoativos/UFBA
Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero 
ABRAMD - Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos Sobre 
Drogas
Núcleo Antimanicomial Libertando Subjetividades/P

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Atualizado em 15/07/2013 09h42

Facilidade de conseguir crack atrapalha programa contra a droga

Um ano após a ocupação da cracolândia, em São Paulo, a droga continua um problema de saúde pública, de segurança e social.



A alta dependência de crack é considerada um problema de saúde pública e de segurança, principalmente nas maiores cidades. Mas o maior problema ainda é a facilidade pra conseguir a droga e se o crack chegou às ruas é porque o combate ao tráfico falhou pelo caminho.
Na cidade de São Paulo, vários pontos de crack atraem milhares de pessoas. É um problema de segurança, de saúde pública e social.
Cracolândia vem do inglês: terra do crack. Um mundo à parte aqui ao nosso lado, onde tudo gira em órbita dessa droga. “Aqui é fácil de conseguir o crack. É fácil de conseguir dinheiro”, diz um usuário. O repórter pergunta como ele consegue dinheiro, e ele responde: “Roubando”.
No começo do ano passado, a polícia ocupou a cracolândia, prendeu suspeitos, recolheu droga e acabou espalhando usuários de crack por outros pontos da cidade. Este ano, o Governo do Estado e a Justiça montaram um plantão pra agilizar os pedidos de internação dos dependentes.

Até agora, apenas uma pessoa foi internada compulsoriamente, ou seja, por ordem do juiz:
96 a pedido da família e mais de mil por vontade própria. Voluntários de uma ONG tentam convencer os usuários de crack a buscar tratamento.
O governo também anunciou a distribuição de um cartão com crédito para que as famílias pudessem pagar o tratamento em clínicas. O cartão deveria ser distribuído a partir deste mês, mas o programa ainda está em fase de implantação.

Para a coordenadora do trabalho contra as drogas no estado de São Paulo, falta mais estrutura para atender os dependentes.


“Tem um imaginário aí que se pegar as pessoas à força e colocar dentro de um hospital. O mundo vai ficar bonito. Não vai funcionar desse jeito. Hoje a gente tem vários dispositivos de saúde que os municípios podem dispor, os centros de atenção psicossocial, as unidades de acolhimento são fundamentais para a organização da rede de atenção. As enfermarias em hospitais gerais, os leitos de saúde mental em hospital geral”, declara Rosângela Elias, coordenadora de álcool e drogas da Secretaria Estadual da Saúde.
O médico Arthur Guerra acha que a internação é fundamental como o primeiro passo, mas não há leitos suficientes. Diz que falta também investir na ressocialização.
“Falta um braço social. Falta um braço que dê ao usuário de crack a possibilidade de ter uma carteira de trabalho, de buscar emprego”, diz Guerra, chefe do grupo de álcool e drogas da USP.



A chegada do crack até o usuário, nas ruas, significa que houve uma falha de segurança ao longo de centenas, milhares de quilômetros. Significa que a matéria-prima, a pasta-base de cocaína, entrou no país, atravessou uma parte dele e nenhuma polícia foi capaz de interceptar. Os nossos vizinhos especialistas na produção da droga são bem conhecidos.
Colômbia, Peru e Bolívia produzem praticamente toda a cocaína do mundo. Ela entra no Brasil pelas fronteiras em Roraima, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A Polícia Federal desarticulou 42 quadrilhas nas fronteiras em um intervalo de um ano e meio e apreendeu 40 toneladas de cocaína. Mas a secretária nacional de Segurança Pública diz que é impossível vigiar 17 mil quilômetros de fronteiras.

“Nós elencamos 60 pontos de vulnerabilidade. Temos tentado aportar a esses pontos para além de homens equipamentos de vigilância, de tecnologia para que os policiais possam para além da força física, usarem também a inteligência para combaterem o tráfico de drogas”, declara Regina Miki, da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

A Missão Belém trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo na recuperação de dependentes de drogas. Desde o final de 2012 a ONG já acolheu três mil pessoas e 540 estão nas casas da instituição. Apenas 200 pessoas que foram acolhidas voltaram às ruas.

sexta-feira, 12 de julho de 2013


OPAS recebe Senad, Ministério da Saúde, Anvisa e Polícia Federal para lançamento de relatório do UNODC em Brasília


Brasília, 10 de julho de 2013 - O Representante do Escritório de Ligação e Parceria do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil, Rafael Franzini, apresentou o Relatório Mundial sobre Drogas 2013 durante um evento realizado na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) em Brasília, no final de junho.

Segundo Franzini, o lançamento acontece num momento especialmente importante para se discutir as questões relacionadas às drogas, pois em 2014 a Comissão de Narcóticos conduzirá em Viena um segmento de alto nível para revisão da Declaração Política e Plano de Ação de 2009. Além disso, em 2016 a Assembleia Geral das Nações Unidas realizará uma Sessão Especial sobre a questão das drogas.

"Entre os principais desafios destacados pelo relatório estão a implementação de sistemas de controle efetivos, a relação entre violência e tráfico de drogas ilícitas, a expansão de novas substâncias psicoativas, o impacto para a saúde da associação entre uso de drogas e HIV e a implementação de legislações nacionais que não resultem na violação dos direitos humanos", disse Franzini. Félix Rigoli, Gerente de Sistemas de Saúde e Representante em exercício da OPAS/OMS, lembrou que atualmente existe um debate para alteração da legislação sobre drogas no Brasil, relacionada a um projeto de lei que está no Senado Federal e prioriza a internação (voluntária e involuntária) nas intervenções em saúde para usuários de drogas.

Em uma nota técnica recente, a OPAS/Brasil considera inadequada e ineficaz a adoção da internação involuntária ou compulsória como estratégia central para o tratamento da dependência de drogas. Franzini ressaltou que "uma abordagem sobre o problema das drogas alinhada com padrões internacionais de direitos humanos demanda necessariamente que o tema seja tratado de uma perspectiva de saúde baseada em evidências".

Com relação ao Brasil, o relatório mostra um aumento significativo no uso de cocaína e o aparecimento de novas substâncias psicoativas (como mefedrona e ketamina), além de uma queda no número de pessoas que usam drogas injetáveis. O secretário Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, Vitore Maximiano, explicou que o aumento do consumo de cocaína foi apontado pela própria Secretaria e se deve, fundamentalmente, ao consumo de crack. "Para isso, vale ressaltar as ações do programa 'Crack, é possível vencer', prioritário para o governo, onde se investirá R$ 4 bilhões em ações de prevenção, cuidado e enfrentamento ao tráfico de drogas", afirmou.

O Coordenador Geral de Polícia de Repressão a Drogas do Departamento de Polícia Federal, Cesar Luiz Busto, destacou a importância da cooperação internacional onde acordos com Paraguai, Colômbia, Peru e Bolívia permitiram avançar em investigações e ações de inteligência. "Podemos citar ações conjuntas que permitiram a erradicação de mais de mais de mil hectares de plantação de maconha no Paraguai ou a prisão de grandes traficantes na Bolívia", afirmou Busto.

Também participaram do lançamento José Agenor Álvares da Silva, Diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e Roberto Tykanori, Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 11 de julho de 2013


USP testa estímulo cerebral em viciados em drogas.

Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo) estão testando o uso da estimulação magnética do cérebro para conter a fissura de pessoas dependentes de cocaína em pó e "reorganizar" o funcionamento cerebral.
A técnica, chamada estimulação magnética transcraniana, é usada aqui desde 2006 no tratamento de depressão. Segundo os médicos, não é invasiva e quase sem efeitos colaterais.
Essa é a primeira vez que pesquisadores brasileiros resolvem investigar se os benefícios do método podem ser estendidos para dependentes crônicos da droga.
Um grupo de Israel, por exemplo, estudou os efeitos da estimulação contra a fissura provocada pelo tabaco. Os resultados mostram uma queda no desejo pela droga nos primeiros três meses.
Segundo o último levantamento da Senad (Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas), 2,9% da população brasileira já usou cocaína ao menos uma vez na vida. E 7,7% dos universitários experimentaram a droga ao menos uma vez.
O psiquiatra Phillip Leite Ribeiro, responsável pelo teste na USP, explica que a ação da cocaína desorganiza os circuitos cerebrais, alterando o funcionamento das redes de neurônios. "A consequência é uma pessoa dependente da cocaína, com dificuldade de raciocínio e de decisão", diz Ribeiro.

COMO FUNCIONA

A estimulação magnética transcraniana é aplicada em consultório, sem anestesia. O paciente usa uma touca de natação e o médico aproxima o aparelho na região do cérebro a ser tratada. As ondas penetram cerca de 2 cm.
No caso da cocaína, o local exato da aplicação não foi divulgado por se tratar de algo ainda em estudo. As sessões são feitas durante 20 dias e duram 15 minutos. Custam, em média, R$ 400 cada uma.

Após um mês, o paciente faz tratamento para prevenir recaídas. Por enquanto, os resultados preliminares mostram que há, de fato, uma diminuição na fissura.
E, ao contrário do que parece, a estimulação magnética não provoca choques. É bem diferente da eletroconvulsoterapia -método em que o cérebro recebe uma descarga elétrica generalizada, entrando em convulsão.

"A estimulação transcraniana gera um campo magnético com uma pequena corrente elétrica. A ação é local".
Editoria de Arte

POUCO USADA

Segundo Paulo Silva Belmonte de Abreu, chefe do serviço de psiquiatria do HC de Porto Alegre e presidente da Associação Brasileira de Estimulação Magnética Transcraniana, embora seja reconhecida, a técnica não é muito usada no país.
"Ela tem efeitos positivos na depressão, em psicoses que provocam alterações auditivas [como esquizofrenia], no tratamento da dor fantasma. Mesmo assim, poucos centros a usam, ainda tem muito preconceito", avalia.
Para Abreu, é importante que o método seja testado para tratar outros problemas. "É uma ferramenta não invasiva que não lesa o cérebro. Quando não atinge os efeitos desejados, ela não faz mal."
Segundo Abreu, a única contraindicação é para pessoas com histórico de convulsão -a aplicação pode desencadear uma crise. Os principais efeitos colaterais são leve dor local e desconforto durante a aplicação.
O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, é mais cauteloso.
"É uma técnica que está sendo estudada para vários tipos de transtornos, mas não é totalmente eficaz. O que se sabe é que ela modifica circuitos neuronais, mas ainda não é possível dizer que resolve o problema", diz.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os tratamentos para usuários de drogas em instituições de saúde mental: perspectivas a partir da clínica psicanalítica



O artigo analisa os tratamentos oferecidos aos usuários de drogas a partir da perspectiva psicanalítica. São explicitadas as especificidades da direção do tratamento na clínica das toxicomanias, enfocando os conceitos de sujeito, gozo e ética, elucidados através de fragmentos de casos clínicos. Conclui-se que a clínica psicanalítica contribui com estes tratamentos por possibilitar o reposicionamento subjetivo e outras formas de circunscrição de gozo.

Atualmente, em vários países do mundo, o uso de drogas é reconhecido como um grave problema de saúde pública. Em função deste reconhecimento, proliferam-se propostas de tratamento voltadas para usuários de psicoativos, as quais geralmente objetivam promover a abstenção ou a regulação do consumo.
A maioria destas propostas têm lugar em instituições de saúde mental e tendem a centrar-se nos efeitos neuroquímicos das substâncias psicoativas utilizadas, relegando, assim, a escuta clínica do sujeito. No entanto, há também instituições de atendimento a usuários de drogas orientadas pelo referencial psicanalítico. Nesse sentido, este artigo visa analisar as perspectivas fornecidas pela psicanálise no que tange à direção do tratamento na clínica das toxicomanias, utilizando-se, para tanto, de contribuições teóricas fornecidas por autores psicanalistas bem como de fragmentos de casos clínicos atendidos em uma instituição de saúde mental, conferindo destaque aos manejos realizados e aos seus efeitos analíticos.






A atenção ao uso de drogas nas instituições de saúde mental

Nos tratamentos oferecidos para usuários de drogas no âmbito das instituições de saúde mental, é possível situar a prevalência de dois modelos que, tradicionalmente, influenciam as propostas terapêuticas existentes neste campo: o modelo médico e o modelo moral (Faria & Schneider, 2009). O primeiro concebe a toxicomania como uma forma de psicopatologia, com consequente ênfase nos aspectos orgânicos e biológicos associados a este fenômeno. Os tratamentos para uso de drogas provenientes deste modelo apresentam como características ser hospitalocêntrico, com predominância da terapêutica farmacológica e tendo como principal meta a cura, que, no caso da atenção aos usuários de álcool e outras drogas, é considerada equivalente à abstenção do uso.
Já o modelo moral é de origem religiosa ou espiritualista e propõe o uso de drogas como um desvio de caráter. Os tratamentos que se encontram inseridos nesta vertente visam moldar nos usuários o comportamento desejado pela instituição, que geralmente equivale ao comportamento abstinente. Este modelo é ainda hoje adotado por algumas comunidades terapêuticas e por grande parte dos grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, que propõem a dependência química como uma doença física, mental e espiritual incurável.
É comum observar que, nas instituições de saúde mental voltadas à atenção aos usuários de álcool e outras drogas, as práticas terapêuticas existentes geralmente fazem uma síntese destes dois modelos. Além disso, tais instituições inserem-se massivamente na lógica das instituições especializadas, nas quais um determinado usuário é atendido por vários especialistas, supostos detentores de um saber a priori sobre o uso de drogas, sem que haja um diálogo ou integração destes saberes a partir de cada caso singular. Nessa perspectiva, os tratamentos oferecidos costumam pautar-se em ideários científicos ou morais acerca das concepções de doença, cura, reabilitação etc.
Diferentemente, nos tratamentos oferecidos aos usuários de drogas a partir da perspectiva psicanalítica, a ênfase recai no sujeito que lança mão do recurso aos psicoativos, na dimensão do gozo atrelado às práticas de intoxicação e na ética que orienta a clínica psicanalítica, a qual se caracteriza por ser uma ética do bem-dizer e se opõe ao que Lacan ([1958/1959]/1995) chama de ética do bem-estar.

A perspectiva psicanalítica nos tratamentos para usuários de drogas

O estudo do fenômeno do uso de drogas e das suas diferentes modalidades de tratamento tem revelado cada vez mais a importância de levarmos em consideração o sujeito que recorre às substâncias psicoativas e o gozo atrelado às práticas de intoxicação (Torossian, 2004). A ideia de que, ao consumo de substâncias tóxicas, subjaz um sujeito que faz uma escolha e que consegue extrair desta prática um gozo, remete ao conceito de sujeito do inconsciente, o qual é concebido como estando além do indivíduo e da doença.
Nesse sentido, uma das principais especificidades do tratamento analítico é sua ênfase na estrutura subjetiva em detrimento do fenômeno patológico individual. É por esta razão que, diferentemente do diagnóstico médico-psiquiátrico, que é fenomenológico e baseia-se em um conjunto de sinais previamente definidos, o diagnóstico psicanalítico é estrutural e visa analisar a posição assumida pelo sujeito diante do Outro (Figueiredo & Tenório, 2002).
Uma das principais consequências da diferenciação entre fenômeno e estrutura no tratamento das toxicomanias diz respeito ao fato de que esta se contrapõe à perspectiva de tratamento das instituições especializadas (Martins, 2005). Tais instituições, como as especializadas em uso de drogas, distúrbios alimentares ou outras manifestações monossintomáticas, priorizam o fenômeno em detrimento da estrutura. Em função dessa lógica, estas instituições ratificam, nos seus usuários, uma identificação com os fenômenos que nelas são tratados, acarretando, assim, uma função de nomeação. Porém, um dos efeitos nefastos desta nomeação é que esta geralmente traz implícita a suposição de que um fenômeno é capaz de definir o sujeito, o que dificulta ou até impossibilita um questionamento, por parte do usuário, acerca daquilo que subjaz ao fenômeno.
Nesse sentido, na perspectiva da psicanálise, o diagnóstico busca o mais além dos fenômenos, preconizando uma clínica da escuta que objetiva analisar as maneiras como os efeitos de uma confrontação com o Outro se estabelecem na definição de uma estrutura do sujeito (Figueiredo & Tenório, 2002). Dessa maneira, é a partir do diagnóstico diferencial entre neurose, psicose e perversão que o tratamento psicanalítico irá se desenrolar.
Isso porque a psicanálise propõe que o fenômeno do uso de drogas terá certas particularidades dependendo da estrutura na qual se manifesta. Assim, a perspectiva psicanalítica considera que as drogas podem ser usadas com diferentes funções e que o uso de drogas, enquanto fenômeno, apenas vela a estrutura subjetiva que o comporta. Portanto, no tratamento analítico oferecido aos usuários de drogas, torna-se necessário considerar a função e o sentido desse fenômeno para cada sujeito, o que apenas pode ser feito a partir de uma escuta clínica que produza efeitos subjetivos e que seja capaz de favorecer um reposicionamento do paciente ante as desordens de que se queixa.
Desse modo, a perspectiva psicanalítica, contrariamente ao modelo médico-psiquiátrico, o qual segue a lógica das instituições especializadas, prioriza o que Figueiredo (2007) denomina de saber do sujeito em detrimento do saber técnico. Enquanto no saber técnico o sujeito fica assujeitado a um saber que os técnicos de saúde julgam deter sobre o que acreditam ser a doença do paciente, a clínica psicanalítica parte de um não saber sobre o sujeito (Lacan, 1960/1961), apostando em um saber do sujeito, um saber "[...] suposto, oculto, não evidente, que se apresenta de modo difuso, intermitente, lacunar, e que precisa ser recolhido e trabalhado como indicador para o tratamento" (Figueiredo, 2007, p. 42).
Então, para que um tratamento psicanalítico das toxicomanias possa ter lugar em instituições de saúde mental especializadas no atendimento a usuários de drogas, é necessário que o praticante da psicanálise, que atua em tais instituições, consiga trilhar um percurso que vá do fenômeno à estrutura, tomando esta última como um guia que orienta a análise dos fenômenos e determina a direção a ser dada ao processo terapêutico. Em outras palavras, podemos afirmar que apenas é possível o estabelecimento de um tratamento analítico para as toxicomanias no espaço institucional na condição de haver uma subordinação dos dispositivos institucionais de tratamento à prática clínica. E essa condição é absolutamente necessária na atualidade, haja vista que a experiência tem demonstrado que o consultório privado é insuficiente como dispositivo para tratar a grande maioria dos chamados sintomas atuais.

A direção do tratamento na clínica das toxicomanias

No tocante à direção do tratamento analítico, Lacan (1998) afirma que quem dirige o tratamento é o analista, mas isso não significa dizer que o analista dirige o analisante. Para Lacan, dirigir o analisante seria correlato a dirigir a consciência, prática comum nos tratamentos morais, mas que deve estar excluída da experiência analítica. Nesse sentido, ele adverte que a direção do tratamento analítico consiste, em primeiro lugar, em fazer com que o sujeito aplique a regra analítica, falando o que lhe vier à cabeça, e abrindo-se, assim, aos efeitos do inconsciente. É por essa razão que a clínica psicanalítica das toxicomanias, diferentemente dos demais tratamentos voltados para usuários de drogas, se fia não em um saber prévio, mas nas escolhas do sujeito, na medida em que a direção do tratamento analítico é dada a partir da associação livre e, portanto, do inconsciente.
Assim, a psicanálise pauta-se em uma clínica da escuta, que, como tal, diferencia-se da clínica do olhar, característica do modelo psiquiátrico (Figueiredo & Tenório, 2002). Porém, para que esta escuta possibilite o acesso ao saber inconsciente, é necessário que ela esteja ancorada no estabelecimento da transferência, pois é esta que, ao promover o deslizamento da cadeia significante, convida o sujeito do inconsciente a falar. Isso porque, sendo o pivô da transferência o sujeito suposto saber, que consiste no engano subjetivo do analisante em supor que há um saber, do lado do analista, acerca do seu infortúnio, é ele que faz com que o analisante demande ao analista uma resposta para suas questões.
Nesse sentido, favorecer o advento do sujeito do inconsciente vai na contramão das propostas de tratamento para o uso de drogas que promovem uma identificação dos usuários com os significantes "toxicômano", "viciado", "doente" etc. Tais nomeações, ao trazerem implícita a suposição de que um fenômeno é capaz de definir o sujeito e ao tomarem o usuário de drogas como objeto de um saber que lhe é exterior, promovem o que a psicanálise chama de demissão subjetiva, na medida em que ratifica uma alienação dos usuários a significantes provenientes do Outro social, tamponando, assim, o sujeito do inconsciente. Diferentemente, a direção do tratamento psicanalítico visa possibilitar a implicação subjetiva, na medida em que convoca o sujeito a se responsabilizar pelo seu gozo, o qual, por mais que pareça alheio à sua vontade, lhe concerne e traduz a sua divisão subjetiva.
Mas, na clínica psicanalítica das toxicomanias, é importante considerar que o gozo em jogo nas práticas de intoxicação porta uma particularidade, na medida em que é capaz de fazer o sujeito romper com o gozo fálico, que é o gozo resultante da operação de castração (Lacan, 1976). É por esta razão que o gozo toxicômano articula-se ao que Lacan chamou de gozo perigoso. Pois, segundo Lacan, a dinâmica do gozo inclui a possibilidade de que o sujeito procure estender a satisfação sempre para mais além das coordenadas ditadas pelo princípio do prazer, visando, assim, uma excitação cada vez maior que, ao ser repetidamente levada ao seu limite extremo, pode chegar a tocar o ponto supremo do gozo, que é a morte. Nesse âmbito, o sujeito depara-se com um gozo perigoso, que ultrapassa a excitação mínima, pode chegar ao infinito e "[...] comporta a possibilidade de repetição que seria o retorno a esse mundo como semblante" (Lacan, 1970/1971, p. 20).
Esse gozo perigoso, tal como definido por Lacan, pode ser vislumbrado de maneira bem clara no fenômeno do uso de drogas e, em particular, nas chamadas toxicomanias, uma vez que a tentativa empreendida pelo toxicômano é a de lançar o gozo cada vez mais para o ponto limite da vida, aproximando-se gradativamente da morte na medida em que, a cada novo uso, aumenta a dose das substâncias utilizadas, pois a dose anterior já não é mais suficiente para fazê-lo sentir o mesmo efeito, o que pode culminar nas famosas "overdoses".
E de acordo com Alberti (2007), a única possibilidade de impor limites a esse gozo perigoso é reinseri-lo na regulação ditada pelo princípio do prazer, para que este possa fazer parte do gozo da vida e não configure uma extrapolação que culmine na morte do organismo. A partir dessa proposição, pode-se constatar que uma direção possível na clínica das toxicomanias é favorecer a reinserção do gozo perigoso oriundo das práticas de intoxicação em uma regulação fálica, aumentando, assim, o campo referente ao gozo da vida.
Em perspectiva semelhante, Fernandes (2009) propõe que o manejo do mais-de-gozar na clínica psicanalítica deve seguir a orientação lacaniana de "[...] fazer o gozo passar pelo inconsciente" (Lacan, 2003, p. 107). Pois, segundo a autora, adotar essa direção no tratamento psicanalítico implica levar o sujeito a fazer um novo uso do gozo, responsabilizando-se por seus modos de gozar e, consequentemente, implicando-se naquilo de que se queixa.
Dessa forma, a clínica psicanalítica das toxicomanias, ao se pautar no diagnóstico estrutural e na interrogação acerca da função das drogas na economia psíquica de cada usuário, visa propiciar uma responsabilização do sujeito pelo seu gozo, não podendo estabelecer, a priori, nenhum ideal a ser alcançado. Assim, a abstinência de que se trata na clínica psicanalítica, especialmente no caso do tratamento das toxicomanias, é a abstinência do analista, o qual não deve aderir a um furor curandi que o levaria a querer aplacar, de antemão, o sofrimento do usuário.
Desse modo, na perspectiva da clínica psicanalítica, para que a toxicomania possa converter-se na formação de sintomas, é necessário que o tratamento oferecido permita que se produza um deslocamento deste objeto-solução, representado pela droga, para a confrontação com a falta radical de objeto. Este deslocamento é produto do confronto com o enigma do desejo do Outro, o qual possibilita a emergência do sujeito do desejo e, consequentemente, a delimitação de uma distância em relação ao gozo invasor vivenciado na experiência toxicômana.
Mas, a partir das referências de Lacan (1998), é possível depreender que esse deslocamento só tem possibilidades de acontecer caso a direção do tratamento tenha como operador o desejo do analista, o qual consiste em um desejo opaco que comparece como enigma e que, ao retornar para o analisante sob a forma da pergunta Che Vuoi?, é capaz de colocar em funcionamento o deslizamento dos significantes. Assim, o desejo do analista permite ao praticante da psicanálise fazer operar o Discurso do Analista, fazendo semblante de agente (a) deste discurso, e, consequentemente, permitindo que o analisante possa aparecer como sujeito dividido (), com vistas à promoção de uma retificação subjetiva.
Segundo Bittencourt (1993, p. 13), no âmbito da clínica com toxicômanos, a retificação subjetiva consiste justamente na passagem do queixar-se da substância tóxica para o queixar-se de si mesmo. E essa passagem "[...] se dá quando a droga se transforma numa questão para ele: 'por que me drogo?'". É neste momento que se pode testemunhar a vacilação do gozo proporcionado pela substância e o deslocamento necessário da droga para a sua dimensão significante. Em linhas gerais, pode-se dizer que esta é a direção do tratamento analítico na clínica das toxicomanias no tocante à estrutura neurótica.
Por sua vez, quando se trata de um sujeito psicótico que usa drogas, a direção do tratamento analítico não pode visar a produção de um sintoma analítico e a divisão subjetiva, visto que a estrutura psicótica não conta com recursos para se haver com isso. Segundo Monteiro (2005), na clínica da psicose, a retificação subjetiva é substituída por uma introdução subjetiva, pois, como a condição do sujeito na psicose está sempre ameaçada, introduzir o sujeito é implicá-lo de alguma maneira no tratamento. Além disso, como na psicose o uso de drogas pode cumprir uma função que diz respeito a uma tentativa de silenciar os efeitos de foraclusão da Lei simbólica representada pelo Nome-do-Pai, o tratamento deve visar a um apaziguamento da invasão experimentada pelo sujeito, produzindo um anteparo ante o gozo intrusivo e ameaçador. Outra especificidade da clínica psicanalítica das toxicomanias com psicóticos diz respeito ao fato de que toda intervenção deve estar atenta para não dissolver a função por vezes apaziguadora que as drogas desempenham antes que algo possa se articular no lugar, sob o risco de desencadear uma passagem ao ato.
Dessa forma, a partir da clínica psicanalítica das toxicomanias, podemos pensar que a escolha do sujeito pelas drogas, as recaídas e os excessos de substância só poderão deixar de ser uma saída para os usuários de drogas quando o tratamento propiciar o encontro de cada um com outras formas de simbolização que o permitam prescindir da intoxicação, nos casos em que esse desfecho for possível.

Fragmentos clínicos



A fim de analisar como os pressupostos acima descritos podem comparecer na clínica psicanalítica das toxicomanias, lançaremos mão de dois fragmentos de casos clínicos: o caso de Maria e o caso de Leandro. A respeito do caso Maria, trata-se de uma mulher de quarenta anos que chegou ao tratamento com uma hipótese diagnóstica de psicose e apresentando-se como alguém que nasceu para sofrer, pois relatava já ter sofrido vários abusos sexuais, tanto do pai como dos irmãos e de alguns companheiros com quem conviveu maritalmente. Além disso, Maria se dizia perseguida e rejeitada. Afirmando que já estava cansada dos tantos abusos que havia sofrido, ela relatou que mandou matar um ex-companheiro como uma forma de se vingar de todos que a abusaram. Maria afirma ser um monstro e demanda que a responsável por seus atendimentos a veja como tal, chegando até mesmo a dizer-lhe que ela não se engane, pois não a conhece. Maria, inclusive, já fez várias atuações no intuito de provar sua monstruosidade, sendo, em função disso, temida por vários outros profissionais que a acompanham na instituição de saúde onde se trata.

Porém, ao mesmo tempo em que demanda ser vista como um monstro, Maria também oferece à praticante da psicanálise que a atende sua abstinência de drogas, a qual apresenta como uma espécie de presente. Enquanto nos períodos de uso de drogas Maria apresenta-se de forma violenta e com trejeitos masculinizados, chegando a manter relações homossexuais; nos períodos de abstinência ela apresenta-se como benfeitora e com uma postura mais feminilizada.

No entanto, a praticante da psicanálise não responde do lugar em que é colocada por Maria: não teme o 'monstro' que Maria diz ser nem se ensoberbece com o suposto 'presente' que lhe é ofertado. Assim, por trabalhar com a hipótese de uma estrutura histérica e não dirigir-se a Maria como monstro, a psicanalista opera o que podemos chamar de um ato analítico, o qual, é importante salientar, não pode ocorrer fora da transferência. Esse ato, ao promover uma quebra na cadeia de significações estabelecida por Maria, suspende toda a ordem prévia e favorece a irrupção do novo. Assim, ao olhar para Maria sem vê-la como monstro, a analista possibilitou a emergência de um reposicionamento subjetivo ante o gozo oriundo da intoxicação. A partir daí, pode-se deduzir que, se o uso de drogas comparecia na vida psíquica de Maria como algo que lhe possibilitava tornar-se um 'monstro' (traficando, matando etc.), a posição da psiquiatra em não tomá-la deste lugar teve implicações sobre o modo de Maria se relacionar com as substâncias psicoativas bem como sobre seu posicionamento diante da partilha dos sexos. E esta direção que está sendo dada ao tratamento de Maria vem possibilitando que ela experimente circular por outras posições subjetivas que não a de monstro.

Por sua vez, no que tange ao caso Leandro, trata-se de um rapaz de trinta anos, que procurou uma instituição de tratamento para usuários de drogas a fim de interromper o consumo e satisfazer, assim, a vontade da mãe, que o acompanhava aos atendimentos. Leandro não trabalhava nem estudava e relatava ficar durante a maior parte dos dias em casa, atualizando um blog que havia criado e no qual escrevia textos e artigos sobre experiências com drogas.

Após algumas sessões, Leandro revelou que, nesse blog, nunca escrevia sobre suas próprias experiências com drogas, mas apenas sobre as experiências com drogas que ele observava em outros. Através de uma história na qual se observava uma linha muito tênue entre delírio e realidade, Leandro narrou que correria o risco de acontecer algo de muito ruim caso ele escrevesse no blog suas próprias experiências com as drogas e que tinha medo de sair na rua porque as pessoas estavam tramando contra ele. Inicialmente, Leandro justificou esse medo pela afirmação de que havia afrontado um pastor e que, por isso, o pastor queria se vingar dele, matando-o.

Porém, ao longo dos atendimentos e com a utilização de uma dosagem pequena de medicações antipsicóticas, Leandro começou a sistematizar seu delírio, o qual se caracterizava por ser um delírio de perseguição que inicialmente era direcionado apenas ao pastor e que, posteriormente, passou a ser dirigido a todas as pessoas da sua rua. Nesse caso, a direção do tratamento analítico seguiu a orientação segundo a qual, na clínica com psicóticos, o analista deve desempenhar a função de secretário do alienado, de modo a propiciar a construção delirante como uma tentativa de suplência à foraclusão da castração. Este manejo possibilitou certa regulação no consumo de drogas de Leandro na medida em que, ao longo do tratamento, ele encontrou uma abertura para, minimamente, simbolizar o gozo invasor característico da sua estrutura psicótica.

Dessa maneira, levando em consideração que o discurso analítico aproxima-se da lógica da operação de separação, ao promover uma ruptura, ainda que parcial, com a alienação do sujeito aos significantes fixados a partir do Outro, pode-se pensar que, no caso da clínica psicanalítica das toxicomanias, visa-se operar algo de uma separação não do Outro, mas do gozo perigoso do Outro que invade e escraviza o sujeito. Nessa perspectiva, segundo Lacan (1964/1998), se separar significa engendrar-se no âmbito dos tratamentos ofertados para os usuários de drogas e toxicômanos a partir da proposta da psicanálise, tratar-se-ia de fazer engendrar um sujeito onde apenas havia um corpo comandado pela substância tóxica ou pelo peso do significante fixado no objeto droga. A esse respeito, consideramos que as praticantes da psicanálise responsáveis pelos casos clínicos analisados conseguiram sustentar esta postura ética.

São Bernardo é referência nacional no atendimento aos dependentes químicos

Modelo adotado pela Prefeitura de São Bernardo é referência nacional no atendimento aos dependentes químicos

Representantes de dois municípios paulistas visitaram nesta quarta-feira (3) os serviços de Saúde Mental de São Bernardo do Campo que atendem pessoas em uso abusivo de álcool e outras drogas. Técnicos da regional de Bauru do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São José do Rio Preto vieram conhecer o modelo de atendimento de São Bernardo, considerado referência nacional na área de atenção aos dependentes químicos pelo Ministério da Saúde.
Algumas das unidades visitadas foram o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da região central, a República Terapêutica de Adultos e o Consultório de Rua, que oferece atendimento educativo, psicossocial e médico nas ruas, aos usuários de álcool e outras drogas.
Segundo a psicóloga Lívia Otuka, do Ministério Público de Bauru, que veio acompanhada de uma assistente social, a visita foi bastante proveitosa. Com as informações recolhidas, ela pretende elaborar um relatório aos promotores de Bauru para que o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) Infanto-Juvenil daquela cidade, que será implantado em breve, preste serviços de qualidade aos dependentes químicos.
"Vimos que aqui há muito mais serviços, as unidades estão melhor estruturadas e há mais opções de atividades terapêuticas para os pacientes. A partir desse levantamento feito em São Bernardo, o Ministério Público terá subsídios para exigir as mudanças que se fizerem necessárias na unidade que será instalada em
Bauru", afirmou Lívia.
A delegação de São José do Rio Preto, formada pela gerente de Saúde Mental e por outros dois técnicos da área, estavam interessados nos protocolos adotados por São Bernardo no manejo dos pacientes de álcool e drogas. O município está prestes a inaugurar um Caps Álcool e Drogas para adultos. Segundo o enfermeiro Fábio Rodrigo da Silva, que será o gerente do Caps de São José do Rio Preto, a visita a São Bernardo foi muito importante para a instalação do novo serviço. "Gostamos muito da organização e de como as equipes de saúde mental de São Bernardo atuam. Vamos utilizar muitos dos procedimentos adotados aqui como exemplo para nossa cidade".
A delegação de São José do Rio Preto, formada pela gerente de Saúde Mental e por outros dois técnicos da área, estavam interessados nos protocolos adotados por São Bernardo no manejo dos pacientes de álcool e drogas. O município está prestes a inaugurar um Caps Álcool e Drogas para adultos.
Segundo o enfermeiro Fábio Rodrigo da Silva, que será o gerente desse novo Caps de São José do Rio Preto, a visita a São Bernardo foi muito importante como referência para o novo serviço. "Gostamos muito da organização e de como as equipes de saúde mental de São Bernardo atuam. Vamos utilizar muitos dos procedimentos adotados aqui como exemplo para nossa cidade".
Modelo adotado pela Prefeitura de São Bernardo é referência nacional no atendimento aos dependentes químicos
Representantes de dois municípios paulistas visitaram nesta quarta-feira (3) os serviços de Saúde Mental de São Bernardo do Campo que atendem pessoas em uso abusivo de álcool e outras drogas. Técnicos da regional de Bauru do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São José do Rio Preto vieram conhecer o modelo de atendimento de São Bernardo, considerado referência nacional na área de atenção aos dependentes químicos pelo Ministério da Saúde.
Algumas das unidades visitadas foram o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da região central, a República Terapêutica de Adultos e o Consultório de Rua, que oferece atendimento educativo, psicossocial e médico nas ruas, aos usuários de álcool e outras drogas.
Segundo a psicóloga Lívia Otuka, do Ministério Público de Bauru, que veio acompanhada de uma assistente social, a visita foi bastante proveitosa. Com as informações recolhidas, ela pretende elaborar um relatório aos promotores de Bauru para que o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) Infanto-Juvenil daquela cidade, que será implantado em breve, preste serviços de qualidade aos dependentes químicos.
"Vimos que aqui há muito mais serviços, as unidades estão melhor estruturadas e há mais opções de atividades terapêuticas para os pacientes. A partir desse levantamento feito em São Bernardo, o Ministério Público terá subsídios para exigir as mudanças que se fizerem necessárias na unidade que será instalada em Bauru", afirmou Lívia.
A delegação de São José do Rio Preto, formada pela gerente de Saúde Mental e por outros dois técnicos da área, estavam interessados nos protocolos adotados por São Bernardo no manejo dos pacientes de álcool e drogas. O município está prestes a inaugurar um Caps Álcool e Drogas para adultos. Segundo o enfermeiro Fábio Rodrigo da Silva, que será o gerente do Caps de São José do Rio Preto, a visita a São Bernardo foi muito importante para a instalação do novo serviço. "Gostamos muito da organização e de como as equipes de saúde mental de São Bernardo atuam. Vamos utilizar muitos dos procedimentos adotados aqui como exemplo para nossa cidade".
A delegação de São José do Rio Preto, formada pela gerente de Saúde Mental e por outros dois técnicos da área, estavam interessados nos protocolos adotados por São Bernardo no manejo dos pacientes de álcool e drogas. O município está prestes a inaugurar um Caps Álcool e Drogas para adultos.
Segundo o enfermeiro Fábio Rodrigo da Silva, que será o gerente desse novo Caps de São José do Rio Preto, a visita a São Bernardo foi muito importante como referência para o novo serviço. "Gostamos muito da organização e de como as equipes de saúde mental de São Bernardo atuam. Vamos utilizar muitos dos procedimentos adotados aqui como exemplo para nossa cidade"

quarta-feira, 3 de julho de 2013

IV CHAMADA PARA SELEÇÃO DE PROJETOS DE REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL

Ministério da Saúde
Secretaria de Atenção à Saúde
Departamento de Articulação de Redes de Atenção à Saúde 
Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas.

IV CHAMADA PARA SELEÇÃO DE PROJETOS DE 
REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL: TRABALHO, CULTURA E INCLUSÃO 
SOCIAL NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL.

I. Introdução
A estratégia de Reabilitação Psicossocial compõe a Rede de Atenção
Psicossocial (RAPS), com o objetivo de desenvolver ações de fortalecimento e
qualificação de iniciativas nos campos do trabalho/economia solidária, habitação,
educação, cultura, direitos humanos, que garantam o exercício de direitos de cidadania,
o fortalecimento do protagonismo de usuários e familiares e a produção de novas
possibilidades para projetos de vida, de forma articulada com os recursos do território.
São exemplos de estratégias de reabilitação psicossocial: iniciativas de geração
de trabalho e renda, cooperativas sociais, empreendimentos solidários, centros de
convivência e cultura, grupos de teatro, pontos de cultura, moradias solidárias, entre
outras iniciativas desenvolvidas nos diversos pontos de atenção da RAPS (CAPS,
Atenção Básica, Centros de Convivência e Cultura e Programas de Inclusão Social pelo
Trabalho), na rede intersetorial e em associações de usuários e familiares. Tais
iniciativas reúnem produções em artesanato, bijuteria, gêneros alimentícias, vestuário,
acessórios, marcenaria, serralheria, restauração de móveis, além de iniciativas com arte,
cultura, música, cinema, teatro, e outras, com prestação de serviços (jardinagem,
limpeza, lavagem de carros, assessoria e incubação, serviço de buffet).
As experiências em curso têm se mostrado um potente dispositivo no que se
referem às possibilidades de ampliação do acesso ao trabalho, renda, educação, arte e
cultura, contribuindo para a formação do fortalecimento de contratualidade das pessoas
com sofrimento com transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades de saúde
decorrentes do uso de álcool e outras drogas. No que se refere às iniciativas de geração
de trabalho e renda, empreendimentos solidários e cooperativas sociais, atualmente, o
Ministério da Saúde tem 660 iniciativas mapeadas.
Considerando a necessidade de fortalecer, qualificar e expandir as experiências
de reabilitação psicossocial, esta Área Técnica de Saúde Mental lança a IV Chamada de 2
Seleção de Projetos de Reabilitação Psicossocial: Trabalho, Cultura e Reabilitação
Psicossocial na Rede de Atenção Psicossocial.

Leia ainda mais detalhes no link:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/iv_chamada_trab.pdf


Cidade de Rio Claro comemora Ampliação do Serviço de Saude Mental.


Rio Claro amplia serviço de Saúde Mental
Com a entrega da unidade Caps i - Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil - na próxima sexta-feira, dia 5 de junho, às 14 horas, o município de Rio Claro amplia a sua capacidade de atendimento no sistema de Saúde Mental. O prefeito Du Altimari e o secretário da Saúde, Marco Mestrinel, participam da solenidade.
O Caps i irá atender na Rua 11 nº 1945, esquina da Avenida 18, no bairro da Santa Cruz, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Sua principal finalidade é assistir crianças e adolescentes do município, com idade entre três e 18 anos incompletos, que apresentem transtornos severos e persistentes como autismo, psicose e neuroses graves. A unidade também terá condições de tratar casos de transtornos decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas.
O Programa de Saúde Mental é aberto à população e destinado a prestar atenção diária. O atendimento é individual, em grupos, visitas domiciliares, assistência à família e atividades comunitárias. Dentro desse sistema a população ainda conta com: Caps III (Centro de Atenção Psicossocial), Caps ad (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas) e dois ambulatórios: o Cesm (Centro de Especialidades em Saúde Mental) e Criari (Centro de Referência da Infância e Adolescência de Rio Claro).